Observatorio de la Economía Latinoamericana

 


Revista académica de economía
con el Número Internacional Normalizado de
Publicaciones Seriadas  ISSN 1696-8352

ECONOMÍA DO BRASIL

 

PERFIL ECONÔMICO E SOCIAL DOS ESTUDANTES DE CURSOS SUPERIORES DE TECNOLOGIA EM INSTITUIÇÕES PARTICULARES DE ENSINO
 

Helio Rosetti Junior
Professor doutor do Instituto Federal do Espírito Santo – IFES
heliorosetti@terra.com.br
Juliano Schimiguel
Professor doutor da Universidade Cruzeiro do Sul – Unicsul
schimiguel@gmail.com




RESUMO

O presente artigo tem por objetivo refletir e debater as características econômicas e sociais dos estudantes de cursos superiores de tecnologia, de faculdades tecnológicas particulares, localizadas na região metropolitana da grande Vitória, no estado do Espírito Santo, Brasil. Os dados são resultantes de uma pesquisa efetuada no ano de 2010, em instituições nos municípios de Vitória e Guarapari. Constatou-se que os estudantes são majoritariamente jovens, em busca de uma colocação ou um novo posicionamento no mundo do trabalho, e já apresentam alguma experiência profissional. Verificou-se que a crise financeira dos anos de 2008 e 2009 teve pouca influência nos estudantes.

Palavras-chave: Perfil Econômico, Características Sociais, Tecnologia, Estudantes, Mercado De Trabalho, Condição Financeira.

ECONOMIC AND SOCIAL PROFILE OF STUDENTS OF HIGHERTECHNOLOGY COURSES IN
PRIVATE EDUCATIONAL INSTITUTIONS

ABSTRACT

This article aims to reflect and discuss the social and economic characteristics of students in higher education technology, special technology college located in major metropolitan Vitória, in Espírito Santo, Brasil. The data are the result of a survey conducted in 2010 at institutions in the cities of Victoria and Guarapari. It was found that students are mostly young people in search of a place or a new position in the world of work, and already have some professional experience. It was found that the economic crisis of the years 2008 and 2009 was perceived by some students.

Keywords: Economic Profile, Social Characteristics, Technology, Students, Job Market, Financial Condition.

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Para citar este artículo puede utilizar el siguiente formato:

Rosetti Junior y Juliano Schimiguel: Perfil econômico e social dos estudantes de cursos superiores de tecnologia em instituições particulares de Ensino, en Observatorio de la Economía Latinoamericana, Número 153, 2011. Texto completo en http://www.eumed.net/cursecon/ecolat/br/


INTRODUÇÃO

Este trabalho tem por finalidade discutir, na perspectiva da cidadania, aspectos sobre características econômicas, sociais e culturais dos estudantes de cursos superiores de tecnologia, de faculdades tecnológicas particulares, situadas na região metropolitana da grande Vitória, no estado do Espírito Santo, Brasil. Essa região e estado estão geograficamente no Sudeste do Brasil, caracterizado pela sua riqueza industrial, riqueza mineral, com grande produção de petróleo e minério de ferro, e a maior concentração populacional.

Os dados analisados são obtidos de uma pesquisa direta, utilizando a Internet e instrumentos de pesquisa on-line, feita ao longo do ano de 2010, em instituições nos municípios de Vitória e Guarapari, integrantes da referida região metropolitana. Foram pesquisados alunos de todos os períodos e todos os turnos acadêmicos de trabalho.

Notou-se que os alunos são, em sua grande maioria, jovens, que procuram uma posição ou uma nova oportunidade de colocação profissional no mundo do trabalho, no caminho para a mobilidade social e para o implemento da cidadania plena. Esses estudantes já apresentam experiência de atuação em empresas, indicando uma convivência com o mundo das organizações empresariais. Suas atitudes e preparações apontam para a inclusão social e para o ingresso no ambiente das oportunidades.

JUVENTUDE E CIDADANIA

Preparar o jovem para uma vivência plena e cidadã na comunidade exige da instituição de ensino e dos seus currículos a implementação de competências e habilidades que propiciem uma postura autônoma diante dos problemas a serem enfrentados. Vale destacar que, neste trabalho, educação plena e cidadã tem o significado de educar para a participação social efetiva e edificante. É a socialização e disseminação do patrimônio de conhecimento acumulado, o saber sobre os meios de obter o conhecimento e as formas de convivência social e comunitária. É também educar para a participação social e a cidadania plena, para a tomada de consciência e o exercício dos direitos e deveres do cidadão. (PERUZZO, 2002).

Por outro lado, se faz necessário,(...) relembrar que cidadão significa indivíduo no gozo dos direitos civis e políticos de um Estado e que cidadania tem que ver com a condição de cidadão, quer dizer, com o uso dos direitos e o direito de ter deveres de cidadão. (FREIRE, 2001, p. 25).

