Observatorio de la Economía Latinoamericana


Revista académica de economía
con el Número Internacional Normalizado de
Publicaciones Seriadas ISSN 1696-8352

ECONOMÍA DO BRASIL

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA: UMA ANÁLISE DAS EMPRESAS DO SETOR DE AGRONEGÓCIOS





Ana Morales de Paiva (CV)
professorquintana@hotmail.com
Ândrea Leite Bergmann (CV)
Alexandre Costa Quintana (CV)
Universidade Federal do Rio Grande





RESUMO
Diante de toda a evolução do setor do agronegócio, em relação aos demais setores produtivos, torna-se importante o estudo sobre a gestão dos resultados auferidos por estas organizações, principalmente, em relação a área financeira. Assim, considerando o setor do agronegócio promissor, e a área financeira em desenvolvimento constante, foi definido como objetivo de pesquisa analisar a evolução do caixa e seus equivalentes na Demonstração dos Fluxos de Caixa das empresas do setor de Agronegócio listadas na Bovespa. Sob o aspecto metodológico, o estudo classifica-se como uma pesquisa descritiva e documental. Deve-se destacar que o tema analisado se torna pertinente em virtude de que a análise destes caixas e seus equivalentes podem propiciar a identificação de uma tendência de gastos ou de geração de caixas realizado pelo setor analisado. Neste sentido, foi possível perceber um crescimento do setor, melhorando as condições financeiras deste grupo de empresas, pois de 2009 a 2011 as empresas quitaram mais suas obrigações do que contraíram novas.

Palavras-chaves: Demonstração dos Fluxos de Caixa. Agronegócio. Financiamento. Investimento. Operacional.

ABSTRACT
Before any development of the agribusiness sector in other productive sectors, the management of the income earned by organizations become important object of study by the direction of companies. Thus, the financial district is developing and gaining ground with the administration of large enterprises. Thus, considering the agribusiness sector a promising sector, and finance, an area in constant development, has as objective research to identify which items you consume more cash and cash equivalents in the Cash Flow Statement of the companies listed Agribusiness sector Bovespa. This study can be classified as a descriptive and documentary. It should be emphasized that this study becomes relevant in view of the analysis of these cases and their equivalents may facilitate the identification of a trend of spending or generation of boxes made ​​by the sector analyzed. In this sense, it was possible to realize a growth sector, improving financial conditions of this group of companies since 2009 to 2011 the company paid off more than their contracted obligations news.

Keywords: Cash Flow Statement. Agribusiness. Financing.

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Para citar este artículo puede utilizar el siguiente formato:

Morales de Paiva, A, Leite Bergmann, A. y Costa Quintana, A.: "Demonstração dos fluxos de caixa: uma análise das empresas do setor de agronegócios", en Observatorio de la Economía Latinoamericana, Número 187, 2013. Texto completo en http://www.eumed.net/cursecon/ecolat/br/13/agronegocio.hmtl


 

1 INTRODUÇÃO
O setor do agronegócio vem se desenvolvendo com o decorrer dos anos. O crescimento da população mundial, gera a necessidade de maior quantidade de alimentos e, com isso, as técnicas de produção e o setor em sí se desenvolvem.
Diante de toda a evolução neste setor, a gestão dos resultados auferidos pelas organizações se tornam importante objeto de estudo para a direção das empresas. Assim, a área financeira vem se desenvolvendo e ganhando espaço junto à administração das empresas. 
Sendo o agronegócio um setor promissor, e a área financeira em desenvolvimento constante, o presente estudo buscou responder por meio da análise da Demonstração dos Fluxos de Caixa o seguinte questionamento: Quais os elementos que mais consomem caixa e seus equivalentes na Demonstração dos Fluxos de Caixa das empresas do setor de Agronegócio listadas na Bovespa?
Desta maneira, para responder o problema de pesquisa mencionado anteriormente, tem-se como objetivo de pesquisa analisar a evolução do caixa e seus equivalentes na Demonstração dos Fluxos de Caixa das empresas do setor de Agronegócio listadas na Bovespa, para identificar quais elementos mais consomem caixa e seus equivalentes.
O presente estudo se torna pertinente em virtude de que a análise destes caixas e seus equivalentes pode propiciar a identificação de uma tendência de gastos ou de geração de caixas realizado pelo setor analisado. Em linhas gerais, o estudo tem o intuito de analisar no demonstrativo contábil situações que possam ser consideradas como características do setor, bem como identificar se há uma semelhança na situação financeira deste grupo de empresas, visto que o agronegócio está em frequente expansão e a identificação elementos que interferem na posição financeira destas empresas, torna-se tema atrativo tanto para o mercado de ações como para economistas e analistas em geral.
A relevância das informações presentes na DFC para a gestão financeira das empresas pode ser verificada através de estudos anteriores. Pesquisa realizada por Quintana, Serafin e Saurin (2003), teve como finalidade demostrar a importância da DFC e da DVA (Demonstração do Valor Adicionado) da Empresa Transmissora de Energia Elétrica do Sul do Brasil S.A. – Eletrosul.  No estudo de Marion (1993) foi tratado dos debates sobre o uso do Fluxo de Caixa como um importante relatório contábil no setor rural nos Estados Unidos, assim representando grande interesse não só para a comunidade agropecuária brasileira, como para outros setores. Na pesquisa de Ferrazza e Rauber (2008), foram apresentados resultados da pesquisa sobre Fluxo de Caixa para Empresas Rurais, com foco na empresa rural Fazenda Santo Antônio, abordando as constantes mudanças que ocorrem no mercado em que a fazenda Santo Antônio está inserida, onde foi indicada a adoção de um controle financeiro adequado para a propriedade. O estudo de Orpurt e Zang (2009) investigaram a Demonstração dos Fluxos de Caixa pelo método direto como um instrumento de previsão dos futuros fluxos de caixa operacionais e ganho, desse modo gerando valor para que obtenha um melhor reflexo na futura performance das empresas.

