O PROBLEMA DA EVANGELIZAÇÃO
BIBLIOTECA VIRTUAL de Derecho, Economía y Ciencias Sociales

 

ÉTICA E SOCIEDADE

Luiz Gonzaga de Sousa

 

 

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O PROBLEMA DA EVANGELIZAÇÃO

Ao iniciar o processo de discussão sobre a evangelização, é necessário que se conheça o seu real conceito. Nas palavras de Aurélio Buarque de HOLANDA[1], evangelho é

Doutrina do Cristo; cada um dos quatro livros principais do Novo Testamento; trechos desses livros que se lêem na celebração da missa; coisa que se tem por verdadeira; conjunto de preceitos porque se regula uma seita.

Disto se extrai que evangelizar significa ensinamento, doutrinação, é, sobretudo, conscientização para uma vida reta, sempre cheia de amor e de felicidade para consigo e para com os demais, na busca do conhecimento dos princípios da lei da evolução, de afinidade e de conhecimento do passado, do presente e do futuro, pois, no cotidiano está a realidade de todos, quer caminhem pela senda do bem ou do mal.

Quando se fala em conhecer o futuro, não se está colocando a questão de um conhecimento materializado, concreto, mas de um futuro de esperanças boas, de sempre ter o que é bom e salutar à vida que transcorre, sempre sentindo a fraternidade, e o amor ao próximo. Uma vida de retidão significa sentir o cheiro das flores e dos frutos, a mão amiga estendida para todos que vão ao seu encontro buscando luz, a que existe para todos os filhos de DEUS[2] que retornam à casa que por imprudência deixaram-na, e por necessidade retornaram para ficar. Assim sendo, a luz de JESUS[3] aparece com uma luminosidade que ofusca aqueles que não conhecem a vida, e tentam construir a sua felicidade nas coisas da matéria e da inferioridade, que nunca trazem o bem, nem edificam o amor que está em todos os corações.

JESUS certo dia teria falado: vinde a mim, vós que sois humildes de coração, cujo sentido real é que, todo aquele que já se depurou de todas suas maldades e está pronto para caminhar ao lado dos espíritos de luz, sentindo a fluidez daqueles que só proclamam amor, e levam a todos os princípios da paz. Esta é a atuação do evangelho, batendo bem fundo no coração daqueles que têm um pouco de sentimento de bondade, caridade e fraternidade para uma doação sem interesse, sem segundas intenções, e sem pagamentos de quaisquer espécies. Aqueles que caminham pela senda traçada por JESUS estão evangelizados, assim como todos aqueles que procuram conhecer os princípios da humildade, da pureza e do respeito a tudo e a todos, pelo encanto da vida e beleza da poesia celestial que toca aqueles que são humildes de coração.

O evangelho conhecido é entendimento da vida eterna; é conscientizar-se de sua participação na formação do universo, é conhecer as fraquezas dos outros, e sentir a vida caminhar para todos que necessitam de ensinamentos para compreender que eles são frutos de um Pai que nunca os desamparou. Evangelizar-se é sentir a pureza da criação divina e participar na ajuda àqueles que precisam compreender a integridade de seu interior que ainda não sentiu a grandeza da vida, que é farta de luz para iluminar a todos que do nada fez o tudo. Evangelizar-se é consolar-se na amplidão do entendimento da pureza que mostra a infinidade da grandeza, que está para todos indistintamente de cor, credo e classe social, pois todos estão no planeta para provar e expiar tudo que seja necessário e preciso.

Quando JESUS pregou o evangelho no mundo, Ele não ofereceu a todos um mundo bom, para onde as pessoas iriam depois da morte, bastando para tanto que O aceitassem e participassem de seus rituais, tal como pregam as Igrejas que proclamam os ensinamentos do Rabi da Galiléia. Ele quis que todos se corrigissem de suas faltas, quando repassou para alguns ide e não pequeis mais. Entretanto, para outros Ele foi mais direto e conclamou: a tua fé ti curou, na justa compreensão de que aquele irmão já estava evangelizado. É essa a missão de todos que habitam o planeta terra. Todos precisam conhecer as palavras do Mestre natural JESUS, cuja proposta é que todos têm que evangelizar e serem evangelizados, para que possam viver em um mundo de glória e de felicidade em todos os sentidos.

Sem dúvida, ainda existem aqueles que se locupletam na inferioridade, e até conclamam felicidade e grandiosidade, cujo instante de sofrimento e dor, JESUS lhes falará, dizendo aos seus corações: que buscais? E eles atordoados, não sabem responder diante de suas ignorâncias, e tantos sofrimentos. Nestes momentos não adiantam os choros, nem lamentações, pois somente as experiências lhes mostrarão, que um dia vão precisar compreender o real sentido do evangelho, pregado e vivido nas experiências da vida, que passa e repassa a todo instante. Sentir o evangelho é buscar a liberdade, é entender a existência de DEUS, e professar o aconchego entre todos, que querem sentir a vida que passa tão depressa, cujos momentos de aproveitamento no aprendizado da vida, perdem-se como fumaça.

