Observatorio de la Economía Latinoamericana


Revista académica de economía
con el Número Internacional Normalizado de
Publicaciones Seriadas ISSN 1696-8352

ECONOMÍA DO BRASIL

O PAPEL DO CONTADOR FRENTE ÀS NOVAS TECNOLOGIAS DA ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL COM AS EMPRESAS





Patrícia Ouriques Corrêa da Silva (CV)
Cristiane Krüger (CV)
cris.kruger@hotmail.com



Resumo
O texto trata como tema geral sobre a importância do contador frente às mudanças tecnológicas que dizem respeito às novas leis, e que tanto o profissional contábil quanto as empresas estão sendo obrigadas a cumprir. Os empresários precisam obter uma nova visão do papel do contador e assim entenderem que a contabilidade mudou e que a integração entre eles será cada dia maior. A importância que o contador tem hoje em dia com relação a essas novas tecnologias poderão trazer vantagens para o exercício de sua profissão? Os empresários se conscientizarão a se adequarem e trabalharem junto aos seus contadores para que possam realmente vir a ter benefícios com a escrituração digital? A metodologia será desenvolvida através de uma pesquisa descritiva utilizando o método de estudo de caso. Espera-se também que o mesmo sirva de subsídio para que os contadores se posicionem de forma positiva a essas mudanças, agregando os novos conhecimentos aos já adquiridos que norteiam suas atividades, as quais são de suma importância para os usuários dos serviços contábeis e a sociedade.

Palavras-Chave: tecnologia, SPED, treinamento, mudança

ABSTRACT
The text deals with the general theme of the importance of the front counter to the technological changes that relate to the new laws, and that both the professional as accounting firms are being forced to comply. You must obtain a new vision of these two professionals and thus understand that accounting has changed and that the integration between them is greater every day. The role of the accountant has nowadays about these new technologies can provide benefits for the exercise of their profession? Entrepreneurs are consciously to fit and work together with their accountants so they can actually come to have benefits with digital bookkeeping? The methodology will be developed through a descriptive research using the case study method. It is also hoped that it will serve as input to the counters is positioned positively to these changes, adding new knowledge to those already purchased that guide their activities, which is extremely important for users of accounting services and society.

Keywords: technology, SPED, training, changes

Para ver el artículo completo en formato pdf pulse aquí


Para citar este artículo puede utilizar el siguiente formato:

Corrêa da Silva, P. y Krüger, C.: "O papel do contador frente às novas tecnologias da escrituração contábil com as empresas", en Observatorio de la Economía Latinoamericana, Número 187, 2013. Texto completo en http://www.eumed.net/cursecon/ecolat/br/13/contabilidad.html


INTRODUÇÃO

Esta pesquisa apresenta como tema geral a importância do contador e da necessidade de se adaptarem às exigências de novas Leis na qual tanto o profissional contábil quanto as empresas são obrigadas a cumprir. Impõe-se a preocupação constante em acompanhar tudo o que vai surgindo de novo principalmente no que diz respeito ao SPED (Sistema Público de Escrituração Digital) e do surgimento de uma nova forma do contador lidar com seus clientes, tendo que praticamente trabalhar junto às empresas para que possam se adaptar a essa nova forma de fiscalizar, na qual o governo se mostra incansável na cobrança por erros e multas por atrasos e na não entrega do que exige frente às novas Leis. É necessário que se tenha essa conscientização fiscal antes mesmo que a Receita Federal comece a cobrar e autuar cobranças por multas.
A nova demanda determinada pelo fisco com investimentos cada vez maiores, começando com a capacitação e treinamento de pessoas, passando pela atualização da tecnologia na qual se encontram o empresário, por vezes até a mudança de sistemas, o que visa mais um custo em virtude das exigências do fisco. Por muito tempo o contador foi visto pelos empresários como um funcionário indireto do governo, apenas para cálculos e preenchimentos de guias e formulários para atender o fisco. Antigamente o contador era um profissional que só via seu cliente quando ia buscar as notas para lançar e entregar o imposto devido, mas com todas essas inovações, apesar da informática substituir os homens em alguns aspectos, a capacidade de interpretar os números e de tomar decisões continua sendo requerida pela sociedade humana pelo cientista do patrimônio, com conhecimentos científicos, de ordem superior, requerido por um profissional competente e gabaritado.
Assim, o papel que o contador tem hoje com relação a essas novas tecnologias poderão trazer vantagens para o exercício de sua profissão? Os empresários se conscientizarão a se adequarem e trabalharem junto aos seus contadores para que possam realmente vir a ter benefícios com a escrituração digital? Existirão vantagens com essas novas Leis ou será apenas mais uma das ideias do governo para poder tirar dinheiro dos empresários com multas exorbitantes?
Objetivando a realização deste trabalho, propõe-se demonstrar o importante papel que tem o contador no seu trabalho com a organização que os empresários necessitarão obter juntos aos seus colaboradores e ao seu contador.
A metodologia será desenvolvida através de uma pesquisa descritiva utilizando o método de estudo de caso. Como instrumentos de coleta e análise dos dados serão utilizados consultas a sites da internet, livros, revistas, jornais e artigos.
O estudo pretende contribuir com alternativas para melhor aproveitamento e utilização dessa relação do empresário x contador.

