Observatorio de la Economía Latinoamericana


Revista académica de economía
con el Número Internacional Normalizado de
Publicaciones Seriadas ISSN 1696-8352

ECONOMÍA DO BRASIL

ANÁLISE DA DINÂMICA DA ESTRUTURA PRODUTIVA DO MUNICÍPIO DE CAMETÁ, AMAZÔNIA - BRASIL





Taís Nascimento Oliveira (CV)
Laryssa Passos Brandão
Heriberto Wagner Amanajás Pena (CV)
tais_nl@hotmail.com
UEPA





Resumo
Este artigo tem como tema analisar a dinâmica econômicamunicipal do município de Cametá no estado do Pará. Neste sentido, propõe-se a identificar as práticas econômicas existentes, identificar as atividades produtivas e classificá-las em estagnadas, em declínio, em expansão ou dinâmica. Para a compreensão da análise, fez-se necessária a utilização dos indicadores: Quociente Locacional (QL), Índice de Concentração de Hirschman- Herfindahl (IHH) e Índice de Participação Relativa (PR). Com base nas análises de indicadores econômicos que definem as economias dos municípios foi possível obter dados sobre o município, avaliá-los e construir um gráfico para verificar as atividades e empregos em expansão.
Palavras- chave: Atividades produtivas. Dinâmica Econômica. Base econômica. Município Cametá.

Resumen
Este artículo tiene como tema econômicamunicipal analizar la dinámica del municipio Cameta en el estado de Pará En consecuencia, se propone identificar prácticas económicas existentes, identificar las actividades productivas y clasificarlos en el estancamiento, la disminución, la expansión o dinámica. Para entender el análisis, fue necesario utilizar los indicadores: Cociente de Localización (LQ), Concentración Índice Hirschman-Herfindahl (HHI) y el Índice de Participación Relativa (PR). A partir del análisis de los indicadores económicos que definen las economías de los municipios fue posible obtener datos sobre el municipio, a evaluar, y representar gráficamente para verificar las actividades y la expansión de empleos.
Palabras clave: actividades productivas. Dinámica Económica. Base económica. Condado Cameta.

Abstract
This article has as its theme analyze economic dynamics of the municipal council of the state of Pará Cameta this sense, it is proposed to identify existing economic practices, identify productive activities and rank them in stagnant, declining, or growing dynamic . To understand the analysis, it was necessary to use the indicators: Locational Quotient (LQ), Concentration Index Hirschman-Herfindahl Index (HHI) and Index of Relative Participation (PR). Based on the analysis of economic indicators that define the economies of municipalities was possible to obtain data on the municipality, evaluate them, and construct a graph to verify the activities and jobs expansion.

Key Words: Productive activities. Economic Dynamics. Economic Base. Cametá City.

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Para citar este artículo puede utilizar el siguiente formato:

Nascimento Oliveira, T., Passos Brandão, L. y Amanajás Pena, H.: "Análise da dinâmica da estrutura produtiva do município de Cametá, Amazônia - Brasil", en Observatorio de la Economía Latinoamericana, Número 194, 2014. Texto completo en http://www.eumed.net/cursecon/ecolat/br/14/economia-cameta.hmtl


