Contribuciones a la Economía


"Contribuciones a la Economía" es una revista académica con el
Número Internacional Normalizado de Publicaciones Seriadas
ISSN 16968360

FERRAMENTAS DE SUCESSO

Mateus Verzeletti (1)

Eduardo Palmeira (2)

Faculdade Atlântico Sul/
Anhanguera Educacional,
Pelotas, Brasil

 

RESUMO: Vivem as empresas num dilema, lucro, ou prejuízo? Para se manterem no mercado precisam ser competentes e competitivas. Para alcançar seus objetivos é preciso primar pela qualidade total, ter visão estratégica e principalmente, usar as ferramentas certas.Dentro desse contexto, a gestão da tecnologia surge como horizonte. Gerir recursos e idéias novas (inovação) e dar aplicação útil ao negócio é condição para a eficiência administrativa; eficácia é não pestanejar frente a uma decisão a ser tomada, criar uma cultura de aprendizado, ser líder, ter visão e vontade de inovar.

Palavras-chave: Kaizen, gestão da tecnologia, inovação, cultura de aprendizado.

 

SUMMARY: Live the companies in a quandary, profit or prejudice? To remain itself in the market they need to be competitive and competent. To reach its objectives she is necessary to prioritize for the total quality, to have strategical vision mainly and, to use the certain tools.Inside of the context, the management of the technology appears as horizon. To manage resources and new ideas (innovation) and to give useful application to the business are condition for the administrative efficiency; effectiveness, is not the blink front to a decision to be taken, to create learning culture, being to leader, to have vision and will to innovate.

 Word-key: Kaizen, management of the technology, innovation, Know-how, learning organization.


Para citar este artículo puede utilizar el siguiente formato:

Mateus Verzeletti y Eduardo Palmeira: “Ferramentas de sucesso" en Contribuciones a la Economía, octubre 2007. Texto completo en http://www.eumed.net/ce/2007c/mvep.htm


INTRODUÇÃO:

Sucesso empresarial, maximização do retorno em curto prazo, qualidade total, produtividade, eficiência, eficácia, just in tine...

É isso mesmo, estamos numa era em que as empresas, mais do que nunca, vivem uma pressão paranóica constante para se manterem no mercado. Projetos de melhoria contínua como Kaizen são necessariamente implantados pois competir significa manter e ampliar sua carteira de clientes, de parceiros, de fornecedores, mas principalmente manter sua equipe de trabalho motivada e capacitada.

Sabemos que uma empresa de sucesso é uma empresa lucrativa, mas a exemplo do setor calçadista gaúcho, o qual acumula prejuízos há muito, com as quedas da taxa de câmbio, fruto de uma política de contensão e aumento de reservas, há de se perguntar como seria possível reverter o quadro, ter lucro e não fechar as portas?

Talvez a resposta esteja nas ferramentas usadas pelas empresas. Visando alcançar seus objetivos, será que a empresa prima pela qualidade total? Será que a empresa é competitiva? Consegue produzir? Será que os administradores possuem características empresariais pessoais e tem visão estratégica? E quanto à tecnologia implantada, é atual? Pensando nisso, nos ateremos especificamente a um assunto o qual é atual e de extrema importância às empresas as quais objetivam seu crescente: a Gestão da Tecnologia.

 

DESENVOLVIMENTO:

Por tecnologia entende-se o conjunto de todos os conhecimentos científicos, empíricos ou intuitivos empregados na produção e comercialização de bens e serviços e por tanto gestão da tecnologia passa por Know-How da tecnologia, a maneira como se administra esses conhecimentos principalmente as suas variantes como tecnologia da produção, de processos ou TIC ( Tecnologia da Informação e Comunicação).

Num sentido mais amplo, a gestão da tecnologia deve cobrir vários aspectos desde o planejamento estratégico, o qual define as metas e os objetivos da empresa, até a execução e controle das atividades definidas.

Tecnologia pode ser comprada ou desenvolvida e dentro desta ótica temos o conceito de inovação que seria a junção da tecnologia existente, uma idéia (invenção) e sua aplicação útil que é o negócio. Daí  temos que:

INOVAÇÃO= INVENÇÃO + COMERCIALIZAÇÃO

 

Dentro dessa ótica de inovação útil temos a categorização da inovação, quais sejam:

* Inovação de Produto: Resulta em um produto novo ou melhorado.

Ex: O creme dental migrou da embalagem de metal par a embalagem de plástico.

* Inovação de Processos: quando os processos de produção são alterados de forma  que reduza os custos ou melhore a qualidade de um produto já existente.

Ex: Suspensão com molas foi substituída por suspensão a ar.

