ÉTICA E SOCIEDADE INTRODUÇÃO
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ÉTICA E SOCIEDADE

Luiz Gonzaga de Sousa

 

 

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INTRODUÇÃO

Nos tempos modernos, os seres humanos precisam fazer uma reavaliação de seus conceitos, de seu acervo histórico religioso, e de sua idiossincrasia, no dia a dia em que se encontram uns com os outros, no teste comum da vida que proporciona oportunidade de praticar a lei do amor, e da caridade cristã. Ao aceitar os preceitos religiosos sem discussão, incorre-se em erros que levam ao fanatismo, a um sectarismo exacerbado que desvia os reais ensinamentos que atribuem a JESUS[1], o CRISTO, com interpretações incoerentes de ditadores dos mais antigos aos mais modernos. Visando justamente contribuir no sentido de que o leitor possa usar a sua inteligência, em um raciocínio lógico, para tirar as conclusões mais sensatas; por isso, é que, pensou-se em escrever este pequeno trabalho, tentando fazer com que se possa questionar tudo que foi visto em termos de religião.

Os ensaios, que contém esta coletânea, têm como metodologia de trabalho, algumas leituras feitas a livros diversos, as vivências engajadas em segmentos religiosos, e o comportamento assumido por aqueles que lideram ou como participantes que buscam entrar em contato com DEUS, com a pureza, mas não compreendem como o fazê-lo. É interessante como as pessoas que participam de uma agremiação religiosa não gostam de ser criticadas, não querem entender a sua própria maneira de ser, não tentam melhorar a sua trajetória de vida, e não querem saber o real sentido da fé. São pessoas manipuladas pela força mental de uma liderança que também não tem firmeza em si própria, atribuindo todas as ocorrências do mundo ao extra-normal, a coisa que pertence à divindade, cujo ser humano não tem direito de desvendá-la, o que é um grande absurdo.

Nestes pequenos ensaios existem algumas críticas ao comportamento humano de uma maneira geral. Todavia, essas idéias podem configurar algum posicionamento de algumas corporações, mas não é pensamento do autor se lançar contra categorias, sem dúvida, contra o comportamento mal organizado. O importante nisto tudo é que o ser humano possa raciocinar e viver as suas próprias idéias, mesmo que se apresentem erradas para muitas pessoas, que criaram o seu mundo de intelectualismo, sem um objetivo racional, lógico e coerente para a vida. A inteligência é o que difere o ser humano dos animais "irracionais", doação divina que muitos não querem usar para a compreensão real da vida, dentro do princípio do nascer, viver e morrer, pelo menos no que se refere à matéria que vive o ciclo necessário do aprendizado.

Importante se faz lembrar que os fatos do dia a dia foram surgindo naturalmente, deram base para que alguns artigos fossem nascendo e tomando corpo para explicação da realidade que se vive, tanto pelo lado estritamente religioso como também da relação religião-filosofia de vida. A religião não deve ser uma quimera, um imperativo do desconhecido no cotidiano de cada cristão, impondo medo e pavor àqueles que são levados pelos dogmas, esquecendo a sua inteligência para o seu próprio progresso, em busca de seu verdadeiro lugar. Inegavelmente, todas as religiões são importantes e necessárias, tendo em vista que o nível evolutivo de cada um distribui-se aos seus devidos graus de vibração, de energia e de sintonia com a sua estrutura espiritual que precisa ser melhor entendida.

Ao analisar cada artigo, o leitor pode observar talvez alguma rebeldia do autor, não no sentido inferior de raiva, de ódio, ou de rancor contra alguma coisa, ou contra alguém. No entanto, tudo isto significa o extravasar de uma opinião de quem acredita em poder consertar algo. Sabe-se que uma ideologia religiosa, ou não, não se elimina repentinamente, porque existe toda uma cultura por trás, que é muito difícil de uma mudança, tão pouco radical, especialmente quando se envolve a divindade; com o desconhecido; com o imaginário de todos os séculos. Por isso, todo cuidado é pouco ao conduzir mensagens de mudanças, que mexe com a índole do ser humano; com o "eu" de cada pessoa que não tem consciência de sua maneira de ser, pois, cada nível evolutivo da alma/espírito, tem a sua verdade limitada, difícil de substituição.

