Contribuciones a la Economía


"Contribuciones a la Economía" es una revista académica con el
Número Internacional Normalizado de Publicaciones Seriadas
ISSN 16968360

A ESTRATÉGIA PERFEITA – UMA MENTIRA DE 250 ANOS

Graccho M. Maciel (CV)
Universidade Federal de Pernambuco
phd2@terra.com.br

Nós podemos tornar nossa vida feliz ou miserável.
As duas coisas dão o mesmo trabalho.
Carlos Castañeda

Lei do “Livre Mercado” Para vender produtos
quem define os preços é o vendedor.
Para vender trabalho quem define
os preços é o comprador.
Graccho Maciel


 Para citar este artículo puede utilizar el siguiente formato:

Graccho M. Maciel: “A Estratégia Perfeita – Uma Mentira de 250 Anos" en Contribuciones a la Economía, septiembre 2007. Texto completo en
 http://www.eumed.net/ce/2007b/gmm-b.htm


El texto que sigue es incompleto. Puede bajarse el tartículo completo en formato PDF pulsando aquí.

O ano era 2005 mas podia ser 2006, ou 2007, ou antes de 2000. A imagem não muda, ao contrário, só piora. As conseqüências da mais douta economia são consideráveis. Diz Bernard Mariz que seus amigos economistas se recusam a falar sobre a “realidade econômica”, preferindo conversar sobre amores, vinhos, livros, artes e música. Durante um tempo pensava que estava errado, mas eles tinham razão.

Em economia eles não sabem do que estão falando, então preferem não falar. É quase tão insuportável para um economista teórico ouvir um comerciante de economia vendendo seu peixe econômico(análises econômicas) pelo rádio ou pela TV quanto ouvir uma busina de carro enguiçada.(MARIZ,B. 2000)

Eis abaixo um dos “brilhantes” resultados do seu “trabalho”:

No início este capítulo tinha por título Uma Mentira de 250 Anos. Ao ir agregando os fatos históricos e suas conseqüências fui modificando minha opinião – não que deixasse de acreditar que seja uma mentira, mas a concordar com von Clausewitz que “a melhor estratégia é tirar do inimigo a vontade de lutar”.

Será que existe estratégia melhor do que fazer todos acreditarem que uma mentira é uma verdade? E a partir daí todos comecem a defendê-la como se verdade fosse, e até a pautar por ela seus comportamentos mais cotidianos?.

Pois esta é a história real da Economia como ramo da “ciência social”. De uma mentira primária, incapaz de suportar uma análise crítica ou apenas um confronto com a realidade, passou a comandar o discurso e a ideologia pela qual os povos e países se orientam e suas fantasias são repetidas até nos manuais de ensino das faculdades, além de encherem a mídia falada, escrita e televisada com “doutos” comentários sobre os destinos dos mercados mundiais e das instituições atreladas a eles, tudo com a maior desfaçatez, e sem a menor chance de estarem falando alguma coisa que possa vir a ser comprovada. Ao contrário, a história mostra com fartura de detalhes que as previsões dos economistas foram todas erradas. Como diria um Administrador, “os economistas estão muito bem preparados para explicar a crise que passou”.

Mais cáustico estava o Dr. Alfred Malabre, ao escrever “Os Profetas Perdidos”. Malabre é o editor chefe do Wall Street Journal, talvez o maior jornal de economia do mundo, e é Ph.D. em Economia. Na página um do capítulo um ele comenta sobre o fato da economia ser considerada uma ciência – e diz:


“Na melhor das hip óteses, a economia é uma pseudo-ci ência e, na pior, é um jogo de adivinha ção praticado por vigaristas expertos”. (MALABRE, A. 1998)

 COMO TUDO COMEÇOU

O feudalismo estava agonizando e o feudo, palavra para a propriedade, posse de terras, estava sendo re-dividido. Transferências de terras só por doação ou conquista. O feudo era composto por três porções: Uma para uso do Senhor, a demesne, donde vem a palavra domínio; outra era arrendada e cultivada pelos camponeses em que uma parte da colheita era do senhor, correspondente à uma taxa. Este não era um arranjo contratual ou de mercado. A quantidade do senhor lhe pertencia por direito de herança. A terceira parte era a área comum com moinhos e florestas e de uso de todos. No caso de má colheita o senhor tinha o dever de atender a seus camponeses e a igreja mantinha a ordem social centrada nos princípios do cristianismo.

