ERAS TU, SENHOR! (OS EXCLUÍDOS)
BIBLIOTECA VIRTUAL de Derecho, Economía y Ciencias Sociales

 

ÉTICA E SOCIEDADE

Luiz Gonzaga de Sousa

 

 

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ERAS TU, SENHOR! (OS EXCLUÍDOS)

 

A Igreja católica brasileira lançou, vindo diretamente pelo Papa João Paulo II, a Campanha que será trabalhada todo o ano de 1995, com a insígnia ERAS TU, SENHOR! cujo objetivo é falar sobre a situação dos EXCLUÍDOS da sociedade moderna, isto é, as prostitutas, os bêbados, os viciados em drogas, os menores de rua, os favelados, e muitos outros. Olhando bem, pergunta-se: será que esse tipo de pensamento deve ser cultivado, ou trabalhado somente pelos católicos, que tiveram a idéia inicial de tal Campanha? Facilmente, verifica-se que essa idéia não deve ser exclusivista, mas agregativa de toda sociedade que luta pela fraternidade e amor. Por que os protestantes não se unem também a esta grande rogativa de lutar pela igualdade de todos, independente de classe social, de etnia, de religiosidade, e de sexualidade? Não se consegue entender as classificações de católicos, protestantes, espíritas, ou qualquer um outro credo que busca o caminho da verdade e da vida, ao atuar de forma isolada.

Quando JESUS esteve no mundo, não pregou para os seus apaniguados (se é que existisse algum). Ele falou para todos indistintamente, indicando inclusive que se deveria viver bem a vida do mundo é claro, dentro dos princípios de compreensão, de amor, de cooperação, e de humildade, para que todos crescessem juntos para a vida eterna, que seria a libertação da vida material. Esse jovem Rabi da Galiléia devotou sua vida a uma conscientização da humanidade que só compreendia aquele momento, quer dizer, as farras, prestígio social, dinheiro, e compreensão do dia-a-dia que a cercava e todos que viam em JESUS um visionário, mais um lunático se prescrevendo DEUS. Em nenhum momento JESUS disse que seria DEUS, mas o filho de DEUS, trazendo a boa nova para todos, coisa que poucos, ou pouquíssimos compreenderam aqueles ensinamentos tão profícuos para um entendimento da vida eterna, quando disse: o meu reino não é deste mundo.

O ilustre filho de Nazaré, ou de Belém teve uma moral retilínea, foi todo amor, mostrou ao mundo o que seria ter paciência, cultivar a humildade, ser simples, ter resignação diante das dificuldades da vida, compreendendo que os sofrimentos de hoje são decorrentes de uma vida que foi abusada em um passado que foi arquivado, hoje sofrendo o merecido. Não se deve ver as dores e sofrimentos, como aquilo que DEUS concedeu, e não lutar por sua melhora, pois esse pensamento não é verdadeiro. DEUS deu força para que se possa lutar contra as maledicências e inferioridades que cercam o ser humano, porém suas dores devem servir de alerta para o futuro. As quedas de cada pessoa devem ser vistas, como débitos pessoais de desconhecimento do bem que ainda existem. Portanto, devem ser suportadas com amor, resignação e paciência, assim fez JESUS com todos os seus sofrimentos que suportou, para servir de exemplo para todos daqui do planeta.

Inegavelmente todas as inferioridades do ser humano, criado com tanto carinho e amor pela Força Universal, com uma dedicação incomensurável, ainda continuam, tais como orgulho, prepotência, vaidade, ganância, inveja, e muitos outros tipos de maledicências que denigrem o homem em seu analfabetismo espiritual. São as aptidões materiais do ser inteligente, que deixam toda uma humanidade presa à ignorância do bem, sem rumo, dentro de seu processo evolutivo, que nenhum cientista conseguiu e consegue quantificá-lo. São as aptidões materiais do ser inteligente, que deixam toda uma humanidade presa à ignorância do bem, sem rumo, dentro de seu processo evolutivo. Assim sendo, deve-se viver a vida verdadeira, mesmo que seja dentro da ignorância, cujo tempo se encarrega de destruí-la com as quedas constantes do dia-a-dia, como experiência. Assim, o homem vive nos séculos, em busca de uma direção, tentando aprender sem fraquejar, sem o sofrimento das dores, mas com o aprendizado da consciência e experiência de vida, que legou com fraternidade, liberdade e igualdade, no sentido real do termo, que todos almejam, e não se esforçam para conseguí-lo.

