Ana Caroline Pereira Dos Santos*
Mônica Carina Do Carmo**
Márcia Auxiliadora Fonseca***
Wesley Moreira Saraiva****
Universidade do Estado de Minas Gerais, Brasil
marciafonsecabio@hotmail.comRESUMO
As crianças levam para a escola muitos conhecimentos adquiridos em seu cotidiano, os quais não podem ser ignorados pelo professor. Como a televisão faz parte do dia a dia da maioria dos alunos, cabem aos profissionais da educação e aos pais mediarem de forma pedagógica perante o comportamento destes, intervindo quando necessário orientando-os a se conscientizarem e formarem um olhar crítico e reflexivo diante do que presenciam nas televisões. Para entender o poder de intervenção que as mídias principalmente a televisão, tem sobre as crianças e consequentemente sobre os pais, é necessário perceber a mudança do mercado com as novas tecnologias, tendo em mente que tudo que é presente na sociedade foi criado e/ou modificado por alguém, além de entender e perceber que com o tempo e com as ações do homem a cultura acaba sendo modelada e modificada aos poucos. O consumismo está se tornando um “vírus” que atrai toda a população, acarretando no consumo desnecessário. As crianças estão cada vez mais expostas a tudo que se passa na televisão, se atentando principalmente às campanhas publicitárias que estão cada vez mais visando alcançar esse público “mirim”. Além de desenhos, novelas e programas que acabam ditando certos comportamentos que acabam sendo adotados pelos mesmos. Assim, a presente pesquisa tem como objetivo apresentar e analisar as possíveis influências da mídia televisiva no comportamento dos alunos do 4º e 5º ano do ensino fundamental I. No primeiro momento foram analisados alguns estudos sobre a história da infância, as evoluções das mídias e suas transformações durante os períodos históricos, tendo como consequência dessa relação a “adultização” e erotização precoce de crianças e jovens. No segundo momento analisamos a influência da mídia televisiva no comportamento escolar, podendo ser na alimentação, no modo de se vestir e na relação de consumo. Para a realização da sustentação teórica utilizamos a pesquisa bibliográfica e exploratória, com elaboração e aplicação de questionário à alguns professores da rede privada e pública de ensino da cidade de Belo Horizonte. Com a análise de dados concluímos que algumas escolas e professores fazem projetos e rodas de conversas com os alunos ajudando-os a se conscientizarem sobre a exposição que as mesmas estão a milhares de informações, porém esse compromisso cabe não só à escola e aos professores como principalmente aos pais de educarem e mostrarem às crianças desde pequenas dentro de casa o poder do comércio e o objetivo das marcas e propagandas, destacando a importância de ser um consumidor consciente, consumindo o que realmente é necessário, sem cair nas armadilhas da modernidade, ajudando-os a serem críticos e reflexivos.
Palavras chave: Mídia televisiva. Comportamento. Educação. Infância.
