SETRABES: UMA PROPOSTA
BIBLIOTECA VIRTUAL de Derecho, Economía y Ciencias Sociales

 

ECONOMIA, POLÍTICA E SOCIEDADE

Luiz Gonzaga de Sousa

 

 

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SETRABES: UMA PROPOSTA

 

A Secretaria do Trabalho e Bem-Estar Social seria um excelente foro de debate com o objetivo de desenvolvimento e conscientização da comunidade, tendo em vista que é uma Secretaria que está qualificada para exercer tal atividade. Esta Secretaria deveria se eximir de um trabalho eminentemente assistencialista, de paternalismo, mas procurar dinamizar seus trabalhos na direção de um trabalho mais profícuo para o município. Infelizmente, esta entidade não desenvolve uma atividade voltada realmente para o bem-estar da população pobre local, devido à mentalidade restrita de quem assume; entretanto, deveria assumir uma postura firme de orientação quanto à organização do trabalho, da consciência política e de estruturar uma direção de trabalho mais séria e de cooperação mútua objetiva.

Um trabalho que vise descobrir as potencialidades profissionais da população para serem dinamizadas dentro de uma filosofia de cooperação, de mutualidade entre estes profissionais, de uma real aplicação dos princípios socialistas, é muito difícil. A dificuldade maior ocorre por causa da desconscientização que a comunidade brasileira tem do passado nos vinte anos de ditadura que viveu, pois a única coisa que ficou na cabeça de cada brasileiro foi assistir novelas, fomentar o alcoolismo nos bares da cidade e proibir formação de "leaders" que tivessem condições de ajudar no desenvolvimento do país. Com isto, o que restou para o povo! Sem muitas voltas, observa-se que o que ficou para o povo jovem de hoje foi a ganância, a ambição, a auto-promoção e o suborno (bribery).

Nesta linha de um trabalho participativo, existe um campo muito grande de exemplos fabulosos e que deveria  ser seguido por todas as comunidades que tenham objetivo de um trabalho cooperativo, de uma atividade vinda do povo para o povo. Um primeiro exemplo de uma comunidade participativa é o que acontece em Lages, Santa Catarina quando o povo se reuniu e removeu o entúlio do desemprego, do problema de habitação, de saúde e de muitos outros que caracterizavam o atraso desta cidade que hoje vive simplesmente com problemas corriqueiros, pois sempre surgem os problemas naturais de uma cidade de porte médio. Conhecendo-se que os problemas locais não são unicamente de governos, mas de toda a população, é preciso que todos juntos arregacem as mangas e pulem para a luta sem pichações.

Um outro exemplo que pode ser seguido, é o de uma Associação de micro-empresas de Santa Catarina que criou uma Central de Abastecimento para dinamizar a produção de seus associados e driblar o processo inflacionário que é intensivo. As metas principais desta Central de Abastecimento são que exista uma diretoria eleita pêlos associados, que tenha como objetivo comprar as matérias-primas necessárias à sua produção para em seguida sejam distribuídas pelo preço de custo aos seus participantes. Nesta linha, se todas as empresas agissem desta forma, ter-se-iam os problemas nacionais minorados, pois esta estrutura de trabalho não interessa ao grande capital, este que domina o mundo ocidental, este que quer a desordem para se locupletar com os altos lucros que degradam a humanidade.

Um terceiro exemplo que se pode citar são alguns projetos desenvolvidos pelo SENAI que visam proporcionar cursos para profissionais de baixa renda para que eles possam qualificar-se e obter um melhor emprego. Este tipo de trabalho é perigoso, por diversos motivos: 1) as horas de aprendizado farão com que cada estudante vá exigir um salário incompatível com a sua qualificação; 2) este aprendizado vai fomentar  o espírito ganancioso neste pobre trabalhador que deveria apenas organizar a sua vida; 3) este projeto de baixa renda não objetiva organizar o trabalhador num preceito comunitário cooperativo, mas somente proporcionar os seus instrumentos de trabalho. Não se deve esquecer que esta atividade tem sua importância no contexto da qualificação da mão-de-obra da população pobre.

Dentro destes princípios, existem diversas associações em termos particulares e municipais que objetivam a dinamização da economia local e nacional, assim como criar dentro da população como um todo, o espírito participativo entre todos. A participação é de fundamental importância no mundo moderno, por diversos motivos, tais como: o homem vê o homem como um ser cristão, um ser humano e não um inimigo que está próximo; as decisões econômicas e sociais partem do seio da própria comunidade reunida e não de ditadores que buscam manter o "status quo" em seu proveito. Não se pode viver isolado no mundo moderno. A irmandade é fundamental em todos os sentidos, quer seja religioso, quer seja político, ou até mesmo para fugir da ambição do homem que almeja se engrandecer às custas dos outros.

