Observatorio de la Economía Latinoamericana

 


Revista académica de economía
con el Número Internacional Normalizado de
Publicaciones Seriadas  ISSN 1696-8352

ECONOMÍA DO BRASIL

 

GESTÃO FINANCEIRA DAS MICROEMPRESAS
 

Eduardo Palmeira
profpalmeira@gmail.com
Gabriela Rocha
gabrielasilvarocha@yahoo.com.br
Marcelo Brito
brito.04@hotmail.com




RESUMO

O presente artigo traz alguns dados estatísticos sobre a situação das microempresas no Brasil, segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – SEBRAE, e as principais ações que quando mal geridas deixam as empresas à margem do fracasso financeiro. Identificamos que o principal fator deste mal cenário é, na maioria dos casos, despreparo do empreendedor, que não conhece o mercado, não faz um bom planejamento, não impõe metas, contrata profissionais também desqualificados, não fiscaliza o andamento dos processos, não pesquisa as formas existentes de contrair crédito e acaba tomando decisões errados sobre a vida financeira da empresa e, o mais comum, não separa as finanças profissionais das pessoais. Serão citadas algumas linhas de crédito, instituições e programas e incentivos do Governo que auxiliam micro e pequenas empresas desde sua abertura, basta que o gestor saiba fazer uso destes benefícios. As empresas familiares, que também se enquadram no regime de microempresas, tendem a ter mais problemas, pois, os vínculos familiares influenciam nas tomadas de decisões, por isso, o gestor precisa redobrar os cuidados com seus pareceres, sendo o mais neutro e coerente possível, zelando pela saúde financeira da empresa.

Palavras-chave: Microempresas, Gestão Financeira, Tomada de Decisões.

ABSTRACT

This article presents some statistic data concerning the situation in which Brazilian small enterprises can be found, according to the Brazilian Service of Support for Micro and Small Enterprises (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas - SEBRAE), and main situations that, when badly managed, lead enterprises to financial failure. It has been identified as the main factor of this setting, in most cases, the inability of the entrepreneur that does not know the market, does not elaborate good planning, does not set goals, hires unqualified professionals, does not accompany the evolution of actions, does not search ways to obtain credit, makes wrong financial decisions and, most commonly, does not separate professional finances from the personal ones. Some lines of credit, institutions and governmental programs will be mentioned, since they support small and large companies since their opening, as long as the administrator makes good use of them. Family businesses, that are also considered small enterprises, commonly have more problems, since family bonds influence on decisions, and for that reason the entrepreneur needs to be even more careful, by being neutral and coherent and protecting the financial health of the company.

Keywords: Small Enterprises, Financial Manager, Decisions.

Para ver el artículo completo en formato pdf pulse aquí


Para citar este artículo puede utilizar el siguiente formato:

Eduardo Palmeira, Gabriela Rocha y Marcelo Brito : Gestão financeira das microempresas, en Observatorio de la Economía Latinoamericana, Número 153, 2011. Texto completo en http://www.eumed.net/cursecon/ecolat/br/


INTRODUÇÃO

Podemos notar algumas melhorias econômicas do nosso país se analisarmos alguns dos últimos acontecimentos, como: o surgimento da nova classe C, programas de incentivos governamentais às micro e pequenas empresas, facilitações de crédito por parte de bancos, cooperativas e financeiras e a parcerias entre sistemas de apoio, como o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), que se faz presente em todos os cantos do país, torna-se cada vez mais fácil empreender.

Estes benefícios acompanham o ciclo das empresas desde o nascimento, suportando as mais variadas necessidades que as mesmas tenham.

A única ação que estas instituições não podem tomar é a de agir pelo gestor, mas toda e qualquer atenção voltada em favorecimento da vida financeira desta empresa são válidos e, para isso, existem consultores e especialistas nos mais variados ramos, prontos para auxiliar.

