Observatorio Economía Latinoamericana. ISSN: 1696-8352
Brasil


DIAGNÓSTICO ECONÔMICO – FINANCEIRO: UM ESTUDO DE CASO DENTRO DA EMPRESA L R SILVA FIGUEIREDO NO PERÍODO DE AGOSTO DE 2013 Á AGOSTO DE 2014

Autores e infomación del artículo

Educelio Gaspar Lisboa (CV)

Fabrini Quadros Borges (CV)

Andrea Cristina Farias Dos Santos

Leila Regina Da Silva Figueiredo

Universidade da Amazônia

fabrini.borges@gmail.com

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RESUMO
O presente trabalho foi desenvolvido na empresa L R da Silva Figueiredo, tendo como objetivo, utilizar as técnicas que foram desenvolvidas durante o curso e aprimorar meus conhecimentos, para obter assim, uma melhor formação profissional. O estudo realizado teve por fim, uma avaliação da parte financeira e projeção da empresa, com o intuito de fornecer informações coerentes, podendo assim emitir um parecer geral sobre a situação da mesma. Neste trabalho foi levantada a estrutura e composição das receitas e despesas da empresa em estudo no período de agosto de 2013 á agosto de 2014, bem como sugerido e elaborado um fluxo de caixa, seguido de um diagnóstico da situação econômica e financeira da empresa, utilizando-se assim uma ferramenta da economia chamada correlação para relacionar duas variáveis.

Palavras chaves: Finanças, Indicadores Econômicos- Financeiros, Fluxos de Caixa.

ABSTRACT

This work was developed in-LR Silva Figueiredo, aiming, use the techniques that were developed during the course and improve my knowledge, for thus better vocational training. The study was to order an assessment of the financial part and the company's projection, in order to provide consistent information and can therefore give a general opinion on the situation of the same. This work raised the structure and composition of the company's revenues and expenses in the study from August 2013 to August 2014, as well as suggested and developed a cash flow, followed by a diagnosis of the economic and financial situation of the company, using -If a so called correlation economy tool to relate two variables.

Keywords: Finance, Financial Indicators Economics- , Cash Flow



Para citar este artículo puede uitlizar el siguiente formato:

Educelio Gaspar Lisboa, Fabrini Quadros Borges, Andrea Cristina Farias Dos Santos y Leila Regina Da Silva Figueiredo (2015): “Diagnóstico econômico – financeiro: um estudo de caso dentro da empresa L R Silva Figueiredo no período de agosto de 2013 á agosto de 2014”, Revista Observatorio de la Economía Latinoamericana, Brasil, (marzo 2015). En línea: http://www.eumed.net/cursecon/ecolat/br/15/silva-figueiredo.html


INTRODUÇÃO
A pretensão acadêmica desta pesquisa é de analisar e efetuar um estudo sobre o diagnóstico Econômico – Financeira da empresa: L R Silva Figueiredo no período de agosto de 2013 á agosto de 2014. O fator mais relevante para o tema desenvolvido é de comprovar os estudos acadêmicos, bem como os métodos e técnicas para a análise econômica - financeira de uma empresa.
              É relevante para o atual cenário econômico que as empresas façam um diagnóstico econômico-financeiro como uma ferramenta de análise, pois o resultado desta análise poderá revelar informações importantes para que a empresa avalie o seu desempenho em relação as suas diversas áreas.
 Para discutir a problemática apresentada nesta pesquisa, tem-se objetivo de fazer uma análise dos indicadores econômicos – financeiros para sabermos o comportamento da empresa em estudo perante o mercado. Para isso utilizaremos ferramentas e indicadores financeiros, como por exemplo: Fluxo de Caixa, VPL, Payback, Índice de Lucratividade, RCT, DEST, FLXC, RCTA, DESTA, FLXCA, FAC e a ferramenta econometria Correlação.
 Analisar e fazer diagnóstico de empresas através de indicadores e ferramentas advindas da contabilidade é pratica muito comum em organizações que sempre buscam competitividade e crescimento, pois delas é possível se medir a status das mesmas não só no valor presente, mas como também o que ela pode render no futuro. A pesquisa busca comprovações que venham a identifica ou até mesmo prevenir uma possível falência, são o que podemos chamar de tecnologia intelectual aplicada em cima de um modal matemático, onde índices mostram o posicionamento dos ganhos oriundo de vendas em relação às obrigações que são geradas por essas vendas.
  A situação de uma empresa pode ser estável ou não dependendo da exatidão das informações que circulam dentro dela, a qualidade da informação é um fator vital para o estudo de viabilidade de um negócio, a atitude desatenta nos lançamentos contábeis coloca toda a credibilidade do processo comprometida, pois sem exatidão nas informações, não é possível diagnosticar a saúde financeira econômica de uma empresa.
Correlacionar variáveis é identificar previamente o valor de uma delas através da outra, não quer dizer que uma causa da outra, só podemos afirmar tal situação quando uma variável efeito vem após a variável causa no tempo.
Ao analisar documentos oriundos da empresa L R Silva Figueiredo e expondo a visão de indicadores financeiros econômicos, certamente será direcionado para obter resultados relevantes e potencialmente ferramentas para a tomada de decisão, ou quem sabe, traçar novos rumos e horizontes para esta empresa.

