Observatorio de la Economía Latinoamericana


Revista académica de economía
con el Número Internacional Normalizado de
Publicaciones Seriadas ISSN 1696-8352

ECONOMÍA DO BRASIL

BANCOS COMERCIAIS PÚBLICOS E PRIVADOS: UMA ANÁLISE COMPARATIVA DOS BALANÇOS E DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS ENTRE 2008-2010


David Silva Fidélis
Luís Felipe de Souza Corrêa
Marcos André Melo de Sousa
Roberto Crislon Santos Silva
Heriberto Wagner Amanajás Pena (CV)
heripena@yahoo.com.br
UEPA



Resumo
Este trabalho analisa a situação financeira da Caixa Econômica Federal através de índices econômicos, e compara com a situação financeira do Banco Itaú. As análises são baseadas nos Balanços Patrimoniais das empresas e na Demonstração de Resultado de Exercício (DRE) das mesmas no período de 2008 a 2010. Para esta avaliação foram utilizados o Índice de liquidez corrente, Imobilizado do patrimônio líquido e Rentabilidade do ativo como índices comparativos entre as instituições financeiras, a fim de avaliar a real situação financeira por qual passam os respectivos bancos. Os resultados mostram um desempenho não muito satisfatório para a Caixa Econômica federal quando comparada com o banco Itaú, principalmente com relação aos baixos índices calculados e a liquidez no curto prazo.
Palavras chave: Balanço Patrimonial; DRE e Índices Comparativos.


Abstract
This paper analyzes the financial situation of the CEF through economic indicators, and compares the financial position of Banco Itau. The analyzes are based on the Balance Sheets of companies and in the Income Statement on Exercise (DRE) in the same period from 2008 to 2010. For this evaluation we used the index of current liquidity, equity and fixed assets Return on assets as comparative indices between financial institutions in order to assess the real financial situation which passes by the respective banks. The results show a performance is not very satisfactory to the Federal Savings compared with the bank Itaú, especially those related to low rates and calculated short-term liquidity.
Keywords: Balance Sheet, Income Statement and Comparative Indexes.

Para ver el artículo completo en formato pdf pulse aquí


Para citar este artículo puede utilizar el siguiente formato:

Silva Fidélis, de Souza Corrêa, Melo de Sousa, Santos Silva y Amanajás Pena: "Bancos comerciais públicos e privados: uma análise comparativa dos balanços e demonstrações financeiras entre 2008-2010", en Observatorio de la Economía Latinoamericana, Número 169, 2012. Texto completo en http://www.eumed.net/cursecon/ecolat/br/


  1. Introdução

Uma das principais ferramentas utilizadas dentro da gestão patrimonial é o balanço patrimonial que é a demonstração do saldo de todas as contas de contabilidade de uma empresa em determinada data, apresentados e organizados de forma padronizada, com objetivo de facilitar o estudo financeiro da empresa. O balanço patrimonial é uma das principais declarações financeiras da empresa.
A Demonstração do Resultado do Exercício é uma demonstração contábil que tem como objetivo evidenciar a situação econômica da empresa com a formação de um resultado líquido de uma empresa, através de uma relação entre receitas custos e despesas.
A análise expõe claramente os conceitos apresentados por contabilidade e finanças, visando observar como estes valores variam de acordo com cada instituição, e ter conhecimento de como funciona cada banco, quais são suas colocações no mercado atual e poder analisar as movimentações das duas empresas, através dos seus relatórios de gestão.
O setor bancário que possui agentes públicos e privados foi utilizado como elemento de comparação visando justamente uma análise com relação ao poder público que faz investimentos em instituições financeiras com o propósito de alavancar a economia do país. Sabe-se que a importância dos bancos pode ser avaliada com base em informações do número de empregos gerados e que o setor bancário é responsável por 69,9% do total de empregos do setor financeiro, segundo dados da RAIS (Relação anual de informações sociais) apud portal MEC, o que concretiza os resultados relevantes para a economia do país.
Porém é importantíssimo analisar se esses investimentos trazem realmente resultados positivos e se estão coerentes do ponto de vista financeiro ou até mesmo lucrativo, tendo como um comparativo uma instituição financeira voltada para o mercado ou para o comércio. Nesse sentido, dadas as mudanças no cenário nacional do sistema financeiro nacional, quais as principais alterações na estrutura dos bancos comerciais públicos e privados?
Sendo assim, o artigo objetiva em termos gerais analisar comparativamente e realizar uma avaliação de balanços e demonstrações nos anos de 2008, 2009 e 2010 de um banco voltado para fins sociais e um banco voltado mais especificamente para o mercado ou para o comércio. A partir disso, o artigo busca como aspectos específicos a elaboração de índices e métodos a fim de visualizar e analisar a situação das duas instituições financeiras aqui tratadas, levando em consideração as atitudes por elas tomadas e seus meios de investimento.