2 SETOR DE AGRONEGÓCIO
A exploração da agropecuária sob o aspecto do negócio, recebe a nomenclatura de “agronegócio”. Com o desenvolvimento deste setor, surgiu a necessidade da modernização dos processos produtivos e do aperfeiçoamento da administração operacional e financeira da empresa.
Diante da atual situação econômica, a tecnologia invadiu o campo e, as técnicas organizacionais tiveram de acompanhar os antigos produtores e atuais empresários.
O agronegócio justifica sua representatividade em virtude da extensão de todos os processos que o setor envolve.  O agronegócio consiste na soma de todas as etapas da cadeia produtiva. Envolvendo não só as empresas rurais, mas também todos aqueles que fornecem insumos e maquinários para a produção e comercialização dos produtos (RODRIGUES, 2005).
Com o desenvolvimento do setor agropecuário, muitos outros setores direta ou indiretamente, foram afetados. A tecnologia exigida nos processos produtivos e a necessidade de mais mão de obra impulsionaram o desenvolvimento profissional e social da população brasileira.
Assim, tendo o agronegócio por si só, afetado a evolução do seu e demais setores ligados a ele, que o gerenciamento e administração das finanças geradas por este processo são tão representativas e importantes para a composição do PIB nacional.
De acordo com Ministério da Agricultura, o Brasil apresenta índices de desenvolvimento agrícola acima da média mundial, liderando a produtividade agrícola na América Latina e Caribe e tem crescimento médio de 3,6% ao ano, sendo que o agronegócio representa mais de 22% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. O principal parceiro comercial do Brasil, a China importa US$ 388,8 milhões em produtos agrícolas brasileiros ou 8% no total exportado pelo setor. Os produtos exportados de maior destaque são: carnes (US$ 1,14 bilhão); produtos florestais (US$ 702 milhões); complexo soja - grão, farelo e óleo (US$ 685 milhões); café (US$ 605 milhões) e o complexo sucroalcooleiro - álcool e açúcar (US$ 372 milhões). Já o trigo é principal produto agrícola que o Brasil importa.
Quanto a modernização do setor, o Ministério da Agricultura, destaca os avanços na área da pesquisa, feitos pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), um dos novos estudos da Embrapa é a produção de etanol de segunda geração. Além disso, o Brasil conta com o Plano Estratégico do Setor Sucroalcooleiro, com o objetivo de ampliar a oferta de cana-de-açúcar destinada à produção de etanol nos próximos anos. A política agrícola brasileira incentiva a expansão do setor, por meio da concessão de crédito e benefícios fiscais, além de programas como o seguro rural.