    • TEMA E SITUAÇÃO PROBLEMA

              A Gestão Financeira vem a cada dia mostrando sua importância para as empresas de pequeno e médio porte, o que também remete a uma preocupação. O sucesso empresarial demanda cada vez mais do uso de praticas financeiras apropriadas.
              Através das mudanças no ambiente econômico, o administrador financeiro está cada vez mais ativamente imbuído com o desenvolvimento e melhoria da sua posição competitiva, visando assim, uma maior integração com as demais áreas da organização.
              Como um fator de mudança, a administração financeira vem adotando uma postura mais questionadora, desta forma, o administrador financeiro continua desempenhando sua inicial função de captação e mensuração dos valores obtidos, porém, entendendo e identificando as causas da determinação do comportamento operacional. As empresas e os administradores financeiros devem conceder uma atenção especial ao tratamento da gestão de elementos que geram resultados em curto prazo, como administração de caixa, contas a pagar dentro do exercício contábil, financiamentos de curto prazo e estoques, já que o capital de giro sofre alterações continuas no ambiente econômico onde a empresa atua.
              Sabe-se que hoje para entender melhor como estar a situação financeira de uma empresa, o gestor precisa fazer uma análise minuciosa sobre a mesma em questão, utilizando-se de ferramentas que darão suporte para tais tomadas de decisões, como por exemplo, onde aplicar de forma rentável o fluxo do caixa para maximização dos lucros baseando-se na saúde financeira da organização, ou seja, para tal é preciso que se tenha a exata noção de como estará o interior financeiro de uma empresa.
              Com base no cenário atual das organizações, observa-se a ausência de controle de entradas e saídas de caixa como principal gargalo de declínio administrativo, situação tal, advinda das incertezas encontradas no seu fluxo, por falta de controles e mensurabilidade de um ponto financeiro de equilíbrio, podendo ser a dificuldade de maior relevância. Diante do oposto pergunta-se: qual o comportamento econômico – financeiro da empresa L R Silva Figueiredo, no período de agosto de 2013 à agosto de 2014, no que se refere às entradas e saídas de caixa?

1.2. OBJETIVOS
1.2.1. Objetivo geral
Analisar o comportamento econômico – financeiro da empresa L R Silva Figueiredo no período de agosto de 2013 á agosto de 2014, evidenciado e identificando neste período suas movimentações de entrada e saída de caixa.

1.2.2. Objetivos Específicos

  • Identificar a sinergia do fluxo de entrada e saída de valores de caixa da empresa objeto de estudo.
  • Verificar através de indicadores financeiros a o comportamento econômico da empresa no seu horizonte de tempo.
  • Demonstrar através de fórmulas e funções matemáticas utilizando-se um software de planilha eletrônica, para diagnosticar o desempenho financeiro aplicando o modelo de correlação.

1.3. JUSTIFICATIVA
Saber analisar indicadores econômicos financeiros trazem inúmeros benefícios para uma organização, haja vista, que são eles que norteiam as tomadas de decisões sobre o destino das reservas ou lucros de uma empresa, direcionando a melhor proposta de aplicação dos mesmos, distribuindo-o de forma segura e rentável para obtenção de resultados satisfatórios de retorno de investimentos com base na projeção atual e futura da empresa objeto de estudo.
Existem varias formas para analisar uma empresa através de suas entradas e saídas, o que cabe a um administrador escolher a que melhor se adéqua a situação que hora se apresenta. O que torna o tema escolhido para este estudo uma produção de grande valia para uma instituição de ensino superior, pois aplica-se conhecimento teórico adquirido no curso de graduação, podendo um acadêmico, emparelhar dois processos e compará-los de forma critica para uma posterior consideração a cerca do objeto estudado.
É importante considerar que os indicadores são usados para mensurar e avaliar valores de uma organização, não sendo necessariamente usá-los todos, pois escolha dos mesmos pelo administrador é fundamental para a precisão do resultado final, ou seja, para uma tomada de decisão, seja um estudo de viabilidade, ou, um diagnóstico, como é o caso desta pesquisa.
A procura de cenários que possam ser o mais frutífero para esta pesquisa, uma vez que se volta o foco acadêmico para um diagnóstico, é prioridade no sentido de investir conhecimento retratando o processo prático-teórico, sendo nesta linha de pensamento que os fluxos de entrada e saída da empresa que será investigada é o melhor meio de se produzir resultados científicos no sentido de se obter um diagnóstico administrativo financeiro, usando como base ferramentas de cunho financeiro que fazem relações entre as entradas e saídas de caixas de uma organização.
Quando há empenho da organização como um todo para fazer circular o capital de um empreendimento, a lucratividade da empresa atinge todos os setores de um modo geral, beneficia o sócio e os colaboradores também. Dentro desta linha de pensamento ao obter resultados relevantes comprovados cientificamente por esta pesquisa, acredita-se que todos ganham de uma forma direta e indireta.
Este conhecimento acadêmico adquirido nas faculdades aplicado de forma responsável só evidencia a importância de tal estudo no que se refere na relação professor e aluno na teoria a luz da prática empírica.
Pesquisar uma empresa através de indicadores como este estudo, não é novidades, mas a resposta gerencial e competitiva dada por eles abrirá um leque de oportunidade de crescimento e evolução da empresa, pois tratará de um diagnóstico amparado por ferramentas administrativas, solidificado por um manancial de obras acadêmicas de autores renomados, o que a luz dos mesmos, será um material de apoio e elucidação de conhecimentos adquiridos em uma graduação, sendo até mesmo referencia para outras pesquisas acadêmicas que porventura vierem a ter interesses iguais a este estudo, ou até mesmo no sentido de aprofundar mais sobre o assunto, tomando como premissa este estudo.
Considerando o cenário atual das empresas no Brasil esta pesquisa cobrirá de forma eficiente uma tomada de decisão a curto e média prazo, não projetada para o nível operacional, pois trata-se de uma visão do topo da empresa para o futuro, relacionando dados e variáveis atuais dos fatos contábeis e legais, o que permite uma ampla aplicação de estudos acadêmicos comprobatórios que o conhecimento produz.
Considerando ainda o universo dos indicadores econômicos financeiros, incluindo nele algumas ferramentas contábeis, é possível perceber os limites desta pesquisa no momento que a mesma referencia-se a um objeto de estudo que é apenas uma célula desta imensidão, porém baseando-se em obras científicas podemos obter um resultado de caráter amostral, porém estatisticamente correto, já que a utilização de um indicador econômico financeiro não faz distinção em relação a quantidade e sim a qualidade da informação para que mesmo num pequeno espaço de pesquisa, produza efeitos grandiosos para delineamento de metas futuras que levarão a empresa objetos deste estudo a crescer economicamente de forma segura.