O interessante nisto tudo, é que, o sentimento, que é o embrião do amor, já brotou no coração do homem, e aqui e acolá, ele sente a vontade de ajudar a alguém. A piedade lhe brota, e a dor da consciência chega-lhe à face como se fosse algo cobrando alguma culpa do passado, que é preciso e necessário resgatá-la. É fácil de ver as pessoas passarem pelas ruas, e sentirem piedade dos menores abandonados; das prostitutas sujas e esfarrapadas, que caem nas sarjetas sem um consolo amigo; dos velhinhos que pedem esmolas de porta em porta; e, dos ladrões que são massacrados nas ruas por policiais que estão cumprindo seu dever. Mas, o que fazer? Não se sabe. Culpa-se o governo, todavia, será o governo, o único culpado neste tipo de calamidade? É preciso estudar bem o caso, e ver que a culpa é mais além; não é de ninguém, entretanto, todos têm sua parcela de culpa em todo este processo, que deve acabar de uma vez por todas.

Observando-se bem estes casos, verifica-se que os diversos cientistas tentam uma explicação para estes problemas, e não encontram respostas convincentes para que todos vivam dentro do princípio de harmonia, paz e amor, como pregaram: JESUS, GANDI, Madre TERESA de Calcutá, Irmã DULCE, os Papas, os Pastores Protestantes, e muitos outros benfeitores da humanidade. Ver-se a preocupação dos psicólogos, dos historiadores, dos sociólogos, dos economistas progressistas, dos filósofos, e alguns outros que já têm o sentimento de piedade, às vezes de amor, que envidam esforços científicos ou não, para tentarem minorar as dificuldades que essas pessoas passam. Porém, até hoje não se conseguiu nenhum avanço quanto à melhora da situação daqueles que passam fome, que vivem nas drogas, que trilham na prostituição, na homossexualidade desvairada, nos impulsos para crime, e não conseguem o seu autocontrole, para que qualquer patologia não atrapalhe a sua caminhada.

Normalmente se ver as pessoas dizerem que têm piedade, quando vêem um amigo pedindo esmola; quando alguém bate a sua porta querendo um prato de comida; quando alguém é esbofeteado pela polícia; e, quando alguém se encontra no mundo do vício com drogas pesadas, ou leves, como por exemplo: a cocaína, craque, maconha, e cigarros. Observa-se que o sentimento dá e passa, porque o orgulho lhe toma os sentidos, e não deixa que esse alguém faça alguma coisa por aquele que está caído, ou como diz a programação da Semana da Páscoa OS EXCLUÍDOS, que a Igreja tenta incluir no mundo daqueles que aparentemente seriam os que vivem bem na sociedade. Mesmo assim surge a maledicência, que ataca a toda humanidade que não compreende a si próprio, o seu interior, a sua relação para com os demais; a sua participação no cosmo como um todo; e, isto se consegue dentro da lei do progresso, que DEUS criou para que todos vivessem felizes.

Importante se faz que todos tenham sentimentos de piedade, remorso, angústia em querer ajudar alguém, e não conseguir, no entanto, estão nas Igrejas, nos Templos Protestantes, nos Centros Espíritas, ou em qualquer casa de oração, pedindo ajuda, orando por alguém, cuja hora de praticar a obra, não passa nem por perto. O mesmo aconteceria, se JESUS se apresentasse neste momento e dissesse: passaste por um mendigo e nem olhaste, deste de frente com um doente, nem compadeceste, pois tudo o que não fizeste por eles, foi a mim que deixaste de fazer, e, logo a pessoa vai dizer, mas eu não sabia que ERAS TU, SENHOR! E aqui se pergunta: é preciso que JESUS desça de corpo e alma para dizer que se tem que amar aos pobres de espírito, os cochos, os cegos e os estropiados? Sem dúvida, JESUS não é nenhum deles, e está com todos eles, que é aquele que necessita de ajuda para dar seqüência a sua caminhada.