3 DEMOSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA
A DFC é responsável por apresentar informações acerca das origens e aplicações de caixa, isto é, mostra onde estão sendo destinados os recursos de caixa e sua origem. Esta demonstração tornou-se obrigatória com a aprovação da Lei nº 11.638/07 em substituição à Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos (ASSAF NETO, 2010, p. 98).
Segundo Iudícibus et al. (2010, p. 565), “o objetivo primário da Demonstração dos Fluxos de Caixa é prover informações relevantes sobre os pagamentos e recebimentos, em dinheiro, de uma empresa, ocorridos de um determinado período”.
Em conformidade com o estabelecido pela Lei nº 11.638/07, todas as sociedades de capital aberto, sociedades de grande porte e as sociedades de capital fechado com patrimônio líquido superior à R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) tem a obrigatoriedade de publicar suas Demonstrações dos Fluxos de Caixa. Ademais, de acordo com a mesma norma, a estrutura dessa demonstração divide-se, no mínimo, em três categorias, classificadas por tipo de operação realizada pela empresa, sendo elas: i) fluxos decorrentes das atividades operacionais, ii) fluxos das atividades de investimento e, iii) fluxos das atividades de financiamento.
De acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 03 R2 (2010), elaborado pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), a empresa deve divulgar os fluxos de caixa das atividades operacionais, usando:
(a) o método direto, segundo o qual as principais classes de recebimentos brutos e desembolsos brutos são divulgadas; ou
(b) o método indireto, segundo o qual o lucro líquido ou prejuízo é ajustado pelos efeitos:
(i) das transações que não envolvem caixa;
(ii) de quaisquer diferimentos ou outras apropriações por competência sobre recebimentos ou pagamentos operacionais passados ou futuros;
(iii) de itens de receita ou despesa associados com fluxos de caixa das
atividades de investimento ou de financiamento.
No fluxo operacional, dependendo do método escolhido, a sua apresentação diferente: pelo método direto cada item de linha é um fluxo de caixa, mas sob o foco do método indireto, o resultado líquido deve ser conciliado com os fluxos de caixa operacionais, por meio de uma série de ajustes (SOUZA, 2003).
Com relação à forma de divulgação dos fluxos de caixa das atividades de investimento e financiamento o CPC 03 R2 (2010) recomenda que “a entidade deve apresentar separadamente as principais classes de recebimentos brutos e de pagamentos brutos decorrentes das atividades de investimento e de financiamento”.
A demonstração dos fluxos de caixa é uma demonstração contábil que apresenta as entradas e saídas de caixa e seus equivalentes. A demonstração dos fluxos de caixa consiste em duas partes. A primeira parte, é fornecer mais informação para as empresas sobre as atividades de financiamento e investimento. A segunda é revelar a quantidade líquida de fluxo de caixa para a atividade operacional de forma indireta. Também, serve para mostrar o aumento líquido de caixa e equivalentes e sua articulação com o balanço patrimonial (FAN, 2011).
Analisando do ponto de vista mais gerencial, afirma Campos Filho (1999), que por meio da DFC as empresas podem gerar informações confiáveis e de fácil entendimento, mostrando os fluxos de caixa de seus negócios, e utilizar essas informações para sobreviver num mercado com concorrência, e mais que isso, ganhar dinheiro.
Nota-se que a análise da demonstração dos fluxos de caixa e conjunto com outras demonstrações, pode ser usada como mais uma importante informação, de tal modo que pode servir para uma correta tomada de decisões sobre a qualidade das demonstrações contábeis das empresas (FAN, 2011).
Assim, a habilidade das empresas em gerar fluxos de caixa operacional e ganhos está relacionado a uma melhora no valor da empresa, e deste modo o objetivo principal da demonstração contábil é prover o acesso a informações que ajudem o usuário a saber na quantidade e no tempo a perspectiva de fluxo de caixa e ganhos a serem realizados (ORPURT e ZANG, 2009).
Ohlson et.al. (2010) complementam que o balanço patrimonial e a demonstração dos fluxos de caixa, têm como papel principal, contribuir para conhecer a característica central de alguns modelos de negócios,  pois podem apresentar uma posição sobre os ganhos operacionais correntes provendo a natural base para o ponto inicial da previsão dos futuros ganhos operacionais.

4 METODOLOGIA
O presente estudo pode ser classificado como uma pesquisa descritiva, pois visa identificar quais itens que mais consomem caixa e seus equivalentes na Demonstração dos Fluxos de Caixa das empresas do setor de Agronegócio listadas na Bovespa. Para Gil (2007, p. 44), “as pesquisas deste tipo têm como objetivo primordial a descrição das características de determinada população ou fenômeno ou o estabelecimento de relações entre as variáveis”.
A tipologia de pesquisa adotada quanto aos procedimentos de pesquisa classifica-se como um estudo documental, uma vez que extrai as informações de análise das Demonstrações dos Fluxos de Caixa das empresas do setor de Agronegócio listadas na Bovespa. Para Martins e Theóphilo (2009, p.55), “a Estratégia de Pesquisa Documental é característica dos estudos que utilizam documentos como fonte de dados, informações e evidências”.
Desta forma, partindo-se das Demonstrações dos Fluxos de Caixa extraídos do conjunto de demonstrativos da Bovespa obteve-se os dados para a análise referida. A partir das informações coletadas, foi possível estabelecer relações e parâmetros para esta análise.  A coleta das Demonstrações dos Fluxos de Caixa se deu em 06 de setembro de 2012, diretamente do site da Bovespa.
No que diz respeito à amostra utilizada no trabalho, obteve-se inicialmente apenas uma amostra de 4 empresas ligadas ao segmento de agricultura listadas na Bovespa. Em virtude deste setor contar com apenas 4 empresas, utilizou-se, conjuntamente, as empresas listadas no subsetor de alimentos processados e distribuídas nos segmentos de açúcar e álcool, alimentos diversos, café, carnes e derivados, grãos e derivados e laticínios, totalizando uma amostra de 28 empresas. Desta amostra, foi excluída apenas a empresa Vigor Alimentos S.A, por não estar a sua DFC disponível no site da Bovespa para o referido período. Os anos analisados foram os anos de 2009, 2010 e 2011.
Sendo assim, as empresas que compuseram a amostra deste estudo, foram as seguintes:
Quadro 2 – Amostra da Pesquisa


EMPRESAS

SUBSETOR

SEGMENTO

Rasip Agro Pastoril S.A.

Agropecuária

Agricultura

Renar Macas S.A.

SLC Agrícola S.A.

Vanguarda Agro S.A.

Biosev S.A.

Alimentos Processados

Açúcar e Álcool

CosanLimited

Cosan S.A. Indústria e Comércio

Costa Pinho S.A.

São Martinho S.A.

Conservas Oderich S.A.

Alimentos Diversos

J. Macedo S.A.

Josapar-Joaquim Oliveira S.A. Particip

M. Dias Branco S.A.

Marambaia Energia Renovável S.A.