1. INTRODUÇÃO
Cametá é caracterizada geograficamente por ilhas e áreas de terra firme, demarcando uma área de aproximadamente 2.487 km², com sua formação territorial composta por 20,3% de rios e baías, 36,4% de campos naturais, 26,2% de áreas de várzeas e ilhas sendo formada por 17,1% de terra firme.
Na constituição geográfica de Cametá, totalizam quase 100 as ilhas que constituem este território, dispostas ao longo do Rio Tocantins e seus afluentes. As áreas de várzeas recebem a classificação de flúvio – marinhas pertencentes ao Estuário do Rio Pará (Pompeu, 1998).
Nos dias atuais, o município apresenta uma população estimada em 110.323 habitantes, sendo que destes habitantes 47.984 são moradores da área urbana, na sede do município e 62.339 habitam na zona rural do município de Cametá, distribuída nos sete distritos: sede do município (Cametá), Juaba, Carapajó, SãoRaimundo dos Furtados, Moiraba, Curuçambaba e Joana Coeli, além das vilas de:Areião e Vila do Carmo do Tocantins (IBGE, 2007), (IDESP,1997).
A base econômica cametaense esteve por muito tempo vinculada aos produtos extraídos da floresta nativa como: borracha, o cacau e as oleoginosas. Entretanto, após o final do século XIX, teve declínio, quando alguns de seus principais produtos ganharam outros concorrentes nacionais. O mesmo ocorreu com a borracha, que teve seu auge econômico e cultural até o ano de 1912. Esta crise em torno da borracha atingiu de forma geral a economia na Amazônia (ALMEIDA, 2009).
Nos anos posteriores à década de 1970, introduziram na região tocantina e no município de Cametá, o cultivo da pimenta-do-reino. Atualmente, as atividades praticadas que regem a economia local são de agricultura e do extrativismo. Análises realizadas sobre a região mostram que a renda agrícola proveniente da agricultura e do extrativismo representam mais de 60% da economia dos municípios da região do Baixo Tocantins (COSTA, 2010)
Contrariando essas visões, pode ser visto que a sub-região incorpora a dimensão do novo e do moderno, sendo pelo recente sistema de redes técnicas inseridas (rodoviária, telecomunicação, energia elétrica), ainda que de forma precária (TAVARES, 1999); ou pela presença cada vez mais acentuada de uma “psicosfera urbana” (SANTOS, 1996), que formam uma difusão da sociedade urbana presente; ainda que seja pela dimensão causada pelos impactos socioambientais causados à sub-região pela construção da barragem da Usina Hidrelétrica de Tucuruí.
 Com a realização dessa obra, pôde ser visto, por exemplo, uma diminuição da variedade e quantidade do pescado e a mudança do nível de várzea, que influencia diretamente a produtividade agrícola, afetando assim os habitantes ali presentes (TRINDADE, 2008)
Proprietários dos meios de produção, comércio e serviços se encontram presentes na orla e muito contribuem para a valoração de troca do município. Proprietários dos meios de produção são grandes proprietários de indústrias e de empresas comerciais (CORRÊA, 1993).
 No entanto, esta afirmação para a cidade de Cametá deve ser relativizada, levando em conta que os proprietários dos meios de produção na cidade praticam atividades de pequeno porte vinculadas às atividades comerciais e/ou de serviços, que possuem importância significativa para a sub-região do Baixo Tocantins.
Atualmente a economia da região de Cametá é a base do extrativismo vegetal, agricultura familiar e da pesca artesanal, complementada por outras rendas como aposentadorias, auxílios governamentais ,serviços públicos na área educacional,  na área da saúde e no setor informal, e criações de pequenos animais fazem parte da economia que é sazonal, ocorrendo maior movimento na época do carnaval, férias e final de ano.
As atividades como fabricação de produtos alimentícios; distribuição de energia elétrica; captação, tratamento e distribuição de água; obras para geração e distribuição de energia elétrica e para telecomunicações; serviços domésticos e comércio, especificamente o de varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios - minimercados, mercearias e armazéns são classificadas em expansão.
 Porém as atividades de desdobramento de madeira, construção de edifícios, manutenção e reparação de veículos automotores apresentam-se como atividades estagnadas no contexto econômico. Já a prática da moagem e fabricação de produtos de origem vegetais não são atividades em dinâmica.
Em termos gerais o objetivo desse artigo é analisar a dinâmica produtiva das atividades praticadas no município de Cametá, mais especificamente diagnosticar os aspectos históricos da economia regional, identificar as atividades produtivas e classificar dentre elas as que predominam no município.
2. Revisão bibliográfica
Na década de 80 a história da Região Tocantina foi profundamente fértil, pois no período de 1989, o Governo Federal estava implantando no município de Tucuruí as obras da construção da Usina Hidrelétrica de Tucuruí - UHT, tal obra que iria alterar significativamente os rumos da realidade social, política, principalmente econômica e ambiental dos municípios da região.
 Total mudança atingiria, segundo Montinegro, “As populações pobres, que vivem, [...] numa luta diária contra a falta de tudo [...]. Neste embate, marcado pela ameaça, pela incerteza de ter sustento e alimento” (MONTINEGRO, 1992, p.36).