2. REVISÃO DE ESTUDO
2.1 O MERCADO DE BANCOS COMERCIAIS PÚBLICO E PRIVADOS
O setor financeiro depois de passar por um ano marcado por fusões e aquisições, esperava-se que o ano de 2009 fosse bem mais calmo, mais não foi o que aconteceu. A consolidação do setor continuou de forma intensa, os bancos avançaram nesse processo, aumentavam seus lucros e inúmeras instituições começaram a se unir ou adquirir participação em outros bancos. O banco Itaú uniu-se com o Unibanco em 2008 criando o maior grupo financeiro do hemisfério sul e foi considerada a maior fusão da história do setor, e a caixa econômica federal adquiriu 35% de participação do panamericano em 2009.
Segundo a revista EXAME, edição 2010, essa nova etapa do processo de consolidação do mercado financeiro foi acelerada pela crise internacional, onde neste mesmo cenário a instabilidade e incerteza fizeram com que essas instituições tivessem dificuldade na captação de recursos e por isso tiveram que se mover nesse sentido a fim de vencer esse período de turbulência.       
2.1.1 No Brasil
2.1.1.1 O Banco Comercial Público
Os bancos estatais foram os que tiveram maior destaque em 2009 como incorporadores de outras instituições e como provedores de créditos. Eles tiveram no ano de 2008 uma expansão de carteira de 60,6%, contra 25% dos privados segundo a revista EXAME de 2010.
De acordo com M. A. Adriana, nesse período o papel dos Bancos públicos no Brasil foi de fundamental importância principalmente pelo fornecimento de crédito. De fato, a relação crédito/PIB no país se elevou de cerca de 30% no final de 2008 para aproximadamente 45% no final de 2009, tendo nos bancos públicos seus principais atores. Isto garantiu um destaque internacional ao sistema financeiro brasileiro, principalmente com a importância dos mesmos no amortecimento do efeito da crise de crédito após o colapso no final de 2008.