Na segunda metade dos 1700, famílias de judeus fugiam às centenas de países conquistados pelos muçulmanos para procurar refúgio com católicos e protestantes no norte da Europa ou nas Américas, onde sua existência era aceita sem maiores riscos.

No sul da Europa católica foram perseguidos, alguns enforcados ou queimados em fogueiras e muitos se convertiam ao catolicismo para sobreviver, mudando de nome para tentar se ocultar na imensa massa de pobres que cercava a nobreza. O truque não dava certo porque as famílias nobres de Espanha e Portugal não aceitavam estes “intrusos” como parte da família. A solução foi inventar nomes e os nomes de plantas, macieira, pereira, nogueira, ou de animais, coelho, leão, carneiro, ou até de instrumentos como machado, carreiro, chibata, silva, tudo servia para esconder os nomes proibidos e manter uma vida comum, ainda que sobressaltada.

Sua vida não era tranqüila mesmo nos países que os recebiam. Na maior parte deles mesmo os convertidos eram proibidos de exercer profissões comuns, sendo a eles apenas permitido ofícios considerados impuros ou desclassificados, embora pudessem ser classificados entre os melhores em quase todos os ofícios. Mesmo assim, em Arles, na França mais tolerante, judeus eram fabricantes de sabão, outros corretores marítimos, ou detinham o monopólio de artesanato em coral. Em Nápoles são encontrados no tingimento de tecidos, primeira indústria, e na exploração das minas e dos metais. Ferreiros e alquimistas eram considerados bruxos, suas forjas e provetas tinham parte com o diabo. Alguns que ascendiam na escala social eram médicos pois a eles era permitido dissecar cadáveres. Dos anos 1300 em diante até os pequenos ofícios e profissões artesanais lhes são proibidas. Em numerosos lugares da Europa só lhes são permitidos o comércio de cavalos, o ofício de açougueiro e a mais terrível destinação – o de comerciante prestamista.

Os judeus sempre foram um povo a parte e sempre na onda da história. Não foi por acaso que dentre eles estavam os maiores cientistas do século XIX e XX. Sua vantagem reside na educação obrigatória a que estão submetidos desde cerca de quatro anos de idade. Começam a aprender a ler, escrever, história sagrada, e matemática. Isto os tornava – e ainda torna – um povo diferenciado no meio de grandes massas ignorantes e de pouca cultura como são as sociedades civis até agora.

Tornando-se um povo altamente erudito, seus filhos tinham a obrigação de freqüentar escolas e aprender a arte das finanças ou “como lidar com o ouro e o dinheiro”. Sua prática de ler a Lei – seu livro sagrado – e se reunir para discutir seus ensinamentos adaptando-os à realidade em que viviam, trouxe-lhes uma aguçada compreensão da realidade e das culturas dos povos que os cercavam e onde eles tentavam refazer sua vida, sem abandonar sua crença. Seus escritos serviam como guia de suas práticas nos negócios como também serviram para os que com eles conviviam.

Restringidos a atuar no ramo impuro do comércio na sua maioria, conseguiram tal eficiência em suas atividades que o sistema monetário da Europa se asfixiou diante das demandas de mercadorias. O volume de meios de pagamento não era mais suficiente para cobrir as necessidades dos camponeses, artesãos, mercadores e sobretudo de senhores e monarcas. Era necessário haver crédito, muito mais que em tempos anteriores. O mundo europeu necessitava urgentemente de empréstimos.

O acadêmico Jacques Atalli descreve a situação daquela época: “O empréstimo e o prestamista existem respectivamente como a imagem da maçã e da serpente do Jardim do Éden.” Portanto, o prestamista é odiado por aquele a quem presta serviço, mesmo que as condições do empréstimo não sejam usurárias. religioso, contra as práticas mercantilistas, contrários ao absolutismo do rei, além dos privilégios concedidos à nobreza e ao clero.