Esse é um problema que todos têm que resolver, tendo em vista que tudo isto decorre do orgulho que ainda cultiva, do ódio que ainda alimenta, da antipatia que ainda nutre, e da inveja que está presente em todos aqueles que ainda não conhecem o caminho da verdade e da vida, que não se compreende em uma só existência no planeta terra. O homem foi criado inicialmente para descobrir a sua própria maneira de ser, limpando-se dos materiais pesados que foi contaminado, cujo processo de aprendizado nas leituras, nas quedas que sofre a cada instante, essencial ao processo evolutivo de todos aqueles que buscam uma vida de perfeição. A limpeza perispiritual que todos devem fazer é uma obrigação natural de uma alma pobre de espírito, e não uma coerção da sociedade para que o ser humano seja bom, fraternal, cooperativo e amável para com todos que o cercam, e precisam compreender a lei do amor.

            De repente, quando o homem errante estiver ao lado de JESUS, e o filme de sua vida for iniciado em seu replay, aqueles momentos de prepotência, de orgulho, de ditadura, e de arrogância começarem a doer em sua consciência, ele vai fortemente dizer: ERAS TU, SENHOR! Eu não sabia! Foi por isto que eu não fiz nada, e segui o meu caminho! A dor retorna, e o sofrimento aumenta numa rogativa constante, pedindo para ter mais uma oportunidade, para tentar melhorar os seus instintos de inferioridade, e de maledicência, próprio em quem não evoluiu durante as estadas na terra, como mais uma chance de se livrar de seus pecados ou débitos. Por certo, se JESUS aparecesse com toda sua poteosidade, todas as classes sociais iriam aceitá-Lo em confortáveis aposentos. As pomposidades do mundo, as venerações e adorações seriam as romarias que fariam filas para acompanhá-Lo para onde quer que Ele fosse com sua sapiência, e seu modo de ser angelical.

Sem dúvidas, JESUS não se encontra nos pobres de espírito, nos drogados, nos meninos de rua, nas prostitutas, nos homossexuais desvairados, nem tão pouco nos sofredores das favelas e cortiços que maltratam o ser humano como prova e/ou expiação, que todos têm que passar, compulsoriamente ou voluntariamente, dependendo do nível de evolução já conseguido. A esses, a Igreja Católica chama de OS EXCLUÍDOS, tendo em vista que a maldade que paira no mundo moderno foi criada pelo homem, deixando-o nos sofrimentos e nas dores que atravessa, e não entende a causa de suas dificuldades que vêm rolando por muitos séculos sem compreensão. OS EXCLUÍDOS representam a humildade, a simplicidade, a tolerância, a paciência, e a resignação, porque compete somente ao próprio sofredor eliminar os seus males, partir para uma consciência de si mesmo, e tentar participar da construção de um mundo que ele destruiu com toda a sua força do mau.

Portanto, a inclusão dos EXCLUÍDOS não é tarefa somente dos Católicos brasileiros, como programação da Semana Santa, mas de todos que querem a união de toda humanidade, quer seja Protestante, Espírita, Budista, Hare Krishna, Ortodoxo, Maometano, ou qualquer uma outra seita que busque a integração universal na propagação do bem. Pois, não adianta lamentar depois do fato ocorrido, quando se pronunciar: ERAS TU, SENHOR! O importante é fazer antes, para que possa se transformar, não vendo os demais como ingentes, inferiores, páreas, e somente você é quem é alguma coisa na vida, juntamente com aquele que tem alguma fortuna a mais que você. Finalmente, cada instante na vida material é uma oportunidade para compreensão de que todos são irmãos, filhos de um só Criador que nunca abandonou suas criaturas, e todos chegarão um dia na casa do Senhor; alguns mais cedo, outros mais tarde, de acordo com a própria evolução da pessoa.

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