2.1.1.1.1 O Banco Comercial Privado
A crise internacional redefiniu o mundo das finanças colocando bancos comerciais privados brasileiros a frente de bancos como Goldman Sachs, Barclays,UBS ou Deutsche. Soma-se a isso a valorização do real e características do sistema bancário nacional como responsabilidade administrativa.
Tudo isso colaborou para que bancos brasileiros disputassem cada espaço do mercado mundial com nomes tradicionais, algo impensável há tempos atrás. Segundo a consultoria AT Kearney, o Brasil foi o país mais rentável no setor financeiro de 2003 a 2009 perdendo apenas para a China. Ocasionando em convites para participação de bancos brasileiros em encontros com investidores globais e até possíveis aquisições internacionais, mudando totalmente o olhar mundial sobre o sistema financeiro nacional. (Revista Exame,2010).
2.2 BALANÇO PATRIMONIAL
Fernandes (2004) define Balanço Patrimonial como um demonstrativo contábil quantitativo e qualitativo no qual se determina a posição econômica, financeira e patrimonial da entidade em uma data determinada.  Seu aspecto quantitativo refere-se à quantidade monetária expressada através das contas e o aspecto qualitativo ao conjunto caracterizado por bens, direitos e obrigações representados monetariamente.
Marion (1998) ressalta a importância desse relatório contábil, afirmando que através dele é possível identificar a saúde financeira e econômica da empresa no final do ano ou em qualquer data prefixada.
Estruturalmente, o Balanço Patrimonial divide-se em dois lados: no lado esquerdo, estão os ativos (conjunto de bens e direitos de propriedade da empresa) e no lado direito estão os passivos (obrigações exigíveis da empresa, ou seja, dividas a cobrar) e o patrimônio dos acionistas (Ross, 1995).
Marion (1998) observa que tais denominações são apenas meras conveniências já que alguns denominam a coluna Passivo de Patrimônio Líquido ou que ocorre a inversão das colunas em balanços de países como a Inglaterra.
Fernandes (2004) destaca a ordem decrescente que as contas devem estar no ativo segundo seu grau de liquidez: Ativo circulante; Ativo realizável a longo prazo; Ativo permanente, dividido em investimentos, ativo imobilizado e ativo diferido. A classificação das contas no passivo deverá ser feita nos seguintes grupos: Ativo circulante; Ativo realizável a longo prazo; Resultados de exercícios futuros; Patrimônio liquido, dividido em capital social, reservas de capital, reservas de lucros e lucros ou prejuízos acumulado. Tudo conforme Art.178 da Lei das S/A.
2.3 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO RESULTADO (D.R.E)
Fernandes (2004) conceitua D.R.E. como uma demonstração da composição do resultado formado num período operacional da empresa. As receitas, custos e despesas auferidas e incorridas dentro de um determinado período de tempo (exercício) serão confrontados surgindo assim o resultado do correspondente período (lucro ou prejuízo).
Marion (1998) afirma que a D.R.E. é um resumo das receitas e despesas da empresa em um determinado período, além de destacar sua forma dedutiva (vertical), ou seja, das receitas subtraem-se as despesas e, em seguida, indica-se o resultado. Outra função da D.R.E.  é auxiliar a tomada de decisões dentro da empresa.
3. METODOLOGIA
3.1 METODOLOGIA DE ANÁLISE
3.1.1 Índice de Liquidez Corrente
Para Weston (2000), o índice de liquidez corrente demonstra a dimensão pela qual os passivos circulantes são cobertos pelos ativos circulantes que se espera converter em caixa em um futuro próximo. Em outras palavras, este índice demonstra se a empresa poderá pagar suas dividas em um período de curto prazo.


3.1.1.1 Imobilizado do Patrimônio Líquido
Índice que objetiva mostrar em que grau o patrimônio da empresa está investido em ativo permanente (imobilizado). Importante, pois seu crescimento contínuo pode indicar um problema para liquidar dívidas ou uma dependência de capitais de terceiro. Quanto menor, melhor para a empresa.

3.1.1.1.1 Rentabilidade do Ativo
O índice de rentabilidade do ativo mede o quanto uma empresa lucrou a cada R$ 100,00 do investimento total.
Para MATARAZZO (1995, p.185) apud UFSC, a rentabilidade do ativo é calculada quando se deseja ter uma idéia da lucratividade, como um todo, do empreendimento, venham de onde vierem os recursos, admitindo-se as aplicações realizadas. E este quociente representa uma medida da capacidade da empresa em gerar lucro líquido e assim poder capitalizar-se. É ainda uma medida do desempenho comparativo da empresa ano a ano.
Para o cálculo da rentabilidade do ativo, segue na fórmula abaixo.