Para não sofrer tanta perseguição, as práticas dos prestamistas judeus, os preços acima do preço justo que motiva os lucros e os empréstimos a juros, precisavam ser postos de forma que fossem aceitos como ciência, acima do julgamento dos governos e da igreja, ou seja, da lei e da fé. Ora, as ciências sociais estavam mostrando o caminho: bastava que as atividades dos comerciantes e prestamistas ou banqueiros fossem apresentados como uma ciência regulada por uma LEI NATURAL, e tudo estaria resolvido. Isto foi brilhantemente conseguido por Adam Smith. Uma as biografias mais simplificadas de Adam Smith, considerado o Pai da Economia como ciência, mostra um reflexo disto: Adam Smith (provavelmente Kirkcaldy, Fife, 5 de junho de 1723 - Edimburgo, 17 de Julho de 1790) foi um economista e filósofo escocês. Adam Smith era filho de um controlador alfandegário em Kirkcaldy, na Escócia. A data exata do seu nascimento é desconhecida, mas ele foi batizado em Kirkcaldy em 5 de junho de 1723, tendo o seu pai falecido seis meses antes. Aos 15 anos, Smith iniciou os estudos na Universidade de Glasgow, estudando Filosofia moral com o "inesquecível" (como lhe chamou) Francis Hutcheson. Em 1740, entrou para o Balliol College da Universidade de Oxford, mas, como disse William Robert Scott, "o Oxford deste tempo deu-lhe pouca ajuda (se é que a deu) para o que viria a ser a sua obra" e acabou por abdicar da sua bolsa em 1746. Em 1748 começou a dar aulas em Edimburgo sob o patronato de Lord Kames. Algumas destas aulas eram de retórica e de literatura, mas mais tarde dedicou-se à cadeira de "progresso da opulência", e foi então, em finais dos anos 1740, que ele expôs pela primeira vez a filosofia econômica do "sistema simples e óbvio da liberdade natural" que ele viria a proclamar no seu Inquérito sobre a natureza e as causas da riqueza das Nações. Por volta de 1750, conheceu o filósofo David Hume, que se tornou num dos seus amigos mais próximos.

Teve como cenário para a sua vida o atribulado século das Luzes, o século XVIII. É considerado como o pai da economia moderna e é considerado o mais importante teórico do liberalismo econômico. Autor de "Uma investigação sobre a natureza e a causa da riqueza das nações", a sua obra mais conhecida, e que continua a ser uma obra de referência para gerações de economistas, procurou demonstrar que a riqueza das nações resultava do trabalho dos indivíduos que, seguindo os seus interesses particulares, promoviam a ordem e o progresso da nação. Smith, servindo-se da livre iniciativa, ensinava que a produção nacional podia crescer através da divisão do trabalho, criando especializações capazes de aumentar a produtividade e fazer baixar o preço das mercadorias. As doutrinas de Adam Smith exerceram uma rápida e intensa influência na burguesia (comerciantes, industriais e financistas), pois queriam acabar com os direitos feudais e com o mercantilismo.

(Adam Smith, Wikipedia – 2006) A profissão de seu pai indica uma das poucas que os governantes permitiam aos judeus, o controlador alfandegário, fosse para o controle de mercadorias ou a cobrança de impostos. Na sua época era comum os Reis e Imperadores entregarem aos judeus o controle das finanças dos reinos e eles eram extremamente eficientes neste trabalho.

Daí, os escritos de Smith refletirem as aspirações dos judeus em toda a Europa incluindo as terras da Rússia asiática, as Américas e o Oriente Médio onde eles tinham comunidades basicamente comerciais.

O mercado livre a que se refere Smith, livre da intervenção dos governantes era essencial aos comerciantes judeus pois os reis e imperadores costumavam ceder monopólios de comércio a determinados grupos da nobreza, como o da seda, o das especiarias, o dos tecidos de lã, o de algodão, o de abertura de bancos e casas de câmbio, entre outros. Isto era o que Adam Smith queria ver livre porque acreditava que os monopólios não favoreciam a expansão dos negócios, criticando a cessão de monopólios a membros da nobreza, depois a alguns de seus credores como pagamento de dívidas contraídas para pagar seus exércitos em guerra. Apesar destas críticas e de todo um discurso contra ao monopólios, as maiores fortunas continuam se mantendo dentro de famílias, como os Warburgh, os Sears, os Loeb, os Rostchilds, os Rockfeller, Os Morgan, e outras.