2. REVISÃO DA LITERATURA

2.1 A atuação do contabilista

Sendo o patrimônio das entidades o objeto de estudo da Contabilidade enquanto ciência, o contabilista é o profissional responsável pelos registros dos fatos que originam os demonstrativos e os relatórios contábeis que apresentam o histórico econômico-financeiro das empresas (FORTES, 2001).
Segundo Martins et al. (1997), por sua formação profissional, o contabilista pode ser classificado em duas categorias: Contador, aquele que obtém o título de Bacharel em Ciências Contábeis através de nível superior ou Técnico em Contabilidade, formado através do nível médio.
 Fortes (2001) complementa que para o exercício da profissão, tanto o contador, quanto o técnico em contabilidade precisam estar devidamente registrados no Conselho Regional de Contabilidade – CRC do estado de origem.
 De acordo com a Resolução do Conselho Federal de Contabilidade – CFC (BRASIL, 1983) nº 560/83, no Art. 2°, o contabilista pode exercer, dentre outras funções, a de analista, assessor, auditor, consultor, controller, educador, escriturador contábil ou fiscal, perito e professor na condição de profissional liberal, de empregado, de servidor público ou sócio de qualquer tipo de sociedade.
Atualmente o mercado de trabalho para o contador é um dos mais promissores em decorrência, principalmente, da exigência das empresas em aprimorar o controle e planejamento dos negócios. Assim o contador deve agregar às capacidades técnicas comportamentos éticos, prudentes e íntegros (IUDÍCIBUS et al., 1998).
Marion (2003) afirma que novas tendências estão surgindo para o profissional contábil como o Investigador Contábil, a Contabilidade Ecológica, a Contabilidade Estratégica, a Auditoria Ambiental e a Contabilidade Prospectiva. Diante desse contexto, percebe-se, portanto, o constante crescimento da classe contábil brasileira bem como sua evolução e reconhecimento por parte da sociedade (FORTES, 2001).

2.2 O novo perfil do profissional contábil

No decorrer dos tempos, o desenvolvimento da profissão contábil esteve ligado ao crescimento comercial. Antigamente, o contador geral se encarregava pela área pública, enquanto a contabilidade das empresas era de responsabilidade dos chamados guarda-livros. Normalmente esse profissional, responsável pela escrituração dos livros mercantis, tinha como principal função o registro de transações já ocorridas, além de muitos cálculos em meio a documentos e livros de capa preta (AUTRAN; COELHO, 2004).
 A função do profissional contábil sempre esteve e estará vinculada às necessidades da sociedade que evoluem a partir do desenvolvimento dos negócios empresariais (MERLO, 2006).
Marion (2005) ressalta que a profissão contábil está passando por um momento de transição onde a fase mecânica foi substituída pela técnica e, atualmente, pela fase da informação. No mercado atual, dificilmente o contabilista conseguirá sobreviver no papel do antigo escriturador ou guarda-livros. Dessa forma, o profissional contábil deve estar em constante evolução apresentando atributos importantes para o exercício da profissão.
Sá (2002) complementa ao afirmar que o profissional da Contabilidade deve possuir a função de orientar ao invés de simplesmente registrar os fatos ocorridos, oferecendo opiniões e direcionamento sobre os negócios da empresa.
De acordo com Marion (2005), o contador deve ser um tradutor de informações, sendo capaz de interpretá-las e associá-las ao processo de tomada de decisão.
Nossa (2010) ressalta que as mudanças na profissão têm como foco tanto a Tecnologia da Informação (Sistema Público de Escrituração Digital - SPED, Integrado de Informações sobre Operações Interestaduais com Mercadorias - SINTEGRA, Nota Fiscal Eletrônica - NF-e) como a internacionalização das normas contábeis. Diante desse contexto, para que o contabilista alcance êxito em sua carreira, a qualificação profissional é condição indispensável, tornando-o capaz de acompanhar a evolução dos negócios que se encontra em constante mutação (MERLO, 2006).