Tereos Internacional S.A.

Café Solúvel Brasília S.A.

Café

Cia Cacique de Café Solúvel

Cia Iguaçu de Café Solúvel

BRF – Brasil Foods S.A.

Carnes e Derivados

Excelsior Alimentos S.A.

JBS S.A.

Marfrig Alimentos S.A.

Minerva S.A.

Minupar Participações S.A.

Clarion S.A. Industrial

 

Grãos e Derivados

LAEP Investments LTD

 

Laticínios

Monticiano Participações S.A.

 

Fonte: Dados da Pesquisa

Munido de todas as DFCs e as informações que estas transmitem, foram confeccionadas tabelas e planilhas que tiveram o objetivo de apresentar e tornar mais clara a transposição da análise. Na seção seguinte, isto será observado.

5 ANÁLISE DOS RESULTADOS
            Antes da análise, propriamente dita, é importante salientar que das 27 empresas que foram amostra desta pesquisa, apenas 1 publica a sua demonstração pelo método direto e as demais publicam pelo método indireto. Esta situação representa que 3,7% das empresas que compõem o subsetor de Agropecuária e Alimentos Processados optam por publicar as suas demonstrações pelo método direto e, que esta empresa que publica a DFC pelo método direto é uma empresa do setor de alimentos processados, mais especificamente de café.
            Realizando-se uma primeira análise nos dados observam-se algumas informações que seguem:

Quadro 3 – Empresas e os respectivos Caixas Líquidos no ano de 2009


2009

Empresa

Caixa líquido atividades Operacionais

Caixa líquido atividades Investimento

Caixa líquido atividades Financiamento

BIOEV

771.035

(163.836)

(514.715)

BRF FOODS

(933.776)

(49.677)

1.855.010

CACIQUE

73.212

(39.501)

(28.701)

CAF BRASILIA

(329)

0

0

CLARION

(24.998)

(101.201)

137.124

COSAN

2.131.393

(2.389.509)

984.338

COSAN LTD

2.175.827

(2.435.259)

980.697

EXCELSIOR

(2.173)

(1.192)

74

IGUAÇU CAFÉ

81.549

(49.052)

25.953

J. MACEDO

110.460

(72.882)

(27.453)

JBS

1.470.652

(5.684.405)

7.217.963

JOSAPAR

41.262

(37.098)

(13.271)

LAEP

(233.356)

218.353

4.126

M. DIAS BRANCO

334.600

(211.829)

(156.651)

MARAMBAIA

(17)

0

0

MARFRIG

(1.455.268)

(82.042)

2.572.601

MINERVA

132.176

(147.156)

223.459

MINUPAR

2.517

(3.446)

1.078

MONTICIANO

(214)

0

0

ODERICH

6.389

(6.650)

1.287

RASIP AGRO

4.598

(21.204)

882

RENAR

9.534

(3.204)

(4.730)

SÃO MARTINHO

445.267

(417.430)

(88.266)

SLC AGRICOLA

44.223

(177.931)

50.752

TEREOS

866.000

(4.710.000)

(406.000)

USIN C PINTO

8.665

(47)

(3.136)

V-AGRO

(44.469)

(6.314)

148.517

Fonte: Dados da pesquisa.

Conforme é possível visualizar, todas as empresas da amostra, com exceção da LAEP, no ano de 2009 tiveram o caixa líquido de atividades de investimento como consumidor do seu fluxo de caixa.Nas empresas que mais tiveram seu fluxo de caixa consumido pelo caixa líquido das atividades de investimento, observa-se que o maior desembolso deste grupo de empresas está ligado a aquisição de imobilizado. Das 27 empresas analisadas, apenas 2 não investiram em compra de imobilizado no decorrer do ano de 2009 e outras duas não apresentam o que compõe o caixa líquido de atividades de investimento.
Contudo, se for analisado o que compõe o consumo de caixa de investimento da empresa JBS, empresa que mais consumiu fluxo de caixa de investimento, nota-se que além da aquisição de imobilizado, ela apresentou uma saída de caixa significativa referente ao efeito líquido do capital de giro de uma empresa adquirida pelo grupo.
A empresa Marfrig, apresentou um caixa líquido operacional bastante negativo. Contudo, parte deste consumo foi coberto pelo caixa de financiamento, devido à busca de empréstimos junto a terceiros e emissão de ações. O consumo alto no caixa operacional se deu devido a variações no ativo e no passivo, e também devido a aplicações financeiras.
No ano de 2009, observa-se que parte das empresas apresentaram caixa líquido das atividades de financiamento positivo, em torno de 55% do total. No caso destas empresas, o resultado destes fluxos está fortemente ligado a captação e quitação de capital adquirido junto a terceiros; .exceção, foi a empresa JBS que, pagou mais do que captou de financiamentos, mas apresentou fluxo positivo por ter feito aumento de capital com ágio de subscrição e por ter emitido debêntures conversíveis.
No ano de 2009, 18 empresas apresentaram fluxo de caixa operacional positivo e 15 fluxo de caixa de financiamento positivo, indicando que o caixa que menos consome o fluxo de caixa no ano de 2009 foi o caixa líquido de atividades operacionais.

