O ESPIRITISMO (KARDEC) NÃO É CRISTÃO (JESUS)
BIBLIOTECA VIRTUAL de Derecho, Economía y Ciencias Sociales

 

DEBATE E DISCUSSÖES

Luiz Gonzaga de Sousa

 

 

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O ESPIRITISMO (KARDEC) NÃO É CRISTÃO (JESUS)

No mundo atual, todo mundo faz apologia a JESUS, como sendo o salvador do mundo. De fato, o que dizem que ele pregou realmente, conduz a uma melhora de todos, conduzindo a uma libertação contra uma materialidade, as coisas do mundo ainda muito animalizada e brutalizada devido a ignorância sobre o mundo espiritual, que ainda se observa na maneira de ser de muitos seres humanos às vezes intelectualizados. Não há como negar que não somente JESUS, mas outros abnegados trabalhadores do mundo encarnados e desencarnados, como Zoroastro, Lao Tse, Buda, Moisés e muitos outros estiveram atuando incansavelmente pela melhora de todos que não tiveram oportunidade, ou não foram tocados em sua sensibilidade a um verdadeiro caminhar. Ao verificar os trabalhos desses abnegados advogados da justiça divina, observa-se que os seus ensinamentos dizem respeito à fraternidade, a auto-iluminação e o entendimento de como descobrir um amanhã que conduza sempre ao encontro com a pureza infinita, à inteligência primeira das coisas fundamentais para uma vida de seriedade e de luz.

O espiritismo é o entendimento da filosofia da vida eterna, através da comunicação com o mundo transcendente, com trabalhadores do bem, não trazendo mensagens, entretanto, ajudando a que os seres humanos e não humanos que ainda não conhecem o verdadeiro sentido da vida, possam raciocinar em conjunto para a auto-descoberta e ter uma lida de calma, de paciência, de abnegação e como de maneira consciente. Os espíritos sempre estiveram com os seres humanos, tendo em vista que são estes que desencarnaram, porém não se libertaram de uma vida muito ligada às bebidas, às festanças, ao lazer e até mesmo de impulsos inferiores, indicando que a energia do passado ainda está impregnada naqueles que a tudo reagem com muita facilidade e JESUS sempre condenou. Desta forma, os espíritos de luz, iniciaram uma labuta de orientar a todos para sua auto-descoberta, incitando a que um grande sacerdote do mundo espiritual que estava encarnado pudesse retomar uma discussão, dele com os espíritos, a cerca de muitas informações que os homens estavam necessitando para compreender a vida.

O espiritismo surgiu justamente, desse contato que, sob a metodologia de perguntas e respostas, muitos questionamentos do planeta terra e até mesmo do espaço pudessem ser respondidas, para uma meditação mais profunda do que seja realmente o relacionamento dos seres humanos e/ou não com respeito a tudo que cerca, neste condicionamento energético que a ciência material não conseguiu explicar. Devido seu auto-conhecimento do mundo espiritual armazenado em sua consciência, que o senhor RIVAIL não sabia de tal potencial, inicia-se o processo, com alguns exemplos de efeitos físicos para justificar que a verdade lógica, pode ter uma conotação real de provas físicas e isto foi feito dada a incredulidade dos que só acreditam no que vêem ou pegam. A ligação que têm com o cristianismo é somente porque JESUS dizem ser um exemplo de compreensão, de mestre das sabedorias divinas, símbolo de filosofia que hipnotizou a todos com suas mensagens, práticas laborais que ser humano algum tinha feito igual, impressionando a todos com tanta autoridade sobre os homens e os espíritos.

O professor RIVAIL é o precursor do espiritismo, tendo em vista que o século XIX é o momento de muita conturbação intelectual, onde prepondera o materialismo de MARX e o positivismo de COMTE, cujo valor científico seria o medir e pesar das descobertas que, a cada momento aparecia nos estudos dos cientistas, ou daqueles que se devotavam às artes e às filosofias no descobrir o amanhã. Neste contexto em que a religiosidade perdia sentido frente ao avanço da ciência, a espiritualidade implementa uma atividade de trabalho mediúnico, que poderia até servir de brincadeira, no entanto, indicava uma possibilidade de alguém se interessar pelas coisas além da matéria, isto é a busca de seu interior, ou o encontro com Deus que perdia sentido. Com isto, os espíritos indicaram que sua presença era uma realidade e que não deveria esquecer de que nas descobertas da vida os espíritos estão ao lado, de uma forma ou de outra, participando dos trabalhos, cuja energia ainda não se dissipou de sua estrutura de agregação do planeta que condiciona determinado tipo de energia que todos têm que passar e se libertar.

