SUINOCULTURA BRASILEIRA
Observatorio de la Economía Latinoamericana

 


Revista académica de economía
con el Número Internacional Normalizado de
Publicaciones Seriadas  ISSN 1696-8352

 

Economía do Brasil

 

SUINOCULTURA BRASILEIRA

Rafael Garcia Gonçalves
Eduardo Mauch Palmeira
Faculdade Atlântico Sul de Pelotas
eduardopalmeira@brturbo.com.br


RESUMO
Este trabalho tem como objetivo examinar de uma maneira mais especifica a situação em que se encontra a suinocultura brasileira e sua competitividade neste segmento, comentando o processo de criação e as melhorias técnicas que houve para a produção e a profissionalização deste segmento. Hoje o Brasil participa com força no cenário mundial, exportando carne suína de qualidade, além e possuir fatores que o torna bastante competitivo em relação a outros países exportadores e a representatividade brasileira em relação a estes, partindo do inicio do processo de exportação, como ocorreu a evolução até os dias de hoje e a tendência para os próximos anos. O trabalho mostra a competitividade alcançada pelo Brasil, após aperfeiçoamento na cadeia produtiva e os índices internos satisfatórios que a produção suína obteve alcançando um lugar de destaque na matriz produtiva do agro-negócio brasileiro.
Palavras Chaves: Carne suína, competitividade, exportação e produção.

Abstract
This report has the objective of analyzing, in a more specific way, the situation where Brazil is found related to its pork meat production and competitiveness in this segment, commenting on the breeding process and the technical improvements which happened to the production and professionalization of this segment. Today, Brazil strongly participate in the world scene, exporting quality pork meat, besides having factors which make it very competitive among other exporting countries and Brazilian representation to them, starting from the beginning of the exporting process, how evolution occurred up to today and next years’ tendency.The report shows the competitiveness reached by Brazil, after the productive chain’s improvement and satisfactory inner levels that pork production has taken, reaching an outstanding place in the productive matrix of Brazilian agribusiness.
Key-words: Pork meat, competitiveness, exporting and production.

 

Para citar este artículo puede utilizar el siguiente formato:

Garcia Gonçalves, R. y Mauch Palmeira, E.: "Suinocultura Brasileira"  en Observatorio de la Economía Latinoamericana, Número 71, 2006. Texto completo en http://www.eumed.net/cursecon/ecolat/br/

 

 

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INTRODUÇÃO

A suinocultura brasileira, a exemplo de outras cadeias produtivas do agronegócio, cresceu significativamente, nos últimos quatorze anos. Esse crescimento é notado quando se analisa os vários indicadores econômicos e sociais, como volume de exportações, participação no mercado mundial, número de empregos diretos e indiretos, entre outros. A criação de porcos do passado evoluiu também na técnica e no modelo de coordenação das atividades entre fornecedores de insumos, produtores rurais, agroindústrias, atacado, varejo e consumidores. Passou a ser uma cadeia de produção de suínos, explorando a atividade de forma econômica e competitiva.

Apesar de disponibilizar de todos estes itens citados, a prática da suinocultura, o comércio e a exportação e até mesmo a competitividade brasileira é desconhecida em grande escala pelos próprios brasileiros, daí então vem a formulação do problema deste trabalho, o desconhecimento da competitividade das exportações brasileiras de carne suína e as respectivas implicações que essa carência de informações possui nas necessidades de conhecimentos para a tomada de decisão, tanto nos setores público (governamental e terceiro setor) como entre os privados e seus coletivos (associação de empresas, cooperativas etc.), e o numero de empregos e a renda que este ramo pode gerar.

Partindo disto, foi estabelecido o objetivo geral que é de determinar a competitividade das exportações de carne suína do Brasil. E para atingir esse objetivo geral foi elaborado um plano de objetivos específicos que são caracterizar o mercado brasileiro, analisando também as barreiras e os benefícios desta carne.

