Contribuciones a la Economía


"Contribuciones a la Economía" es una revista académica con el
Número Internacional Normalizado de Publicaciones Seriadas
ISSN 1696-8360

 

A ECOLOGIA DE MARX E ENGELS

 

César Augusto Soares da Costa (*)
csc193@hotmail.com

 

Até que medida Marx e Engels e sua reflexão são compatíveis com a ecologia moderna? Seria possível uma leitura marxista da ecologia? Segundo o entendimento de Lowy, o ponto de partida é que a ecologia não tem destaque no pensamento de Marx. Pois a relação entre a sociedade e a natureza não tem um consenso. A crítica ao capitalismo seria o fundamento principal para uma ecologia radical marxista.

Logo, uma das críticas sofridas por Marx através dos ecologistas estaria na visão atribuída ao pensador por se ater num humanismo prometeico, em certo ponto conquistador, que vê o homem uma espécie de Senhor do Mundo. Do outro lado, sua defesa consiste na superação do dualismo patente, pois Marx pensa o ser humano inseparável do ambiente. Concepção já vista desde os Manuscritos Econômico-Filosóficos de 1844, onde a natureza é o corpo “não-orgânico do homem”. Para Marx, pela abolição da propriedade privada, a sociedade se tornará possível mediante a realização essencial do homem com a natureza.
 


Soares da Costa, C.A.: "A ecologia de Marx e Engels" en Contribuciones a la Economía, junio 2010, en http://www.eumed.net/ce/2010a/ 


Alguns críticos de Marx denominam que o autor utilizou a teoria do valor do trabalho que explica a origem da troca no capitalismo para fundamentar suas posições, onde a natureza participaria das verdadeiras riquezas. No entender de Marx, a natureza não é valor de troca, mas valor de uso! E o trabalho não é fonte riqueza, é fonte de trabalho do homem. Outros críticos atribuem ao autor um produtivismo.

Contrariando certa tendência, ninguém foi tão contra como Marx a lógica capitalista! Para ele, o objetivo do progresso técnico não é o crescimento dos bens, mas a redução da jornada de trabalho e o aumento do tempo livre ao trabalhador. O que talvez careça no autor, seja uma noção geral dos limites naturais ao desenvolvimento das forças produtivas.

Sobre o papel da agricultura, se reflete o esboço de uma problemática ecológica, através da qual se critica as catástrofes do produtivismo. Para Marx, a ruptura do metabolismo entre sociedade e natureza é um dos resultados do produtivismo capitalista dos quais se atribui três conseqüências: a) devastação dos solos como ruptura no sistema de trocas materiais; b) cooperação entre indústria e agricultura e; c) extensão dos solos graças ao comércio internacional. No primeiro volume de O Capital, as relações entre agricultura e indústria possuem destaque, onde as devastações provocadas pelo capital sobre o ambiente aparecem. A obra traz uma visão dialética das “contradições” do progresso trazido pelas forças produtivas. Para o autor, a fertilidade do solo é uma responsabilidade às gerações futuras, porque a destruição e a exploração dos trabalhadores são resultados dessa lógica predatória.

Noutra obra, A condição da classe operária (1844), a poluição do meio ambiente é vista sob visão dos bairros operários da Inglaterra. Dejetos e resíduos industriais nas ruas e rios são relatados como resultados dessa ruptura com o ambiente. Já nos Manuscritos de 1844, alude-se ao comunismo como “solução” para antagonismo entre homem e natureza. Embora no Capital (I), o autor afirma que esse metabolismo nas sociedades pré-capitalistas estaria assegurado pelas relações mais harmônicas entre homem e a sociedade. Somente o Socialismo para Marx seria capaz de estabelecer uma “lei reguladora da produção social”. No volume III, de O Capital, o pensador reafirma a oposição entre a lógica capitalista da produção agrícola (exploração e desperdício dos solos), mas aponta para o tratamento racional da terra como propriedade comunitária. Pois para Marx, o controle sobre as trocas materiais com a natureza seria um imperativo, divergindo da simples dominação prometeica do homem sobre a natureza, como assinalavam seus principais críticos.

Enfim, Engels e Marx têm relação com a ecologia? Podemos dizer que para os autores falta uma visão de conjunto dos problemas, embora é impossível pensarmos numa ecologia sem levar em consideração a crítica marxista, de modo a questionar a lógica destrutiva lesada pela acumulação do capital.

Finalizando, aludimos algumas perspectivas se fazem pertinentes neste debate. Uma primeira seria a renovação do marxismo a partir da reflexão dos problemas ecológicos. A segunda, seria a reafirmação das necessidades sociais e a redução da jornada de trabalho amplamente defendida por Marx. A terceira, é a orientação do progresso tecnológico tornando compatível com a preservação do equilíbrio ecológico no Planeta. Por fim, não basta segundo o autor, tomar o poder do Estado, mas sim destruir o aparelho do mesmo em função de critérios socialistas e ecológicos, contrariando a simples manutenção da “máquina produtivista capitalista” em prol de interesses corporativos.

* Sociólogo, Professor e Pesquisador. Mestre em Ciências Humanas/PUCRS. 


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