Neste trabalho, toma-se como Inclusão Social o conjunto de ações afirmativas e educacionais que visem o combate à exclusão social em geral vinculada a pessoas de camadas sociais, nível educacional, portadora de necessidades especiais, ou minorias raciais entre outras que não têm acesso pleno a várias oportunidades, inclusive as oportunidades educacionais.

Escolher e modular as atividades de aprendizagem é uma competência profissional essencial que supõe não apenas um bom conhecimento dos mecanismos gerais de desenvolvimento e de aprendizagem, mas também um domínio das didáticas das disciplinas. (PERRENOUD, 2000, p 48).

Assim, Inclusão Social é possibilitar aos mais vulneráveis socialmente oportunidades de participarem da distribuição de renda do País, ajudando a implementar um sistema que estimule possibilidades sociais a todos e não apenas a um determinado estrato social. Dessa maneira, é feita a proposta do modelo da inclusão social. Este modelo se resume em tornar a sociedade um lugar possível e generoso para a convivência entre as pessoas de todos os tipos e inteligências na consecução de seus direitos, potencialidades e demandas.(ROSETTI, 2010).

Vale destacar, ainda, que o desemprego e a desocupação dos jovens é um dos mais graves problemas da atualidade, pois a dramática situação da falta de postos de trabalho e as dificuldades de acesso à rede de proteção social transformam a fase da juventude em uma etapa de incerteza, carente de inclusão social e educacional (BARBOSA; DELUIZ, 2008).

Cabe ressaltar que os cursos superiores de tecnologia são graduações universitárias focadas numa área do saber. Diferentemente das outras modalidades de graduação , conforme a legislação educacional brasileira, podem ser concluídas em um tempo mais curto, ou seja, de dois a três anos. Este é um importante fator que possibilita um custo menor dos estudos, proporcionando facilidades econômica aos estudantes de menor renda.

O profissional graduado em um curso de tecnologia é denominado “tecnólogo” e recebe registro profissional nos órgão reguladores de classe , podendo exercer a profissão regulamentada em todo território nacional.

ANÁLISE DOS DADOS DA PESQUISA

Foram pesquisados quatrocentos e quatro estudantes em instituições que representam uma amostra significativa do ensino superior tecnológico da região. As instituições escolhidas são referências no segmento de educação superior, tanto em quantidade de alunos quanto em qualidade dos serviços educacionais e conceitos do MEC .

Do total de alunos que responderam os instrumentos de pesquisa, a maioria são mulheres, representando 54% para um total de 46% de alunos do gênero masculino, conforme pode ser visto no Gráfico 1.

Gráfico 1 – Gênero dos alunos entrevistados

Quanto ao estado civil, os alunos são majoritariamente solteiros, com 81%, com 15% de alunos casados e 4% denominados como outro tipo de relacionamento, conforme mostra o gráfico 2.

Gráfico 2 – Estado civil dos alunos pesquisados

No que se refere à ocupação dos alunos, a maioria está ocupada, estagiando ou trabalhando, com 61%, contra 39% de alunos que não estão estagiando ou trabalhando, conforme pode ser visto no Gráfico 3.

Gráfico 3 – Alunos entrevistados estagiando ou trabalhando

Apesar de a maioria estar ocupada, 72% permanecem em busca de uma colocação de emprego ou estágio, contra 28% que no momento não buscam ocupação. Dos que buscam emprego ou estágio, 18% buscam estágio, 23% buscam emprego e 31% procuram um ou outro, conforme o Gráfico 4. Isso indica uma tendência de mobilidade no quadro de ocupações dos alunos sempre na perspectiva de um posicionamento ou reposicionamento no mercado de trabalho.

Gráfico 4 – Procura de estágio ou emprego no momento

Quanto à autonomia financeira dos alunos, 32% responderam que dependem totalmente dos pais ou parentes. 35% responderam que dependem parcialmente de pais ou parentes e 33% não dependem financeiramente, conforme o Gráfico 5. Isso reflete o quadro de ocupações com a maioria dos estudantes já atuando de alguma forma no mercado de trabalho.

Gráfico 5 – Dependência financeira de pais ou parentes

No que se refere às idades dos alunos entrevistados, percebe-se que a maioria, com 56% são jovens com idades iguais ou inferiores a 22 anos, contra 44% com 23 anos ou mais. Isso demonstra tratar-se de uma população muito jovem em busca de um espaço no mundo do trabalho. Assim, dos alunos com idade igual ou inferior a 22 anos, 8% tem 22 anos, 10% tem 21 anos, 15% tem 20 anos, 13% com 19 anos, 8% com 18 anos e 2% possuem idades igual ou inferior a 17 anos, de acordo com o Gráfico 6.