Assim, o que nós tomamos como Ciência da Economia, é apenas uma receita de como tratar o dinheiro, seja no governo seja nas mãos de financistas privados, banhada pelas idéias da liberdade de comércio e das forças de Newton. A seus praticantes se devem todos os instrumentos básicos de empréstimos, aplicações, papéis de negócio, ações e títulos.

Resta saber como foi feita a “lei” natural dos lucros e dos juros, depois chamada de teoria econômica. Segundo Smith, cada um podia agir segundo seus próprios interesses, ou melhor, cada um podia “e devia” ser egoísta e individualista à vontade pois um novo deus chamado Mercado distribuiria os resultados conforme sua justa participação.

Claro que este LIVRE MERCADO não era uma simples fantasia, era um excelente recado aos governos e à Igreja de que não interferissem nos negócios, e que lucros e juros jamais seriam prejudiciais. Criava-se o primeiro passo de uma nova Lei Natural.

Outro seguidor de Smith, David Ricardo, deu solidez a este mecanismo que, por si só, era simples e foi convincente até hoje: apresenta a decisão de comprar e produzir como dependente de duas variáveis básicas, as Quantidades –compradas ou produzidas – e os Preços.

No lado das compras – chamadas de Demanda, palavra mais adequada pois significa debate, luta – o comprador aceitava ou recusava os preços colocados pela oferta até que eles chegassem ao nível considerado bom para ele, comprador.

No lado das Vendas – chamadas agora de Oferta, palavra também mais impotente e menos agressiva – o vendedor ficaria à mercê da vontade dos compradores pois se estes não aceitassem seu preço ele voltaria para casa sem ter feito uma única venda.

A escolha das palavras é um dos pontos chaves na construção do modelo. Em lugar de vendas e compras que refletem já um resultado final, usa-se oferta e demanda ou procura, que refletem um movimento ainda sem resultado definido. Isto faz com que se imagine que as duas forças se apresentam ao mercado com as mesmas possibilidades de ação.


Gráfico 1 – Preços definidos pelo empresário em função dos Custos mais a taxa de Lucros escolhida, baixa, média, ou alta..

A razão disto é muito simples, é uma questão de bom senso: os custos dependem de decisões do empresário ao escolher uma tecnologia, enquanto os lucros dependem de decisões dos futuros compradores que devem ser em número substancial. Um conhecido instrumento de administração da produção, o modelo do Ponto de Equilíbrio, informa ao produtor qual a quantidade que deve produzir e vender para que os custos igualem as possíveis receitas a um preço que ele pode escolher mesmo já havendo produtos iguais ou semelhantes no mercado. A mercadotecnia sempre lhe possibilitará criar um novo motivo de compra associado a seu produto, mas se isto for muito complicado, basta entrar para a associação dos ofertantes daquela indústria e seguir seus preços. O Gráfico 2 mostra como as Quantidades a serem produzidas dependem dos Custos e também são definidas pelo Empresário:


Gráfico 2 – Quantidades Produzidas definidas pelo empresário em função dos Custos –

O que o Gráfico mostra é que o empresário contabiliza (ou deveria fazê-lo) os custos de produzir e decide quanto produzir e ofertar. Se os custos são altos, ele produz poucas unidades, um avião a jato por exemplo. Sendo baixos ele aumenta a produção e sua oferta, como no papel de carta ou nos palitos. de uma onda de industrialização, devidamente protegida dos preços externos. Isto fez da Alemanha uma potência mundial na época. Ao contrário das teorias de Adam Smith, List trabalha com fatos e fez na Alemanha uma revolução social e política.

Na apresentação de seu livro publicado no Brasil Cristovam Buarque mostra que o pensamento de List se caracteriza por sete aspectos principais:

1) Uma metodologia que parte da experiência e observação do concreto.

2) Uma extrema consciência da Unidade Nacional como a base do bem estar dos povos.