Todas estas vantagens estão disponíveis para aqueles que se enquadram nos critérios necessários, que quando bem estudados e seguidos são seguros a quem os possibilita e beneficiadores aos que usufruem.

Nestes momentos uma boa gestão financeira faz a diferença, ser apenas empreendedor porque se tem uma empresa familiar ou porque se tem algum valor disponível para fazê-lo não garante o sucesso. É importante que haja um bom planejamento e que o mesmo seja seguido, saber tomar decisões de onde investir, como arrecadar valores, quem contratar, quais as necessidades dos clientes e as imposições e retiradas.

Torna-se extremamente importante ressaltar que todas as todas de decisões dentro das empresas, por menores que sejam, influenciam diretamente nos fluxos, ainda mais quando se tratam de microempresas, onde valores menores podem ter grandes impactos.

Estudos publicados recentemente mostram que as microempresas cresceram, no Brasil, cerca de 23%, registrando no total 5,1 milhões de microempresas no total. Tivemos, então, um acréscimo de 293 mil aberturas de estabelecimentos e 475 milhões, apenas no estado de São Paulo, segundo o SEBRAE SP.

Devido a esta grande taxa de crescimento, as MEs estão se tornando as grandes responsáveis pelo aumento de carteiras assinada e utilização dos incentivos do Governo. Porém, essa alavancagem une-se a falta de planejamento e gestão empreendedora, que por conseqüência deixa nossa taxa de mortalidade empresarial em 27% já no primeiro ano de atividade; e apenas duas a cada cem sobrevivem após cinco anos.

Em uma matéria para o site Administradores, o consultor Sidney Shiroma, diretor da Fagus Consultoria, citou os dez principais erros cometidos pelas microempresas, que são:

Notamos que, todos os itens citados pelo consultor Shiroma, afetam de forma direta e indireta na vida financeira das empresas. Até mesmo nos itens com relação às pessoas, acabam interferindo, uma vez que qualquer decisão que seja tomada referente aquela pessoa e sua função podem trazer prejuízos.

Nos artigos, publicações, revistas e livros (serão citados no decorrer do artigo), os quais utilizamos para formar as idéias do presente artigo, identificamos os principais motivos que levam ao empreendedorismo, como: vontade de administrar seu próprio negócio, insatisfação com funções antigas, alternativa de obtenção de renda, testar seus talentos e o risco propriamente dito.
No entanto, muitos dão início aos negócios e justamente por não terem se planejado começam a enfrentar problemas e a resolve-los conforme podem no dia a dia.

Existem casos de pessoas que ao serem demitidas ou estarem passando por necessidades acreditam que é momento de empreender e recomeçar, mas é exatamente pensando desta forma que acabam tomando decisões precipitadas e empregando mal o pouco dinheiro que tem.

Algumas aplicam o fundo de garantia, pequenas reservas, fazem financiamentos e muitas vezes por ignorância acabam não mantendo dinheiro em caixa para arcar com seus custos fixos e variáveis nos primeiros meses, que tendem a serem os piores quando não são planejados.

Este mau gerenciamento tende a levar o empreendedor à falência antes mesmo do sucesso, e muitos deles contraem dividas altas que perduram por muitos meses e até anos após o fechamento da ME. Por isso, ao se tentar empreender alguns pontos devem ser bem analisados, e devemos começar pela própria pessoa.

Para Vries (2001), no artigo “Rebeldes Criativos com Causa”, o empreendedor é aquele que tem capacidade de transformar uma idéia simples e mal elaborada em algo concreto.

Gersick, Davis e Lansberg (1997), no livro De Geração para Geração: Ciclos de Vida da Empresa Familiar, afirmam que cerca de 80% das empresas no mundo são familiares, sendo muitas delas micro e pequenas empresas muito bem sucedidas. E no Brasil, cerca de 90% dos grupos privados são administrados por membros de uma mesma família, porém, uma minoria sobrevive quando ocorrem perdas de entes familiares e se faz necessário que uma nova geração assuma o comando.