2. REVISÃO DE LITERATURA
2.1 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

A Administração Financeira pode ser também definida como um conjunto de conceitos que ajudam a organizar o pensamento das pessoas e organizações assim como também poderá ser um conjunto de modelos quantitativos para ajudar as famílias e as empresas a tomarem decisões, avaliar alternativas e implementá-las.
Finanças poderiam simplesmente ser definidas como os bens de valor líquido ou agregadas, porém, a área de finanças é muito mais ampla e dinâmica. É a arte e a ciência de administrarem fundos. De uma forma ou de outra, afeta diretamente a vida de todas as pessoas e organizações financeiras ou não, privadas ou públicas, grandes ou pequenas, com ou sem fins lucrativos. Finanças podem ser definidas como os estudos de onde as pessoas podem alocar os recursos escassos ao longo do tempo (GITMAM, 2010).
A função financeira nas empresas resume-se em uma transformação dos dados financeiros, de forma que possam ser utilizados para monitorar a situação financeira da empresa; avaliação da necessidade de se aumentar ou reduzir a capacidade produtiva e; determinação de aumentos ou reduções dos financiamentos requeridos.
Diz também Hoji (2008) que, os proprietários das empresas privadas esperam que seus investimentos produzam um retorno compatível com o risco assumido, por meio de geração de resultados econômicos e financeiros (lucro e caixa) adequados por longo prazo, ou melhor, indefinidamente, pois o investimento é feito em caráter permanente.

2.2 Receitas, Despesas ou Custo.
É comum entre os pequenos empresários a colocação meus ganhos, quando se trata de uma entrada ou seja de uma receita, e para toda saída dos seus caixa chamá-las de meus custos.
Para uma melhor compreensão e estabilidade de raciocínio é necessário diferenciar bem estes três pontos financeiros, pois analisar os fluxos financeiros de uma empresa não é simplesmente investigar os recebimentos e pagamentos, é ter uma visão dos numerários que compõe o seu produto, sejam de produção ou composição, bem como os lhe são impostos, principalmente no que se compreende em circular mercadoria.
De acordo com Padoveze (2011), na projeção de um fluxo de caixa para a análise de um investimento, devem ser consideradas apenas saídas líquidas de caixa ou investimento inicial e entradas líquidas de caixa ou benefícios monetários líquidos; ou seja, no cálculo do benefício monetário líquido, por exemplo, devem se somar as receitas oriundas do projeto menos às despesas necessárias para produzir e vender os serviços/produtos que geram essas receitas.

      • Receitas

Os termos vendas, receitas, faturamento e arrecadação, geram uma grande confusão na cabeça de muitos gestores, pois acabam dando conceitos totalmente errôneos sobre estes termos.

  • Vendas, total dos pedidos emitidos no mês;
  • Faturamento, somatório do valor das faturas (notas fiscais) emitidas no mês;
  • Receita, parcela de serviço prestado ou produto vendido efetivamente dentro do mês;
  • Arrecadação – montante financeiro que ingressou no caixa da empresa proveniente do faturamento.

              Para Iudícibus (2009), não haverá hipótese deste acréscimo de ativo que impacta também no crescimento do patrimônio liquido, em haver uma contrapartida de decréscimo de qualquer especial, pois se trata da entrada de um valor monetário advindo das vendas da produção de bens ou serviços da entidade validadas no sentido lato, ou seja pelo mercado.

[...], poderíamos afirmar que receita é a expressão monetária do agregado de produtos e serviços, em sentido amplo, colocado à disposição do mercado, em determinado período, cujo valor é validado mediata ou imediatamente, pelo próprio mercado.
Entretanto, a expressão colocada a disposição pode ser confundida com o sentido restrito de realização da receita. Assim podemos elaborar um pouco a definição afirmando que receita é a expressão monetária conferida pelo mercado à produção de bens ou serviços da entidade, em sentido amplo, em determinado período. Iudícibus (2009, pág. 152).

              O sentido amplo da produção de bens e serviços é a conotação dada a relação que existe com o mercado, pois a produção pode ser definida pela empresa, aumentada ou diminuída em conformidade com as disposições financeiras da empresa que determina qual será a medida adotada, seja para mais ou para menos quem valida esta medida é o mercado, e sempre ligado a um determinado período de tempo, pois neste implicam encargos, custos que incidem sobre esses movimentos que geram despesas por não serem subordinados ao tempo de aquisição da receita com lançamento da despesa.
              Sendo assim, é relevante ressaltar que as receitas que alimentam os fluxos de caixas de uma entidade são produzidas num determinado período, e para produzi-las é necessário o desembolso de valores classificados dependendo de suas aplicabilidades no produto final como custos ou despesas.

2.2.2 Despesas ou custos
Qualquer diminuição no Patrimônio Líquido resultante de uma transação da empresa denomina-se Despesa (Iudicibus e Marion, 2002). Em contabilidade, tudo aquilo que se utiliza ou é consumido para produzir um produto, e no caso da indústria de telecomunicações prestar um serviço, é considerado como uma despesa: insumos, propaganda, salários, encargos, peças e componentes de reposição.
              De acordo Megliorini (2007 p.7) os custos ‘’correspondem a parcela dos gastos consumida no ambiente fabril para fabricação do produto, pela aquisição de mercadorias para revenda e para realização de serviços’’.
              São incorporados aos estoques, quando bens tangíveis, até o momento da venda, quando passam a ser representados na DRE (demonstração do resultado do exercício) como custo do produto vendido (CPV) ou custo dos serviços prestados (CSP). Ainda, podem ser tratados na empresa comercial como elementos de composição dos custos das mercadorias sendo levado ao resultado como Custo das Mercadorias Vendidas (CMV).
Nota-se a luz dos autores hora citados no que se refere a despesas ou custos, é elas são consequências da expectativa do acionista em gerar lucros, uma vez que isto é o foco de qualquer negócio, porém é valido ressaltar, ainda sobre a luz desses autores que enquanto o produto seja ele um bem tangível ou intangível, não deixar o limitar da empresa em forma de venda não poderá ser considerado despesa ou custo do período, pois enquanto não ocorrer tal processo ou seja, a venda, será considerado despesa ou custo do produto.
Iudícibus (2009, pág. 153), diz: “Ressalta-se, todavia, que, quando bens ou serviços são consumidos na produção de bens que ainda não deixaram a empresa, incorporam-se ao custo do produto, não se caracterizando, ainda, a despesa ou custo do período.”, obviamente tratando-se da visão do momento contábil.
A definir um tipo de demonstração de resultado teremos um impacto no resultado desta, ou seja, no resultado liquido do período, pois caso a empresa não adote a “visão globalizada” de que uma determinada despesa de um período será atribuído a ele, concretizado o processo ou não. Já na ótica de uma filosofia “limpa” de demonstração essas seriam excluídas, por não terem cumprido todo o seu processo até uma saída por venda ou segregação.
Esta adoção de não incluir uma despesa ou custo de um período anterior ao atual, por a mesma ainda não ter sido concluída, visando não prejudicar a visão do demonstrativo do período atual, é considerada valida, na visão limpa do demonstrativo, o que não quer dizer, deixar de serem registradas nos fluxos de caixas suas saídas, apenas na visão contábil são direcionadas para um ajuste contra lucros acumulados e não em resultados.
Segundo Iudícibus (2009, pág. 154):

Outros autores, contudo, divergem bastante em suas opiniões sobre o assunto. O mais importante, segundo eles, é que as denominações das diminuições de patrimônio liquidam consideradas em cada período nas demonstrações de resultados sejam esclarecedoras sobre sua natureza, que seja despesas, perdas e itens extraordinários, que sejam ajustes de exercícios anteriores.