2.1 Estrutura Econômica

A região que é composta por áreas de várzea, é destacada por sua grande produção pesqueira (SEPAq,2010) e a população dessas regiões encontram na pesca uma das principais atividades da economia familiar. Esta atividade mesmo de pequeno porte se caracterizar por ser uma atividade sazonal e com apetrechos simples, baseada em técnicas artesanais a produção é em pequena escala (FURTADO, 1990).
Na região de influência estuarina e de várzea, quando ocorre a sazonalidade dos produtos, acontece a polivalência de atividades, onde a extração de pescado, açaí e de camarão se complementam tanto para a dieta alimentar da população quanto para a economia familiar (Hiraoka,1993; Leitão,1997, Furtado, 1993, Leitão, 2008).
            O período da safra de açaí no município ocorre de Agosto à Dezembro. A época da grande safra de camarão ocorre em Maio, porém, a captura de camarão ocorre durante todo o ano. O período de defeso ocorre de 1º de Novembro ao dia 28 de Fevereiro, voltando a ser liberada a pesca no dia 1º de Março. Assim podemos observar que quando uma atividade econômica apresenta declínio, outra se sobressai e dessa maneira elas se complementam.
 Trabalhos estudados realizam projeto de “Gestão de Pesca na Região de Estuário e Baixo Tocantins”, e abordam a economia familiar das populações ribeirinhas residentes na Amazônia, cenário em que a atividade da pesca, a extração de camarão e a exploração de algumas espécies não madeireiras, com ênfase ao açaizeiro são as bases da economia local e estão  presentes na sua dieta (Furtado, 1990, Hiraoka,1993).
Estudos feitos na região informam que o município de Cametá passou a enfrentar a poluição e o assoreamento do Rio Tocantins e de seus afluentes ocasionando a diminuição da atividade pesqueira e o alastramento da fome e de doenças provocadas pelo desequilíbrio ambiental, SOUSA (2002), FIGUEIRA (2005), COSTA (2006), SILVA (2003, 1991)
Em meio a esta problemática que a região estava exposta com a instalação da UHT surge o Movimento de Defesa da Região Tocantina- MODERT, que teve o auxilio da Igreja Católica, Sindicatos dos Trabalhadores Rurais, associações, Colônia de pescadores Z-16, partidos de esquerda e sociedade civil. O MODERT, segundo Castro (1989), almejava como um dos seus objetivos encontrar melhores condições de vida para os afetados pela barragem, através da recomposição da condição de vida dos habitantes.
Para o historiador esses fatos sociais e históricos possibilitam novos horizontes de investigação, o que representa, segundo Boutier& Julia, [...] a conquista de novos objetos e de novos territórios, a acumulação de trabalhos eruditos, o aperfeiçoamento dos métodos, o avanço da informática; a prática do historiador foi [...] atualizada (BOUTIER & JULIA, 1998, p.21).
A completa riqueza de recursos naturais, que constituem o universo dos habitantes amazônidas, representa a fonte, a garantia de sobrevivência familiar e do desenvolvimento desses povos que habitam tradicionalmente esse espaço territorial (BOUFLEUER, 2004).
Segundo (Ivan Jorge, Apud, IPEDE: 2003), “O extrativismo ainda é a mola-mestra da economia de Cametá, daí a extrema importância de intervenções no meio rural, [...] ocasionar o desenvolvimento e excluir os entraves econômico-sociais pelo qual passa toda a população da região Tocantina”.
Entretanto, a economia extrativista a base de outros produtos como: a pesca, a caça, borracha, cacau e da venda de óleos vegetais, passaram a ser mais notadas e a se constituir como uma das principais atividades responsáveis pelo sustento e manutenção das famílias cametaenses. Através dados analisados, pôde se observar que a economia municipal é fortemente ligada ao extrativismo do açaí, porém essa atividade tem se mostrado insuficiente para desenvolver o crescimento sustentável do município.
 