2.3 Escrituração contábil digital – ECD

O Sistema Público de Escrituração Digital (SPED), projeto que visa promover a atuação integrada dos fiscos nas três esferas de governo, é composto por vários módulos, o Sped Contábil, FCont, Sped Fiscal, EFD-Contribuições, CT-e, NF-e, NFS-e, Estão em estudo pelo governo implantações do E-Lalur, EFD-Social e a Central de Balanços. No entanto, até o momento, somente as empresas de lucro real estão obrigadas a entregar o Sped Contábil e o Fcont. (Receita Federal do Brasil)
Duarte (2008) considera a Escrituração Contábil Digital (ECD) como o pilar contábil do SPED e a conceitua como a geração de livros contábeis em meio eletrônico, através de arquivo com layout padrão e assinado com certificado digital.
A NBCT 2.8.2.5 que trata das formalidades da Escrituração Contábil em forma eletrônica diz que:

A escrituração contábil em forma eletrônica e a emissões de livros e afins são de atribuição e responsabilidade exclusiva de contabilista legalmente habilitado com registro ativo em Conselho Regional de Contabilidade e devem conter certificado e assinatura digital do empresário ou da sociedade empresária e do contabilista. (PORTAL DE CONTABILIDADE, 2010)

“A geração, o armazenamento e o envio do arquivo digital não dispensam o contribuinte da guarda desses documentos que deram origem às informações neles constadas, na forma e nos prazos estabelecidos pela legislação aplicável”, reforça o consultor tributário Rodrigo Coelho do Val, da Bock Assessoria Contábil. De acordo com o especialista, as empresas que estão enquadradas no Simples Nacional e no projeto Sped devem ficar atentas apenas aos critérios de emissão da NF-e e NFS-e, pois as demais obrigações, esta modalidade de tributação está dispensada.
O especialista aconselha que os empresários contratem um profissional para gestão de suas informações, visto que o projeto é “complexo e as penalidades são severas”.

2.4 Dicas para os empresários

Oliveira (2011) destacou alguns pontos que merecem atenção para as empresas, lembrando é claro que em cada empresa o impacto é diferente, entre eles, o de conhecer as Leis, saber como o fisco chegou a esta lei, quais objetivos, quais os pontos principais, até onde o fisco quer chegar e aonde a empresa quer chegar. É sugerida até mesmo a criação de uma equipe com representantes de todos os departamentos (fiscal, contábil, financeiro, informática, compras, vendas, faturamento, RH expedição, cadastros, estoque, jurídico, consultoria, auditoria, etc.).
Neste caso, quase toda a empresa será atingida e aquela pessoa ou aquela equipe que ficou responsável pela implantação do projeto necessita contar com o apoio da alta direção da empresa comprometendo se também com o sucesso da empreitada. Sem este respaldo, torna se muito complicado contar com a colaboração de todos os departamentos na busca do objetivo comum.

3 METODOLOGIA

O instrumento de coleta de dados utilizado nos levantamentos da presente pesquisa foi o questionário que, segundo Marconi e Lakatos (2003) consistem em um conjunto de perguntas a serem respondidas por escrito sem a presença do entrevistador.
   Ressalta-se que esta amostra foi extraída com base na lista dos técnicos e contadores inscritos no Sindicato dos Contabilistas de Bagé, e também dos colaboradores destes profissionais. A referida lista é composta por todos os profissionais da área contábil que são associados ao Sindicato, destes destaca-se a população de 85 (oitenta e cinco) indivíduos, este número foi identificado através do sindicato contendo os endereços dos profissionais sendo assim a amostra entrevistada representa aproximadamente 30 % da população de profissionais da área contábil, pois foram questionados somente os que já estão utilizando o SPED.
Destaca-se que neste artigo serão apresentados os principais resultados e não a totalidade deles. Será focado, neste momento, o perfil da amostra pesquisa, os principais impactos e contribuições destacados por estes profissionais, corroborando ou não com o que preconiza a literatura.

3.1 Delineamento da pesquisa

Neste estudo foram utilizadas as abordagens quali-quantitativa, qualitativa, pois a pesquisa foi em busca de entender algum fenômeno específico, descrevendo os fatos e quantitativa, já que os resultados encontrados foram, inicialmente, tabulados em planilha de Excel e posteriormente analisados através de gráficos e da estatística descritiva básica, mediante média móvel ponderada para facilitar assim a comparação e a compreensão dos mesmos (DUARTE et al, 2009).
 Dessa forma, a presente pesquisa procurou descobrir como os contadores estão se organizando com os empresários em relação à organização dos escritórios frente às novas tecnologias da Escrituração Contábil.
Gil (2002) caracteriza a pesquisa bibliográfica como sendo desenvolvida a partir de material existente. Dessa forma, quanto aos procedimentos de coleta de dados, a referida pesquisa se classifica como bibliográfica, pois foram utilizados livros, revistas, informativos, artigos científicos e sites especializados sobre o assunto abordado.

