Contribuciones a la Economía


"Contribuciones a la Economía" es una revista académica con el
Número Internacional Normalizado de Publicaciones Seriadas
ISSN 16968360

PRÓLOGO - MITOS CONVENCIONAIS DA ADMINISTRAÇÃO

Graccho M. Maciel (CV)
Universidade Federal de Pernambuco
phd2@terra.com.br


 

 Para citar este artículo puede utilizar el siguiente formato:

Graccho M. Maciel: “Prólogo - Mitos Convencionais da Administração" en Contribuciones a la Economía, septiembre 2007. Texto completo en
 http://www.eumed.net/ce/2007b/gmm-a.htm


Estamos no olho do furacão. Isto significa uma dificuldade em perceber os ventos de mudança circulando em volta e nos arrastando com eles para um lugar novo e ainda desconhecido em sua grande parte.

Algumas mentes privilegiadas já sondaram e até iniciaram uma caminhada nos territórios à nossa frente, mas a grande parte de nós ainda não sabe o que irá acontecer e a maioria está alheia aos sinais da mudança. Nas escolas, os livros textos repetem os modelos antigos como verdadeiros. Profissionais e analistas tecem explicações baseadas nos modelos primitivos tentando explicar as realidades que fogem ao controle.

A própria natureza está em mudança e ainda estamos nos perguntando por quê. Uma completa perplexidade paira sobre o ambiente.

Nas primeiras décadas do século XVII René Descartes proclamava o primado da razão, significando a mudança da fé e da verdade revelada para o raciocínio e a verdade descoberta. Uma explicação indicando as causas e os efeitos era tomada como um Lei Natural cuja aceitação se completava ao ser comprovada. O método cartesiano baseava-se na geometria de Euclides, uma geometria do espaço plano criada pelos gregos da era clássica. Sua visão foi consolidada pelas teorias de Isaac Newton cujo tratado de filosofia natural era uma obra geométrica para explicar as trajetórias dos corpos celestes, particularmente planetas do sistema solar e suas luas, todos girando em volta do sol e não da terra.

Ao contrário dos gregos, os babilônios haviam desenvolvido um extenso conhecimento de matemática pela observação e registro sistemático e minucioso das aparições do sol, da lua, de planetas e de estrelas em pontos que mudavam de lugar no horizonte de forma cíclica, saindo e voltando ao mesmo lugar conforme a época do ano e, por isso, deram nome e mediram o tempo destes ciclos gerando nosso calendário, até hoje usando o tempo dos babilônios do ano dividido em doze. Sua matemática era numérica, fruto de medições e observações meticulosas enquanto a dos gregos era geométrica.

Ocorreu semelhante trajetória com a construção de explicações do mundo e da sociedade. Enquanto Descartes na França aplicava um método geométrico de pensar, do outro lado do canal da Mancha outros pensadores questionavam este método trazendo de volta a importância da experimentação. Em lugar de basearem suas deduções ou explicações em cadeias lógicas inspiradas nos teoremas, corolários e demonstrações como na geometria, os chamados “Empiristas” britânicos se apoiavam na observação dos fenômenos, tal como os babilônios, seguindo os padrões da física experimental. Nomes bem conhecidos dos estudantes de filosofia fazem parte dos empiristas como Thomas Hobes, John Locke, David Hume, George Berkeley, e seus seguidores deram corpo a esta corrente de pensamento. Berkeley considerava a complexidade do mundo como composta de percepções sensoriais simples, seguindo em parte o modelo cartesiano de divisão da totalidade em partes. Toda esta filosofia serviu de sustentação para o desenvolvimento da chamada “Era Industrial” na qual vivemos até pouco tempo.

A Era mudou. O advento da comunicação de dados, a transmissão dos sinais binários gerados pelos computadores através das redes telefônicas possibilitou a libertação do escravo digital de sua prisão eletrônica e os dados puderam circular livremente pelo mundo, fazendo mudar a era industrial para a Era da Informação.

Este é o furacão atuante dos nossos tempos. Os métodos cartesianos, o empirismo ou as leis da mecânica de Newton aplicadas ao universo vivo material ou imaterial como seres humanos, empresas e culturas, já não são bastantes para explicar a realidade social, particularmente são incompetentes para serem usados como modelos da vida, cultura e clima das empresas.

O administrador profissional não está abandonado nesta mudança. Um volume sempre crescente de livros, artigos e palestras vêm reforçando a necessidade da mudança de visão do mundo, de uma abordagem mecanicista ainda dominante para a holística ou de sistemas.