Quadro 4 - Empresas e os respectivos Caixas Líquidos no ano de 2010


2010

Empresa

Caixa líquido atividades Operacionais

Caixa líquido atividades Investimento

Caixa líquido atividades Financiamento

BIOEV

980.447

(892.996)

238.681

BRF FOODS

3.231.568

(1.100.593)

(1.583.227)

CACIQUE

9.847

(125.544)

116.150

CAF BRASILIA

(21)

0

0

CLARION

564

(195.229)

188.148

COSAN

2.337.098

(3.145.732)

617.126

COSAN LTDA

2.327.241

(3.145.732)

317.880

EXCELSIOR

(6.936)

(109)

9.644

IGUAÇU CAFÉ

(3.707)

(36.096)

37.533

J. MACEDO

37.001

(38.713)

(23.053)

JBS

(1.471.076)

(1.563.700)

2.059.844

JOSAPAR

(20.335)

(29.660)

61.794

LAEP

(48.774)

170.690

(50.292)

M. DIAS BRANCO

343.308

(240.665)

(107.042)

MARAMBAIA

0

0

0

MARFRIG

(668.463)

(3.938.108)

4.747.403

MINERVA

83.366

(206.175)

333.002

MINUPAR

(9.519)

36.282

(26.283)

MONTICIANO

(20.382)

0

20.075

ODERICH

(19.544)

(10.314)

32.756

RASIP AGRO

700

(14.563)

20.086

RENAR

(6.925)

(95.196)

102.074

SÃO MARTINHO

465.266

(307.901)

(66.369)

SLC AGRICOLA

237.916

(224.870)

(45.078)

TEREOS

134.000

(847.000)

905.000

USIN C PINTO

(6.378)

(24.125)

47.297

V-AGRO

29.936

14.566

(1.632)

Fonte: Dados da pesquisa.

Já no ano de 2010, semelhante ao ano de 2009, grande parte das empresas estudadas teve o caixa líquido das atividades de investimento grande consumidor de seus fluxos de caixa. As exceções a esta situação foram as empresas LAEP, MINUPAR e V-AGRO.
No ano de 2010, o caixa gerou na maioria das empresas fluxos positivosfoi o caixa dos financiamentos. Assim, no ano em análise, contrário ao ocorrido no ano anterior, as empresas, em geral, captaram mais empréstimos do que quitaram, gerando desta forma, o caixa de financiamentos positivo. Realizando uma análise mais apurada, é possível afirmar que o fato de captar mais empréstimos, se repetiu em 22 das 27 empresas analisadas.
Diferente do ano de 2009, onde a empresa em questão foi a Marfrig, no ano de 2010 a empresa que apresentou um consumo representativo de caixa líquido operacional foi a empresa JBS. Tal consumo se deu em virtude das variações nos ativos e passivos e, também no aumento do estoque.
Outro dado distinto apurado na análise ocorreu na Demonstração dos Fluxos de Caixa da empresa Marambaia. A empresa apresentou movimentação em seu fluxo operacional, contudo manteve um saldo de caixa zerado.
No geral, em 2010 o fluxo de caixa que menos consumiu recursos foi o caixa líquido das atividades de Financiamento. Durante este ano 46,15% das empresas consumiram seu caixa líquido de atividades operacionais e 32% consumiram caixas líquido de atividades de financiamento.

Quadro 5 - Empresas e os respectivos Caixas Líquidos no ano de 2011


Empresa

Caixa líquido atividades Operacionais

Caixa líquido atividades Investimento

Caixa líquido atividades Financiamento

BIOEV

 742.180 

 (1.661.295) 

 1.149.382 

BRF FOODS

 1.142.592 

 (1.875.866) 

 (326.332) 

CACIQUE

 (57.696) 

 94.371 

 (13.865) 

CAF BRASILIA

 44 

0

0

CLARION

 12.269 

 87.076 

 (108.437) 

COSAN

 1.961.456 

 (2.242.775) 

 643.418 

COSAN LTDA

 1.951.639 

 (2.221.126) 

 636.063 

EXCELSIOR

 3.855 

 (1.410) 

 (86) 

IGUAÇU CAFÉ

 (107.625) 

 (739) 

 113.942 

J. MACEDO

 65.563 

 (20.417) 

 (29.650) 

JBS

 606.512 

 (704.362) 

 1.181.467 

JOSAPAR

 (35.075) 

 (17.606) 

 13.974 

LAEP

 110.871 

 45.604 

 (203.406) 

M. DIAS BRANCO

 431.500 

 (273.698) 

 (116.851) 

MARAMBAIA

 18 

0

0

MARFRIG

 1.502.315 

 (946.615) 

 (385.689) 

MINERVA

(57.034) 

 (178.655) 

 359.159 

MINUPAR

 (19.877) 

 26.103 

 (6.532) 

MONTICIANO

 20.009 

0

 (20.009) 

ODERICH

 4.025 

 (11.840) 

 4.776 

RASIP AGRO

 11.712 

 (13.060) 

 (2.337) 

RENAR

 (7.317) 

 (2.621) 

 9.143 

SÃO MARTINHO

 468.266 

 (569.714) 

 289.796 

SLC AGRICOLA

 323.161 

 (415.775) 

 112.858 

TEREOS

 722.000 

 (1.118.000) 

 299.000 

USIN C PINTO

 28.136 

 17.899 

 (40.013) 

V-AGRO

 (123.980) 

 90.777 

 (40.940) 

Fonte: Dados da pesquisa.