* Inovação de Serviço: Jack Welch, o chefe do empreendimento mais valioso na face da terra, o mais admirado e poderoso executivo das Américas, o CEO da General Elétric Company, ao longo dos anos 80, promoveu profundas mudanças na empresa. Reestruturou-a e ao invés de só produzir e produzir muito, também partiu para a área de prestação de serviços dando manutenção e assistência aos equipamentos vendidos. Financeiramente foi revolucionário.

Welch tinha idéias, idéias inovadoras, acreditava em mudanças decisivas num piscar de olhos. Muitas dessas idéias vinham de baixo, dos colaboradores, os quais foram inseridos num programa interno chamado “Work–Out” o qual foi modelado para dar a todos uma chance de propor formas de aprimorar as operações diárias da GE, repassando-lhes responsabilidades.

Isso se chama inovação, inovação de serviço, de processo, gerando um novo produto, com idéias simples, desburocratizando o sistema.

Visão, liderança e a vontade de inovar fizeram com que, em 1995, quando Welch propôs uma iniciativa de melhorar a qualidade de seus produtos e processos, deixando claro que a empresa estava mergulhando num profundo movimento de reorganização cultural e tecnológico, todos abraçassem o projeto com fervor, trabalhando em equipe com foco no cliente com vistas aos objetivos de reestruturação da empresa. A organização aprendeu – “learning organization” – que por questão de sobrevivência  é preciso inovar, aplicar os novos conhecimentos trazidos pela “Revolução Invisível”, competência e tecnologia e muitas vezes cortar na própria carne, deixando um rastro de demissões e unidades fechadas ou vendidas mas o fato é que o termo “Racionalização” foi adotado por Welch para fazer a GE reviver.

De fato não poderíamos falar em visão, liderança, trabalho em equipe, inovação e gestão da tecnologia sem mencionar Jack Welch. Para ele o que tornou a GE singular foi a “cultura de aprendizado” – “a mudança é uma  parte importante na realidade dos negócios” – é assim que pensa e é por isso que é um dos mais invejados executivos Norte Americano.

CONCLUSÃO:

Sem dúvida as empresas vivem numa paranóia competitiva onde que, dentro desse jogo que é mais virtual que real, vence quem consegue mais rapidamente tatear os nefastos caminhos do sucesso  e isso se consegue com gestão, gestão do conhecimento, onde abertura ao novo, abertura ao aprendizado é fundamental, gestão da inovação tecnológica em que deve ser primado o acompanhamento do negócio posto em prática, acompanhamento dos novos processos, introdução de novas tecnologias e P&D.

O administrador precisa estar sempre atento às mudanças tecnológicas, é preciso criar um clima organizacional receptivo à inovação, de modo que as idéias ao serem implantadas encontrem um ambiente de “learning organization”, apesar de a mudança não encontrar adeptos.

Em última análise, sabemos que o contexto organizacional é importante, mas o administrador eficiente é aquele que age com eficácia. Não é preciso o administrador entender como se fabrica uma determinada peça de vestuário, por exemplo, ... é preciso sim que saiba como escolher e contratar especialistas nessa área e dar-lhes  autonomia financeira para que produzam.

Isto é gestão. Entender tudo sobre tudo pode trazer insegurança ao gestor além de comprometer muito seu tempo, não lhe restando muito para observar e procurar coisas que precisam de mudanças e tomar a iniciativa de efetuá-las, analisar o mercado e implantar novos sistemas sem esquecer que gestão moderna também é o ato de administrar pessoas.


BIBLIOGRAFIA

CERTO Samuel C., PETER J. Paul, MARCONDES, Reynaldo Carvalho, CÉSAR, Ana Maria Roux;  Administração estratégica: planejamento e implantação da estratégia /.- 2ª ed.- São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2005.

MATTOS, João Roberto Loureiro de, GUIMARÃES, Leonam dos Santos - Gestão da tecnologia e inovação: uma abordagem prática ,. – São Paulo: Saraiva, 2005.

PINHO, Diva Benevides, VASCONCELLOS, Marco Antonio Sandoval de. Manual de Economia. 5 ed. São Paulo: Saraiva, 2005.

Revista EXAME, ed. 663, junho de 1998.

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VASCONCELLOS, M. A. S.; GARCIA, M. E. Fundamentos de economia. 2 ed. São Paulo: Saraiva, 2004.

Sites

www.economia.br.net

www.eumed.net

www.IBGE.com.br


1  Acadêmico do curso de administração da Faculdade Atlântico Sul / Anhanguera Educacional Pelotas mj.verzeletti@bol.com.br.

2  Economista da Universidade Federal do Pampa (UNIPampa/UFPel) e Profofessor da Faculdade Atlântico Sul/ Anhanguera Educacional , Pelotas – R.S. - Brasil      eduardopalmeira@brturbo.com.br.


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