Segundo uma pesquisa feita, em maio de 2011, pelo consultor americano John L. Ward, pulicada pela revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, cada vez mais os empresários em ação estão cobrando maturidade da geração que irá assumir posteriormente e cerca de 60% deles exigem experiência externa de no mínimo um ano, de forma, que estes novos membros não ocupem o comando sem antes ter vivenciado o mundo empresarial. Este talvez seja o grande diferencial das empresas familiares que estão obtendo sucesso, não deixar que o vínculo fale mais alto que o bom gerenciamento.

 Considerando estas características dos novos empreendedores, o país com a ajuda do Instituto Inovação, do SEBRAE, do IBGE e consultores, fez um levantamento das principais fontes de recursos para inovação, por Estado. Para a região Sul, principalmente para o Rio Grande do Sul foi destinado cerca de R$70 milhões do Fundo Multisetorial de Participações/ Fundo CRP VII/CHP, mas voltado apenas para as empresas mais inovadoras.

Com isso, os furos de caixa, falta de capital de giro, preços errados, inadimplência, investimentos exagerados continuam fazendo com que 74% das empresas não sobrevivam, segundo o SEBRAE publicou na Pequenas Empresas & Grandes Negócios, conforme veremos abaixo:

- 21% das empresas fecham por falta de capital de giro no primeiro ano: para isso é necessário que o gestor consiga melhorar seus prazos junto aos fornecedores, tente criar uma estimativa do capital de giro, não utilize o caixa da empresa para pagar despesas pessoais, tente definir a retirada de pró-labore dos sócios e evite ao máximo o desperdício.

- 51% das empresas não fazem planejamento financeiro: neste caso, primeiramente metas devem ser estipuladas, as movimentações de recebimentos e gastos devem ser acompanhadas todos os dias, projetar os recebimentos e desembolsos é essencial para decidir sobre compras, investimentos e racionalização, identificar os momentos de caixas baixos para se planejar e sempre comparar o projetado com o executado.

- 58% das empresas não tem controle de custos: o ideal seria criar um sistema de remuneração variável com base em metas para redução de despesas, eliminar gastos desnecessários, cuidar os riscos jurídicos, de forma que se evitem multas, não cortar gastos com o que possa comprometer futuramente e organizar seus a pagar e a receber, comissões, estoques, insumos, mão de obra, impostos, logística e tudo mais que houver.

- 43% dos empreendedores iniciam seus negócios sem um critério de cálculo para o preço de vedas: para isso é necessário que se calcule os preços com referência nos custos fixos e variáveis mais a margem de lucro desejada e verificar se não está em equilíbrio com o restante do mercado, saber definir a margem de lucro também é muito importante pois a mesma é uma das principais formadoras de capital de giro, pesquisar periodicamente preços da concorrência e principalmente avaliar a inadimplência, de forma, que essa margem também possa diminuir este risco.

 - 26% dos empreendedores iniciam seus negócios sem saber o investimento necessário: neste caso, é importante identificar o perfil do consumidor, os pontos fortes e fracos dos concorrentes, não utilizar mais que dois terços dos recursos que se tem logo de entrada e calcular um prazo de retorno, onde se a rentabilidade projetada for menor que 2% em relação ao investimento inicial, o projeto deverá ser reavaliado.

- 23% das empresas fecham em cinco anos pela inadimplência dos clientes: o ideal seria parcelar as vendas por meio de cartão de crédito ou débito, solicitar apresentação de documento ou comprovante de residência, no caso de pagamentos em cheque ou basicamente pesquisar junto aos órgãos de proteção ao crédito, como Serasa, SPC e telecheque.