Nessa labuta do professor RIVAIL, não houve um referencial teórico que proporcionasse sustentáculo, tal como apregoam alguns membros do espiritismo, denotando que o cristianismo, especificamente o de JESUS, seria o modelo pressuposto para justificar toda filosofia da doutrina dos espíritos, que isto não constitui plenamente verdadeiro, porque o espiritismo surgiu de um trabalho dos espíritos. Tudo isto aconteceu, ao considerar que os humanos, ou os espíritos encarnados, não teriam condições de engendrar um pensamento que conduzisse ao verdadeiro caminhar à sua auto-descoberta, pois todos passam por instantes de puerilidade espiritual, necessitando de aprendizado para conseguir o conhecimento pleno de tudo que existe. Todavia, o mundo conheceu diversos filósofos que pregaram a purificação do espírito, com uma explicação mais convincente, a um povo que não percebia muito longe sua realidade material, ficando no vazio o que foi dito em vários séculos de filosofia e religiosidade que quase ninguém entendeu e seus seguidores não sustentaram as idéias da auto-evolução.

Não se sabe porque, mas JESUS teve uma vida bem menos ativa em suas pregações religiosas, isto é, mais ou menos três anos de labuta, com a maioria de seu tempo devotado à oração nas montanhas e não deixou grandes compêndios de ensinamentos espirituais, no entanto seu nome ainda toca e repica nos quatros cantos da terra, indicando que foi uma energia sublime que veio perfumar a terra e seu derredor. Sem dúvida, esse espírito teve e tem a sua importância nesta contexto vibracional em que todos estão submetidos, mesmo que tenha sido uma criação intelectual posterior para assegurar uma estrutura de poder imperial que dominava naquela época e deu certo, porque impositiva ou não, algumas pessoas conseguem se controlar perante sua inferioridade. As palavras que dizem ser de JESUS não são suficientemente fortes para proporcionar corpo teórico a uma filosofia que durasse tanto tempo, não somente os dois mil anos, mas o tempo que ainda vai passar direcionando a mente de muitos irmãos que não almejam conduzir-se por si próprios, entretanto são levados por mãos alheias e frágeis.

Na introdução do "Livro dos Espíritos" existe uma primeira citação que coloca a palavra CRISTO, quando lá está "a moral dos Espíritos superiores se resume, como a do CRISTO, nesta máxima evangélica: 'Agir para com os outros como quereríamos que os outros agissem para conosco'" e daí uma pergunta: quem é o CRISTO? o JESUS ou o representante de Deus para conduzir seu povo, como se insinua? Bom, aquela criança, que se tornou jovem e morreu na cruz, como costume de sua época, não se sabe seu nome verdadeiro, dizem que este é um nome de congregação tibetana, mas esta frase citada que dizem ser de JESUS e não de CRISTO, todavia,, os místicos de sua época diziam que ele seria o CRISTO, o salvador de todos que viviam no cativeiro imperial. Além do mais, este provérbio ou outro semelhante foi dito por alguns outros filósofos, que no mundo moderno não são citados com o mesmo vigor como tratam a JESUS, atribuindo-lhe todos os ensinamentos da história, pois no espiritismo desavisado não é diferente, adotando a doutrina dos espíritos como o ressurgir do cristianismo, que não é a mesma coisa.

Ainda no "Livro dos Espíritos", na pergunta 876, respondendo a uma determinada interrogação, lá está o seguinte: "o CRISTO vo-la deu: desejai para os outros o que quereríeis para vós mesmos" , pois nota-se que esta máxima foi pronunciada por diversos outros pregadores do auto-conhecer-se, uma forma de libertação das energias de um mundo de provas e expiações para a sublimidade celestial da criação. Mensagens com este teor existem em Crishna, em Buda e em todo tipo de contato com a espiritualidade, que era muito comum no oriente, muito antes de JESUS aparecer fisicamente na terra para o seu testemunho ou colaboração no processo de crescimento que toda humanidade necessita para sentir a brisa de um cantar puro dos anjos que voam com a maior perfeição. Mais uma frase que não designa referencial teórico em se propalar que o espiritismo seja cristão, ou adveio de JESUS, por conseguinte, não se pode esquecer que a doutrina dos espíritos não rejeita a presença deste abnegado filho de Maria e de José que, com sua luz que adquiriu ao longo de muitas encarnações pode vir ao encontro dos filhos pródigos, que devem retornar ao seu caminhar na pureza.

