Observatorio de la Economía Latinoamericana


Revista académica de economía
con el Número Internacional Normalizado de
Publicaciones Seriadas ISSN 1696-8352

ECONOMÍA DO BRASIL

ANÁLISE DA DINÂMICA DA ESTRUTURA PRODUTIVA DO MUNICÍPIO DE CANAÃ DOS CARAJÁS – PARÁ, AMAZÕNIA-BRASIL





Igor Conceição Ribeiro (CV)
José Danilo Santana Pereira (CV)
Heriberto Wagner Amanajás Pena (CV)
igorribeiro777@gmail.com
Universidade do Estado do Pará





RESUMO

Um município pequeno e recém-criado, em 2001 cuja sustentação econômica provinha da produção pecuária, em especial a produção leiteira, seu Produto Interno Bruto (PIB) era de apenas R$ 17 milhões naquela época. No entanto foi nesse período, que se implantou em seu território, uma grande mina de cobre (Mineração Serra do Sossego) da mineradora VALE, com investimentos superiores a R$ 1 bilhão. Cidades como Canaã dos Carajás por apresentarem algumas características, passaram a funcionar como cidades ímãs, ora atraindo ora repelindo atividades. Essa antítese pode ser explicada pelo simples exemplo da empresa VALE atuante no município, na qual acaba por demandar uma grande quantidade de serviços, exercendo forte influência de atração no mercado de trabalho e em outras empresas fornecedoras de insumos das mais variadas ordens; ao mesmo tempo em que exercem forças de repulsão não menos poderosas sobre concorrentes atuais ou potenciais e possivelmente a outras atividades. Nesse contexto este trabalho apresenta uma análise dinâmica da estrutura produtiva econômica do município de Canaã dos Carajás, no sudeste do Pará, no ano de 2011, uma das principais cidades que constitui a Região de Integração de Carajás. Trata-se da identificação e classificação dessas atividades econômicas em relação ao resto do Estado na ultima década, bem como, um diagnóstico dos aspectos históricos que nortearam a caracterização dessas atividades no município. Para classificar as atividades de estudo quanto ao dinamismo de sua estrutura produtiva econômica e com isso encontrar resultados práticos, aplicou-se três indicadores estatísticos – Quociente Locacional (QL), Índice de Hirschman-Herfindahl (IHH) e a Participação Relativa (PR). Tais indicadores foram sumamente relevantes na avaliação da estrutura econômica e das atividades, e concluíram que a base econômica de Canaã ainda é o setor primário, com a mineração de manganês o responsável pelo desenvolvimento do município.
Palavras-chave: dinâmica da estrutura produtiva, indicadores estatísticos.

RESUMEN

Un pequeño , de nueva creación en el año 2001 , cuyo condado económico de apoyo provino de la producción ganadera , especialmente la ganadería lechera, su Producto Interno Bruto ( PIB) fue de sólo $ 17 millones en ese momento. Sin embargo, fue durante este período , que se implementó en su territorio, una gran mina de cobre ( Minera Sierra Quiet ) la minera Vale , con inversiones superiores a EE.UU. $ 1 billón. Ciudades como Canaán mediante la presentación de algunas de las características , las ciudades comenzaron a funcionar como imanes , atrayendo actividades de repulsión ora ora . Esta antítesis se explica por el simple ejemplo de la empresa VALE activa en la ciudad , lo que convierte a requerir una gran cantidad de servicios, y ejercerán una fuerte influencia de la atracción en el mercado de trabajo y en otros proveedores de insumos de diversas órdenes , mientras que en la realización de ninguna repulsión menos potente sobre los competidores actuales o potenciales y, posiblemente, otras actividades de las fuerzas . En este contexto, el presente trabajo presenta un análisis dinámico de la estructura productiva económica del municipio de Canaán, en el sudeste de Pará , en 2011, una de las principales ciudades que forman la región de Carajás de integración. Es la identificación y clasificación de estas actividades económicas en relación con el resto del estado en la última década , así como un análisis de los aspectos históricos que rigen la caracterización de estas actividades en el municipio. Para clasificar las actividades de estudio y el dinamismo de su estructura de producción económica y así encontrar resultados prácticos , se aplicaron tres indicadores estadísticos - Cociente de Localización ( LQ ) , Índice de Herfindahl -Hirschman ( HHI) y Participación Relativa ( PR) . Estos indicadores fueron de gran relevancia en la evaluación de la estructura y las actividades económicas, y llegaron a la conclusión de que la base económica de Canaán es todavía el sector primario, con el manganeso minería responsable para el desarrollo del municipio .
Palabras clave: dinámica de la estructura productiva , los indicadores estadísticos.