3.2 Análise dos resultados

Foram elaborados questionários contendo questões, que tiveram como público alvos os funcionários ligados ao trabalho com a escrituração digital, contadores e/ou técnicos em contabilidade que trabalham diretamente com o SPED. O objetivo do questionário foi de coletar dados referentes ao conhecimento dos profissionais na área e aos problemas enfrentados na adequação ao projeto.
Conforme o gráfico nº 01, os colaboradores responderam em maior número que uma das maiores dificuldade enfrentadas ao trabalhar com a escrituração digital é a complexidade. Isto se dá ao grande número de exigências, em função de várias adaptações necessárias exigidas pelo governo que deveria ter sido melhores planejadas. Oliveira (2011) destaca que o governo a cada dia tem criado novas obrigações para as empresas que vão assoberbando cada vez mais o escritório. O SPED está trazendo diversas alterações, é algo tão radical que se pode afirmar com segurança que vai representar uma mudança da cultura na vida dos escritórios contábeis.
Já no gráfico nº 02, A maioria, 78% responderam que os clientes relutam a se adequarem às obrigações, apenas 18% aceitam todas as exigências. Este é um grande problema do contador, conseguir com que seu cliente também queira se responsabilizar por essas exigências que se não forem feitas como a Lei exige poderá acarretar em multas exorbitantes.
De acordo com Mota (2012), o  Sped Fiscal é um sistema complexo e que exige dados corretos de vários departamentos da empresa. Em outras palavras, a qualidade das informações e, portanto, o risco menor de ser apanhado pela fiscalização, depende do nível de gestão empresarial e da capacitação profissional.
Mas também não é somente de pontos de conflito que se trata a adequação ao SPED, conforme o gráfico nº03 demonstra que seria o maior reconhecimento aos profissionais da área (71%) logo, o conhecimento adquirido também foi significativo. Nenhum dos entrevistados acredita que ao longo do tempo irá acontecer maior remuneração, o que não é um fato, pois talvez eles não percebam que no momento não estão gastando e sim investindo em sua profissão, onde muitos estão abandonando seus escritórios por não se adequarem, outros estão investindo e obtendo conhecimentos para assim ganharem mais clientes e com eles maior remuneração.
Muitos autores afirmavam que a Contabilidade seria a profissão do futuro. Já na primeira década do século XXI percebe-se que a profissão contábil está passando por várias mudanças, tornando-se mais confiável, consistente e valorizada pelo mercado (NOSSA, 2010).
Na questão nº 04, o que analisamos é que sem o profissional estar atualizado é quase impossível poder trabalhar com todas essas exigências, é importante saber do que estamos tratando, o que diz a lei, como o fisco chegou a esta lei, quais os objetivos, quais os pontos principais, onde o fisco pretende chegar e o que o cliente quer que sua empresa chegue, apenas 6% não participou de cursos. Oliveira (2011), ainda destaca que buscar o conhecimento profundo das diversas legislações que tratam do SPED, é uma etapa crucial para uma correta avaliação das necessidades e providências que serão tomadas pela equipe.
No gráfico nº 05, quase a metade, 47% acreditam que é retirando do mercado o profissional que somente emite guias de recolhimento de tributos, ou seja, o antigo papel que tinham os contadores está com os dias contados, segundo os entrevistados, mas o profissional que estiver se qualificando e atuando tem 18% de ficar no mercado, e os que estão se capacitando e não sendo somente um contador, mas também um gestor, envolvendo-se com o empresário no que tange a controlar e organizar a empresa em que o contador representa tem 47% do SPED influenciar o mercado do contabilista em nossa cidade.
Marion (2005) ressalta que a profissão contábil está passando por um momento de transição onde a fase mecânica foi substituída pela técnica e, atualmente, pela fase da informação. No mercado atual, dificilmente o contabilista conseguirá sobreviver no papel do antigo escriturador ou guarda-livros. Dessa forma, o profissional contábil deve estar em constante evolução apresentando atributos importantes para o exercício da profissão.
    Quanto à redução de custos, um grande índice, 76% acredita que não houve redução de custos, os outros 24%, que responderam que sim, obtiveram redução com o armazenamento de papéis. Em relação a estes custos ainda falta muito tempo para que chegue a ter tais reduções, tanto o empresário quanto o contador irão só gastar, podemos afirmar que esses gastos nada mais são que investimentos na qual o contador estará fazendo, se nos dias atuais estão realmente estudando e trabalhando para se adaptarem a escrituração digital. Um dado interessante informado por Oda (2009a), é que, mil duzentos e cinquenta árvores deixarão de ser abatidas anualmente, minimizando os danos ao meio ambiente (informação verbal).