2.2 ESTRUTURA DEMOGRAFICA

O baixo desempenho econômico apresenta características demográficas que se tornam verdadeiros obstáculos ao seu crescimento e desenvolvimento futuro. As características econômicas, sociais e demográficas representa, um baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) para o município, tendo Cametá chegado a alcançar um IDH de 0, 489, em 1991, índice bastante inferior em relação do país, 0,742 e do próprio Estado, 0,595. (IPEA, 2002)
2.3 Caracterizações Econômica
 As atividades relacionadas a pecuária no município apresentam pequena relevância econômica, como mostra a tabela abaixo.
A agricultura e o extrativismo, a produção de mandioca e a extração de madeira, são atividades que também se sobressaem, no entanto atingem níveis bem inferiores aos do açaí, como pode ser notado abaixo.
Observando a distribuição setorial do PIB, a agropecuária não converge com a distribuição do emprego, apresentando-se como o setor de crucial importancia, tendo garantido, em 1996, 51,1% do valor do PIB do município, acompanhado pelos serviços com, aproximadamente, 46% do PIB global. A indústria e o comércio têm participação residual.
3. Metodologia
O presente trabalho foi desenvolvido inicialmente com pesquisa bibliográfica, sobre o contexto histórico e econômico do município de Cametá no Estado do Pará. Para classificarmos o município do estudo quanto ao dinamismo de sua estrutura produtiva e enfim encontrar resultados práticos, aplicamos três indicadores estatísticos – Quociente Locacional, Índice de Hirschman-Herfindahl (IHH) e o PR – considerando, também, três características relevantes: A especificidade de uma atividade em relação à região (Município), o piso da atividade ou setor em relação à estrutura da região (Município), e a relevância da atividade ou setor no Pará com um todo.
Segundo Santana (2004, p.21), o Quociente Locacional (QL) Serve para determinar se o município em possui especialização em dada atividade ou setor específico sendo calculado com base na razão entre duas estruturas econômicas. No numerador tem-se a economia em estudo, referente ao município de Cametá, e no denominador plota-se a economia de referência, em que constam todos os municípios do Pará.
            Sua apresentação algébrica por ser escrita como:


            = Emprego da atividade ou setor no Município
            = Emprego referente a todas as atividades referentes ao Município

= Emprego da atividade ou setor no Pará
= Emprego de todos as atividades ou setores no Pará

Determinado município possui especialização na atividade, ou setor, caso seu QL sejasuperior a 1. E caso este seja menor que 1, o QL indicaria assim que a especialização do município na atividade, ou setor, é inferior a especialização do Pará no referido setor, para Santana (2004).
            Utilizamos o Índice de Hirschman-Herfindahl (IHH) para conhecer o real peso da atividade em relação ao Pará, pois o Quociente Locacional pode resultar em um valor elevado, dando a interpretação equívoca de que tal município é especializado na atividade em questão sem considerar o fato de que ela pode ser a única atividade do município.
Defini-se o IHH por:
                                  

           
            Santana (2004, p.22), o IHH é o índice que: Permite comparar o peso da atividade ou setor do município, no setor do Pará, ao peso da estrutura produtiva do município na estrutura do Pará como um todo. Um valor positivo indica que a atividade em um município do Pará está, ali, mais concentrada e então, com maior poder de atração econômica, dada sua especialização em tal atividade.

Por fim, a definição do último indicador definido para a análise dos dados:

            O último índice pode variar de 0 a 1, sendo que quanto mais próximo de 0, menos relevância terá a atividade analisada em relação ao estado. Os três indicadores definidos anteriormente são complementares para a análise do município. Para que haja a caracterização do dinamismo econômico, tomando com base o número de empregos formados, e necessário a visualização de cada atividade econômica desenvolvido no município.

4.RESULTADOS E DISCUSSÕES

            O município de Cametá foi analisado em seus diversos setores produtivos, levando através da aplicação da metodologia anteriormente descrita obtém-se a classificação das atividades econômicas no município de Cametá, são elas: Em Expansão, Estagnadas, e Dinâmicas. As atividades em expansão representam 37 por cento, sendo elas: obras para geração e distribuição elétrica e para Telecom, fabricação de produtos alimentícios, distribuição de energia elétrica. A atividade de distribuição de energia elétrica acarreta para o município geração de emprego, para tanto é necessário que haja outros setores, como o alimentício, para suprir as necessidades da população ali presente.
            As atividades estagnadas chega a 38 por cento, enquadram-se nelas, Manutenção e reparação de veículos automotores, desdobramento de Madeira, comercio varejista especializada de móveis, colchoaria e artigos de iluminação, estas são atividades que em relação ao restante do estado do Pará são de menor expressividade, já que Cametá é tido como um município diminuto em seu contingente populacional.
            Nos 25 por cento restantes, tem-se a moagem e fabricação de produtos de origem vegetal e operadores Turísticos, que são atividades dinâmicas, que usufruem dos recursos naturais oferecidos no município em questão, para gerar de renda a população, exemplo é a Orla de Cametá que vem atraindo turistas anualmente.