Uma pesquisa realizada, em 2010, pela IOB, uma consultoria especializada em informações tributárias e fiscais, aponta que 43% de 446 micro e pequenas empresas fecharam em 2005 porque não agüentaram as altas tributações. Ela também explica que nesta situação o importante é que o gestor busque auxilio de quem entende do assunto, mas ele também tome parte sobre as decisões de tributação. O principal é que o empreendedor conheça todos os impostos que são fixos para todas as empresas, como Imposto de Renda, Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, e aqueles mais específicos que variam conforme o ramo da sua empresa. Depois de saber todos os impostos que terá que pagar, será possível verificar se estes valores serão pesados ou não e que tipo de modificações deverão ser feitas em plano de negócio, de modo que a carga tributária não impeça seu crescimento.
 
Além destes fatores, que muitas vezes ocorrem por falta de conhecimento e despreparo por parte do empreendedor também é importante dentro do seu negócio ele consiga avaliar quem são seus ativos e passivos, e entre eles quem são os externos e internos, conforme a figura abaixo, retirada do livro Fundamentos do Sucesso Empresarial, de John Kay, que identifica a participação no sucesso do empreendimento:

Saber até que ponto a participação destes envolvimentos é vantajosa para a empresa é de extrema importância, uma vez que alguns têm influências diretas e outros nem tanto torna mais fácil a compreensão de seus papéis e as informações agregadas são utilizadas nas tomadas de decisões.

Segundo Stumpf, muitas análises devem ser feitas pelo gestor antes e durante as ações da empresa. É necessário que o empreendedor consiga identificar em qual momento do ciclo de vida a empresa se encontra, saber avaliar sua real situação, examinar as estratégias, o ambiente e definir novas ações conforme a verificação dos lucros e perdas.

Concordamos com suas colocações, mas principalmente quando se trata da importância de um envolvimento de todos, de uma nova cultura, onde as atitudes são muito bem pensadas e calculadas, para que não hajam erros futuros e a empresa possa deslanchar, aproveitando ao máximo suas oportunidades, mantendo seus pontos fortes, estudando melhorias para os pontos fracos e sendo cauteloso com as ameaças.

 Observando estes pontos e muitos outros o governo já começou a estudar programas de melhorias e incentivos às micro e pequenas empresas, uma vez que as mesmas estão tendo um papel ativo na economia brasileira.

“...as microempresas são criadoras de oportunidades de emprego e renda e é necessário espraiar o desenvolvimento produtivo para regiões menos favorecidas”, (extraído do discurso do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no lançamento da Política de Desenvolvimento Produtivo 12/5/2008, no RJ)”.

Mesmo notando que o discurso acima ocorreu em 2008 e muitas das estatísticas citadas durante o artigo são mais recentes, também entendemos que uma mudança brusca de pensamentos e estratégias não ocorre da noite para o dia, e acreditamos que algumas melhorias já foram aplicadas quanto a estes processos.

De acordo com o site governamental do desenvolvimento econômico, com a nova Lei Geral da Micro e Pequena Empresa sancionada os pagamentos de impostos ficaram mais simplificados, o acesso a tecnologia, exportação, formalização, obtenção de crédito e venda para o governo também.

O MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), já vem com três focos dentro do Destaque Estratégico para aplicação junto às micro e pequenas empresas, que são: promover a sustentabilidade, ampliar a participação na geração de empregos e renda e promover atividades coletivas.

Este PDP (Programa de Destaque Estratégicos), visa tratar das questões fundamentais para o desenvolvimento do País, onde estão:

II. Fortalecimento das micro e pequenas empresas - As MPEs representam 96% das empresas industriais e 20% do PIB (em 2005), além de ter uma participação expressiva na geração de emprego e renda no País. Para fortalecer a inserção doméstica e internacional desse conjunto de empresas, foi desenhado um programa específico com metas e ações articuladas, que tem, entre suas principais iniciativas, a regulamentação da Lei Geral das MPEs, o fortalecimento de atividades coletivas e o fomento de atividades inovativas.