Em 2011, se repete a mesma situação ocorrida em 2009 e 2010. No referido ano tem-se no caixa líquido de atividades de investimento, o caixa que mais consumiu fluxo. Contudo, neste ano o número de empresas que não consumiram este fluxo aumentou para 6. Percebe-se que novamente as empresas LAEP, MINUPAR e V-AGRO não consumiram o caixa líquido das atividades de investimentos.
            Das 27 empresas analisadas, 20 geraram fluxo de caixa líquido das atividades operacionais. Isto representa que 74% das empresas deste setor no ano de 2011 geraram caixa para o seus respectivos fluxos. Assim, diferentemente do que ocorreu no ano de 2010, onde o fluxo que menos consumiu caixa foram os fluxos líquidos de financiamento, no ano de 2011,, o fluxo que gera mais caixa é o caixa líquido das atividades operacionais.
No que se refere ao caixa líquido das atividades de financiamento, tem-se que 7  empresas pagaram mais recursos obtidos junto a terceiros do que captou. Isto indica que 25,9% das empresas analisadas, no ano de 2011, utilizaram de capital gerado pelas suas atividades operacionais e de investimento para cumprir as suas obrigações com empréstimos. Ademais, percebe-seque, no ano de 2011, de modo geral, a saúde das empresas deste setor aponta um fortalecimento, ou seja, observou-se que das 27 empresas 6 não apresentaram informação sobre captação de empréstimos.
            Os quadros 6, 7 e 8, apresentarão uma análise horizontal dos fluxos líquidos de caixa operacional, de investimento e de financiamento durante os anos de 2009 a 2011.

Quadro 6 – Evolução dos Fluxos Líquidos das Atividades Operacionais


FLUXO LÍQUIDO ATIVIDADES OPERACIONAIS

Empresa

2009

2010

2011

BIOEV

771.035

980.447

742.180

BRF FOODS

(933.776)

3.231.568

1.142.592

CACIQUE

73.212

9.847

(57.696)

CAF BRASILIA

(329)

(21)

44

CLARION

(24.998)

564

12.269

COSAN

2.131.393

2.337.098

1.961.456

COSAN LTDA

2.175.827

2.327.241

1.951.639

EXCELSIOR

(2.173)

(6.936)

3.855

IGUAÇU CAFÉ

81.549

(3.707)

(107.625)

J. MACEDO

110.460

37.001

65.563

JBS

1.470.652

(1.471.076)

606.512

JOSAPAR

41.262

(20.335)

(35.075)

LAEP

(233.356)

(48.774)

110.871

M. DIAS BRANCO

334.600

343.308

431.500

MARAMBAIA

(17)

0

18

MARFRIG

(1.455.268)

(668.463)

1.502.315

MINERVA

132.176

83.366

(57.034)

MINUPAR

2.517

(9.519)

(19.887)

MONTICIANO

(214)

(20.382)

2.009

ODERICH

6.389

(19.544)

4.025

RASIP AGRO

4.598

700

11.712

RENAR

9.534

(6.925)

(7.317)

SÃO MARTINHO

445.267

465.266

468.266

SLC AGRICOLA

44.223

237.916

323.161

TEREOS

866.000

134.000

722.000

USIN C PINTO

8.665

(6.378)

28.136

V-AGRO

(44.469)

29.936

(123.980)

Fonte: Dados da pesquisa.

Em 2009, o fluxo das atividades operacionais mais negativo foi da empresa MARFRIG e o que mais gerou caixa foi da empresa COSAN. O ocorrido com a MARFRIG, se deu principalmente em razão das variações nos ativos e passivos. Em 2010, a empresa JBS foi a que mais consumiu caixas e equivalentes operacionais, enquanto a BRF FOODs foi a que mais gerou fluxos operacionais. No ano de 2011, o maior consumo de fluxo operacional foi da empresa IGUAÇU CAFÉ, enquanto a maior geradora foi a COSAN.Assim, a empresa IGUAÇU CAFÉ, também teve seu caixa das atividades operacionais consumido em virtude da variação nos ativos e passivos.
Das empresas pesquisadas, três apresentaram caixa líquido das operações operacionais positivo no ano de 2009, apresentando posteriormente no ano de 2010 e 2011 consumos de caixa. Do total, 37% das empresas apresentaram fluxos positivos nos três anos de análise.