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Para citar este artículo puede utilizar el siguiente formato:

Conceição Ribeiro, I., Santana Pereira, J. y Amanajás Pena, H.: "Análise da dinâmica da estrutura produtiva do município de Canaã dos Carajás – Pará, Amazõnia-Brasil", en Observatorio de la Economía Latinoamericana, Número 194, 2014. Texto completo en http://www.eumed.net/cursecon/ecolat/br/14/economia-canaa.hmtl


1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS

            No início dos anos 1980, a política fundiária para a Amazônia Oriental objetivava tornar as terras produtivas mediante desapropriação seguida de projetos de colonização. Nesse contexto, destacaram-se os projetos de colonização do Grupo Executivo das Terras do Araguaia-Tocantins (GETAT), que resultaram nos Centros de Desenvolvimento Regional (CEDERE) I, II e III cuja função era dar suporte a oferta de alimentos ao Projeto Carajás com o objetivo de reduzir a dependência externa (CABRAL et. al, 2011).
            Resultados de pesquisas patrocinadas pela Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral (SGM), apontaram que em 1984, nos CEDERE’s II e III, foram assentadas 1.551 famílias em lotes de 10 alqueires (aproximadamente 50 ha), oriundas das regiões nordeste, sul ecentro‐oeste do Brasil, o CEDERE II foi umas das principais áreas produtivas do Pará, no qual produziram arroz, feijão e milho, mas com o tempo a plantação foi substituída por capim para a formação de pastagem.
            Contudo, frente às dificuldades sociais, políticas e econômicas, comumente naquela época, iniciou-se um processo de mobilização para a emancipação do município. Só em outubro de 1994, através da Lei Estadual 5.860, o CEDERE é desmembrado de Parauapebas e vira município de Canaã dos Carajás.
            Um município pequeno e recém-criado, em 2001 cuja sustentação econômica provinha da produção pecuária, em especial a produção leiteira, seu Produto Interno Bruto (PIB) era de apenas R$ 17 milhões naquela época. No entanto foi nesse período, que se implantou em seu território, uma grande mina de cobre (Mineração Serra do Sossego) da mineradora VALE, com investimentos superiores a R$ 1 bilhão (CETEM).
            Nesse contexto este trabalho apresenta uma análise dinâmica da estrutura produtiva econômica do município de Canaã dos Carajás, no sudeste do Pará, no ano de 2011, uma das principais cidades que constitui a Região de Integração de Carajás. Trata-se da identificação e classificação dessas atividades econômicas em relação ao resto do Estado na ultima década, bem como, um diagnóstico dos aspectos históricos que nortearam a caracterização dessas atividades no município.