Uma proposta de uma Prefeitura Popular e Democrática é ter uma Secretaria do Trabalho e Bem-Estar Social atuante, de maneira a criar uma situação de cooperação entre os habitantes dos bairros e do município como um todo. Quais seriam na verdade, as atividades de uma democratização de uma Prefeitura? O que fazer há muito, é só ter um Secretário capaz de pôr em prática as atividades que levam a uma atuação mais direta e eficaz dos comunitários, pois, isto é conseguido pelo processo de conscientização e luta frente aos habitantes do bairro, onde está sendo desenvolvida tal atividade. Contudo, não se deve esquecer que as atividades comunitárias envolvem, tanto os diretores de SABs e sindicatos já no trabalho, como os participantes da comunidade como um todo, dando uma força e uma contribuição como comunitário.

Uma primeira atividade que se poderia desenvolver nesta cidade participativa seria, em todos os bairros, implantar os famigerados programas de hortas comunitárias, pois este programa bem administrado já geraria um bom decréscimo no índice de desemprego da cidade. Entretanto, é necessário que a participação comunitária esteja sempre presente, para não aparecerem os vigaristas que queiram se escorar no trabalho do amigo e não participar da atividade igualmente, assim como os exploradores que vivem do trabalho alheio. Todo cuidado é pouco nas investidas capitalistas para que não haja um trabalho sério dos leaders comunitários, na busca de tentar minorar a ânsia do espírito burguês, na verdade lancem-se na armadilha de uma estrutura de exploração disfarçada, tão comum aos gananciosos.

Por que não fazer uma investigação por bairro e selecionar as profissões que se possam incentivar para criar novas oportunidades de trabalho? Facilmente se enxergam bons profissionais que perderam seu emprego e precisam de uma nova colocação, pois um programa do governo, num sentido cooperativo entre estes profissionais certamente fará com que a coisa se desenvolva. A participação do governo a neste caso, não seria de injetar recursos unicamente, mas de coordenar a atividade para que tudo corra dentro dos conformes, quer dizer, não haja perdas de recursos advindos da própria sociedade, como é o caso dos empreendimentos cenecistas. Isto não refuta a possibilidade do governo também fazer as suas aplicações, desde que não haja possibilidade da utilização dos próprios recursos da sociedade.

Mesmo sem uma pesquisa prévia, já se pode listar uma relação muito grande de profissões que são exercidas com bastante capacidade, mas não estão funcionando, ou seus detentores estão em atividades diferentes de sua formação, como é o caso de costureiras, de sapateiros, de artesanatos diversos, de padeiros, de marceneiros e muitas outras profissões que poderiam ser aproveitadas visando criar uma cidade industrial cooperativa de micros e pequenos portes. Não adianta as autoridades governamentais incentivarem indústrias protetoras do capital, em detrimento da mão-de-obra, que culminam geralmente com as grandes e médias empresas capitalistas, ou individualizadas que só buscam lucros excessivos, entretanto, rejeitam a vocação natural de cada localidade que talvez gerasse mais renda para a cidade, além do nível de emprego.

Os grandes empreendimentos oligopolistas começaram pequenos, como qualquer atividade que nasce, cresce e, em seguida, morre. Do mesmo modo, pode-se trabalhar com as comunidades, pois os grandes empreendimentos tiveram formação com uma ou poucas pessoas procurando o sucesso, ou o lucro máximo, sendo que alguns não lograram os benefícios desejados, por falta de capacidade empresarial, ou por qualquer debilidade que não empurrasse ao sucesso, mas alguns outros mais aventureiros, mais propensos aos riscos buscaram a fortuna, investiram sem medo e o resultado são os grandes empreendimentos que culminaram com os oligopólios de hoje. O fato, ou o exemplo, é que o homem, ou deve trabalhar com a comunidade ou deve se aventurar em busca do autodesenvolvimento, mas o preferível geralmente é a primeira hipótese.

Finalmente, não se pode relegar a terceiro plano, ou até mesmo rechaçar indiscutivelmente o trabalho comunitário, pois acredita-se que o trabalho cooperativo deverá ser o futuro das Nações com grande potencial de mão-de-obra capacitada e sem condições de desenvolver este potencial, por causa do poder dos oligopólios que não aceitavam o trabalho comunitário, a não ser que seja a seu proveito. Desta feita, as Secretarias do Trabalho e Bem-Estar Social devem trabalhar com o ficto de se conseguirem as metas programadas para proporcionar o real bem-estar à comunidade, dando prioridade aos trabalhos comunitários e implementadas as aptidões de cada bairro, no que diz respeito aos profissionais que poderiam dar grande contribuição à economia local e até mesmo regional, com a sua participação.

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