              Para este estudo baseado no enfoque científico, voltado a empresa objeto desta pesquisa, não é importante classificarmos essas despesas em fixas e variáveis, em se tratando do ramo de atividade da mesma, seria de boa visão empresarial tratá-las em despesas ou custo com vendas ou administrativos.
              O que se ressalta nestes processos em função das delimitações deste estudo é dar ao empresário um diagnóstico sobre a tendência de seus negócios no foco dos seus resultados, caso haja uma mudança no comportamento da demanda dos seus produtos, podendo o mesmo tomar decisões gerencias que mudarão os rumos do que é aplicado até o momento.

2.3 Fluxo de Caixa
              A representatividade das entradas e saídas de recursos financeiros em um período de tempo determinado é denominado esquema de fluxo de caixa. Esses demonstrativos juntamente com um pacote de produtividade, ou seja, uma planilha eletrônica, aliada a indicadores que mensuram a saúde financeira, levando em consideração o tempo do dinheiro, mostrarão uma análise abrangente das operações de investimentos e procedimentos que a empresa gera caixa.
              Pode-se classificar um de Fluxo de Caixa de duas formas convencional e o não convencional.
              O Fluxo de Caixa convencional é um padrão seguido por apenas uma série de entradas, que podem ser chamadas de fluxos de entradas. Já o Fluxo de Caixa não convencional inicia-se pela saída. Como confirma Hoji em sua citação (2008, p. 77), “Um fluxo de caixa não convencional é formado por várias entradas e várias saídas”.Do ponto de vista administrativo financeiro se concebe uma forma sistemática das informações para a obtenção de uma análise consistente que norteie a tomada de decisão por parte do acionista ou mesmo um gestor financeiro, a forma que pode ter-se uma visão deste universo receita e despesa é através de uma demonstração de fluxo de caixa, pois nesta visão de entrada e saída de valores é uma base forte e sólida para o processo de decisão dos rumos financeiros da empresa.
              Para Assaf Neto (2010, p. 98) “A DFC é muito importante para a avaliação da situação financeira da empresa, podendo conhecer sua efetiva capacidade de pagamento”.
              O demonstrativo de resultado tratado pela contabilidade onde se expõe as entradas e saídas de um período, por ser interpretado de forma errônea quando da visão dos proprietários, pois neste demonstrativo são apresentados os lucros referentes aquele exercício, por isso a ênfase dada hoje na analise do fluxo de caixa é importante para a base da tomada de decisão.
              Segundo Gitman (2010, p.95):

Um fator importante que afeta o fluxo de caixa é a depreciação (e qualquer outra despesa não desenvolvível). Do ponto de vista contábil, os fluxos de caixa de uma empresa podem ser resumidos na demonstração dos fluxos de caixa, [...]. Do ponto de vista financeiro, as empresas muitas vezes se concentram no fluxo de caixa operacional, utilizado na tomada de decisões gerenciais e no fluxo de caixa livre, monitorado com atenção pelos agentes de mercado de capitais.

              Gitman (2010, p.95) “Para fins fiscais e de relatórios financeiros, as empresas podem lançar contra as receitas anuais uma parte dos custos do ativo imobilizado. Essa alocação de custos históricos ao longo do tempo é chamada depreciação”. 
              Segundo Gitman (2010, p.96):
O prazo ao longo do qual um ativo se deprecia – sua vida útil- pode afetar de formas significativa o padrão dos fluxos de caixa. Quanto mais curta a vida útil, mais rápida será a recuperação do fluxo de caixa criado pela depreciação. Dada a preferência do administrador financeiro por uma entrada acelerada de fluxos de caixa, uma vida útil breve é preferível à outra prolongada. Mas a empresa precisa atender a determinadas exigências da Receita Federal para determinar a vida útil.

              A figura acima mostra através da compressão de Gitman (2010) o fluxo de caixa de uma empresa, que independente de seu porte de tê-lo no sentido de cumprir as obrigações impostas pelas legislações de todas as esferas, até mesmo no sentido de valorizar seus ativos mencionando-os de forma correta. Um diagnóstico visual só possível se a empresa tiver seus lançamentos postados em seus devidos e respectivos lugares sejam eles contábeis, ou financeiros.
              Gitman (2010) divide os fluxos de caixas em três vertentes explicita na Figura 1. Que são eles fluxos operacionais, fluxos de investimento e fluxo de financiamento.
              Nota-se a importância dessas vertentes a luz de Gitman (2010), pois é através delas que se encaminham as diretrizes da direção que se deva percorrer para maximização dos lucros de um empreendimento, porém vali ressalta que quando o autor fala em fluxo operacional, o mesmo está referindo-se aos fluxos advindos de vendas e produção de bens ou serviços, ou seja, fatores que produzam a riqueza da empresa, que são relevantes no delimitar da capacidade de uma empresa em gerar frutos financeiros com sua atividade principal.
              Continuando Gitman (2010) quando refere-se a fluxo de financiamento descreve uma atividade financeira muito comum na valorização das empresas que são seus imobilizados, ativos estes que solidificam uma instituição, pois o processo de comprar ou vender imobilizados dependendo do momento, ou seja, o momento mais adequado podem gerar lucros fabulosos em determinadas organizações. Existem muitas organizações que fazem investimentos em participações em outras empresas, tanto na compra de ações preferenciais, até mesmo cotas na sociedade de outras.
              No fluxo de financiamento fica explicito que o Gitman (2010) argumenta a movimentação de entrada e saída de valores por meios de investimentos com capital de terceiros, que seja de uma forma ou de outra existe risco e custo, pois quando se trata deste tipo de transação onde há entrada de dinheiro por venda de ações, logicamente que preferências, ou seja, sem direito a voto mas prioridade no pagamento de dividendos, a saída desta movimentação são os dividendos pagos a terceiros que investiram seus capitais. O que não deixa de ser cogitado é também o financiamento com capital próprio que geram uma entrada naquele momento, como consequência ou divida de curto ou longo prazo.
              A movimentação de um fluxo de caixa não vem a ser algo que possa ser comparado com o aumento das vendas, ele é resultante delas, mas é o ponto chave para a sustentação financeira de uma organização, logo não se deve manter um ativo disponível relativamente alto, isso significa dinheiro parado, pois esta verba poderia estar quitando parcela de alguma divida, ou até mesmo na compra de insumos ou mercadorias a vista, o que pode render um lucro extra, porque o poder de negociação de compra é maior, pois uma compra de 30,60 e 90 dias pode ser transformada para 5 dias ou 10 dias com uma boa redução o que naturalmente vai gerar mais lucros quando das vendas.