As atividades estagnadas apresentam QL menor que 1, isto significa que sua especialização nestas atividades, é menor que no restante do estado. Todas as atividades apresentam IHH positivo, logo, estas atividades possuem maior poder de atração econômico para Cametá. As atividades com PR mais próximo de zero, foram as estagnadas, mostrando que possuem menor relevância em relação ao estado do Pará.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Proposta como as de manejo existente na região é uma importante alternativa de incremento na renda das populações que da pesca, extração de açaí e camarão obtém sua sobrevivência e fonte de renda, pois geram certa estabilidade econômica na instabilidade gerada pelas atividades que são sazonais, levando em conta que estas dependem de fatores ambientais para determinar a produção diária.
No caso do manejo de açaí, que se apresenta como um importante aliado da economia familiar, com a racionalização da produção, é possível se ater a uma estimativa da quantidade de renda diária a ser adquirida pela família (quantidade de latas – 14 kg – multiplicada pelo preço diário da safra) e realizar o controle da produção.
A delimitação da geografia local realizada por acordos de pesca representa poder simbólico de posse e controle dos territórios aquáticos, sendo considerado importante instrumento de gestão compartilhada dos recursos pesqueiros. Pessoas da região preocupam-se com os recursos naturais disponíveis em seus territórios por serem por eles diretamente afetados (McGrath, 1993), gerando a necessidade de manejá-los.
A associação dos produtos dada suas sazonalidade, resulta uma maior segurança econômica e alimentar as famílias, tornando importantes estratégias de gestão dos recursos naturais, sabendo que a comunidade faz uso direto e coletivo dos mesmos, sendo a continuidade destes recursos condição para a reprodução da economia familiar.
Nas comunidades os recursos naturais são bens comuns e o manejo comunitário dos mesmos concretiza as relações sociais da comunidade e estabelece relações recíproca entre os moradores, que relacionam-se através de laços de parentesco e solidariedade e, atualmente, através do poder de gestão de seus territórios comuns. Portanto, faz-se uma relação direta entre a economia familiar e o manejo dos recursos naturais presentes nas várzeas do município de Cametá.
Em relação ao contexto municipal propõe-se ações que acarretem no aumento do número de empregos para a população residente, atividades que sejam capaz de gerar velocidade de circulação da moeda, políticas de integração interna para que haja um aumento no nível da região, podendo assim oferecer condições de vida melhor e tornar a cidade um pólo atrativo.

REFERÊNCIAS
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BOUFLEUER, Neuza Terezinha. Aspectos ecológicos de Andiroba (CarapaguianensisAublet.,Meliaceae), como subsídios ao manejo e conservação. 2004. 84 folhas Dissertação (Mestrado em Ecologia e Manejo de Recursos Naturais) – Universidade Federal do Acre. Rio Branco.
BOUTIER, Jean & JULIA, Dominique. Em que pensam os historiadores? In: BOUTIER, Jean & JULIA, Dominique. Passados recompostos: campos e canteiros da História. Rio de Janeiro: UFRJ/FGV,1998.

CORRÊA, R. L. O espaço urbano. São Paulo: Ática, 1993. (Série Princípios). ALMEIDA, Mauro Willian Barbosa de. Floresta que sangra. – Revista de História da Biblioteca Nacional, ANO 4 - N°. 44 – Maio de 2009.
COSTA, Gilson da Silva. Desenvolvimento rural sustentável com base no paradigma da agroecologia. Belém – UFPA/NAEA, 2006.
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COSTA, G.K.G.Cametá: interações cidade-rio na orla fluvial de um núcleo urbano ribeirinho do Baixo Tocantins. Relatório de Pesquisa (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica) – Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós- graduação, Universidade Federal do Pará. Belém: [s.n.] 2010.
FIGUEIRA, Eleonora Maria Mendonça. Resistência e Permanência das Comunidades na Atividade de Extração de Óleo de Andiroba: o caso da Ilha de Juba, em Cametá - PA. Mestrado em Sociologia – CFCH/ UFPA – Belém, - 2005.
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MONTENEGRO, Antonio Torres. História oral e memória: a cultura popular revisitada / Antonio Torres Montenegro. – São Paulo: Contexto, 1992. – (Caminhos da história).
SILVA, Amarílis Maria Farias da. SABERES COTIDIANOS E AZEITE DE ANDIROBA: A PRESENÇA DA MULHER EXTRATIVISTA, NO CONTEXTO HISTÓRICO DAS PRÁTICAS SOCIOCULTURAIS DOS SUJEITOS DA ILHA DE JUBA, CAMETÁ – PA. Belém 2009.

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