Quando se dão aos irmãos conselhos para o bem, está-se pondo em prática o Evangelho que é a indicação salutar da compreensão da vida, pautada na senda do amor, da paz e da caridade, tal como teria JESUS pregado a todos os seus prepostos, e quis que eles levassem a todos que não O conheciam. Evangelizar-se é doutrinar-se na compreensão do meio onde se vive, da sua relação com os demais, quer sejam brancos ou pretos, ricos ou pobres, católicos ou protestantes, ou qualquer uma outra modalidade que crie diferenciação entre as pessoas e o mundo. É por este ângulo que se enxerga a imperfeição dos homens, dos animais, dos vegetais e dos minerais que passam pelas transformações necessárias para encontrar o seu verdadeiro caminho de felicidade e de amor entre todos.

No mundo moderno são comuns, os casos mais tenebrosos que a humanidade nunca pensou se deparar com tão grande freqüência, que são filhos matando pais, irmãos e familiares sem justificativa pela sociedade e por eles próprios, que afirmam perder os seus sentidos nestes momentos. O mundo material talvez não tenha justificativa plausível para os atos que fogem aos olhos dos seres humanos inferiorizados das coisas divinas, ou da pureza das criações dos espíritos de luz, de amor, e de felicidade, porque os homens só enxergam o que está ao seu lado. A espiritualidade superiora, e/ou da verdade, traz a todos que querem conhecer os verdadeiros caminhos do progresso, do entendimento da criação de DEUS algumas pistas para que se possa, dependendo do grau de evolução, perceber a pureza da verdade.

Quem não quer conhecer a verdade divina pela paciência, pela resignação e pela humildade, com certeza, conhecerá pela dor e pelo sofrimento, não imposição de DEUS, nem tão pouco por JESUS, mas um dia sentirá a necessidade de provar a sua situação, ao trilhar por lugares detestáveis. A convivência com a inferioridade já é uma escola que no relacionamento diário, sente a vontade de sobreviver, cuja superioridade da ignorância com a própria ignorância, nesta luta de brutalidade, brota-se o sentimento de mudança e melhora. Não existe aquele que quer viver eternamente na inferioridade de seus conhecimentos, mais cedo ou mais tarde ele vai sentir a necessidade de compreender o relacionamento entre as pessoas, pois o seu próprio interior vai falar bem forte o porque de sua existência.

No mundo inteiro se observam casos, os mais esdrúxulos possíveis, como os de alguns fanáticos que se apresentando como Jesus o CRISTO, criando seitas, inventando modas, e lançando a maneira de ser mais controvertida e inadaptável à época, todavia, isto é uma conturbação que deve ser orientada para a verdade real. Obviamente JESUS, em hipótese alguma, encarnará neste mundo, tal qual fez quando era conhecido por ISSA[4] no Oriente Médio, tendo em vista que havia uma missão a cumprir, naquelas condições em que esteve na terra, no entanto, Ele continua conosco de outra forma. Sem dúvida, jamais JESUS viria ao mundo e pregaria o suicídio coletivo. Até mesmo ordenando matanças, quando alguns irmãos não quisessem se sujeitar àquele sacrifício que traria, no dizer de seu líder, algum ganho pós-morte, tal como aconteceu nos Estados Unidos, com a morte de muitos irmãos sectários.

JESUS não se aproveitaria de fragilidade humana para pregar uma coisa que não servisse para a liberdade espiritual, pois liberdade espiritual não diz respeito ao sumiço do mundo corpóreo em busca do mundo espiritual, pensando em conseguir o apogeu da grandeza sem passar pela frieira do sacrifício. JESUS sempre respeitou a liberdade de cada ser humano, assim como de cada espírito que transita na sua faixa de vibração, mesmo que procure fazer maldades com aqueles que lhe dê acesso às inferioridades da vida. A prática do evangelho é o uso das palavras atribuídas a JESUS, que viveu no planeta terra com vistas a ensinar a todos o caminho da verdade e da vida, e fez isto sem interesse algum, foi simplesmente o desejo de ajudar aqueles que tiverem oportunidade de saber o caminho da paz e do amor.

Em resumo, aqui está uma abordagem da questão do evangelho que muitas pessoas não entendem; buscam somente nas leituras evangélicas, a compreensão das histórias de JESUS e seus apóstolos, quando pregavam e previam um mundo melhor para todos que aceitassem os ensinamentos das verdades da vida eterna. Porém, pensava-se de tal forma, que a vida eterna significaria, a eternidade depois da morte, entretanto, não se compreendeu a verdade, cuja vida eterna dos espíritos que são imortais, individualizados, e eternos, bastando apenas a purificação de sua idiossincrasia para a felicidade absoluta. Disto, conclui-se que evangelho é ensinamento, doutrinação, e, é, sobretudo, compreensão das verdades limitadas para se conseguir o real sentido das verdades absolutas, imutáveis, e irrevogáveis para aqueles que já têm o amor e a felicidade.

 


[1] HOLANDA, Aurélio Buarque Ferreira de. Pequeno Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa. São Paulo, Editora NACIONAL, 1976, p., 501.

[2] Deus aqui significa a inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas.

[3] Jesus, dizem ser uma congregação arquitetada pelos que estruturaram a filosofia católica.

[4] ISSA, dizem ser o seu verdadeiro nome de infância.

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