Tudo isto se pode verificar na resposta 798, quando explica de forma muito sábia que,

vários séculos depois do advento do Cristianismo, elas deixaram traços que só a completa renovação das raças pode apagar. Todavia, sua marcha será mais rápida que a do Cristianismo, pois é o próprio Cristianismo que lhe abre os caminhos e sobre o qual ele se apóia. O Cristianismo tinha o que destruir; o Espiritismo só tem que edificar .

Como se nota, o espiritismo é um complemento dos trabalhos desenvolvidos pelo cristianismo, como se fosse algo que cumpriu seu papel, acabou-se e agora nova filosofia aparece para consolidar a evolução da humanidade, não tendo como referencial teórico, mas tendo como seqüencialidade de algo que precisa de nova visão. As palavras de bondade que dizem JESUS ter proferido são as mesmas que já disseram algum tempo no passado à sua estada aqui no planeta como ser humano e os milagres que fez, foram apenas manipulação das leis da natureza que talvez Ele conhecesse muito bem, como demonstra a história que Ele as tinha ciência de como se manipulava o contato com a divindade.

Em revendo atentamente as perguntas 665 e 886, verifica-se o nome de CRISTO em duas oportunidades que praticamente dizem a mesma coisa, pois a primeira diz: "o CRISTO disse aos homens: amai-vos uns aos outros" e "tal é o sentido das palavras de JESUS: Amai-vos uns aos outros, como irmãos" , são mensagens que não significam referenciais de um marco teórico que diga o espiritismo ser cristão. Estes discursos foram ditos por muitos que saiam pelo mundo a fora pregando a justiça, a paz e a luz, mesmo que fossem filósofos, juizes, ou sacerdotes que viviam de decifrar os escritos feitos em épocas remotas, que seriam de difícil compreensão, porém a linguagem de educação e de entendimento da vida sempre tem um vocabulário de bom nível. Desta feita, não é necessário ser cristão para tratar os demais, da forma que a citação indica que deve ser feito, porque é questão de princípio, amar os outros como a si próprio, pois é se fazendo o bem que se tem o bem devido a lei que a próprio física explica e quem pratica o mal sempre vai ter o mal em suas portas, porque foi sua a criação do mal.

Do mesmo modo que, os que ensinam a viver bem, a amar o próximo como a si mesmo, JESUS foi mais além, segundo a história relata, Ele mandou amar os inimigos, talvez não no sentido que as pessoas pensam, mas respeitando as condições de quem não quer nada com a pessoa e até mesmo desejando o mal para com os seus desafetos, cuja vibração só deixa acontecer devido as mesmas condições em que vivem. Este pensamento está na própria pergunta feito ao mundo espiritual, que é a de número 887, que diz:

Disse JESUS também: amai mesmo vossos inimigos. Ora, o amor por nossos inimigos não é contrário às nossas tendências naturais e a inimizade não provém da ausência de simpatia entre os Espíritos? ,

cujos espíritos ratificam tal citação atribuída a CRISTO. Em nenhum momento JESUS quis pregar que as pessoas acorressem aos inimigos, rebaixando-se aos caprichos de quem vive na inferioridade, que joga ódio, raiva, inveja e uma série de negatividades, outrossim, aceitar o próximo como ele é, é de fundamental importância, tendo em vista que a vibração naquele irmão renitente pode ser amenizada e melhorada.

Em resumo, fica bastante claro que o espiritismo, que foi codificado pelo professor RIVAIL, com pseudônimo de KARDEC não possui como referencial o cristianismo que dizem ser filosofia de JESUS, cuja história diz que a comprovação desta questão também não tem muita consistência pela maneira como foi estruturado este pensamento que traz muitas pessoas enganadas nas verdadeiras mensagens de JESUS o CRISTO. Com isto não vai nenhum descrédito no movimento cristão, que pensam seguir a filosofia de JESUS, cuja história ainda não contou como deveria o que realmente aconteceu com Aquele abnegado homem ilustre que deixou sua marca, não somente como místico, mas como alguém que veio trazer as mensagens sublimes de irmandade e de felicidade para todos. O espiritismo surgiu em um outro momento, totalmente diferente do cristianismo, cujos espíritos é que deixaram suas lições para todos compreendessem como conviver, com tantas injustiças, que ainda existem no planeta que aspira seus instantes de regeneração, para se terem os momentos com a pureza que todos almejam com tanta esperança e muita luz.

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