RESUMEN
Los niños traen a la escuela una gran cantidad de conocimientos adquiridos en su vida diaria, que no pueden ser ignorados por el maestro. Como la televisión es parte de la vida cotidiana de la mayoría de los estudiantes, son responsabilidad de los profesionales de la educación y los padres mediar una manera educativa al comportamiento de intervenir cuando sea necesario guiar a tener en cuenta y formar una mirada crítica y reflexiva en lo presenciar en la televisión. Para entender el poder de intervención que los medios de comunicación, especialmente la televisión, en los niños y en consecuencia sobre los padres, es necesario entender la evolución del mercado con las nuevas tecnologías, teniendo en cuenta que todo lo que está presente en la sociedad se ha creado y / o modificado por otra persona, y entender y darse cuenta de que con el tiempo y la cultura acciones del hombre termina siendo moldeado y cambiado gradualmente. El consumismo se está convirtiendo en un "virus" que atrae a toda la población, lo que resulta en un consumo innecesario. Los niños están expuestos cada vez más a todo lo que pasa en la televisión, prestando atención principalmente a las campañas de publicidad que aspiran cada vez más para llegar a esta audiencia "Bantam". Además de los dibujos, novelas y programas que terminan dictando ciertas conductas que terminan siendo adoptadas por ellas. Por lo tanto, este estudio tiene como objetivo presentar y analizar las posibles influencias de los medios de televisión sobre el comportamiento de los estudiantes en el 4º y 5º año de primaria I. analizó Al principio algunos estudios sobre la historia de la infancia, la evolución de los medios de comunicación y su cambios durante los períodos históricos, con el resultado de que esta relación "adultização" y la sexualización precoz de los niños y los jóvenes. En la segunda etapa se analiza la influencia de los medios de televisión en el comportamiento de la escuela y puede estar en el poder, el modo de vestir y la relación de consumo. Para llevar a cabo el marco teórico que utilizamos la investigación bibliográfica y exploratorio con el desarrollo y la aplicación de un cuestionario a algunos profesores que enseñan en la red privada y pública en la ciudad de Belo Horizonte. Con el análisis de datos llegaron a la conclusión de que algunas escuelas y los maestros hacen proyectos y ruedas conversaciones con los estudiantes ayudando a tomar conciencia de la exposición que son miles de información, pero este compromiso no sólo está abierto a la escuela y los maestros como en especial a los padres para educar y mostrar a los niños desde pequeños en el interior el poder del comercio y el objetivo de las marcas y la publicidad, poniendo de relieve la importancia de ser un consumidor consciente, el consumo de lo que es realmente necesario, sin caer en las trampas de la modernidad, ayudando -la para ser crítico y reflexivo.
Palabras clave: medios de televisión. Comportamiento. Educación. La infancia.
Para citar este artículo puede utilizar el siguiente formato:
Ana Caroline Pereira Dos Santos, Mônica Carina Do Carmo, Márcia Auxiliadora Fonseca y Wesley Moreira Saraiva (2017): “Influências da mídia televisiva no comportamento dos alunos do 4º e 5º ano do ensino fundamental I”, Revista Caribeña de Ciencias Sociales (junio 2017). En línea:
https://www.eumed.net/rev/caribe/2017/06/midia-televisiva-alnos.html
http://hdl.handle.net/20.500.11763/caribe1706midia-televisiva-alnos
INTRODUÇÃO
A presente pesquisa tem como objetivo analisar algumas influências da mídia televisiva no comportamento dos alunos do 4º e 5º ano do Ensino Fundamental I a partir dos relatos de professores de escolas públicas e privadas do município de Belo Horizonte- Minas Gerais , sobre algumas influências encontradas nas propagandas da mídia televisiva, indo ao encontro ao comportamento dos alunos no cotidiano escolar.
Tem-se como objetivos específicos fazer uma revisão bibliográfica de autores que descrevem a influência da mídia televisiva no comportamento dos alunos, analisar junto aos professores do ensino fundamental I as interferências da mídia televisiva sob algumas mudanças no comportamento dos mesmos, entendendo o papel da escola como mediadora destas mudanças.
O interesse por esse tema surgiu a partir das observações feitas durante os estágios do curso de pedagogia da UEMG/Ibirité, onde foi percebido que as crianças estão cada vez mais por dentro de vastas informações, assim podendo ser influenciadas a adotar padrões de vida que são ditados como “correto” pelas mídias.
As crianças levam para a escola uma grande “bagagem” de conhecimentos adquiridos em seu cotidiano, os quais não podem ser ignorados pela sociedade e pela escola. Como a televisão faz parte do dia a dia da maioria dos alunos, cabe ao profissional da educação mediar de forma a conscientizar e formar um olhar crítico e reflexivo perante ao comportamento de seus alunos.
Para entender o poder de intervenção que as mídias têm, principalmente a televisão, sobre as crianças e consequentemente sobre os pais, é necessário perceber a mudança do mercado com as novas tecnologias. Entender como essa tecnologia atinge o público infantil influenciando em seu comportamento, o que acaba por refletir nos pais, pois são quem realmente efetuam a compra do desejado. Como por exemplo, batons, sapatos de salto alto, maquiagens sofisticadas, acessórios para os cabelos, perfumes entre outros. Estimulando além do consumismo, uma erotização visual, que não é adequada a criança.