Em um mundo de provas e expiações, quer dizer, num contexto de sofrimento e dor, vê-se que o grau de percepção da vida real é muito pequeno, sobretudo, a ignorância do bem é muito forte. Não se pode querer que um cego veja em um passe de mágica, com um milagre, ou coisa assim. A visão de cada ser humano está na dependência direta do nível de saúde espiritual, em que a pessoa está envolvida daí, uma percepção perfeita, ou uma outra quase inexistente, ou plenamente míope, como é a realidade da vida que cerca a todos deste planeta. Não há como separar o mundo material em que se vive, do mundo espiritual. A trajetória é uma só. Entretanto, a saúde do corpo físico, já vem marcada no perispírito, pois, em todo momento sobressai, como oportunidade para se conhecer a vida dentro de um aprendizado eterno.

Neste sentido, as marcas que cada pessoa possui, ou que a sociedade presencia a cada instante, não nasce das relações das pessoas por excelência, mas decorre de uma estrutura que atravessa séculos e séculos, caracterizando os males que são constantes no dia a dia da sociedade moderna. Os desajustes sociais, as convulsões da sociedade, e as desigualdades dentro de uma população constituem experiências mal vividas, que se apresentam em forma de pobreza, de delinqüência, de violência, de menores de rua, e algumas outras formas mais. Hierarquizando, aí estão os diversos níveis de evolução humana, cada um de acordo com a sua obra, como teria dito JESUS, o CRISTO, com sua sapiência e conhecimento pleno de tudo que acontece no mundo, tanto do presente como foi no passado, e acontecerá no futuro das raças.

Para tentar conscientizar o povo deste planeta a formação de tudo isto que existe, concebeu as religiões para que houvesse uma transmissão de conhecimentos que ligasse a criatura à sua Criação. Então vieram MOISÉS, MAOMÉ, os profetas, JESUS, o CRISTO, e muitos outros para indicarem o caminho da verdade e da vida. As religiões deixaram e deixam sempre bons ensinamentos para a mágica do bom viver, e da relação homem/natureza para que se viva plenamente, optando sempre pelo caminho da retidão, do amor e da caridade, que é fraternidade entre todos. Sem dúvida, que a religião nunca foi o ópio da humanidade, como falou certo materialista, mas, tem deixado muito a desejar frente aos verdadeiros legados que a humanidade necessitava e necessita à sua melhor maneira de viver frente às leis divinas.

Dentro do princípio do relacionamento entre as pessoas, e procurando sempre a convivência com as leis de DEUS, o homem tem criado as suas, estudando como entender as coisas divinas e tentando por ordem àqueles que não têm conhecimentos de certo e errado, de acordo com suas índoles. Todavia, os estudos universais têm continuado em demanda da compreensão do real sentido de justiça, de moral, e de fraternidade entre as pessoas que se desviam das normas criadas pelo homem, com todo seu esforço para compreender a vida correta. Tudo isto passa pelo crivo da sensibilidade do ser humano, que inicia sua trajetória com toda a força do instinto animal, e se envereda em intenso conflito dentro de seu interior visando sempre inicialmente inconsciente, a substituição de suas inferioridades pela pureza dos céus.

Faz-se crítica a essa estrutura social existente, não com vistas a que governantes possam organizar a política, a economia, e a sociologia de seus liderados, mas pretendendo que os seres humanos se conscientizem de sua participação neste planeta de provas e expiações. O modo como as pessoas vivem e percebem as coisas que as cercam, necessita de uma reformulação, de uma severidade crítica muito forte, para que se compreenda que a evolução dos tempos e do mundo depende do conjunto das participações individuais. É com isto que se precisa vigiar muito os atos, as palavras, e os pensamentos para que a energia cósmica deletéria possa ser dissipada, para dar lugar à suavidade do amor, da fraternidade, da paz e do encanto da vida, que se faz convergente à divindade.

