Observatorio de la Economía Latinoamericana

 


Revista académica de economía
con el Número Internacional Normalizado de
Publicaciones Seriadas  ISSN 1696-8352

ECONOMÍA DO BRASIL

 

REFLORESTAMENTO: MERCADO INTERNO E EXTERNO
 

Luciane Dittgen Miritz
lucianemiritz@terra.com.br
Luciane da Silva Gomes
lusilvapel@brturbo.com.br
Márcia Beatris Noguez
marcia.noguez@hotmail.com
Eduardo Mauch Palmeira
eduardopalmeira@brturbo.com.br


 

RESUMO

Este artigo visa analisar o reflorestamento e os impactos, tanto no ambiente interno e externo sob o mercado do Rio Grande do Sul. Nota-se que as condutas nas empresas sofreram modificações ao estabelecer qual a melhor prática a ser adotada forçando com que as empresas se adequassem a vários padrões de desempenho ambiental. Será analisado em dados secundários importância em relação aos produtos extraídos do reflorestamento para o incremento e desenvolvimento socioeconômico da região.

Palavras-chave: Reflorestamento, Celulose, Incremento econômico, Impactos de mercado.

ABSTRACT

This article aims to analyze the reforestation and the impacts, both in internal and external environment on the market of Rio Grande do Sul Note that the pipelines are modified in enterprises to establish the best practice to be adopted with that forcing firms to fitted in with the various standards of environmental performance. Secondary data will be analyzed in importance in relation to products derived from reforestation to increase and socioeconomic development in the region.

Word-key: Forestry, Pulp, foster economic, impacts of the market

 

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Para citar este artículo puede utilizar el siguiente formato:

Dittgen Miritz, da Silva Gomes, Noguez y Mauch Palmeira: "Reflorestamento: mercado interno e externo" en Observatorio de la Economía Latinoamericana, Número 105, 2008. Texto completo en http://www.eumed.net/cursecon/ecolat/br/



1 Introdução

Os investimentos no Estado do Rio grande do Sul, datada a partir de 2003 tem sido alvo para o aumento da cadeia produtiva em relação à base florestal, principalmente no que se destina aos setores de celulose, painéis, papeis e outros.

É importante salientar que estes investimentos são norteados por duas linhas de ação: a primeira se caracteriza pela ampliação da base florestal através da aquisição de áreas para plantações florestais; a segunda se caracteriza pela elaboração de estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental para a localização e implantação de projetos industriais relacionados com os setores supracitados.

As medidas adotas recentemente pelo Governo Federal para conter o avanço do desmatamento ilegal da Amazônia, contribui para colocar em destaque o setor de florestas plantadas. Estas florestas promovem a recuperação das áreas de preservação permanente e de reserva legal em áreas degradadas, em cumprimento à legislação em vigor que associa áreas de preservação às áreas de florestas plantadas (ABRAF, 2008).

Assim, este estudo tem por objetivo principal analisar, a partir de dados secundários, o incremento da produção de reflorestamento na economia do Brasil e do Rio Grande do Sul.

2 Evolução do Reflorestamento no Brasil

A implantação de florestas no Brasil, segundo o Conselho de Informações de Biotecnologia, se dá a partir dos anos 60, conforme dados abaixo e com evolução constante, em áreas plantadas. Através também de pesquisas realizadas pelo engenheiro agrônomo Edmundo Navarro de Andrade, que realizou o primeiro estudo desta cultura na época, mostrando a importância do reflorestamento e sua aplicabilidade como matéria prima nos meios de produção de vários segmentos. Desta forma, neste artigo apresentaremos a avolução da silvicultura no Brasil.

1868 - Introdução do eucalipto no Brasil: as primeiras mudas da planta chegam ao Rio Grande do Sul;

1903 - Edmundo Navarro de Andrade (Engenheiro agrônomo, brasileiro, dedicou-se à silvicultura nacional e foi considerado o pioneiro do reflorestamento no Brasil) dá início às pesquisas com o eucalipto na Companhia paulista de Estradas de Ferro;

1950 - O eucalipto passa a ser plantado para fornecer matéria-prima para o abastecimento das fábricas de papel e celulose;

1967 - Com a demanda crescente de madeira no País, nasce o programa de incentivos fiscais;

1970/80 - O desenvolvimento de clonagem, ou propagação vegetativa, ganha escala comercial;

1990 em diante - O Brasil é referência mundial na eucaliptocultura.

Atualmente o Brasil possui cerca de 6 milhões de hectares em área florestada com eucaliptos que são destinados à produção de carvão vegetal para indústria siderúrgica e de ferro ligas, para produção de celulose e papel, painéis de madeira outros subprodutos, como tecido sintético, cápsulas de remédios, produtos de limpeza, alimentos, perfumes e medicamentos. Numa proteção racional a floresta nativa, cresce a cada dia o uso da matéria sólida proveniente dessas plantações. Embora muitas vezes criticadas pela opinião pública como uma ameaça as florestas naturais, as florestas plantadas de eucalyptus e pinus cumprem na verdade um papel de compensação, fornecendo a matéria – prima que de outra forma seria obtida das florestas naturais. Alem disso, os eucaliptos são arvores de crescimento rápido, de alta rotatividade natural e comercial, pois possuem diversas aplicações e utilidades, assim como já havia notado Navarro de Andrade a décadas atrás.