Na gráfico nº 07, quanto as melhorias dos serviços contábeis e fiscais o destaque foi a resposta de 59% que responderam que o SPED modernizou o sistema de cumprimento de obrigações acessórias uniformizando, e evitando redundâncias de informações. Uma minoria acredita que não em função de que os sistemas existentes tem um custo alto.
Maciel (2009) em sua pesquisa constatou que umas das contribuições é o aperfeiçoamento dos serviços com escrituração e a melhoria de cumprimento de obrigações acessórias, já que no Brasil, conforme Britto (2008) há mais de cento e setenta (170) obrigações acessórias, que variam conforme o ramo de atividade da empresa.
Conforme o gráfico nº08, em relação aos sistemas atualmente utilizados a metade, 53% dos entrevistados estão aptos a gerar as informações e com profissionais especializados na área, o que mostra que em pouco tempo, todos estarão utilizado seus sistemas e que cada vez mais haverá profissionais interessados em dar esse suporte aos escritórios, mas 24% também têm seus sistemas aptos, mas não estão com profissionais especializados e dando o devido suporte. E apenas 23% estão com seus sistemas com falhas a serem solucionadas. É necessário ter confiança nas informações que são transmitidas ao fisco, para que se possam evitar as penalidades do governo, o sistema com falhas não dará essa credibilidade ao contador e por conseguinte ao empresário.
Oliveira (2011) observa que surge com o SPED a necessidade de investimentos em equipamentos, programas e sistemas de geração e controle de informações.
Quanto ao suporte de implantação do SPED, 100% estão disponibilizando a empresa e ao escritório o efetivo auxílio de com utilizar essas novas tecnologias implantadas, Maida (2007) salienta que há uma necessidade crescente de amparo em apoio de informática, podendo se realizar simulações de sistemas e de checagem de dados, possibilitando prever e solucionar problemas envolvendo desde o envio destes arquivos digitais como a inconsistência neles. Nesse sentido, os principais impactos e barreiras a serem transpostas para a implantação do SPED compreendem a capacitação profissional, planejamento tributário devido à maior exposição fiscal, organização e revisão de processos contábeis administrativos.

3.3 Considerações finais

Estamos vivenciando uma época que será considerada como um divisor de águas para a contabilidade. É a criação do sistema público de escrituração digital. Verificamos que é um projeto muito abrangente para as empresas, que traz muitos benefícios e acarreta muitas mudanças, e não só de legislação e formas de escrituração da empresa, mas sim mudanças de hábitos.
É necessário estar atento às mudanças que ocorrem frequentemente, pois estamos vivenciando a era do conhecimento e da informática, o que exige muito do capital intelectual e a procura de profissionais cada vez mais preparados para atender as novas exigências do fisco e do mercado.
A área contábil foi a que mais ocorreu inovações dentre as dificuldades eminentes dos contadores destacam-se complexidade das novas exigências, a necessidade de adaptações nos sistemas operacionais e de registro contábil e de treinamento do pessoal que executa as escriturações fiscais e contábeis.
As empresas necessitarão de um acompanhamento técnico das mudanças, pois destas se exigirá uma adaptação veloz e profunda. O planejamento tributário preventivo, com objetivo remodelador, resultará em uma gestão eficiente, evitando, assim, autuações de grandes expressões.
Nesse momento abrem-se as portas paras os profissionais preparados e os contadores que estão se adaptando terão um importante papel na economia, pois esta é a hora de investir, para que num futuro próximo possamos obter os esperados lucros.
Pode-se afirmar que os projetos da escrituração digital são complexos e exigem muita atenção e conhecimento, porém ao ter ciência dos impactos e amenizando-os é possível estar de acordo com as exigências e quando os projetos estiverem funcionando em sua totalidade, quem sabe se possa esperar a tão sonhada reforma tributária.
Este trabalho procurou evidenciar os impactos causados à escrituração contábeis pelas inovações tecnológicas e o papel do contador em relação a todas essas novidades.
Espera-se também que o mesmo sirva de subsídio para que os contadores se posicionem de forma positiva a essas mudanças, agregando os novos conhecimentos aos já adquiridos que norteiam suas atividades, as quais de suma importância para os usuários dos serviços contábeis e à sociedade.

BIBLIOGRAFIA

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