3) A liberdade e a ousadia de pensamento e de imaginação que o levam a contestar as teorias, sem nenhuma amarra nem respeito exagerado aos antigos teóricos.

4) A percepção do dinamismo histórico tanto no passado observado como no futuro imaginado.

5) um objetivismo pragmático que se preocupa com a possibilidade de dar à ciência um papel indutor de ferramenta do processo social.

6) Uma visão claramente germanocêntrica da Europa em relação ao resto do mundo, com exceção aos Estados Unidos.

7) Para o leitor, a incrível atualidade de muitas de suas afirmações.

O próprio List diz em seu livro que, quando estava nos Estados Unidos teve de reaprender tudo. Sua época na Europa era do final de reinos e principados, onde o colonialismo florescia, enquanto nos Estados Unidos a liberdade e a livre iniciativa estavam por toda a parte. Seu aprendizado partia da observação empírica da realidade social ao contrário de Adam Smith que partia de leituras anteriores e pequenos deslizes, como a descrição de uma fábrica de alfinetes na França, realizada quarenta anos antes pelo Engº Jean Perronet e descrito no volume V da famosa Enciclopédia de Diderot, mas que Smith deu como se fosse dele.

List apresenta seu sistema como fundamentado na Nacionalidade recuperando para a teoria o conceito de Nação como unidade econômica. A partir do fortalecimento da indústria de tecidos na Inglaterra era conveniente para este país defender o livre comércio resultando no aumento do tesouro inglês.

List apresenta em seu livro, Sistema Nacional de Economia Política, uma forte rejeição ao livre comércio mostrando que a mão invisível de Adam Smith não era nada invisível, e necessariamente protetora dos países que se industrializassem mais rápido, empurrando os mais lentos ou menos industrializados para o papel de fornecedores de matéria prima a preços baixos, enquanto importavam manufaturados a altos preços, numa clara trajetória de descapitalização e pobreza, o que hoje pode ser verificado pela desigualdade entre países ricos e pobres, e ainda dentro de um próprio país. List antecipou os resultado do capitalismo quando este estava no nascedouro.

Ele anteviu muitas outras realidades sendo as principais delas a de que os sistemas sociais evoluíam, ao contrário dos economistas influenciados pela metafísica escolástica, e assim o faziam por influência das forças produtivas. Ele dizia “Quanto mais florescem a indústria e a agricultura tanto menos a inteligência humana pode ser acorrentada”. Disse mais adiante “A história ensina que as nações podem e devem modificar seus sistemas de acordo com seu próprio progresso. No primeiro estágio adotando o comércio com nações mais adiantadas como meio de saírem de um estado de barbárie. ...No segundo estágio promovendo o crescimento da indústria, pesca e a navegação adotando agora restrições ao comércio para proteger os mercados internos a suas indústrias e, no último estágio, após atingir o mais alto grau de riqueza e poder,, podem retomar ao comércio livre, claro, sem aceitar que seus industriais sejam ameaçados por produtos estrangeiros que, em último caso podem ser imitados”.(LIST, F. pág XXII) Marx ao se referir a List em O Capital, afirma que List pregava justiça social quando denunciava que “Os grandes domínios sejam explorados, sobretudo por seus próprios donos, só demonstra a falta de civilização, de meios de comunicação, de indústrias nacionais medíocres e de cidades ricas”(MARX, K. 1952). Para isto descreve como os nove mais desenvolvidos países da época haviam conquistado essa posição: Italianos, Hanseáticos, Holandeses, Ingleses, Espanhóis e Portugueses, Alemães, Russos e Norte Americanos. Depois de analisar o sucesso destes países ele descreve em seu capítulo X Os Ensinamentos da História, e aí desenvolve sua teoria e o desenvolvimento em suas fases.

List é ferrenho defensor da realidade que via – todos os países para se desenvolver adotavam barreiras ao comércio com quaisquer outros que ameaçassem o crescimento de suas indústrias. A obsessão de List era ver o bem estar do seu povo e a grandeza de sua Alemanha. Talvez seja esta a diferença dos economistas de hoje – pelo menos aqui, os que estão no governo são tutores do Presidente eleito, defendem sua própria riqueza e dos bancos que lhes asseguram sua pensão vitalícia – tudo herança de seu mestre, Adam Smith.