3 Método

O presente estudo foi desenvolvido com base em uma pesquisa teórica e uma pesquisa empírica. As informações do embasamento teórico do trabalho foram desenvolvidas a partir da realização de pesquisa bibliográfica.

Após a pesquisa bibliográfica, será apresentada uma pesquisa qualitativa, com base em dados secundários, a partir de estudo de dados do sistema agroindustrial florestal no Brasil e Rio Grande do Sul, de forma a confrontar a teoria e a prática.

4 Análise dos Resultados

4.1 Apresentação da cadeia Produtiva da

A figura 1 apresenta o Sistema Agroindustrial Florestas (SAG Florestal) composto por sete grandes cadeias produtiva, sendo seis de produtos madeireiros: energia; carvão vegetal, madeira serrada, celulose e papel, produtos de madeira sólida e madeira processada. O setor não madeireiro é representado por apenas uma grande cadeia produtiva, formada por um grupo de pequenas cadeias vinculadas aos setores de transformação industrial, químico, produtos farmacêuticos e alimentícios (ABRAF, 2008).

O estudo deste Sistema Agroindustrial auxilia no entendimento da importância desta na economia do Brasil e do Rio Grande do Sul, em especial a Metade Sul, onde vários investimentos estão sendo realizados.

4.2 Produção de madeira no Brasil

Segundo dados da ABRAF (2008), a produção de celulose no Brasil tem apresentado crescimento contínuo, aumentando 76,5% entre o período de 1998 a2007, ou equivalente ao crescimento anual médio de 6,5%. A produção de celulose que em 2006 atingiu aproximadamente 11,2 milhões de toneladas passou para 11,8 milhões em 2007.

A tabela abaixo apresenta a produção de madeira (Pinus e Eucalipto) nos anos de 2005 a 2007, por Estados, por área plantada (ha).

Os dados apresentados demonstram uma crescente em área plantada no Brasil. Vale salientar que no ano de 2008, tivemos ainda um incremento maior, com investimento das grandes empresas do setor.

Vale salientar que a produção de árvores varia de acordo com vários aspectos, como a espécie, clima, tipo de solo, entre outros fatores. A tabela abaixo apresenta um comparativo entre espécies e diferentes países produtores.

Atualmente, as florestas plantadas são a principal fonte de matéria-prima florestal para os segmentos de celulose e papel, painéis de madeira, carvão vegetal destinado à siderúrgica, produtos sólidos de madeira, móveis de madeira, entre outros (ABRAF, 2008).

4.3 Comércio Internacional

O processo de diversificação dos destinos das vendas de produtos nacionais de base florestal, mostrou, segundo a Revista Remade (2008), que existe um caminho para superar a crise cambial. Em 2007, as exportações para países da Ásia, África, Oriente Médio e Europa Ocidental. Além disso, mercados tradicionais compradores de produtos brasileiros, como a União Européia e o Mercosul também elevaram suas compras em 2007.

No conjunto, os segmentos de madeira, móveis, papel, e celulose, exportaram em 2007 US$ 9,07 bilhões, apresentando um crescimento de 10% em relação ao ano anterior. O volume também é expressivo no conjunto das exportações brasileiras, representando cerca de 7% do total nacional exportado.

Em relação a participação dos principais Estados Brasileiros nas exportações de madeira, em 2007, o primeiro no ranking é o Paraná (31,10), seguido pelo Pará (23,74), Santa Catarina (18,58), Mato Grosso (7,33), São Paulo (5,58), Rio Grande de Sul (5,42), Rondônia (3,44), Amapá (1,18), Mato Grosso do Sul (0,95), Minas Gerais (0,60), segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Industria e Comércio (2008).

Os principais países importadores de celulose brasileira em 2007 foram Estados Unidos, Holanda, China, Itália, Bélgica, Suíça, Japão, França, Coréia do Sul, Reino Unido, Malásia, Indonésia, Alemanha e Espanha, por ordem de volume (US$ - FOB).

Percebe-se uma crescente no comércio internacional de produtos e derivados de madeira, como demonstrado anteriormente, a variação positiva de 5,69% em relação à 2006 e 2007. A diversificação de produtos e de países importadores é um fator positivo neste contexto.

5 Considerações Finais

O Sistema Agroindustrial Florestal vem apresentando um constante crescimento na economia Brasileira. Investimentos por parte de empresas, principalmente de celulose e papel, demonstram o interesse do setor em desenvolver ainda mais este sistema.

Além disso, o setor governamental, embora restritivo em alguns aspectos, favorece o setor, pois este incentivo pode ajudar a diminuir a degradação de áreas de preservação ambiental.

Vale salientar que neste estudo não levamos em consideração as turbulências atuais do mercado financeiro, ocorridas a partir de outubro de 2008.

Referências

Anuário Estatístico da ABRAF: ano base 2007. Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas. Brasília, 2008.

Conselho de Informações de Biotecnologia

Revista da Madeira. Curitiba: Lettech Editora e Gráfica Ltda. Circulação em Março de 2008.

Revista da Madeira. Edição Especial: Mérito Exportação. Curitiba: Lettech Editora e Gráfica Ltda. Circulação em Maio de 2008.

http://www.cib.org.br/pdf/guia_do_eucapilto_junho_2008.pdf

http://.brasilescola.com/brasil/o-reflorestamento-com-eucalipto-no-brasil.htm


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