4. RESULTADOS E CONSIDERAÇÕES FINAIS
4.1 ANÁLISE ATRAVÉS DE ÍNDICES
A rentabilidade do ativo do banco Itaú no ano de 2008 foi de 0,33%, ou seja, significa dizer que para cada R$100,00 de investimento total, a empresa obtém R$ 0,33 de lucro líquido. Esse valor é considerado muito inferior com relação aos outros anos seguintes de 2009 e 2010, onde obteve-se um aumento desse lucro líquido em 2009 e para 2010 sofreu uma pequena redução. Com relação ao imobilizado do patrimônio líquido, no ano de 2008 foi de 51,28%, o que significa dizer que para cada R$100,00 de patrimônio líquido, R$51,28 foram aplicados no ativo permanente, ou seja, mais da metade foi aplicado. E esse valor aumenta ainda mais no ano de 2009, chegando a quase 100% e em 2010 a quase 80%. Isso é péssimo para a empresa visto que aumentou o investimento no ativo permanente, sobra menos recursos para o ativo circulante gerando assim uma dependência de capitais de terceiros para financiar o ativo circulante.
O índice de liquidez corrente no ano de 2008 é de 1,12, ou seja, representa R$1,12 que a empresa possui no ativo circulante para cada R$1,00 de passivo circulante, e esse valor quanto maior, melhor para a empresa. Em outras palavras quando o ativo circulante for maior que o passivo circulante haverá uma folga financeira, que no caso de 2008 foi de R$0,12, o que significa dizer que as dívidas de curto prazo podem ser cobertas. No ano seguinte a empresa reduziu o índice de liquidez, não gerando, portanto, essa folga financeira. Porem em 2010 o índice aumenta com um valor um pouco menor que em 2008.
Bem diferente da Caixa Econômica, o banco Itaú já se mostra bem melhor com relação a movimentação do seu ativo. O gráfico abaixo mostra o percentual do ativo circulante em relação ao total do ativo, e o passivo circulante em relação ao total do passivo. O ativo circulante se mostrou com uma representatividade bem superior em quase todos os anos, apenas no ano de 2009, que o passivo ultrapassou o ativo circulante. Mas mesmo assim, o Itaú mostra índices e números bastante positivos, quando comparados com os da Caixa.
Logo a seguir, é mostrado o cálculo dos índices para análise a partir dos balanços e DRE da Caixa Econômica Federal. 
Os Índices da Caixa são bem diferentes do Itaú, principalmente com relação ao índice de liquidez corrente, onde durante todos os anos analisados, esse índice fica abaixo de 1, o que significa um péssimo resultado para a empresa, visto que ela não terá disponibilidade suficiente para quitar as obrigações a curto prazo.
O gráfico abaixo mostra em termos percentuais o ativo permanente em relação ao total do ativo, e o passivo circulante em relação ao total do passivo. Analisando-o percebe-se essa enorme diferença com relação ao passivo circulante mostrando-se bem mais alto que o ativo circulante em todo o período de 2008 a 2010, sendo, portanto péssimo para a empresa.
A rentabilidade do ativo também teve uma queda em 2009 e 2010 em relação ao ano de 2008, no qual foi de R$1,31 para cada R$100,00 de investimento total, ou seja, o lucro líquido da empresa diminuiu. Ao contrário do banco Itaú que houve um aumento do lucro líquido nos anos de 2009 e 2010 em relação ao ano de 2008.
Com relação ao imobilizado do patrimônio líquido, percebe-se que esse índice vem aumentando durante esse período de 2008 a 2010, e conseqüentemente a dependência de capitais de terceiros para financiar o ativo circulante também vem aumentando.
4.2 ANÁLISE HORIZONTAL E VERTICAL
A análise vertical e horizontal é de suma importância tendo como objetivo mostrar a importância de cada conta no sentido de comparar a evolução ou declínio delas num determinado período de tempo, em relação à própria empresa ou empresas do mesmo setor, no caso aqui tratadas no setor financeiro. A tabela abaixo mostra a análise horizontal do Banco do Itaú e logo em seguida é mostrada a análise da Caixa Econômica Federal.
O ativo circulante durante o período de 2008 a 2010 tem uma representatividade de mais de 50% do total do ativo. Sendo que no perído de 2008 para 2009 sofreu um decréscimo de quase 10% e sua representatividade diminuiu 6,54%. Mas em 2010 ela aumenta consideravelmente de 84,71% e sua representatividade de 11,64% em relação ao período de 2009. É importante frizar que o ativo permantente sofre um aumento considerável de mais de 100% no perído de 2008 para 2009, mas que diminiu quase 5% de 2009 para 2010. Observando o passivo é possível verificar que o patrimônio líquido da empresa vem crescendo de 8,9% de 2008 para 2009 e de 37,32% de 2009 para 2010.
Com relação à Caixa diferente do banco Itaú, é importante analisar que durante o período de 2008 a 2010 mais de 50% do total do ativo está no não circulante, o que demonstra a superioridade daqueles ativos de permanência duradoura em relação aqueles ativos com maior liquidez, ou seja, aqueles que, caso precise, são rapidamente transformadas em "cash" vivo a curto prazo.
Observando o passivo, percebe-se também que o patrimônio líquido da empresa vem crescendo, porém um pouco menor que o do Itaú, de 3,5% de 2008 para 2009 e de 17,45% em 2010, em relação ao ano de 2009.  
Após obter e analisar todos os dados da Caixa Econômica Federal e do Banco Itaú, é possível fazer algumas conclusões sobre a situação em que se encontram as empresas.
É importante observar que apesar das fusões e aquisições para a consolidação do setor, principalmente no sentido de buscar investir seu capital em áreas antes dominadas com forte atuação de instituições financeiras menores, como o crédito consignado e o financiamento de veículos, os grandes bancos principalmente o Itaú conseguiu aumentar seu lucro líquido e seu patrimônio líquido também, juntamente com a caixa que também conseguiu aumentar seu patrimônio líquido durante esses anos.
Apesar da forte influência dos bancos públicos como a caixa, onde eles tiveram uma grande importância no crescimento do PIB com o fornecimento de crédito no período de 2008 e 2009 com a crise, a caixa econômica ainda apresenta muitos problemas, especialmente quando se analisa os índices financeiros, que ainda ficaram bem abaixo do banco Itaú, principalmente relacionados à liquidez, com valores que mostram que são muito baixos, o que faz com que ela tenha de gerar recursos de curto prazo para pagar seus compromissos.
Com relação à rentabilidade, tanto a caixa como o Itaú possui um bom giro de ativo, porém a caixa econômica diferente do Itaú se prejudica pelo passivo, que faz com que aumente seu prejuízo líquido.
As diferenças nos balanços patrimoniais das duas instituições financeiras são visíveis e se tornam ainda mais evidentes com a aplicação e comparação dos índices econômicos. Essas diferenças podem ser justificadas pela forma de atuação dos dois bancos. A Caixa é mais voltada para aplicação de seu capital para o lado “social” da economia, realizando empréstimos á juros baixos para pessoas físicas e alocando grande parte dos seus recursos para programas de financiamento habitacional. Além disso, por ser uma empresa pública, a Caixa cede às pressões internas do governo por juros mais baixos, reduzindo sua margem de lucro frente as operações que outros bancos também realizam.