Gráfico 6 – Idades dos alunos entrevistados

No que tange ao tempo de ocupação dos alunos, a maioria já trabalhou mais de dois anos, com 53%. 6% trabalharam até seis meses. 12% trabalharam de seis meses a um ano. 15% trabalharam de um a dois anos, conforme o Gráfico 7. Somente 14% nunca trabalharam ou estagiou. Esses números mostram a elevada interação da maioria dos alunos com o mercado de trabalho.

Gráfico 7 – Tempo de trabalho dos alunos

Quanto à renda familiar declarada pelos alunos, percebe-se que ela é relativamente baixa, apesar de estudarem em uma instituição particular. 38% têm renda acima de R$ 2000,00. 36% possuem renda familiar entre R$ 1000,00 e 2000,00. 23% apresentam renda familiar entre R$ 500,00 e R$ 1000,00. 3% apresentam renda inferior a R$ 500,00, conforme mostra o Gráfico 8.

Gráfico 8 – Renda familiar dos estudantes

Mesmo sendo uma instituição particular, do total dos alunos, 5% recebem algum tipo de ajuda financeira da faculdade, contra 95% que não recebe ajuda financeira da instituição, de acordo com o Gráfico 9.

Gráfico 9 – Alunos que recebem ajuda financeira da faculdade

No que se referem a possuir computador, 67% possuem um computador, 15% possuem dois computadores e 9% têm mais de dois computadores. Somente 9% não têm computador. Isso indica que 91% dos alunos possuem um ou mais computadores, conforme mostra o Gráfico 10.

Gráfico 10 – Alunos que possuem computador

Quanto à cidade onde estuda, a maioria estuda em Vitória, com 86%, e 14% estuda em Guarapari, conforme o Gráfico 11.

Gráfico 11 – Cidade onde estuda

Os alunos demonstraram interesse em continuar estudando depois de concluído o curso de tecnologia. A esmagadora maioria pretende, com 97%, fazer outro curso superior ou pós-graduação. Somente 3% dos alunos não pretendem continuar estudando ao término do curso, conforme o Gráfico 12.

Gráfico 12 – Alunos pretendem continuar estudando fazendo outro curso superior ou pós-graduação

Quanto à crise financeira ocorrida entre os anos de 2008 e 2009, 23% se sentiram muito afetados, 24% se sentiram razoavelmente afetados, 27% sentiram-se muito pouco afetados, e 26% não se sentiram afetados, de acordo com o Gráfico 13. Isso indica que a maioria dos alunos, com 53%, sentiu muito pouco os reflexos da crise financeira.

Gráfico 13 – Alunos que se sentiram afetados pela crise financeira de 2008/2009

Nota-se, dessa forma, que apenas pouco menos que um quarto dos estudantes sentiu-se muito afetados pela crise financeira mundial, indicando um descolamento desses jovens à dinâmica da economia mundial. Este dado é surpreendente tendo em vista as características da região, que tem como atividades principais o comércio internacional, as movimentações logísticas de cargas e a produção de aço para exportação.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Analisando-se os dados, verifica-se que as mulheres integram a maioria dos estudantes, com uma pequena margem de prevalência. Isso mostra que os cursos superiores de tecnologia na região acompanham a tendência nacional na questão de gênero, onde as mulheres compõem a maioria dos estudantes universitários.

No que se refere ao estado civil, a maior parte dos alunos pesquisados são solteiros. Isso reflete a pouca idade dos alunos e a intenção de estruturação profissional como prioridade antes do matrimônio.

A maioria dos alunos está estagiando ou trabalhando. Entretanto manifestaram interesse em arrumarem um estagio ou emprego melhor. Um dado significativo é que a maioria já trabalhou mais de dois anos. Esses números apontam para uma relação precoce dos estudantes com o mercado de trabalho, mostrando que a opção dos cursos tecnológicos indica uma grande demanda de colocação e recolocação no mundo das empresas.

Os cursos superiores de tecnologia vêm apresentando uma grande capacidade de encaixe a essa nova realidade do ensino superior. Oferecidos num tempo mais objetivo que as graduações tradicionais, os cursos de tecnologia têm proporcionado grandes possibilidades de formação acadêmica, com baixo custo e elevada aderência às demandas das empresas. Isso fez com que essa modalidade de graduação tivesse elevada procura e crescimento, nos últimos cinco anos. (ROSETTI, 2006)

Quanto à dependência financeira, a maioria indicou ser dependente, parcialmente ou totalmente, financeiramente de pais ou parentes. Isto é, apesar de já atuarem no mercado de trabalho, os estudantes ainda possuem remunerações insuficientes para seus sustentos. Isso demonstra a baixa remuneração dos jovens que ingressam nos primeiros empregos. Assim, a oportunidade de estudar e se qualificar cria grandes possibilidades de inclusão social dos estudantes.