A pureza deste mundo passa pelo entendimento de mensagens, dadas pelo mundo espiritual que, medindo as devidas proporções, indicam o modo verdadeiro de ser de cada um, que deve caminhar pela senda da retidão, da fraternidade e da luz eterna, para saber compreender os de menores índoles. Inúmeros exemplos são dados sobre o comportamento que se deve seguir. Pois, são poucos os que entendem a sua verdadeira missão de inteligente na vivência, e sobrevivência natural que todos têm que passar para limpar as suas inferioridades e maledicências existentes. Esse processo de imitação deve ser visto com muito cuidado, porque aqueles que devem servir de exemplo, às vezes não estão dentro da lei do amor, mas se locupletam em seu orgulho, inveja e vaidade de ser algo especial neste mundo.

O exemplo maior de pureza que se tem cristalizado é o de JESUS, o CRISTO, que muitos confundem com DEUS, pela sua paciência, sua resignação, sua humildade, e seu desprendimento das coisas materiais, segundo a Bíblia. Pois, aqui na terra, Ele viveu como um ser humano comum, tal como os seus irmãos, participando de tudo que aparecia em seu derredor. JESUS, o CRISTO pode ser considerado como o DEUS, não O da plenitude, mas Aquele que foi o maior exemplo de grandeza e de amor, para com todos que não tiveram, e não têm condições de alcançar vibrações mais elevadas, como acontece com as pessoas que viveram e vivem no planeta terra. O que não pode acontecer são as venerações excessivas a um JESUS morto na cruz, sofredor do calvário, que recebeu insultos e bofetadas. O importante é o legado de suas pregações, de sua maneira de ser, sempre com respeito a tudo e a todos.

Nos tempos modernos, onde a injustiça é evidente, o desamor governa e as desigualdades são constantes, buscam-se Centros Espíritas, cujas mesas mediúnicas estão cheias de reclamações dos desencarnados, pedindo para que seus familiares lhes deixem em paz, para não atrapalharem a sua evolução ad infinitum. O atrapalhar aqui, não diz respeito a uma coisa pejorativa, mas a uma consciência de desapego, de não fazer invocação desnecessária, e de deixar que o ente querido procure entender a sua nova consciência, rumo a uma promissora jornada. Esta é mais uma missão na ajuda àqueles que precisam entender que os laços familiares desta vida terminaram e o que fica, são as afinidades fraternais que vão se agregar ao acervo de amigos que participam da construção do mundo que fez parte.

O processo de evolução dos espíritos/almas e almas/espíritos deve ser sempre acompanhado de uma situação crítica constante, ao considerar que é com a auto-conscientização, com o ser benevolente para com os outros e severos para consigo mesmo, que se consegue entender a sua missão. Assim, a crítica é salutar e benéfica para quem quer saber de suas dificuldades, dos seus erros que muitas vezes saem de modo inconsciente, devido ao orgulho e a vaidade não terem dado lugar ao livre arbítrio, que é a liberdade e a auto-confiança em si próprio. Não se pode dizer que é espírita, quando não se gosta de ser observado, de ser orientado, e se joga toda ignorância dos ensinos cristãos na crítica, dizendo-se que a crítica destrói. A realidade é outra, pois a crítica é sempre construção.

Nesta construção crítica, pode-se colocar a postura de muitos que participam de trabalhos espíritas, e que, no entanto, não se deram conta de como está seu comportamento diante de seus irmãos e da sociedade, que sempre ver os espíritas como exemplos que devem ser seguidos à risca. Deveria haver uma congregação, não para mostrar os avanços do espiritismo, ou de algum sensitivo que tem faculdade de receber boas mensagens, mas para proporcionar conforto, paz e felicidade para muitos que estavam no desolamento, com sofrimento profundo. Pois, com mensagens consoladoras, o espiritismo cria adeptos que, se não tomar cuidado, podem surgir fanáticos que distorcem os reais princípios do espiritismo, e da espiritualidade maior que com carinho assiste e sente prazer com o crescimento de todos.