2.4 Taxa Mínima de Atratividade (TMA)
              Antes fazer um investimento, o empresário ou gestor financeiro, ao analisar o seu fluxo de caixa perceber que seus ganhos financeiros estão sendo mínimo, o mesmo irá buscar a menor taxa para poder investir e não se ter grandes riscos financeiros, para isso muitos desses gestores buscam a Taxa Mínima de Atratividade (TMA).
              Segundo Souza e Clemente (2004 p.178), “o conceito da TMA é a melhor alternativa de investimento com o menor grau de risco disponível para aplicação do capital em análise”. Ou seja, segundo os autores sempre terão duas alternativas, a de se investir no projeto em questão ou se investir na TMA.
              A TMA pode ser o custo do capital investido, ou ainda, o custo de capital da empresa mais o risco envolvido em cada alternativa de investimento.
              Logo, é a partir da TMA que a opção de se investir torna-se mais concreta, pois, é nela que o empresário irá se basear no momento da tomada da decisão. Porque dependerá da taxa de retorno que o investimento em questão irá trazer, ou seja, se este trouxer uma taxa menor do que a TMA, a decisão de investimento irá para a própria TMA, ou vice-versa.
Para se calcular a TMA será utilizado o valor presente das entradas e saídas. Se a TMA for igual à taxa de retorno esperada pelo acionista, e o VPL > 0, significa que a decisão favorável à sua realização.

2.5 Valor Presente Líquido (VPL)
O VPL – Valor Presente Líquido é uma função onde é utilizado, para saber a viabilidade de um projeto, através do valor presente de todas as entradas de caixa menos o valor presente de todas as saídas de caixa for maior que zero. Se o VPL for igual a zero, o investimento é indiferente, pois o valor presente das entradas é igual ao valor presente das saídas de caixa. E se o VPL for menor do que zero, significa que o investimento não é economicamente atrativo, já que o valor presente das entradas de caixa é menor do que o valor presente das saídas de caixa.  Segundo Braga (2008, p.286):

Quando o VPL ≥ 0, pode – se concluir que a proposta irá gerar um        retorno maior ou igual do que a taxa de desconto utilizada e que o investimento poderá ser aprovado. Para um VPL< 0 considera – se que a proposta não é economicamente viável, pois seu retorno será inferior ao custo de capital ou à rentabilidade mínima exigido.

O VPL de um fluxo de caixa consiste em calcular o valor presente de uma série de pagamentos (ou recebimentos), descontado a uma taxa, e deduzir, deste, o valor do fluxo de caixa inicial (valor do empréstimo, do financiamento ou do investimento). E importante quando se quer verificar investimentos mais complexos e que tenham valores diferentes de receita e de gastos nos vários exercícios compreendidos pelo investimento.

2.6 Payback
              Para muitos investidores o payback é um instrumento de grande valia, que auxiliar nas tomadas de decisões, pois corresponde ao tempo necessário para que o investimento seja recuperado. Um investimento significa uma saída de caixa, em função da qual se espera receber entradas de caixas que recuperem esta saída.
              Segundo Assaf Neto (2010) “o período de payback é interpretado com frequência como um importante indicador do nível do risco (ou, ao contrário, de liquidez) de um projeto de investimento”.
              O cálculo do prazo de retorno é simples; segundo Braga (2010), deve-se dividir o investimento inicial pelas entradas líquidas de caixa, caso elas sejam uniformes. Se as entradas líquidas de caixa forem desiguais, deverão ser somadas até atingirem o valor do investimento inicial, apurando-se então o payback.  Para Braga:
Se essas entradas líquidas de caixa forem uniformes, bastará dividir o investimento inicial pelas entradas anuais de caixa, quando as entradas anuais forem desiguais, estas deverão ser acumuladas até atingir o valor do investimento, apurando-se o prazo de retorno (BRAGA, 2008, p. 283).

2.6.1 Payback atualizado ou descontado
O payback descontado tem como função principal calcular o período de tempo necessário para recuperação do investimento, utilizando a TMA para descontar o fluxo de caixa gerado pelo projeto em questão. Já como critério de decisão, o payback descontado utiliza de forma parecida com o payback simples, onde é necessário que ele se iguale ou tenha um período de tempo menor que o prazo máximo aceito de retorno do montante investido.
Para Braga (2008), esse indicador deve ser calculado e descontado de uma taxa que indique o valor do custo do capital para o investidor, levando em consideração a rentabilidade esperada e o risco assumido. Ou seja, deverá ser utilizado, no cálculo do payback atualizado, o valor do investimento líquido e o valor das entradas de caixa líquidas já descontadas da taxa estipulada pelo investidor.

2.7 Índice de Lucratividade (IL)
              O índice de lucratividade (IL), ou índice de valor presente, é uma variante do valor presente liquido; é determinado por meio da divisão do valor presente dos benefícios líquidos de caixa pelo valor presente dos dispêndios (desembolso de capital).
              Segundo Assaf Neto (2010, p.358):

Quando a utilização do método envolve projetas independentes , o índice de lucratividade leva á mesma decisão do valor presente líquido. No entanto, ao se considerarem projetos mutuamente excludente, deve-se tomar certa precaução com relação ao uso do método, por não dimensionar a escala do investimento e a distribuição dos fluxos de caixa no tempo.