2. OBJETIVOS
2.1 GERAL
            Analisar a dinâmica da estrutura produtiva econômica do município de Canaã dos Carajás no ano de 2011.
2.2 ESPECÍFICOS
            - Diagnosticar os aspectos históricos das atividades econômicas no município de Canaã dos Carajás.
            - Identificar as atividades produtivas do Município.
            - Classificar as potenciais atividades dinâmicas do Município.
3. REFERENCIAL TEÓRICO
3.1 Canaã dos Carajás e sua Dinâmica Regional
            O Instituto de Pesquisa e Econômica Aplicada (IPEA) relata que durante as últimas décadas, houve alteração na hierarquia dos centros urbanos brasileiros e aponta que os principais centros emergentes estão localizados nos estados de Mato Grosso, Rondônia, Tocantins e no sul do Pará. Dessa forma a Secretaria de Estado de Integração do Pará (SEIR-PA) surge com uma nova proposta de regionalização para o Estado do Pará, a identificação das doze regiões de Integração do Pará que são: Araguaia, Baixo Amazonas, Carajás, Guamá, Lago de Tucuruí, Marajó, Metrópole Belém, Rio Caetés, Rio Capim, Tapajós, Tocantins e Xingu.
            A Região de Integração de Carajás é formada por 12 municípios: Bom Jesus do Tocantins, Brejo Grande do Araguaia, Canaã dos Carajás, Curionópolis, Eldorado do Carajás, Marabá, Palestina do Pará, Parauapebas, Piçarra, São Domingos do Araguaia, São Geraldo do Araguaia e São João do Araguaia, com extensão territorial de 44.751 km², o que representa 3,6% do território paraense, concentrando 7,5% da população paraense, 569 mil habitantes (Dados: IDESP/2010 e SEPOF-PA).
            Essa região apresentou forte crescimento a partir da década de 70, em virtude da abertura da rodovia Transamazônica, que atraíram madeireiros e pecuaristas. Já na década de 80, uma nova atividade passou a fazer parte da área em destaque: a exploração mineral, a qual provocou fortes mudanças no cenário demográfico, atraindo um grande contingente de imigrantes que se instalaram nas vilas e cidades, o que provocou o surgimento de novos núcleos urbanos: Canaã dos Carajás, Curionópolis e Eldorado dos Carajás, ao mesmo tempo em que proporcionou o crescimento de verdadeiros pólos regionais, como Parauapebas e Marabá (PENA et al 2011)
            Ainda de acordo com Pena et al (2011), cidades como Canaã dos Carajás por apresentar algumas características, passaram a funcionar como cidades ímãs, ora atraindo ora repelindo atividades. Essa antítese pode ser explicada pelo simples exemplo da empresa VALE atuante no município, na qual acaba por demandar uma grande quantidade de serviços, exercendo forte influência de atração no mercado de trabalho e em outras empresas fornecedoras de insumos das mais variadas ordens; ao mesmo tempo em que exercem forças de repulsão não menos poderosas sobre concorrentes atuais ou potenciais e possivelmente a outras atividades com as quais é incompatível, como é o caso do turismo na região.

3.2 Canaã dos Carajás e sua Dinâmica Econômica
            Antes da instalação da Mina na Serra do Sossego, a cidade tinha na pecuária o seu principal eixo de dinamização econômica, somada a pequena produção familiar e grandes fazendas, com a predominância de pequenos e médios pecuaristas e criadores de gado de corte e leite (SANTOS, 2011). Em estudo realizado no final de 2000 e início de 2001, a pecuária era a responsável pela maior fatia da renda gerada do setor primário do município, muito embora não garantisse maior internalização de renda no município por não explorar seus mais diversos subprodutos.
            A agricultura, por sua vez, embora tenha sido a principal atividade do município, participava, em 2000, com a singela contribuição de 28,5% da renda gerada no setor primário, assumindo papel residual, pois sequer garantia seu auto-abastecimento. Vale lembrar que nos primeiros anos de ocupação de Canaã, a agricultura era a base de sustentação das famílias assentadas cumprindo, teoricamente, o papel social de dar suporte alimentício para o Projeto Grande Carajás.
            Mediante o uso da tecnologia de corte e queima para aformação de “roça de toco”, a floresta foi substituída pelo cultivo de culturas temporárias: milho, feijão, mandioca e arroz e de culturas permanentes, como banana e pimentado reino (CABRAL et al, 2011)
            Embora o projeto de assentamento (CEDERE I e II) tenha se dado pela desapropriação de grandes fazendas na região, mantiveram‐se algumas fazendas que não foram desapropriadas. E esse processo de coexistência de grandes fazendas com pequenos lotes passou a compor o cenário do território. Em resumo, com a chegada de grandes fazendeiros vindos das regiões sul, sudeste e centro‐oeste do país, no início da década de 1970, tiveram‐se a abertura de grandes fazendas, responsáveis pelo desenvolvimento da pecuária extensiva no município que, nos de 1990, tornou‐se a principal atividade do setor primário de Canaãdos Carajás.
            Na atividade pecuária destacava‐se a bovinocultura que gerou uma renda de aproximadamente R$ 10 milhões no ano 2000, participando com 71% do total da renda do setor que foi estimada em R$ 14 milhões (IBGE, 2000).
            Na fase inicial, a pecuária era voltada, essencialmente, para o corte, transformando‐se em leiteira, ao longo da década de 1990, quando o município tornou‐se a 2ª maior bacia leiteira do Estado (CETEM). A produção leiteira assumiu o papel de garantir renda às pequenas propriedades, visto que, no ano 2000, do total de efetivo do rebanho bovino, 60% destinavam‐se à produção leiteira, 23% à pecuária de corte e 17% à produção de leite ecorte, conforme dados disponíveis.
            No cenário atual, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2010) Canaã apresenta hoje uma arrecadação tributária de R$ 29.045 e os setores que mais contribuem para o PIB do Município de Canaã são: Indústria, Agropecuária, Serviços e outras atividadeso qual somam um Produto Interno Bruto de R$ 1.559.968 e PIB per capita de R$ 58.366,75, é notório a inversão dos setores econômicos com a expansão da Indústria o qual ofuscou a Agropecuária, devido à instalação da mineradora Vale na cidade. Situação que pode ser facilmente compreendida com o gráfico abaixo.
           