A emergência do desemprego estrutural entre os jovens torna mais distante as possibilidades de constituição de trajetórias ocupacionais e de vida vinculadas à ascensão social. O processo de imobilidade social intrageracional (a última ocupação não se diferencia do primeiro emprego), quando não o caso de regressão intergeracional (a posição de vida e trabalho do filho é inferior a do pai), pode tornar frustrada a perspectiva de construção de um futuro pelo trabalho decente, mesmo no ambiente de elevação da escolaridade. (POCHMANN, 2011)

A maior parte dos estudantes é jovem, com menos de 23 anos de idade, sendo que 2% ainda são menores de idade.

Quanto à renda familiar, a maioria dos alunos declara que é inferior a R$ 2.000,00, indicando uma renda modesta para alunos de uma instituição particular cuja mensalidade é de aproximadamente R$ 420,00.

No que tange ao uso de computadores, a grande parte dos estudantes possui computador próprio apontando para uma familiaridade com o uso de tecnologias de informação e o ambiente na WEB.

Uma pequena parte dos alunos estuda na cidade de Guarapari, com a grande maioria estudando na cidade de Vitória. Isso ressalta o fato de Vitória ser o grande pólo agregador de estudantes dos cursos de tecnologia.

A quase totalidade dos alunos pesquisados pretende dar seguimento aos estudos depois de concluída a graduação tecnológica, demonstrando uma percepção de que mais estudos proporcionam mais oportunidades profissionais.

O grande desafio tanto dos países ricos quanto daqueles em desenvolvimento é traçar políticas claras e específicas para a criação de novos empregos, com vistas à população jovem, criando possibilidades e incentivos no encaminhamento das políticas de formação de mão de obra, na geração do primeiro emprego, na educação de base e, acima de tudo, na preservação da dignidade e esperança do jovem de se sentir integrado no mercado de trabalho. (DIREITO LEGAL, 2011)

A crise financeira ocorrida entre os anos de 2008 e 2009 é de conhecimento dos alunos que foram entrevistados, conforme as respostas. Entretanto, eles sentiram-se pouco afetados por esse evento mundial.

Com os resultados desta pesquisa foi possível entender melhor quem é o estudante dos cursos superiores de tecnologia no estado do Espírito Santo, quais suas principais características e necessidades. Isso possibilita às empresas e aos órgãos governamentais implementarem condições, com várias formas de fomentos, para que o estudo superior tecnológico seja democratizado e mais acessível a amplos setores da juventude da região.

REFERÊNCIAS

BARBOSA, Carlos Soares ; DELUIZ, Neise. Qualificação profissional de jovens e adultos trabalhadores : primeiro emprego em discussão. Boletim Técnico do Senac, Rio de Janeiro, v. 34, n. 1, p. 50-63, jan./abr. 2008.

DIREITO LEGAL. Os jovens e o desemprego juvenil. Disponível em: http://www.direitolegal.org/artigos-e-doutrinas/um-dos-maiores-problemas-circunstanciais-de-qualquer-crise-financeira-e-a-falta-de-perspectiva-geral-no-que-diz-respeito-a-oportunidade-de-emprego/. Acesso em: 27/07/2011.

FREIRE, Paulo. Política e educação. São Paulo: Cortez, 2001.

PERRENOUD, Philippe. Dez novas competências para ensinar. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000.

PERUZZO, Cicilia M. Krohling. Comunicação comunitária e educação para a cidadania. PCLA: Revista Científica Digital, v. 4, n. 1, out./dez., 2002. Disponível em: <http://www2.metodista.br//unesco/PCLA/revista13/revista13.htm>. Acesso em: 29 abr. 2009.

POCHMANN, Maurício. Situação do jovem no mercado de trabalho no Brasil: um balanço dos últimos 10 anos. Disponível em http://www.emater.mg.gov.br/doc/intranet/upload/TRANSFORMAR_LEITURA/situa%C3%A7%C3%A3o_do_jovem_no_mercado_de_trabalho.pdf . Acesso em 29/07/2011.

ROSETTI JUNIOR, HELIO. Educação Matemática e Financeira: um estudo de caso em Cursos Superiores de Tecnologia. 2010. 242f. Tese (Doutorado em Ensino de Ciências e Matemática) - Universidade Cruzeiro do Sul, São Paulo, 2010.

ROSETTI JUNIOR, HELIO. Graduação e Inovação. Revista Gestão Universitária, n. 85, 08/03/2006. Disponível em http://www.gestaouniversitaria.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=269:graduacao-e-inovacao&catid=57:85&Itemid=21 . Acesso em 28/07/2011.


 

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