Hoje as coisas estão bem, mas para competir no mercado internacional é um desafio constante que requer posicionamento estratégico e atento aos menores sinais ou sintomas de mudanças, sejam elas econômicas, políticas ou sociais. Em um mundo fortemente globalizado e com o crescimento do volume de transações entre os países e os blocos econômicos, todos estão buscando por vantagens mercadológicas e conseqüentemente, econômicas e sociais. Dessa forma, as “regras do jogo” mudam facilmente e uma situação confortável no presente pode de transformar em uma situação de risco no curto prazo.

É necessário, adotar algumas medidas preventivas que eliminam ou reduzam significativamente a imposição de “regras” por partes dos países compradores. Algumas destas regras impostas a serem evitadas são as barreiras comerciais não-tarifárias, que se baseiam no argumento da presença de algum organismo patológico qualquer, o que nem sempre é factível. Riscos deste tipo são ainda mais sério quando o mercado comprador é extremamente concentrado, tendo um único país como comprador majoritário.

Estes parecem ser alguns dos pontos fracos e preocupantes da cadeia brasileira da carne suína.O Brasil vem aumentando sua participação no mercado internacional dessa carne, mas apenas quatro ou cinco países são responsáveis pela compra de mais de 90% do volume exportado. Mais preocupante ainda é o fato de que a Rússia sozinha é responsável pela compra de mais de 50% da carne suína que o Brasil exporta. Por isso, esta cadeia produtiva que se organiza para aumentar sua participação no mercado mundial, ainda precisa planejar melhor sua atividade a médio ou longo-prazo, porque, freqüentemente, tem encontrado em dificuldades medianas o cancelamentos de importações e outras barreiras impostas pelos países exportadores, especialmente a Rússia.

E para conseguir reduzir as conseqüências negativas que isso acarreta para toda a cadeia produtiva é necessário que exista uma atenção maior dos agentes coordenadores dessa cadeia produtiva da carne suína não apenas em ampliar a participação do Brasil no mercado mundial, mas também em diversificar o mercado comprador, reduzindo os riscos através de vendas mais pulverizadas. A principal questão é saber que características apresentam as agroindústrias que possuem mercados mais diversificados.

 

Aspectos da suinocultura brasileira

As atividades relacionadas à suinocultura ocupam lugar de destaque na matriz produtiva do agronegócio brasileiro, destacando-a como uma atividade de importância no âmbito econômico e social. Segundo estimativas, mais de 730 mil pessoas dependem diretamente da suinocultura, sendo essa atividade responsável pela renda de mais de 2,7 milhões de pessoas (ROPPA, 2002). Em termos econômicos, a suinocultura não contribui apenas através de sua dinâmica econômica interna, mas também através da geração de divisas via mercado externo.

Nos últimos anos, a suinocultura, no Brasil, tem ganhado ainda mais importância, principalmente no mercado internacional, por algumas vantagens comparativas que tornam a atividade competitiva no cenário externo. Com um sistema produtivo baseado na integração vertical, demanda pelas agroindústrias, e com disponibilidade de insumos básicos para a produção, principalmente de grãos essenciais como soja e milho, e investimentos em tecnologia, a produção de suínos no Brasil apresenta custos inferiores aos principais competidores mundiais. Segundo Batista (2002), o custo de produção brasileiro é de US$ 0,63 por kg, enquanto que nos Estados Unidos, França e Espanha o custo sobe para US$ 0,99; 1,27; 1,18; respectivamente.

O Brasil possui atualmente o terceiro maior rebanho mundial de suínos com mais de 32 milhões de cabeças, sendo superado apenas pelos Estados Unidos, com um rebanho superior a 60 milhões de animais, e pela China que possui o maior rebanho de suínos, com mais de 460 milhões de animais. O crescimento do rebanho de suínos no Brasil tem se mantido praticamente constante, enquanto que o número de matrizes suínas decresceu nos últimos dez anos. Por outro lado, a produção de leitões cresceu significativamente, passando de 22,4 milhões em 1993 para quase 30 milhões em 2002. Isso reflete os avanços em tecnologias de produção implementados nesse período, o que permitiu aumentar significativamente a produtividade do plantel de matrizes. Um indicador representativo desse avanço é o número de leitões/matriz/ano: em 1993 a média era de 7 leitões/matriz, passando para 9,8 em 2002. Essa produtividade está longe dos índices verificados em outros países, como Irlanda [26,4 leitões/matriz], Itália [24,0], Holanda [20,9], Canadá [20,7], dentre outros, mas reflete positivamente os avanços técnicos na produção (ANUALPEC, 2002).