                     O método do Índice de Lucratividade, fazendo uma comparação entre o valor presente dos fluxos futuros com o investimento realizado, procura evidenciar o resultado gerado e seu investimento.
De acordo com Groppelli, Nikbakht (2010, p. 138), “o índice de lucratividade, ou IL, compara o valor presente das entradas de caixas futuras com investimento inicial numa base relativa.”

2.8 Econometria
              Segundo Hill, Griffiths e Judge (2003, p.2) “Tudo começa como uma teoria em seu campus de estudo – quer seja contabilidade, sociologia ou economia - e sobre como variáveis importantes estão relacionadas uma com as outras”.
              A Econometria tem um papel importante como instrumentos de pesquisas para não somente economistas, mas contadores, finanças, marketing e gerenciamentos, pois a qualquer momento esses profissionais se deparam com situações que exigem a realização de previsões e construção de cenários sobre o comportamento de variáveis macroeconômicas no mercado. Tudo isso requer medidas numéricas que representem relações econômicas a partir de uma amostra de dados sobre as variáveis. Para engrandecer a pesquisa e melhor estudar essas variáveis, será aplicado um coeficiente que ajudará a fazer uma correlação entre essas variáveis, o qual tem o nome de Coeficiente de Correlação.

2.8.1 Coeficiente de Correlação:
É o processo que mede a intensidade e a direção da relação linear ou não-linear entre duas variáveis. É um indicador que atende à necessidade de se estabelecer a existência ou não de uma relação entre essas variáveis sem que, para isso, seja preciso o ajuste de uma função matemática. Não existe a distinção entre a variável explicativa e a variável resposta, ou seja, o grau de variação conjunta entre X e Y é igual ao grau de variação entre Y e X
             Coeficiente de correlação, procura verificar se existe relação entre duas ou mais variáveis, isto é, saber se as alterações sofridas por uma delas se são acompanhadas por alterações nas outras. Por exemplo: Peso x Idade, Consumo x Renda, Altura x Peso, de um indivíduo. No caso do estudo em questão, utilizaremos as variáveis Despesas x Receitas para saber qual o grau de associação entre as duas, como será utilizada duas variáveis, logo, a correlação será a simples, onde as variáveis irão variar entre (-1 e +1).

3. METODOLOGIA
Quanto à metodologia ela classifica-se como uma pesquisa qualitativa, quanto aos objetivos, terá um caráter descritivo, pois segundo GIL (2008, p. 42) a pesquisa descritiva tem como objetivo primordial a descrição das características de uma determinada população ou fenômeno ou, estão, o estabelecimento de relação entre variáveis.
Quanto à coleta dos dados, será utilizada a pesquisa bibliográfica, com embasamento teórico artigos e livros do conteúdo que será abordado, para melhor compreensão dos dados utilizaremos como ferramenta de coleta de dados o método de Correlação, como auxilio para gerar os dados usaremos o software Microsoft Excel, de onde serão extraídas informações para ampliar o entendimento da análise.

3.1. Abordagem da Pesquisa
              Através do entendimento acadêmico aplica-se uma pesquisa documental, sendo convidados ao longo deste estudo vários autores especialistas na área econômico-financeiros selecionados para melhor estudar uma empresa.
na pesquisa qualitativa o pesquisador procura reduzir a distância entre a teoria e os dados, entre o contexto e a ação, usando a lógica na análise fenomenológica, isto é, da compreensão dos fenômenos pela sua descrição e interpretação. (TEIXEIRA, 2005).

              A natureza desta pesquisa é qualitativa, onde será foi feita uma analise em profundidade, dos documentos apresentados pela empresa L R Silva Figueiredo.
3.2. Sujeito da Pesquisa
              Descartam-se outras formas de angariar os dados para o estudo, já que por ser de natureza qualitativa se faz necessário apenas documentos contábeis, não tendo motivos que justifique um formulário de perguntas fechadas aplicadas a colaboradores. Sendo assim a pesquisa é documental.
              Para realização desta pesquisa os dados virão dos seguintes documentos da empresa Balanço Patrimonial, Caixa diário e Demonstrativo de Resultados do Exercício.

3.3. Delimitações do estudo
              A empresa objeto de estudo L R Silva Figueiredo, situada na Rod. Br. 316 km 12 nº 4715, Mercado Central 02 - Marituba/Pá, para levantamento dos dados que poderão vir a agregar na obtenção de resposta.

3.4. Instrumento da pesquisa
              A pesquisa é de natureza quanto ao objetivo descritivo e de natureza qualitativa, [...] “a pesquisa bibliográfica não é mera repetição do que já foi dito ou escrito sobre certo assunto, mas propicia o exame de um tema sob novo enfoque ou abordagem, chegando a conclusões inovadoras”. (LAKATOS, 2007, p.185).

3.5 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
              A metodologia aplicada ao estudo terá como base os indicadores econômicos – financeiros descritos a seguir:  

Taxa Mínima de Atratividade
Valor Presente Líquido         

PLt  = Valor presente liquido no tempo do investimento; ECt = Entrada de caixa no tempo do investimento ; SCt =  Saída de caixa no tempo do investimento; I = Taxa interna de retorno do investimento; T = Tempo do investimento
VPLt> 0 Viável ; VPLt< 0 Inviável ;VPLt = 0 Indiferente

          Payback
Onde:
PB =Payback ; SCt = Saída de caixa no tempo de investimento ; ECt = Entrada de caixa no tempo do investimento; I = Taxa interna de retorno do investimento; T= Tempo do investimento

PB < 1 Viável; PB > 1 Inviável ; PB = 1 Indiferente

Índice de Lucratividade Onde:

= Índice de Lucratividade;  = Entrada de caixa no tempo do investimento ;  = Saída de caixa no tempo do investimento; I = Taxa de rentabilidade equivalente periódico ou interna de retorno 10%; T = Tempo do investimento

Fator de Atualização do Capital Onde: = Fator de atualização do Capital; I = Taxa de rentabilidade equivalente periódico ou interna de retorno 10%; T = Tempo do investimento

Relação Benefício Custo Onde: RBCt = Relação beneficio custo no tempo do investimento; RCTA = Receita total atualizada; DESTA = Despesa total atualizada ; I = Taxa interna de retorno do investimento T= Tempo do investimento; RBCt> 1 Viável; RBCt< 1 Inviável ; RBCt =1 Indiferente

Relação Custo Benefício onde: RCBt = Relação custo benefício no tempo do investimento; RCTA = Receita total atualizada; DESTA = Despesa total atualizada; I = Taxa interna de retorno do investimento; T= Tempo do investimento; RCBt< 1 Viável; RCBt> 1 Inviável ;RCBt =1 Indiferente

Valor Esperado do VPL Onde: VEvpl = Valor esperado do valor presente liquido pela margem de segurança do valor presente liquido.