4. METODOLOGIA
4.1ORIGEM DOS DADOS UTILIZADOS
            A análise da dinâmica da estrutura produtiva da cidade de Canaã dos Carajás tem como base os dados de artigos científicos que tratam das regiões de integração do Estado do Pará, informações institucionais de órgãos governamentais como Ministério do Trabalho e Emprego.
            Os dados do Ministério do Trabalho e Emprego objetivam suprir a necessidade de controle da atividade trabalhista no município de Canaã, e ajudam no retrato do quadro econômico do Município, bem como, o sistema de arrecadação tributária.
            O estudo fará uso de tais informações que servirão como fontes oficiais representando a dinâmica da estrutura produtiva do município de Canaã dos Carajás.

4.2 ÁREA DE ESTUDO
            Canaã dos Carajás está situada a 286 metros de altitude, com suas coordenadas geográficas de Latitude: 6° 29' 51'' Sul e Longitude: 49° 52' 42'' Oeste. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística a população estimada para 2013 será de 31.062 habitantes, mas em 2010 apresentava 26.716 habitantes. Possui densidade demográfica de 8,49 hab/km² distribuídos numa área de 3.146.407 km².

4.3 INDICADORES ESTATÍSTICOS
            Para classificar as atividades de estudo quanto ao dinamismo de sua estrutura produtiva econômica e com isso encontrar resultados práticos, aplicou-se três indicadores estatísticos – Quociente Locacional (QL), Índice de Hirschman-Herfindahl (IHH) e a Participação Relativa (PR) – considerando, também, três características relevantes:
I- A especificidade de uma atividade em relação ao Estado (Município).
II- O piso da atividade ou setor em relação à estrutura do Estado (Município).
III - A relevância da atividade ou setor no Pará com um todo.
Segundo Santana (2004, p.21), o índice Quociente Locacional (QL):
Serve para determinar se o município em particular possui especialização em dada atividade ou setor específico e é calculado com base na razão entre duas estruturas econômicas. No numerador tem-se a economia em estudo, referente a um dado município do Pará que se ponha em tela, e no denominador plota-se a economia de referência, em que constam todos os municípios do Pará.
Sua apresentação algébrica por ser escrita como:

no qual:
EAM= Emprego da atividade ou setor no município;
EM= Emprego referente a todas as atividades que constam no município;
EAP= Emprego da atividade ou setor no Pará;
EP= Emprego de todas as atividades ou setores no Pará.
(PENA, 2009)
            Determinado município possui especialização na atividade, ou setor, caso seu QL seja superior a 1. E caso este seja menor que 1, o QL indicaria assim que a especialização do município na atividade, ou setor, é inferior a especialização do Pará no referido setor, para Santana (2004).
            Utilizou-se o Índice de Hirschman-Herfindahl (IHH) para conhecer o real peso da atividade em relação ao Pará, pois o Quociente Locacional pode resultar em um valor elevado, dando a interpretação equívoca de que tal município é especializado na atividade em questão sem considerar o fato de que ela pode ser a única atividade do município.
Defini-se o IHH por:

Santana (2004, p.22), o IHH é o índice que:
Permite comparar o peso da atividade ou setor do município, no setor do Pará, ao peso da estrutura produtiva do município na estrutura do Pará como um todo. Um valor positivo indica que a atividade em um município do Pará está, ali, mais concentrada e então, com maior poder de atração econômica, dada sua especialização em tal atividade.
Por fim, a definição do último indicador definido para a análise dos dados:

O último índice pode variar de 0 a 1, sendo que quanto mais próximo de 0, menos relevância terá a atividade analisada em relação ao estado.
Os três indicadores definidos anteriormente são complementares para a análise das atividades de Canaã dos Carajás.