Uma vantagem comparativa significativa para o Brasil na ampliação da sua participação no mercado internacional está na disponibilidade de terras agriculturáveis a serem exploradas e na capacidade de produção de grãos que o país apresenta. De uma área total de 845,94 milhões de hectares, o Brasil utiliza atualmente apenas 263,58 milhões de hectares para atividades agrícolas, ou seja, menos de 32% da área total. Isso reflete o potencial de expansão das fronteiras agrícolas do país e da capacidade de ampliação da produção de grãos. Além de estar ampliando a área cultivada, o Brasil tem aumentado significativamente a produtividade de matérias-primas essenciais para a produção de suínos que são a soja e o milho. Em 1990, a produtividade média do milho foi de 1.873,5 kg/ha, passando para 3.372,9 kg/ha em 2004. Da mesma forma, a soja que apresentava uma produtividade média de 1.732,2 kg/há, em 1990, ultrapassou os 2.700 kg/há em 2003. A ampliação da área utilizada pela agricultura associada ao aumento na produtividade desses grãos possibilitou um visível crescimento na disponibilidade interna de tais matérias-primas.

 Em 1990, a produção brasileira de soja e milho totalizou pouco mais de 19,89 milhões de ton. e 21,34 milhões de ton., respectivamente. Em 2004, a produção total chegou a 49,2 milhões ton. de soja e 41,94 milhões de ton, de milho, representando um aumento na produção total dessas duas matérias primas de mais de 120% nesse período (FAO, 2005).

Outra vantagem comparativa importante e favorável ao Brasil é a grande extensão geográfica do país. Isso possibilita ampliar o rebanho de suínos sem comprometer significativamente componentes ambientais, tais como contaminação de solos e lençóis freáticos por dejetos oriundos da produção. Segundo Roppa (2001), o Brasil apresenta uma densidade de 4,34 suínos/km2, em quanto outros países como Estados Unidos, União Européia e China, apresentam índices mais elevados de 6,46; 38,4 e 45,5 suínos/km2, respectivamente. Tais concentrações excessivas de animais têm feito com que alguns países tenham sido forçados a manter seus plantéis estáveis ou até mesmo reduzi-los, como é o caso de países europeus como a Áustria, Grécia, Holanda, Alemanha, Suécia, entre outros.

Nesse contexto, os números mostram que a produção brasileira de carne suína vem crescendo acima da média dos demais países produtores. Em 1993, o Brasil produziu o equivalente a 1.250 mil toneladas, representando menos de 2% da produção mundial, colocando o país na 12a posição entre os maiores produtores.

Em 2001, a produção brasileira foi 2.117 mil toneladas, e a posição entre os maiores produtores passou para 6a, com uma produção equivalente a mais de 2,5% da produção mundial. Nesse período, em relação aos doze maiores produtores, o Brasil foi o que obteve o maior aumento na produção, aproximando-se 70% (ANUALPEC, 2002).

Assim, o Brasil vem se consolidando como um importante player no mercado mundial de carne suína e com potencial para ampliar ainda mais sua participação relativa nesse mercado. Como conseqüência, a cadeia produtiva tem se organizado no sentido de atender a demanda do mercado externo e prospectar novos mercados. A exportação passou a ter uma importância significativa para a produção de suínos, pois, de um lado, absorve o excedente interno de produção permitindo a ampliação da produção interna e, por outro, possibilita melhor remuneração para a atividade.

 

Calculo da Vantagem Comparativa

        

            Este trabalho utiliza o método proposto por Bela Balassa (1989), que demonstra os índices de vantagem comparativa baseado em dados no volume de exportação no comercio passado, mostrando que a eficiência relativa de um pais é mostrada através de seu desempenho no comercio mundial.