De acordo com Davis (2003), pode-se afirmar que o consumismo é um “vírus” que já está impregnado nos indivíduos do século XXI, e que desde a infância já são afetados por este. A maioria dos comerciais voltados para o público infantil, estimula as fantasias das crianças, fazendo com que elas acreditem que precisam consumir certos produtos.
O mundo nunca esteve tão cheio de ameaças invisíveis – predadores ocultos que são reais apenas até o ponto em que podemos imaginá-los em nossas mentes – ou até que percebamos que eles já nos pegaram. Não podemos ver esses inimigos se aproximando. Novos vírus infectam nossos corpos. Novos vírus infectam nossas maquinas. Novos tipos de guerra e uma vigilância onipresente e inescapável tornaram-se parte do nosso cotidiano (DAVIS, p.46 e 47, 2003).
Nunes (2014) afirma que a exposição das crianças frente à publicidade está cada vez mais precoce e a “liberdade” ou “facilidade de acesso” a tantas informações, não só nacional como internacional, aumenta assim a vulnerabilidade de consumo.
Tudo que é presente na sociedade foi criado e/ou modificado por alguém. É preciso entender e perceber que com o tempo e com as ações do homem a cultura acaba sendo modelada e modificada aos poucos. Segundo Bauman (1999) a tempos atrás a sociedade não era tão consumista, mas com a globalização e o capitalismo o crescimento de informações trouxe também maior interesse em consumir. As propagandas de uma forma geral são muito atrativas, influenciando o seu público alvo.
Com uma sociedade cada vez mais dinâmica, Pasqualotto (2014) acha difícil a proteção das crianças para esse bombardeio de publicidade. As mudanças nos comportamentos sociais são também fatores que contribuem para estarem cada vez mais estimulados ao consumo desses produtos. Vivemos em uma sociedade capitalista, que de certa forma estimula o consumismo na maioria das crianças, chegando a ser difícil o controle do mesmo. Quem não consume está fora de “moda”.
Azambuja (2014) relata que o cérebro de uma criança só se completa a partir dos 20 anos, logo o senso crítico e o poder de não conseguir ser influenciados ou tomar certo vício para sua vida não está ainda bem desenvolvido. Assim, se for controlado desde mais novo se torna bem menor seu nível de consumo. O autor ainda nos relata que, em tempos passados as crianças tinham maior contato com os pais, não passavam o dia inteiro, por exemplo, de frente a televisão. Contudo, o contato com publicidade e a vasta fonte de informação não era tão comum para estas crianças.
Pasqualotto (2014) afirma também que existe fiscalização para a publicidade no mercado em que estamos e que o código de defesa do consumidor possui dois conceitos de publicidade, a enganosa e a abusiva, sendo que a que envolve crianças é a publicidade abusiva. A mesma aproveita da falta de experiência e julgamento da criança, aproveitando o espaço de vulnerabilidade para influenciar e convencê-las, manipulando a seguir certo padrão de consumo ainda muito cedo.
As crianças em determinada idade adoram imitar os adultos, vestindo roupas dos pais ou repetindo suas atitudes, além das brincadeiras de “serem” alguns profissionais, como professor, médico entre outras. Algumas vezes parecem inocentes essas atitudes, porém isso na maioria das vezes acarreta em sua “adultização” precoce. Esse comportamento em forma de brincadeira, acredita-se que seja influenciado pela mídia televisiva.
REFERENCIAL TEÓRICO
O propósito deste referencial é fazer uma discussão do que se entende por infância e mídia televisiva. Foi pesquisado sobre algumas influências da mídia televisiva no comportamento dos alunos do 4º e 5º ano do Ensino Fundamental I. Para isto, fez-se necessário um levantamento de alguns teóricos que abordam o assunto.