Quadro 7 – Evolução dos Fluxos líquidos das atividades de investimento


FLUXO LÍQUIDO ATIVIDADES DE INVESTIMENTO

Empresa

2009

2010

2011

BIOEV

(163.836)

(892.996)

(1.661.295)

BRF FOODS

(49.677)

(1.100.593)

(1.875.866)

CACIQUE

(39.501)

(125.544)

94.371

CAF BRASILIA

0

0

0

CLARION

(101.201)

(195.229)

87.076

COSAN

(2.389.509)

(3.145.732)

(2.242.775)

COSAN LTDA

(2.435.259)

(3.145.732)

(2.221.126)

EXCELSIOR

(1.192)

(109)

(1.410)

IGUAÇU CAFÉ

(49.052)

(36.096)

(739)

J. MACEDO

(72.882)

(38.713)

(20.417)

JBS

(5.684.405)

(1.563.700)

(704.362)

JOSAPAR

(37.098)

(29.660)

(17.606)

LAEP

218.353

170.690

45.604

M. DIAS BRANCO

(211.829)

(240.665)

(273.698)

MARAMBAIA

0

0

0

MARFRIG

(82.042)

(3.938.108)

(946.615)

MINERVA

(147.156)

(206.175)

(178.655)

MINUPAR

(3.446)

36.282

26.103

MONTICIANO

0

0

0

ODERICH

(6.650)

(10.314)

(11.840)

RASIP AGRO

(21.204)

(14.563)

(13.060)

RENAR

(3.204)

(95.196)

(2.621)

SÃO MARTINHO

(417.430)

(307.901)

(569.714)

SLC AGRICOLA

(177.931)

(224.870)

(415.775)

TEREOS

(4.710.000)

(847.000)

(1.118.000)

USIN C PINTO

(47)

(24.125)

17.899

V-AGRO

(6.314)

14.566

90.777

Fonte: Dados da pesquisa.

A empresa que mais consumiu caixa no ano de 2009 foi a JBS. Já no ano de 2010, a empresa que mais consumiu caixa foi o MARFRIG e, em 2011 a empresa que mais consumiu caixas líquidos das atividades de investimento foi a COSAN. Fatores que contribuíram para este consumo devem-se ao investimento em imobilizado.
A única empresa que gerou caixas líquidos das atividades de investimento no ano de 2009 foi a empresa LAEP. Já no ano de 2010 o número de empresas que apresentaram geração de caixa de investimento foi3 e no ano de 2011 tem-se um total de 6 empresas gerando caixa líquido das atividades de investimento. Com isso, pode-se inferir que ao longo dos anos, o fluxo das atividades de investimento vem sendo um caixa gerador de fluxos de caixa para as empresas.
É interessante salientar que apenas a empresa LAEP gerou caixas líquidos de investimento nos três anos em análise e que também, foi a empresa que gerou o maior caixa durante todo o período observado. O fluxo positivo da LAEP referente aos caixas líquidos das atividades de investimento se deve principalmente a venda de ativo imobilizado.

Quadro 8 – Evolução dos Fluxos líquidos das atividades de financiamento


FLUXO LÍQUIDO ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO

Empresa

2009

2010

2011

BIOEV

(514.715)

238.681

1.149.382

BRF FOODS

1.855.010

(1.583.227)

(326.332)

CACIQUE

(28.701)

116.150

(13.865)

CAF BRASILIA

0

0

0

CLARION

137.124

188.148

(108.437)

COSAN

984.338

617.126

643.418

COSAN LTDA

980.697

317.880

636.063

EXCELSIOR

74

9.644

(86)

IGUAÇU CAFÉ

25.953

37.533

113.942

J. MACEDO

(27.453)

(23.053)

(29.650)

JBS

7.217.963

2.059.844

1.181.467

JOSAPAR

(13.271)

61.794

13.974

LAEP

4.126

(50.292)

(203.406)

M. DIAS BRANCO

(156.651)

(107.042)

(116.851)

MARAMBAIA

0

0

0

MARFRIG

2.572.601

4.747.403

(385.689)

MINERVA

223.459

333.002

359.159

MINUPAR

1.078

(26.283)

(6.532)

MONTICIANO

0

20.075

(20.009)

ODERICH

1.287

32.756

4.776

RASIP AGRO

882

20.086

(2.337)

RENAR

(4.730)

102.074

9.143

SÃO MARTINHO

(88.266)

(66.369)

289.796

SLC AGRICOLA

50.752

(45.078)

112.858

TEREOS

(406.000)

905.000

299.000

USIN C PINTO

(3.136)

47.297

(40.013)

V-AGRO

148.517

(1.632)

(40.940)

Fonte: Dados da pesquisa.

A empresa que mais gerou caixa em 2010 foi a empresa MARFRIG. No ano de 2010 a geração de caixas de financiamento em relação ao gerado em 2009quase dobrou. Tal situação se deu por causa da alta captação de empréstimos em relação aos demais anos. Já no ano de 2011, a empresa que apresentou a maior geração de caixas de financiamento foi a JBS, isto se deu possivelmente pela alta captação de recursos junto a terceiros realizado no referido ano.
Das empresas que compuseram a amostra, 6 apresentaram nos três anos geração de caixas líquidos das atividades de financiamento. Isto refere-se dizer que, excluindo-se as 3 empresas que não apresentaram valor, 25% das empresas geram caixa de financiamento para ajudar a custear as despesas da empresa. Ainda, é importante salientar que ano em que mais se gerou caixa de financiamento foi no ano de 2010, tendo-se 17 empresas gerando caixa.