            Quando analisado o VCR, podemos dizer que quando os resultados forem maiores que 1, quer dizer que o país realmente possui uma vantagem comparativa no produto em questão. Isso quer dizer, que quando maior for o índice, maior será a sua Vantagem Comparativa Revelada na proposta de Bela Ballasa, que é definido pela expressão:

 

VCR=(Xpaís_K/Xpaís_T)/(XmundoK/Xmundo_T)

onde,

Xpaís_k é o valor das exportações do bem k do país;

Xpaís_T, é o valor das exportações totais do país;

Xmundo_k, valor das exportações mundiais do bem k e

Xmudo_T, o valor das exportações totais do mundo,

 

            Esta maneira de calcular o grau de competitividade também pode ser feita de uma maneira dinâmica, com a finalidade de detectar as perdas e ganhos obtidos quando estes paises trocam de posições. Para isto seleciona-se os países em questão e aplica-se o calculo do VCR relacionado a uma serie temporal.

            Neste trabalho, os países selecionados foram os dez maiores exportadores mundiais de carne suína sendo que o intervalo é de dez anos, entre 1995 e 2004 (tabela 1).

 

Tabela 1 - Valor das exportações (milhões US$) Carne Suína

Valor das exportações (milhões US$) Carne Suína

 

1995

1996

1997

1998

1999

2000

2001

2002

2003

2004

AUSTRALIA

50,70

58,45

60,15

65,17

107,72

117,44

148,85

177,59

184,38

173,73

BRASIL

100,36

142,72

164,79

171,30

142,62

189,88

374,69

487,22

549,74

805,27

CANADA

737,40

850,83

951,37

744,81

881,47

1.180,77

1.370,31

1.339,99

1.616,08

1.970,25

CHINA

2.034,38

1.943,70

619,23

376,12

251,91

270,12

357,38

441,60

558,81

862,95

FRANÇA

1.185,20

1.284,71

1.226,68

1.030,77

973,59

1.024,09

1.016,99

981,54

1.137,58

1.374,86

ALEMANHA

641,74

733,14

726,01

756,76

868,98

869,62

1.100,23

1.236,30

1.684,07

2.232,78

MEXICO

46,65

83,52

122,99

126,00

143,51

183,15

194,40

194,19

148,91

184,60

RUSSIA

4,63

10,62

21,30

14,04

4,74

13,55

12,27

11,76

18,29

25,44

UCRANIA

42,06

34,94

43,19

15,36

20,84

26,92

6,86

6,36

23,43

17,19

EUA

1.224,36

1.408,92

1.468,25

1.446,28

1.332,59

1.662,42

1.731,03

1.718,04

1.814,53

2.268,12

Total:

6016,783

83,52

5.343,81

4.681,44

4.620,25

5.420,52

6.164,16

6.417,00

7.551,44

9.741,46

Fonte: FAO 2006

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

            Na seguinte tabela, constam dados referentes ao total das exportações dos dez maiores exportadores de carne suína em milhões de US$ (Tabela 2).

 

Tabela 2 - Total das exortações (milhões US$) dos dez maiores exportadores de carne suína

País

1997

1998

1999

2000

2001

2002

2003

2004

AUSTRALIA

62.910,00

55.893,00

56.080,00

63.870,00

63.387,00

65.033,00

70.342,00

86.564,00

BRASIL

52.994,00

51.140,00

48.011,00

55.086,00

58.223,00

60.362,00

73.084,00

96.475,00

CANADA

214.422,00

214.327,00

238.446,00

276.635,00

259.858,00

252.394,00

272.739,00

316.547,00

CHINA

182.792,00

183.712,00

194.931,00

249.203,00

266.098,00

325.596,00

438.228,00

593.326,00

FRANÇA

302.144,00

320.631,00

325.520,00

327.616,00

323.379,00

331.719,00

392.039,00

452.106,00

ALEMANHA

512.891,00

543.752,00

543.529,00

551.818,00

571.645,00

615.831,00

751.560,00

909.887,00

MEXICO

110.431,00

117.460,00

136.391,00

166.367,00

158.547,00

160.682,00

165.396,00

187.999,00

RUSSIA

88.330,00

74.884,00

75.665,00

105.565,00

101.884,00

107.301,00

135.929,00

183.207,00

UCRANIA

14.232,00

12.637,00

11.582,00

14.573,00

16.265,00

17.957,00

23.067,00

32.666,00

EUA

689.182,00

682.138,00

695.797,00

781.918,00

729.100,00

693.103,00

724.771,00

818.775,00

Total

2.230.328,00

2.256.574,00

2.325.952,00

2.592.651,00

2.548.386,00

2.629.978,00

3.047.155,00

3.677.552,00

Fonte: FAO 2005

            A ultima etapa é aplicar os dados anteriores ao método proposto por Bela Balassa (Tabela 3).