4.4. METODOLOGIA DE ANÁLISE
4.4.1 ANÁLISE CONSOLIDADA
            No inicio, faz-se uma análise agregada dos dados almejando destacar tendências em longo prazo. Os indicadores propostos irão compor, de acordo com seus critérios, diferentes classificações, permutando a composição de 4 quadrantes embasados nas variáveis: especialização local, significativa participação relativa e atratividade econômica.
            O Quociente Locacional, está relacionado com o grau de especialização municipal numa determinada atividade. Caso haja especialização, seu QL é superior à unidade (recebe tratamento positivo). O índice de concentração Hirschman-Herfindahl quando apresenta um valor positivo (recebe tratamento positivo) indica algum tipo de concentração e assim de atratividade econômica. O terceiro indicador é a participação relativa da atividade e quanto mais próxima de um, maior a importância daquela atividade do município para o estado do Pará (também recebe tratamento positivo) (PENA, 2009).

4.4.1.1 MATRIZ AGREGRADA DA ESTRUTURA PRODUTIVA
            Após a definição da área de estudo, a próxima etapa é a classificação matricial aqui apresentada, a qual permite uma análise agregada das informações. Possibilita também a visualização de cada atividade do Município e uma caracterização deste quanto ao seu Dinamismo Econômico com base no número de empregos formais.
           
           
            A análise da dinâmica da estrutura produtiva tem como princípio oferecer referenciais quantitativos, que a partir deles seja possível afirmar informações e promover sua espacialização. As atividades listadas abaixo são alvo de ações de licenciamento, fiscalização e monitoramento ambiental, o que se mostram relevantes não somente no âmbito econômico, mas no desenvolvimento social em geral.
            Atividades:


Extração de minério de Maganês.
Fabricação de Explosivos.

Criação de bovinos.
Coleta de resíduos não-perigosos.

Abate de Reses exceto suínos.
Fabricação de Laticínios.

Comercio a varejo e por atacado de Veículos automotores.

Comercio varejista de gás liquefeito de petróleo (GLP).

 

            Os resultados levam a um ajuste quantitativo, seguindo uma lógica teórica de complementaridade entre as variáveis que definem a dinâmica das estruturas produtivas do Estado. Ao organizar os prováveis resultados, estabelecem-se quatro quadrantes matriciaisde setores, que na teoria explicam as alternâncias nas dinâmicas econômicas dos municípios. Os setores definidos são:
I - Setor Dinâmico, que possui como característica marcante, o seu alto grau de especialização local, possuindo concentração no setor que impulsiona atratividade e contando com apresença de importantes atividades, ou participação relativa maior que 10%.
II - Setor Estagnado o qual não é dotado de especialização local da atividade, não possuindo concentração, tem reduzida atividade no setor, além de ter também pouca participação relativano estado do Pará.
II - Setor em Expansão tem alto grau de especialização das atividades locais no próprio município, concentra e possui forte atratividade, porém ainda não é pólo de dominância, ou seja, é de baixa participação relativa.
IV Setor em Declínio é apresentado como aquele que mantém acentuada participação relativa, porém, não oferece atratividade, não é especializado e não tem nenhum estímulo devido a sua falta de concentração produtiva.

 

A matriz condensa a análise agregada ou consolidada a partir dos resultados e corresponde a uma possibilidade de organização representativa da estrutura produtiva do município em anos diferentes, podendo inclusive, ainda que em termos agregados, reconhecer as tendências sobre o processo de aglomeração produtiva, do nível de remuneração do setor e do número de estabelecimentos.
As alterações de quadrantes representam variação na dinâmica das atividades produtivas. Na análise horizontal é revelado o grau de especialização e o poder de atratividade local das atividades, ou seja, quanto mais à direita do eixo as atividades se posicionarem, mais especializadas estarão e bem mais próxima da situação desejada (setores dinâmicos).
Ao se analisar a matriz, também é revelada que as atividades econômicas provavelmente transitarão de um quadrante a outro. A mudança depende das condições de mercado, políticas públicas em determinados setores, investimentos privados, entre outros. Quando se analisa verticalmente é possível comparar a dinâmica da estrutura produtiva das atividades econômicas com a participação relativa que define o peso representativo da atividade em relação ao estado do Pará.
Verticalmente na matriz é possível também relacionar a evolução entre períodos das atividades econômicas do município com os ganhos de mercado, ou seja, setores onde um município ou região aumentarão sua participação na fatia do mercado e classificar-se-ão como competitivos. Na medida em que os dados irão sendo analisados através da matriz, pode-se identificar se os setores que apresentam maior concentração de estabelecimentos também são os que melhor remuneram ou admitem empregados formalmente.