Analisando apenas o comércio exterior de Brasil e Estados Unidos, as barreiras americanas ao suco de laranja brasileiro para defender seus agricultores da Califórnia, ou as sobre tarifas do aço para defender sua pequenas siderúrgicas, só para lembrar alguns habitantes dos jornais e TV de ontem, vemos que List era o verdadeiro economista em quem deveríamos acreditar e seguir. Mas a força da estratégia mentirosa da teoria clássica nem deixa seu livro ser apresentado nas classes de economia, muito menos nas de Administração.

Quanta falta nos faz uma indústria de microprocessadores ou de aços especiais, ou ...ou...ou..., todas impedidas de vir, por falta de interesse ou por suborno mesmo dos órgãos de governo encarregados das políticas de desenvolvimento.

Enquanto isto, a China importa nosso minério de ferro e depois nos vende trilhos para uma estrada de ferro, que servirá de corredor de transporte de matérias primas e commodities alimentando seu crescimento e o nosso atraso.

As políticas econômicas levadas a efeito pelo Banco Mundial FMI, BIRD e outros organismos internacionais, sob a capa do liberalismo de quem Friedrick von Hayek é considerado um dos pais, provocaram o maior índice de desigualdade social já registrado na história humana e ainda está levando todo o planeta à destruição e, junto com ele, toda a humanidade.

Era 11 de dezembro de 1974. A conferência em homenagem a Alfred Nobel estava sendo pronunciada por Friedrick von Hayek, um dos premiados com o Nobel em Economia. Dizia von Hayek, um dos pais do liberalismo:

“A ocasião particular desta conferência, combinada com o principal problema prático com o qual se afrontam hoje os economistas, tornou quase inevitável a escolha deste tema. Por uma parte o estabelecimento ainda recente do Prêmio Nobel em Economia marca um ponto importante do processo pelo qual, na opinião pública, a economia tenha recebido a dignidade e o prestígio das ciências físicas. Por outra parte, pede-se aos economistas que expliquem como o mundo livre poderá livrar-se da ameaça de uma inflação acelerada, e uma desigualdade sem limites, uma ameaça criada – devemos admiti-lo – pelas políticas recomendadas e ainda aconselhadas aos governos pela maioria dos economistas. Com efeito, temos escassas razões para nos sentir orgulhosos: como profissionais, temos complicado as coisas.

Parece-me que esta incapacidade dos economistas para guiar a política econômica de maneira melhor se liga estreitamente a sua inclinação a imitar, na maior medida possível, os procedimentos das ciências físicas que têm alcançado êxitos tão brilhantes, uma tentativa que no nosso campo pode conduzir diretamente ao fracasso.

É este o enfoque que foi descrito como uma “atitude científica”, mas na realidade, como já o defini há cerca de trinta anos, “é decididamente anticientífica”, no verdadeiro sentido do termo, já que implica em uma aplicação mecânica sem nenhuma crítica de hábitos de pensamento a campos distintos daqueles em que tais hábitos foram formados. “O sentimento de excitação gerado pelo poder sempre crescente produzido pelo avanço espetacular das ciências físicas e que tenta o homem, existe o perigo de que este, embriagado de êxito, para usar uma frase característica do comunismo primitivo, trate de submeter ao controle da vontade humana não só nosso ambiente natural como o ambiente humano”. ((HAYEK,F. Los Premios Nobel de Economía 1969-1977. Lecturas 25 Prólogo de Gustavo Romero Kolbeck. Banco de México, S. A. Fondo de Cultura Económica. México. pp. 245-258. Conferencia en homenaje de Alfred Nobel, pronunciada el 11 de diciembre de 1974. Tradução livre do autor)

Talvez os economistas ouçam as palavras de um de seus mais renomados mestres. Talvez não. De qualquer maneira, já é tarde, sua mentira já foi revelada, sua religião do dinheiro está por terminar. Ou por sua vontade ou pelo começo de uma nova civilização que se espera renascer depois da próxima catástrofe do aquecimento global para o qual suas mentiras tanto contribuíram.  


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