Tabela 3 - Cálculo da Vantagem Comparativa Revelada (VCR) entre os dez maiores exportadores mundiais de carne Suína

 

Cálculo da Vantagem Comparativa Revelada (VCR) entre os dez maiores exportadores mundiais de carne Suína

 

1995

1996

1997

1998

1999

2000

2001

2002

2003

2004

AUSTRALIA

0,32

0,32

0,40

0,56

0,97

0,88

0,97

1,12

1,06

0,76

BRASIL

0,73

0,97

1,30

1,61

1,50

1,65

2,66

3,31

3,04

3,15

CANADA

1,29

1,37

1,85

1,68

1,86

2,04

2,18

2,18

2,39

2,35

CHINA

4,60

4,19

1,41

0,99

0,65

0,52

0,56

0,56

0,51

0,55

FRANÇA

1,32

1,37

1,69

1,55

1,51

1,50

1,30

1,21

1,17

1,15

ALEMANHA

0,41

0,46

0,59

0,67

0,80

0,75

0,80

0,82

0,90

0,93

MEXICO

0,20

0,28

0,46

0,52

0,53

0,53

0,51

0,50

0,36

0,37

RUSSIA

0,02

0,04

0,10

0,09

0,03

0,06

0,05

0,04

0,05

0,05

UCRANIA

1,00

0,79

1,27

0,59

0,91

0,88

0,17

0,15

0,41

0,20

EUA

0,70

0,73

0,89

1,02

0,96

1,02

0,98

1,02

1,01

1,05

Fonte:Elaboração do Autor

 

Posicionamento brasileiro e sua competitividade

Analisando a tabela do VCR – vantagem comparativa revelada – percebem-se os índices de competitividade dos dez principais paises exportadores de carne suína no mundo.

A Rússia nunca demonstrou competitividade na exportação de carne suína, por haver motivos como clima, por exemplo, que atrapalha a produção, e deixando claro que o suíno representa pouco em sua pauta de exportação.

A China impressionou pela queda relevante neste índice deixando de ser altamente competitiva neste segmento, este fato deve se a globalização que ocorreu na China nestes anos, pois ela passou a ser uma grande fabrica de produtos, é o grande centro de manufatura do mundo e por isso diversificou a sua economia. Nos dez anos mostrados no calculo do VCR, é notado que o valor da exportação de carne suína diminui em grande escala enquanto que o total de exportação do país em dólares aumentava de maneira surpreendente.

 Ucrânia também teve uma queda pequena no total dos dez anos, mas é preciso levar em consideração que os índices de exportação da carne suína sempre acompanharam os índices do total de exportação do país. Isto demonstra que o segmento de suínos sempre teve a mesma representatividade na balança de exportação ucraniana.

 A Alemanha foi um país que demonstrou o crescimento da atividade suinícola, pois analisando os índices da Alemanha constata-se que o volume de exportação de suínos passou a representar um índice muito maior do que representava no primeiro ano e ao final dos dez este índice é bem considerável, levando em conta que a Alemanha exporta muitos produtos com alto valor agregado.

O Canadá nos teve seus índices um crescimento nos dez anos, tanto no total de exportação de carne suína, como tiveram um aumento pouco significativo de seus seu índices.

México teve uma oscilação nos seus índices de competitividade, sendo que teve um aumento no seu total bruto de exportações, isso quer dizer que o país perdeu competitividade neste setor.