5. RESULTADOS E DISCUSSÃO
            Através do método matricial proposto, foi possível a identificação e classificação das atividades econômicas produtivas atuantes no Município de Canaã dos Carajás. Os cálculos referentes aos Indicadores Estatísticos da dinâmica produtiva para as atividades se deram através dos dados colhidos no município e estudos estatísticos que levaram em consideração o número de estabelecimentos registrados em 2011. Após as devidas análises, das 674 atividades listadas, existiam 49.498 estabelecimentos registrados no Estado, desse número, 227 se encontrava em Canaã dos Carajás.
            Reunidos as informações, classificaram-se suas atividades em Dinâmicas, Expansão e Estagnadas.  Ressaltando que o município não apresentou nenhuma atividade em Declínio, tal fato se explica por Canaã dos Carajás ser uma cidade jovem e ter grande parte de suas atividades econômicas em formação.  Com isso obteve-se a caracterização abaixo:

Nº de Atividades

Expansão

Estagnado

Dinâmico

227

185

39

3

Tabela-5: Classificação produtiva das atividades do Município
Fonte: autores
           
            Em 2011, do total de 227 atividades de Canaã, 3 atividades se mostraram dinâmicas, 39 atividades estagnadas e devido ao crescimento econômico do município, 185 atividades se apresentaram em expansão.
            A mesma análise caracteriza as atividades do Estado do Pará, como mostra a tabela a seguir:


Nº de Atividades

Expansão

Estagnado

Dinâmico

49 498

22485

26996

17

Tabela-6: Classificação produtiva das atividades do Estado.
Fonte: Autores
           
            O Estado apresentou um total de 49 498 atividades, 17 atividades, dinâmicas, 26996 estagnadas e 22485 em expansão.
            Das atividades passíveis de ações ambientais, os resultados obtidos segundo os indicadores de dinamismo da estrutura produtiva foram os expostos na tabela seguinte:

ATIVIDADE PRODUTIVA

Total de Atividades no Pará

Total de Atividades em Canaã

QL

IHH

PR

CLASSIFICAÇÃO

Extração de minério de Manganês

5

1

2,692011

0,195414

0,2

Dinâmica

Fabricação de explosivos

3

1

72,68429

0,328747

0,333333

Dinâmica

Criação de bovinos

4.769

26

1,188797

0,000866

0,005452

Expansão

Coleta de resíduos não-perigosos

27

1

8,076032

0,032451

0,037037

Expansão

Abate de Reses, exceto suínos

65

1

3,354659

0,010799

0,015385

Expansão

Fabricação de Laticinios

57

1

3,825489

0,012958

0,01754386

Expansão

Comercio a varejo e por atacado de Veículos automotores

243

0

0

-0,004586

0

Estagnada

Comércio varejista de gás liquefeito de petróleo (GLP)

428

1

0,509469

-0,002249

0,002336

Estagnada

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tabela-7: Classificação das atividades passíveis de licenciamento.
Fonte: Autores.
           
            A tabela acima demonstra o dinamismo econômico experimentado pelo município de Canaã em 2011, a tabela mostra também a tendência de expansão do mercado local e na geração de tributos, emprego e renda e que apesar de ter uma caminhada recente na economia regional, figura entre os emergentes e possui grande chance de ser um dos mais importantes municípios da regiões de Carajás.
            O gráfico seguinte permite uma melhor visualização do comportamento do arranjo dinâmico das atividades produtivas em questão. A atividade que melhor se destacou de acordo com os Indicadores IHH e PR foi o setor de Fabricação de Explosivos, que se justifica pela pequena quantidade de fabricas no estado, e o município é contemplado com uma fabrica.