Tratar do atual tema e não discutir sobre a infância seria impossível, pois é a introdução de toda problemática, abordar sobre sua história, seu passado e suas evoluções faz-se necessário para o melhor entendimento do assunto.
A infância para Ariés (1986) era marcada pela fase da “paparicação”, onde as crianças em seus primeiros anos de vida eram “coisinhas engraçadinhas” que divertiam as pessoas como um “animalzinho”. Ao longo do tempo, esse sentimento de infância foi mudando, Araújo afirma que:
A infância, tal como conhecemos hoje, fruto de uma construção histórica e social, tem sua base fundamentada em roupagens. Tais roupagens referem-se à forma como concebemos a ideia de criança, de bem-estar, de subsistência, de educação e de valores. Traçamos (nós, os adultos e adultas) perfis de crianças ideais e tentamos nos transformar em adultos também ideais, responsáveis, tutores, que têm muito mais a falar sobre/da criança do que ela própria (ARAUJO, 2008, p.1).
Com a globalização a mídia televisiva está cada vez mais presente no processo de desenvolvimento humano. Com este avanço tecnológico as crianças ficam em posições de interlocutoras de mensagens comerciais, podendo acarretar na intensificação do processo de erotização/adultização das crianças.
Segundo Sampaio (2009) as crianças estão cada vez mais envolvidas no consumismo, propicias a exposições de marcas, personagens, ídolos, ditados pela mídia televisiva e outras mídias.
Até por volta do século XII, a arte medieval desconhecia a infância ou não tentava representá-la; é difícil acreditar que essa ausência se devesse à falta de habilidade ou de competência. Parece mais provável que a infância não tivesse lugar naquele mundo (ARIÈS, 1981, p. 50).
Segundo Llyode de Mause citado por Pinto e Sarmento (1997, p. 38): “a história da infância – refere - constituí um pesadelo do qual apenas recentemente começamos a despertar”. De acordo com Ariès (1986), o conceito de criança foi historicamente mostrando as diferenças entre os adultos e crianças. Antes as crianças não eram vistas como um ser em desenvolvimento, com características e necessidades próprias, e sim como um “adulto em miniatura”. Sua educação se dava por meio da convivência familiar, com vocábulos e tarefas indevidas para a idade.
Segundo Kohan (2004) a infância “Ela é uma etapa da vida, a primeira, o começo, que adquire sentido em função de sua projeção no tempo: o ser humano está pensado como um ser em desenvolvimento, numa relação de continuidade entre o passado, o presente e o futuro”.
A passagem da criança pela família era insignificante, suas vontades e sentimentos eram ignorados, sendo assim Ariès (1981, p.37) faz uma comparação da infância com a velhice: “porque as pessoas velhas já não têm os sentidos tão bons como já tiveram, e caducam em sua velhice [...].”. Percebe-se com essa fala que ele distinguia diferenças entre as várias fases da vida, nesse caso a velhice. Dando a entender que as crianças eram ignoradas, retratadas como adultos em miniaturas, sem levar em conta a inocência no olhar que as mesmas possuíam, o que viam das mesmas era passado despercebido e sem valor. E assim as famílias eram falhas na demonstração de cuidado e amor, porém com o tempo, na sua evolução histórica temos mudanças com relação ao cuidado com a criança.
Com o passar dos anos as crianças eram vistas como a alegria e energia da casa, ocupando um lugar no olhar dos adultos voltado à diversão e brincadeiras. Segundo Ariès, neste período surge a ideia de inocência infantil, necessitando assim de orientações de adultos sobre conduta, moral e pudor com seu próprio corpo, consequentemente começa a aparecer linguagens adequadas para se tratar com as crianças. Nas escolas passaram a se atentarem com os livros didáticos, pais e professores tinham acesso antes de ser passado aos filhos para “verificação” de tais linguagens e assuntos apresentados.