A França mantinha um nível de exportação de carne suína até o ano de 1999 quando teve uma queda significativa no valor de exportação deste produto e mesmo tendo neste ano um dos maiores volumes de exportação em dólares e isso significou uma pequena perda de competitividade o que nos anos seguintes não foi recuperado.

A exportação de carne tem pouca representatividade na pauta de exportação dos EUA, mesmo assim em uma analise geral dos dez anos eles fecharam o balanço com um aumento no índice de competitividade, isso se deve ao fato de ao mesmo tempo obter um aumento no volume de exportação em dólares de carne suína, pois esse aumento foi percentualmente maior do que o aumento do total de exportação em dólares de todos os produtos.

O Brasil foi o país que obteve maior destaque no seu índice de competitividade, aumentou sua capacidade nos últimos dez anos de maneira impressionante, obtendo ano após ano aumento no total exportado. Acompanhando o total de exportação brasileiro que também obteve aumento no apanhado geral dos dez anos, sendo que durante, teve alguma quedas, mas não influencio seu índice de competitividade que tendo esse aumento significativo deixou o outros países para traz e hoje possui o melhor índice de competitividade.

Vários fatores contribuíram para este sucesso, a profissionalização que ocorreu neste setor foi o principal responsável, neste processo todo a melhoria na criação e a alimentação do animal, que é mais saudável para obter uma carne melhor, a abundancia de matéria prima, insumos, industrialização e especialização das empresas para trabalharem no mercado externo.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

            Após analise detalhada do trabalho pode-se concluir que a carne suína teve um retrospecto muito bom e hoje ela é uma das mais importantes do agro-negócio. O Brasil é competitivo na produção e exportação de carne suína, esta competitividade fica mais em evidencia se for comparada a índices de outros paises produtores e exportadores.

             Vários fatores internos são responsáveis pela alta competitividade atingido nos últimos anos, alguns destes fatores a serem considerados são os seguintes, a grande extensão territorial do Brasil, a grande oferta de matéria prima para a produção, como insumos para alimentação dos porcos, avanço tecnológico deste setor.

            Existem muitas coisas a serem aperfeiçoadas para que a exportação suína continue tendo sucesso e sendo competitiva, mas não é fácil realizar todas as mudanças, mas é necessário prestar atenção e ter uma visão global de mercado. A Rússia, por exemplo, é o país responsável por realizar uma porcentagem enorme da exportação brasileira, e quando ela resolve criar barreiras não tarifarias e reduzir o seu volume de importação, pode gerar uma crise interna no setor suíno brasileiro, isto já ocorreu e as industrias começaram a realizar o abate de suas matrizes reprodutoras, por que não tinham demanda para a produção.

            Outros países também já agiram da mesma maneira, utilizando barreiras não tarifarias para reduzir importação, e para que o reflexo dessas ações não tenha um impacto que possa abalar a cadeia produtiva, é necessário que o Brasil saiba trabalhar melhor o aspecto de ampliar e diversificar mercados e clientes de maneira que não fique dependente dos mesmos compradores, para que quando isso ocorra, haja outros mercados e assim uma demanda para a produção.

            Para a expansão e ampliação de mercados foi fundamental e continua sendo de extrema importância o trabalho de órgãos do governo como o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comercio Exterior, Agricultura, Pecuária e Abastecimento e Relações Exteriores para a realização de acordos bilaterais que foram feitos e tantos outros que podem ainda ser feitos. 

REFERÊNCIAS

Abipecs – Associação Brasileira da Indústria Produtora de Carne Suína. Disponível em www.abipecs.org.br.

ALICEWEB. Disponível em http://aliceweb.desenvolvimento.gov.br.

BrazilTradeNet. Disponível em www.braziltradenet.gov.br.

Cortiñas Lopez, José Manuel. Comércio exterior competitivo, Ed. LEX Editora S.A., 2005.

Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Disponível em www.desenvolvimento.gov.br. Portal do Exportador. Disponível em www.portaldoexportador.com.br. SUINO.COM – A Comunidade virtual da Suinocultura Brasileira. Disponível em www.suino.com.br.

Suinocultura Industrial. Disponível em www.suinoculturaindustrial.com.br

Universidade de Passo Fundo. Disponível em www.upf.com.br.


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