            Em segundo lugar se destaca o setor de Extração de Minério de Manganês, onde os indicadores informam o peso e a relevância de tal atividade tanto no município quanto no Estado. Bem como demonstra de forma sucinta, o forte poder de atração de mercado para a região. Pois como se observa, dos 3 estabelecimentos de Fabricação de Explosivos no Estado, 1 se encontra em Canaã seguidamente das 5 minas de manganês, em que, 1 se encontra no Município.
            Em relação a esse Indicador, a atividade que continua em evidencia é o setor de Fabricação de Explosivos. Contudo, em segundo lugar se destacou o setor de Coleta de Resíduos não perigosos.
            Diante dos expostos, avalia-se que uma atividade pode prevalecer com maior especialização de trabalho e ao mesmo tempo ser relevante para o Município. Tal fato pode ser justificado pela a própria história de desenvolvimento da cidade, transformações nos setores produtivos que ocorreram numa velocidade inesperada e em menos de 7 anos ocasionou uma grande transação entre as economias do setor agropecuário permutando o posto de atividade relevante do ponto de vista econômico com a indústria.

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS
           
            As questões salientadas pelo estudo em questão objetivaram destacar as principais atividades econômicas e produtivas do município de Canaã dos Carajás na região de Carajás. Vale destacar que esse estudo corrobora não apenas no destaque econômico, como também no setor sócio-ambiental, possibilitando um preparo adequado do corpo técnico para licenciamento ambiental e até mesmo definir com base no perfil traçado pelas demandas produtivas ações de habilitação de estabelecimentos.
            E com isso abre um leque de possibilidades de futuros estudos como dinâmica populacional, seminários de integração regional e qualidade de vida, que auxiliam na escolha de sedes para o desenvolvimento de outras atividades tomando como alicerces as já existentes.     
            Através do estudo, observou-se que o município de Canaã possui demasiada afinidade com a extração de manganês. Em todos os dados estudados, o município apresentou-se dinâmico tanto na quantidade de empregos como na de estabelecimentos ligados à mineração, considerando-se que o município possui apenas poucos anos de institucionalização e dados de expansão considerados em vários setores.
            Ademais, Canaã também apresentou algumas atividades que se apresentaram estagnadas, ou até mesmo ainda nem se encontram operando no município, como atividades básicas e necessárias pra fomentar a qualidade de vida e a economia do município sem levar em consideração o papel da indústria.
            Portanto, depreende-se que, o setor de serviços apesar de ser sumamente importante para a estrutura financeira de alguns locais, o município de Canaã ainda não pode sustentar-se integralmente dele, como ficou claro na avaliação do estudo. As atividades mais dinâmicas analisadas, apesar de possuírem elevado vínculo com o mesmo, tinham-no como consequência da mineração, e não o setor de serviços como causa principal de seu desenvolvimento.

REFERENCIAS

CABRAL, Eugênia R. Canaã dos Carajás – do leite ao cobre: transformações estruturais do município após a implantação de uma grande mina. In: FERNANDES, Francisco Rego C. ENRÍQUEZ, Maria Amélia R. da S. ALAMINO, Renata de C. J. Recursos Minerais & Sustentabilidade Territorial: grandes minas. Rio de Janeiro: CETEM/MCTI, 2011, p 39-69.
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Cidades. Disponível em: <http://cidades.ibge.gov.br/xtras/perfil.php?codmun=150215> Acesso em 08 de dezembro de 2013.
para identificação e mapeamento. Belém: ADA, 2004. 108p.
PENA, Heriberto Wagner A. et al. Elementos Metodológicos para Análise Dinâmica da Estrutura Produtiva nas Regiões de Integração do Tocantins e Carajás, Pará – Amazônia – Brasil. Revista Acadêmica de Economia, Disponível em: <http://www.eumed.net/cursecon/ecolat/br/12/ptnmc.html> Acesso em 07 de dezembro de 2013.
PERERIRA, Rafael Henrique M. organizadores et al. Dinâmica Urbana Regional: rede urbana e suas interfaces. Brasília: Ipea, 2011. 490 p.

SANTANA, Antonio Cordeiro de. Arranjos produtivos locais na Amazônia: metodologia.

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