Com isto, sente-se a necessidade de compreender a neurose, muito comum em um mundo onde predomina a industrialização, que exige tempo de entrada e saída no trabalho, a convivência com o barulho que fomenta a poluição sonora, e o individualismo que alimenta o orgulho e a vaidade. Este tipo de doença acabrunha a mente, eliminando assim o poder de emitir vibrações salutares para ajudar a alguém, aumentando sem cessar as energias negativas que desumanizam o homem, deixando-o materialista, desconhecendo a força maior da Criação. Neste sentido, a evangelização se apresenta indicando o verdadeiro caminho que se tem de seguir. O evangelho é verdade incontestável; são os ensinamentos de evolução, e é, sobretudo, o ensino do bem, da verdade que DEUS emite para todos os seus filhos.

Com o evangelho pode-se dissipar todo tipo de injustiça que ainda existe no planeta, decorrente da inferioridade em que o homem ainda se encontra submetido, preso em sua inconsciência de não compreender a lei do amor que é tão necessária para o progresso de toda humanidade. Em toda parte do mundo, a injustiça se apresenta, querendo se impor, como dona da verdade, e aceitação por aqueles que não tiveram condições de saber os reais princípios de vida que deveriam seguir, com toda dedicação e vontade de vencer as inferioridades e maledicências. Desta feita, a fábula do filho pródigo é uma estória sempre nova, considerando que todo aquele que se desviar das leis universais, da sintonia da lei do amor, da felicidade, da sapiência, e da eternidade é um filho que merece retornar a casa do Pai Celestial.

Nessa trajetória que todos vivem, quer dizer homem e natureza, todos têm a sua cota participação de liderar, talvez não uma liderança de massas, de grupos, ou com nome internacional, tais como os grandes vultos da história, que são imitados em todos os seus atos e decisões. As crianças imitam as outras; os rapazes, os seus colegas no modo de pentear, no vestir, no falar e até mesmo, no andar e os adultos regem-se intelectualmente, por aqueles que têm algum poder de convencimento e de estar à vanguarda dos assuntos da atualidade. Esta maneira de ser deve ser recebida com muito cuidado, tendo em vista que se pode seguir um líder de modo errado, que conduz o seu liderado ao precipício, ao considerar que o liderado sempre ou quase sempre se entrega ao poder de sua liderança.

Diante tudo isto, podem se agregar alguns outros assuntos que necessitam ser aclarados para o mundo de hoje que se apegou a preceitos que já foram defasados ao longo da história, necessitando de reformulação, e entendimento das novas maneiras de vida que a sociedade moderna presencia na atualidade. Um ponto que precisa ficar bem claro para os religiosos é quanto à questão: por que venerar a Bíblia? de maneira tão radical como é feito nas Igrejas que não entendem os verdadeiros legados deste Livro que tem a sua importância. Além deste ponto, a problemática da prostituição deve ser vista, não pelo prisma da desigualdade social somente; mas, pela ótica da espiritualidade, isto é, a vida pregressa das diversas encarnações que a mulher passou.

Em suma, este é um trabalho que contempla diversos ensaios que o autor escreveu nas diversas palestras que proferiu em Centros Espíritas que participou e participa quando é convidado para comentar sobre algum assunto do mundo espiritual, inspirado em seus ajudantes, e nos princípios kardecistas que o aprendeu. Somente com a atualização dos princípios morais e entendendo as mensagens espirituais, é que se poderá mudar o mundo, como uma liderança pacífica, de fraternidade, de humildade, e de paciência para com todos que não conhecem o caminho da verdade, e da vida. Espera-se que este trabalho seja lido e criticado dentro dos conhecimentos diversos, e consciente de que a verdade espiritual kardecista é absolutamente correta, precisando ser seguida por todos que demandam o amor e a paz.

 


[1] Este termo é colocado aqui de acordo com o pensamento cristão/católico.

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