Em paralelo, centenas de autores denunciam as falácias dos modelos mecânicos da vida e, além disto, demonstram amplamente as conseqüências desta aplicação indiscriminada de um modelo impróprio para refletir as inter-relações dos sistemas empresariais, passando desde o aumento das doenças causadas por estresse no trabalho até o aquecimento global, provocando uma brutal desigualdade entre países e entre classes de um mesmo país. A mortandade de crianças nas áreas de pobreza supera em muito as perdas de vidas nas guerras ou nas revoluções.

Uma nova concepção do nosso conhecimento está em marcha. A ciência e a intuição, a observação e o raciocínio, a ciência e os mitos podem e devem andar juntos. Nenhum método de conhecimento pode ser considerado completo e universal. Cada um é adequado ao seu universo como a física demonstrou depois de Einstein, três físicas para três universos distintos como veremos no capítulo 02.- As Categorias do Conhecimento. Mesmo as tentativas de Stephen Hawking, talvez o mais brilhante físico deste século, não conseguiram ainda chegar à teoria unificada do universo. Muito menos ainda se tentarmos uma explicação única para o humano e suas criações.

Consideramos que as tentativas para uma teoria única do mundo é uma decorrência da crença em um único deus, cuja impropriedade e mitologia são descritas no capítulo 03–A Crença e a Matrix. Esta unidade buscada pelos estudiosos não é encontrada no mundo vivo, ao contrário, a Diversidade retrata nossa realidade. O mundo não é uniforme, não segue uma ordem e quando aparenta ter uma ela é criada a partir da desordem ou do Caos como diz Prigogine, prêmio Nobel de física. Nem as estrelas são iguais nem a sociedade humana será uniforme nem bem ordenada. ..

Consideramos que a Igualdade, tão defendida durante séculos, especialmente nas revoluções como a Francesa, não tem base na realidade, parece ter sido fomentada por ideais utópicos e interesses não revelados. Ao contrário do que comumente se afirma, os ideais de igualdade serviriam para provocar a inveja dos que não têm ou não conseguiram sobre os que têm ou conseguem. Há comentários de estudiosos da psicologia de massas sobre a provocação de atos de violência por parte dos que se consideram excluídos ou menos favorecidos como resultantes de aspirações de igualdade, uma igualdade que nunca será atingida, não por algum privilégio oculto ou político, mas simplesmente porque as pessoas são diferentes, e como tais, deveriam se projetar e colocar diferenças em seus objetivos.

A mensagem que fica para a administração e para o administrador em particular, e que a DIVERSIDADE é a regra, ser diferente é que vai tornar alguém ou alguma empresa aparecer no horizonte plano.

O problema da manutenção de paradigmas mecanicistas, é sintetizado nos ideais das sociedades conspiratórias como os seguintes

OS 10 MANDAMENTOS DO MECANICISMO:

1. servem para corromper a juventude com um ensino irreal.

2. destroem a vida da família.

3. dominam as pessoas porque apóiam seus vícios.

4. desvalorizam as artes e prostituem a literatura.

5. minam o respeito às religiões e zombam de suas crenças,

6. propagam a paixão pela exibição e pelo luxo desenfreado e distraem o povo com loterias impedindo-o de poupar distraem os estudantes com teorias impedindo-os de pensar

7. envenenam os espíritos com crenças de ocasião, arruínam os nervos com barulho ensurdecedor e enfraquecem os corpos com medicamentos inócuos.

8. empeçonham as relações entre patrões e empregados impedindo qualquer chance de acordo, mantendo os sindicatos sempre em posição de pedinte.

9. incentivam à indústria para que esgote a agricultura com o fim de transformá-la em objeto de especulação e gerar fome.

10. aplaudem incessantemente a todas as utopias para manter o povo numa confusão de idéias impraticáveis.

Ao meu colega Administrador – escape desta armadilha. Nossa Liberdade está em ser livre de pensar; mas de agir conforme a lei; Nossa Igualdade é falsa, temos que ser diferentes e procurar ser o melhor dentro de sua diferença; e, pro fim, sermos Fraternos, irmãos, solidários, esquecer o estigma de competição que nos incutiram e procurar na cooperação o nosso bem estar, pois na cooperação está o segredo da vida.  


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Comentarios sobre este artículo:

Página: [1]
Por: demetrius Fecha: 05 del 01 de 2013 - 12:57
excelente observacoes, sou do curso de ciencia da computacao, mas gostei muito. parabens

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