5 CONCLUSÃO
O propósito do presente estudo foi analisar a evolução do caixa e seus equivalentes na Demonstração dos Fluxos de Caixa das empresas do setor de Agronegócio listadas na Bovespa, para identificar quais elementos mais consomem caixa e seus equivalentes, onde foi possível perceber que, analisando-se independentemente os fluxos líquidos de caixas dos 3 anos em questão, pode-se observar que 8 empresas geraram no período fluxos de caixa positivo. Em relação aos caixas líquidos de investimento, observou-se que apenas a empresa LAEP gerou caixas líquidos positivo nos três anos. Já relativo ao caixa das atividades de financiamento, 6 empresas do total da amostra geraram caixa. Diante destes valores, pode-se afirmar de forma geral, que no período analisado, o caixa líquido operacional foi o que mais contribuiu com recursos para o grupo de empresas analisadas. Segundo Mironiuc (2006), os fluxos de caixa das atividades operacionais positivos indicam que a atividade de operação, está sendo gerida de forma eficiente, proporcionando mais liquidez do que consumo de caixa, o que diminui a necessidade de recursos de financiamento externo, aumenta a autonomia financeira da empresa, e cria as premissas para o desenvolvimento sustentável da empresa.
Nesta sentido, percebe-se o crescimento do setor, pois foi possível observar que de 2009 a 2011 as empresas quitaram um volume maior de obrigações do que contraíram novas dívidas. Além disso, nota-se que o componente do fluxo que mais consumiu caixa foram as atividades investimentos, indicando uma etapa de expansão do setor.
            Como limitações neste estudo, teve-se a diferenciação na nomenclatura das contas das Demonstrações dos Fluxos de Caixa, o que fez com que as contas não fossem comparáveis. Além disso, há empresas que costumam apresentar a demonstração de forma mais analítica e outras mais sintéticas, o que faz com que muitas vezes várias contas fiquem agrupadas.
Fica como sugestão para estudos futuros, a aplicação dos índices financeiros, para que então se busque encontrar um índice padrão para o setor e, posteriormente, possa se fazer análises financeiras e gerencias de grupos de empresas isoladas em relação aos índices bases do setor.

6 REFERÊNCIAS

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ASSAF NETO, Alexandre; SILVA, César Augusto Tiburcio. Administração de capital de
giro. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1997.

BRASIL. Lei nº 11.638, de 28 de dezembro de 2007. Altera e revoga dispositivos da Lei no 6.404, de 15 de dezembro de 1976, e da Lei no 6.385, de 7 de dezembro de 1976, e estende às sociedades de grande porte disposições relativas à elaboração e divulgação de demonstrações financeiras. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11638.htm>. Acesso em: 25 ago 2012.

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS. Pronunciamento Técnico CPC 03 (R2): Demonstração dos Fluxos de Caixa. Aprovado pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis em 03/09/2010. Disponível em: < http://www.cpc.org.br/pdf/CPC03R2_final.pdf>. Acesso em: 25 ago. 2012.

CAMPOS FILHO, Ademar. Demonstração dos fluxos de caixa: uma ferramenta indispensável para administrar sua empresa. São Paulo: Atlas, 1999.

FAN, W. Analyses Based on the Notes to Cash Flow Statement. Communications in Computer and Information Science, v. 208, p. 138-143, 2011.

FERRAZZA, D. C.; RAUBER, D. Fazenda Santo Antônio: um estudo de caso sobre Fluxo de Caixa. Revista TECAP, v. 2, n. 2, p. 112-116, 2008.

GIL, Antônio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5.ed., São Paulo: Atlas, 2007.

IUDÍCIBUS, Sérgio de; MARTINS, Eliseu; GELBCKE, Ernesto Rubens; SANTOS, Ariovaldo dos. Manual de contabilidade societária. São Paulo: Atlas, 2010.

MARION, J. C. O Fluxo de Caixa no setor rural. Cadernos de estudos – FIPECAFI, n.9, 1993.

MARTINS, Gilberto de Andrade; THEÓPHILO, Carlos Renato. Metodologia da investigação científica para ciências sociais aplicadas. 2.ed., São Paulo: Atlas, 2009.

MIRONIUC, Marilena, Informational Valences of the Cash Flow Statement - Methodological and Interpretative Approaches, 2006. Disponível em: <http://ssrn.com/abstract=980736>. Acesso em: 15 set 2012.

OHLSON et. Al. A Framework for Financial Reporting Standards: Issues and a Suggested Model. Accounting Horizons, v. 24, n. 3, p. 471-485, 2010.

ORPURT, S. F.; ZANG, Y. Do Direct Cash Flow Disclosures Help Predict Future Operating Cash Flows and Earnings? The Accounting Review, v. 84, n.3, p. 893-935, 2009.

QUINTANA, Alexandre C.; SERAFIN, Annelise da Cruz; SAURIN, Valter. Demonstração de Fluxo de Caixa e Demonstração do Valor Adicionado como Instrumentos Efetivos de Gestão Financeira: Um Estudo de Caso da Eletrosul. Revista de Ciências da Administração, v. 5, n. 10, jul/dez 2003. Disponível em: <http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/adm/article/view/4821>. Acesso em: 15 set 2012.

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SOUZA, Carlos A. Taking the Mystery out of the Cash Flow Statement: A Simplified Implementation of the Indirect Method. Disponível em: http://ssrn.com/abstract=424201. Acesso em: 15 set 2012.


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