Os valores morais passaram a ser levados mais em conta, contudo, passam a ser monitorado/ vigiado cada detalhe das vidas das crianças, como até mesmo as brincadeiras que envolviam as mesmas.
Posteriormente com a globalização em alta e com a chegada predominante da internet, surge uma economia voltada para o público infantil, assunto que será discutido a frente. Percebe-se que a infância é um assunto que tem desperta muitas preocupações. É importante estabelecer que esse mercado em crescimento nem sempre atende as necessidades reais do corpo e do emocional da criança.
Vasconcelos (2012) em seu artigo “As Construções da Infância e suas Raízes Sócio‐Históricas: da Invisibilidade aos Holofotes” coloca um pensamento de Postman (1999), que cita que a infância não é distanciada de outros segmentos sociais. Dispõe em seu livro: “O desaparecimento da infância”, mostra que esse conceito social não é apenas visto como categoria biológica, mas como um produto de determinada cultura, tendo assim a criança vista como um ser diferente do adulto. Hoje essa concepção está em extinção, persuadido pelas relações entre crianças, à publicidade e os adultos, sendo assim alterada cada vez mais com o passar do tempo.
2.1 EVOLUÇÃO DAS MÍDIAS
As mídias começaram a se movimentar mais no século XX com os jornais (mídias impressas). Não havia tantas propagandas de diversas linhas de produtos como vemos hoje, então as crianças eram alvos quase inalcançáveis. Mas com o tempo percebeu-se que as crianças eram alvo para um novo mercado o “consumismo infantil”. Então, grandes empresas começaram a criar propagandas estimulando o consumo que atendessem esse alvo. Passando por várias fases, foi evoluindo com o desenvolvimento da economia e consequentemente com o comportamento social.
Nos tempos passados, há uns 45 anos, tinham-se rádios, televisões preto e branco, cartas, telefone, jornais e mesmo assim a influência da mídia não era tão massificada como vemos nos dias atuais. No final do século XX, início do século XXI, as coisas mudaram. É notória quão vasta é a ação das mídias e da publicidade em nossa atualidade, com isso as crianças tem cada vez mais o fácil acesso a qualquer tipo de informação, tornando assim um alvo certeiro para as propagandas alcançarem seus objetivos e entrar no consciente das crianças, influenciando no seu desenvolvimento estudantil e social.
A cultura moderna brasileira sofre uma grande influência da mídia televisiva, Amorim afirma que:
A influência da televisão na indústria cultural brasileira e no comportamento social é indiscutível. Sua veiculação alterou valores e impôs costumes, formando, mesmo dentro dos desníveis socioeconômicos, uma população totalmente envolvida por suas informações (AMORIN, 2008, p. 7).
Strasburger (1999) diz que a imitação dos comportamentos apresentados pelas crianças na mídia pode ser direta e imediata, ou pode ser adiada e mais sutil o que leva a entender que de qualquer forma a mídia, seja por campanhas publicitárias ou a TV de forma geral sempre influencia o comportamento das mesmas.
Os programas de TV, as propagandas, as músicas, na nossa cultura quase tudo é possível e liberado e tem seu lado positivo e negativo. Positivo em mostrar que existem várias escolhas, ruins ou boas, negativas por ter crianças e jovens tão expostos a todo tipo de informação, as quais às vezes impróprias à sua idade.
2.2 MÍDIA TELEVISIVA: BREVE HISTÓRICO
Ao passar dos anos na história da evolução da mídia, temos então a chegada das novas tecnologias, surgindo os rádios e as televisões preto e branco, mais a frente às televisões em cores, podendo assim os telespectadores terem uma ideia mais real do que se via.