REFERENCIAS
AMADO, Adriana Moreira et al. Bancos Públicos e Desenvolvimento. Rio de Janeiro 2010. Disponível em: <www.ipea.gov.br/sites/000/2/livros/2010/Livro_BancosPublicos.pdf>. Acesso em: 18 abr. 2012
MEC. Bancos. Disponível em: <portal.mec.gov.br/setec/arquivos/pdf/bancos.pdf>.Acesso em: 20 abr. 2012.
EXAME: Melhores & Maiores. São Paulo: Abril, 01 jan. 2010.
WESTON, J. Fred; BRIGHAM, Eugene F.. Fundamentos da administração financeira. 10. ed. São Paulo: Makron Books, 2000.
UFSC. Índices de Estrutura de Capital. Disponível em: <http://www.eps.ufsc.br/disserta98/borinelli/cap4a>. Acesso em: 08 jun. 2012.
NUNES, José Luiz. Aprenda Solitariamente Contabilidade. Belém: GTR Gráfica e Editora Ltda, 2004. 256 p.
MARION, José Carlos. Contabilidade Básica. 6. ed. São Paulo: Atlas, 1998. 208 p.
ROSS, Stephen A.; WESTERFIELD, Randolph W.; JAFFE, Jeffrey F.. Administração financeira. São Paulo: Atlas, 1995. 698 p.


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