III. Regionalização - A importância atribuída à descentralização espacial da produção e do emprego qualificado resultou no programa de regionalização, que tem por objetivo garantir que as ações no âmbito da PDP beneficiem as regiões menos desenvolvidas do País. O foco das ações que compõem este programa, que estará articulado à Política Nacional de Arranjos Produtivos Locais, é a promoção de atividades produtivas no entorno de projetos industriais e de infra-estrutura. Uma de suas metas é ampliar a participação dos financiamentos do BNDES à Região Nordeste até 2010.

IV. Integração produtiva com a América Latina - O objetivo do programa é aumentar a articulação das cadeias produtivas e elevar o comércio com essa região, buscando ampliar a escala e a produtividade da indústria doméstica. Neste contexto, a integração das infra-estruturas logísticas e energéticas na América do Sul mostra-se como grande desafio e oportunidade.

V. Integração com a África - O objetivo do programa é aprofundar as relações históricas do Brasil com o continente africano. O aumento da corrente de comércio, a presença de grandes empresas brasileiras em vários países africanos e a crescente participação de micro e pequenas empresas no comércio de bens indicam oportunidades de integração de cadeias produtivas, de desenvolvimento de fornecedores africanos e de cooperação técnica para capacitar empresários e trabalhadores da África através de nossas instituições e programas.

VI. Produção Sustentável - Uma política voltada para expansão da capacidade produtiva e dos investimentos em inovação não poderia deixar de considerar o meio ambiente e a produção sustentável. O pressuposto é que o desenvolvimento produtivo deve ser combinado com a redução de impactos ambientais e com a exploração de oportunidades criadas pelas tecnologias limpas.

Os seis itens acima foram transcritos tal e qual se encontravam no site oficial de desenvolvimento, do governo.

Falando um pouco mais sobre as linhas de créditos agora, a revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, fez um estudo, em 2010, das melhores opções das linhas de crédito mais de acordo com as fases do negócio, após a afirmação de André Dantas, analista da Unidade de Acesso a Serviços Financeiros do SEBRAE Nacional, que disse: “A expectativa é de crescimento de 25% no crédito para as empresas em 2010”. E “com o aumento da concorrência entre os bancos, as taxas de juros ficam melhores e os prazos de pagamentos se tornam mais longos”, disse José Luiz Rossi, professor de macroeconomia e finanças da Insper. Veja abaixo os resultados das linhas de crédito encontrados junto aos maiores bancos do país, pela pesquisa da PEGN:

- Para empresas estreantes: existem linhas de crédito para investimentos na infraestrutura do negócio, as linhas do Proger Urbano (Programa de Geração de Renda, ligado ao Ministério do Trabalho e Emprego), estão disponível em bancos conveniados, dá apoio para investimentos com ou sem capital de giro associado, com juros de até 5,33% ao ano, mais taxas de juros de longo prazo, prazo de 96 meses, carência de 36 meses e teto financiado de até 400 mil reais. A recomendação de alguns especialistas se a empresa tem um pouco de capital de giro e precisa investir na infraestrutura é justamente que aproveite o programa, pois tem juros baixíssimos e a pessoa ainda manterá o seu capital de giro para outros fins. Já empresas que já estão em funcionamento podem aderir às linhas de antecipação de recebíveis, usando ativos como garantia.

- Para empresas com pelo menos um ano de atividade: as ofertas bancárias para estas empresas adquirirem equipamentos, por exemplo, aumentam, podendo ser utilizados repasses do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), leasing e crédito direto. Ainda neste caso de equipamentos, máquinas e carros, os próprios bens podem servir de garantia nos financiamentos com bancos privados. Existem também os fundos denominados aval, como o Fundo Aval às Micro e Pequenas Empresas (FAMPE), do SEBRAE, o BNDS FGI (Fundo Garantidor para Investimentos) e o Fundo Garantidor de Operações, do próprio Banco do Brasil.