Desvio Padrão do VPL onde: δvpl = Desvio padrão do valor presente liquido; PROB = Probabilidade; VPL = Valor presente liquido; VEvpl = Valor esperado do valor presente líquido

Coeficiente de variação do VPL onde: CVvpl = Coeficiente de variação do valor presente liquido; δVPL =Desvio padrão do valor presente liquido; VEvpl = Valor esperado do valor presente liquido
CVvpl> 50% Viável; CVvpl< 50% Inviável ; CVvpl = 50% Indiferente

Correlação onde: COV = Covariância; S: Desvio Padrão; OBS. A correlação (RO) não pode ser maior (>) que a Regressão (R2).

4. DESCRIÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS

4.1- CARACTERIZAÇÕES DA EMPRESA
              A empresa L R Silva Figueiredo iniciou suas atividades em 13/04/2000 com sede própria, medindo oito metros de comprimento e quatro de largura, localizada na rodovia BR 316 km 12, nº 4715- Box 02 centro Marituba-Pa. A L R Silva Figueiredo começou suas atividades com um capital inicial de 1.700,00.
              Com este pequena quantia a empreendedora comprou uma parte de produtos descartáveis e material de papelaria, para iniciar seu negócio e assim e assim se mostrar ao mercado.
              Com o passar dos anos a empresa foi ganhando espaço e aumentando seu leque de produtos se estabilizando no mercado de variedades, vendendo não somente produtos descartáveis, mas artigos para presente, produtos escolares e roupas. Porém surgiu em 2012 a nosso entrante neste mercado de variedades, com uma estrutura física muito maior e diversas variedades de produtos e com isso houve neste ano uma queda muito significativa nas vendas.
              Hoje a empresa L R Silva Figueiredo, conseguiu se manter no mercado e estar se firmando a cada ano, trazendo diversidades de produtos para seus clientes.