- Para empresas já consolidadas no mercado: o ideal é que quando a necessidade for pequena se evitem linhas como as de contas garantidas, porque apesar da facilidade os juros podem chegar a 80% a.a. Neste caso o desconto de duplicatas e antecipações de cartões de crédito são os mais aconselháveis.

- Para franquias: os bancos estão oferecendo vantagens especiais a quem quer abrir uma franquia. Taxas de juros, prazos de pagamentos, dinheiro para custear instalação do negócio, ampliação de unidade e até mesmo a taxa de franquia. Mas, estas facilidades não são para todos, apenas para negócios que o banco considere rentável, e para isso a franquia é deve ser primeiramente avaliada e aprovada.

Veja abaixo algumas linhas e programas que alguns bancos destinam as franquias:


Alguns aspectos positivos e negativos foram identificados no decorrer do artigo, mas todos eles são aplicáveis as finanças de uma micro empresa, basta que o empreendedor consiga verificar em qual o cenário, interno e externo, sua empresa se encontra e saber onde procurar auxílio para resolver suas necessidades, lembrando que para aqueles com mais dificuldade existe, por exemplo, o SEBRAE que dá um respaldo direto as micro e pequenas empresas do país inteiro.

           Entendemos que atualmente está mais fácil gerir financeiramente uma micro empresa, devido as interferências externas como bancos e governo, que efetivamente se propõe a auxiliar nas mais variadas situações e necessidades. Porém, também concordamos com os autores que apesar dessa facilidade em conseguir recursos, o importante não é conseguí-los, mas sim saber utilizar da melhor forma, de forma que venha gerar crescimento a empresa e não acumulo de obrigações.

           Cuidar da vida financeira de uma empresa não é tarefa fácil, uma vez que entendemos que a maioria, se não todas, as decisões que são tomadas influenciam direta ou indiretamente na mesma.

           Não quer dizer que uma pessoa que não entenda de gestão não possa gerir uma empresa, porque se ela souber onde se aconselhar, quem procurar, sempre haverão possibilidades de crescer, da mesma forma que um especialista pode optar por fazer algum investimento e o cenário mudar bruscamente, deixando-o negativado.

           De uma forma geral, aprendemos com estes estudos que ao surgir a intenção de empreender, esta deve ser muito bem trabalhada. Plano de negócio de ser feito, estratégias devem ser formuladas, concorrência e mercado alvo devem ser identificados, bons fornecedores devem ser conseguidos, metas devem ser estipuladas, a parte tributária deve estar compreendida pelos gestores, cálculos de custos, investimentos de curto e longo prazo, capacitação das pessoas, enfim, todos os fatores que englobam as finanças da empresa no dia a dia devem ser previamente estudados e avaliados, para que decisões sobre eles possam ser tomadas com segurança.

REFERÊNCIAS:


 

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Comentarios sobre este artículo:

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Por: Peter Kelly Fecha: 24 del 11 de 2016 - 02:03
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Por: Reinaldo Fecha: 24 del 06 de 2016 - 21:01
Excelente artigo. Eu não abro mão de gerir meu negócio, que se enquadra no regime micro empresa da utilização de um ERP. Hoje para nós que ainda não podemos arcar com grandes implementações e mensalidades altas existem alternativas online ou em nuvem como o que uso. Leia mais em: https://openmanager.com.br/blog/o-que-e-erp-e-como-ele-pode-ajudar-a-sua-empresa-crescer/
Por: MISAEL GIL Fecha: 16 del 09 de 2012 - 16:40
Seu artigo é muito bom e tem conteúdo. Você pegou o que de mais importante existe sobre esse assunto. Acho que deixou a desejar em alguns pontos, quando se trata de formalidade. Não ficou parecendo um artigo modelo. vi que em vários momentos, você utiliza das palavras na linguagem de primeira pessoa e também não está no padrão de artigo. Faltou confrontar um pouco mais com uma pesquisa de campo, comparando a realidade com a sua teoria, mas no geral, gostei muito.

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