4.2 - ANÁLISES DOS RESULTADOS
              Para realizar estar análise, foram extraídos dados fornecidos pela empresa em estudo, para se projetar um fluxo de caixa no período de agosto de 2013 á agosto de 2014, conforme a ilustração abaixo. 
              Compreender de forma clara e analítica as movimentações de um fluxo de caixa não é uma tarefa árdua para o acionista que tem em suas atitudes a ação empreendedora e visionária, não há como ter prosperidade nos negócios, se o controle do fluxo de caixa não for bem dimensionado, só desta forma é que uma organização pode planeja seus fluxos de caixas e obter bons resultados para empresa.
              Tomar decisões que envolva investimento não é simplesmente analisar indicadores de liquidez e através destes, se posicionar quanto aceitar ou recusar um projeto de investimento. O foco da pesquisa não estar em fazer uma análise da saúde financeira da empresa objeto de estudo, mas sim um diagnóstico do fluxo de caixa e de como seu direcionamento, contemplando o tempo do fluxo. Não se pode ter desconfiança nas informações ao tratarmos do financeiro de uma instituição, nem tão pouco usarmos técnicas simples de retorno onde o prazo médio de retorno é o foco.
              Para um diagnóstico financeiro é necessário aplicarmos uma avaliação com base em técnica sofisticada, que considerem de fato o dinheiro com seu valor no tempo certo. Trazer uma valor para o presente de forma líquida nada mais é que, fazer a diferença entra o valor das entradas atuais e o das saídas, mas de forma ponderada, verificando seu custo, aplicando uma taxa de desconto.
              Para entendermos melhor o fluxo de caixa da empresa objeto de estudo, é importante ressaltar o instante zero do fluxo, onde há um desembolso do sócio para aquele período, sendo assim o mesmo é lançado como saída, que pressupõe-se que foi usado na obtenção de mercadorias para fazerem circular a riqueza da organização.
              Ao aplicarmos o Valor Presente Líquido nos fluxos da empresa L R SILVA FIGUEIREDO no período de agosto de 2013 a agosto de 2014, com uma taxa mínima de atratividade de 10%, e um índice de lucratividade na ordem de R$ 50,31 para cada um real investido no inicio do projeto ao mês, o que torna um projeto viável dentro deste aspecto, levando em considerando que podemos aceitar um projeto se seu Índice de Lucratividade for acima de 1 (um).
              A tendência do fluxo de caixa é crescente, é notório ao observamos a representação gráfica das entradas que tendem a subir, refletindo num VPL de R$ 112.402,85 sendo bastante viável. Podemos tecer um diagnóstico positivo em relação a organização quando olhamos do prisma do payback o tempo de retorno deste investimento é dentro do periodo e tem um retorno bastante rápido, sabemos que esta técnica de avaliação, não leva em consideração o fator tempo em relação ao valor do dinheiro, o que o faz deficiente para isoladamente se base de parecer o tomada de decisão. Mas o TMA que neste caso de diagnosticar um fluxo de caixa esta taxa é referente ao custo do capital ou o risco que envolve cada tomada de decisão em relação a investir.
              Ao analisar o Payback descontado teve seu corte no tempo 0, logo, a empresa  L R Silva Figueiredo obteve retorno imediato no primeiro mês de investimento. Outro ponto a considerar é beneficio custo no momento em que se investe, pois encontra-se bem a cima de 1 o que torna o projeto aceitável e rentável.
              O foi positivo em R$ 11.240,29, o , foi positivo com uma liquidez de R$ 31.990,41, e por fim, o obteve uma taxa elevada de 285%, maior que 50% o que tornou o projeto viável.
              As receitas da empresa são bem elevadas em relação às despesas, vale ressaltar que tal procedimento corresponde a um diagnóstico de certa forma simples, ou seja, a empresária sabe comprar os produtos e os precificá-los. O fator de acumulação de capital mostra que a instituição é sólida, e que se continuar sempre crescente e bem alicerçada em seus preços tanto de compra, bem como de vendas.
              O coeficiente de correlação mede o grau de correlação entre duas variáveis, como assim foi mostrado ao longo desta pesquisa. E ao projetarmos o fluxo de caixa da empresa L R Silva Figueiredo no Excel no método estatístico da correlação, percebemos que as duas variáveis que estão se relacionando é a Receita Caixa Total e o Fluxo de Caixa, onde podemos visualizar na ilustração 5 e na equação em que o RO foi de 99%, indicando assim que as duas variáveis estão positivamente correlacionada como mostra no fluxo de caixa que tanto a RCT como o FLXC são maiores que as Despesas, indicando estatisticamente que ao longo desses 12 meses a empresa foi rentável.
              A ilustração 6, vem indicando a classificação das variáveis ( RCT, DEST, FLXC, RCTA, DESTA, FLXCA ), mostrando se a correlação entre as variáveis estar positivamente ou negativamente correlacionada.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Diagnosticar uma empresa é fazê-la entender quais dos seus movimentos de entrada e saída de caixa podem ser determinantes diretas para um bom funcionamento de seus numerários, isto visando o melhor momento para os acionistas investir ou aplicar seu capital, aumentando de forma segura e rentável suas opções de crescimento do negócio.
Dentro da visão da problemática foi voltado o foco da administração para elementos que geram resultados, e a empresa objeto de estudo, apesar de não vim aplicando nenhum tipo de ferramenta administrativa que pudesse mensurar seus resultados teve rendimentos bastante confortáveis, pois trata-se do comprar bem e vender a preço competitivos com lucros acima da expectativa do acionista, isso foi um fator determinante para que não houvesse necessidade de financiamentos a curto prazo, ou queima de estoque na intensão de maximizar seus ativos para cumprir com obrigações, o que deixa claro a análise dos resultados quando a luz do indicador de lucratividade que obteve um índice de R$ 50,31 para cada real investido, o que não se pode dizer é que a empresa está confortavelmente segura, lembrando, que, dentro deste período com o cenário atual o projeto é altamente viável, o que não descarta o uso de mecanismos de controle como um software de gestão integrada, o que já se torna uma sugestão bem contundente para o momento, onde os caixas permitem tal investimento.
Ao considerar o acionista o uso de um software de gestão integrada, o inventário dos produtos é outra sugestão a ser considerada e se possível acatada já no próximo exercício, pois com tal rentabilidade que hora apresenta-se a empresa, com toda certeza um controle de estoque bem implantada vai fomentar ainda mais as vendas, em função das ferramentas que o mesmos oferecem a nível de controle gerencial.
Quando a empresa L R Silva é desmembrada na linha de tempo dos indicadores, percebe-se um crescimento bastante expressivo, neste índice de lucratividade, que é satisfatório, uma vez que o CMV mantém-se oscilante, porém a margem de lucro na precificação dos produtos sustenta toda estas oscilações.
O fluxo de caixa da empresa L R Silva Figueiredo, na visão menos acadêmica, voltada para os pareceres do empirismo, pode-se dizer que é uma empresa sólida, se focada ao prisma dos indicadores econômicos financeiros, onde as relações entre quanto se fatura para cada real que de obrigações é o centro da análise, mas expedir um diagnóstico financeiro trata-se de saber dar rumo para o dinheiro da empresa para maximizar os lucros, evitando o estacionamento de verbas em bancos ou até mesmo em aplicações financeiras desnecessárias e custosas.
Um ponto considerado relevante para este diagnóstico, onde a pesquisa expos as entradas e saídas de numerários de caixa, num horizonte de tempo do investimento, é nítido que a empresa L R Silva Figueiredo tem uma ótima variação do seu valor presente líquido, porém, já o mecanismo financeiro da mesma precisa ser tratado de forma minuciosa, ou seja, sugerimos uma administração financeira mais questionadora.
Considerando ainda que os limites desta pesquisa são instrumentos contábeis, que foram registrados no período de agosto de 2013 a agosto 2014, a aplicação de uma ferramenta é recomendável da economia que é a correlação que baseada no referencial teórico pode-se relacionar as variáveis X e Y.
Observou-se que o nível da saúde financeira da empresa objeto de estudo é sólido, precisando apenas de uma redistribuição de processos financeiros, bem como o hábito de dimensionar suas decisões com ajuda dessas ferramentas financeiras, e com o uso de um software adequado, já citado em parágrafos a cima.
No tocante a rentabilidade da empresa vale ressaltar que estamos diagnosticando um período, que compreende-se de 2013 a  2014, sendo assim não se trata de um projeto financeiro onde seria levado em conta o instante inicial do projeto, motivo este que aplicado um fluxo de caixa não convencional, não sendo necessário iniciar as análise a partir do investimento inicial.
Todas as informações levantadas pelos indicadores e índices financeiros aplicados nas entradas e saídas de caixa da empresa em questão, comprovaram de forma clara sua lucratividade e rentabilidade satisfatória, sustentado por um modal estatístico de coeficiente de correlação, onde, contrapondo-se receita total e fluxo de caixa total, observa-se o crescimento sustentável da empresa neste período.
Considerar uma empresa rentável ou lucrativa é importante, porém não é uma tarefa muito fácil, se for tratada de forma empírica, mas quando expomos as informações documentais coletadas na empresa L R Silva Figueiredo ao ambiente acadêmico, onde obras de autores renomados espelham informações de caráter cientifico o diagnóstico de uma entidade, só faz com que tal pesquisa venha há não ser apenas um trabalho final de conclusão de curso, mas, um instrumento justificativo do quanto a administração de empresas e suas ferramentas podem contribuir para o crescimento da economia do país, como também do conhecimento acadêmico, onde o processo teórico prático se justifica pelas suas ações e resultados.  

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TEIXEIRA, Elizabeth. As três metodologias: acadêmica, da ciência e da pesquisa, Rio de Janeiro: Vozes, 2005.


Recibido: 19/01/2015 Aceptado: 03/03/2015 Publicado: Marzo de 2015

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