A televisão é uma tecnologia que causa grande impacto na sociedade, às vezes de forma positiva por ser informativa ou às vezes de forma negativa, como foi dito acima. Por meio de transmissão verbal e visual a mídia televisiva está cada vez mais presente em nosso cotidiano, Machado afirma que:
Televisão é um termo muito amplo, que se aplica a uma gama imensa de possibilidades de produção, distribuição e consumo de imagens e sons eletrônicos: compreende desde aquilo que ocorre nas grandes redes comerciais, estatais, abertas ou pagas, até o que acontece nas pequenas emissoras locais de baixo alcance, ou o que é produzido por produtores independentes e por grupos de intervenção em canais de acesso público. Para falar de televisão, é preciso definir o corpus, ou seja, o conjunto de experiências que definem o que estamos justamente chamando de televisão (MACHADO, p.19 e 20, 2000).
Tempos atrás as mulheres eram criadas e educadas com o intuito de satisfazerem os homens, educarem os filhos, cuidarem da casa etc, com o passar do tempo e com a evolução e a modernidade, as mulheres foram conquistando seus espaços no mercado de trabalho, com isso passaram a ficar menos dependentes dos maridos e principalmente dos afazeres da casa e cuidados com os filhos. Assim, consequentemente os filhos ao chegarem da escola ou antes de irem ficam muito ligados à televisão, sendo na maioria dos casos até “educados” por ela.
A televisão é um meio de prender a atenção das crianças através de desenhos, novelas, filmes, entre outros. Segundo Kampff (2009) há programas veiculados na programação das redes de televisão, que são pensados a partir de concepções pedagógicas que exercem um papel educacional explicito, tais como tele cursos 2000 e os programas da TV escola do ministério de educação. Mas nem sempre o que se vê na televisão são programas de qualidade cultural e educacional.
A mídia televisiva é uma forma de influenciar as crianças ao consumo de produtos de beleza, escola, produtos alimentícios, brinquedos, roupas, sapatos, entre outros. Os quais na maioria das vezes não precisam desses produtos, aumentando o consumo e diminuindo nossas reservas naturais. Estimulando assim a sempre consumir mais, valorizando o ter e não o ser.
É necessário pensar na legitimidade que a mídia tem dado a criança no ingresso ao mundo dos adultos. Músicas, brincadeiras, comerciais e novelas são um convite recorrente, insistente e irrecusável do despertar de interesses, consumo de alimentos, produtos, marcas ou adoção de comportamentos. Por isso, “os governos, as empresas de produção, distribuição e financiamento devem reconhecer tanto a importância quanto a vulnerabilidade das crianças de um pais à televisão e tomar providencias no sentido de apoiá-la e protegê-la” (FEILITZEN; CARLSSON, p. 463, 2002).
Um grande problema decorrente disso tudo é que as crianças acabam por interpretar o que veem ao pé da letra, não conseguem filtrar o que é realmente verdadeiro e benéfico para elas. E é notório ver como as crianças estão cada vez mais envolvidas no “mundo adulto”, no meio de conversas e programas que os mesmos estão assistindo, por isso cabe aos pais tentarem ao máximo vigiar o que é passado pelos olhos e ouvidos das crianças.
2.3 ADULTIZAÇÃO/EROTIZAÇÃO
Discutir sobre adultização e erotização é de suma relevância para este estudo que trata sobre algumas influencias da mídia televisiva sobre as crianças, pois percebe-se que cada vez mais a infância tem sido deixada de lado.
Segundo Vasconcelos (2012) a erotização das crianças é um assunto bastante discutido na sociedade contemporânea. A exemplo tem-se Jane Felipe (2003), que aponta que o corpo infantil é cada vez mais explorado pela publicidade e, as mídias televisivas responsáveis por grande parte desta divulgação, tratando a infância como um objeto de consumo e desejo, processo chamado pela autora de “pedofilização” da sociedade.
Parece assustadora essa palavra, mas se analisar bem vai entender que realmente o que vem acontecendo na sociedade contemporânea é exatamente isso, uma “adultização” com as crianças de forma bem precoce. Pois ao contrário de estarem com os colegas da vizinhança brincando ou investindo em estudos, já estão até no mundo do trabalho, na maioria das vezes sendo modelo. Muito mais apto a serem influenciados por essa cultura do desejo, e do “ser adulto”.
Os pais devem ter uma grande preocupação em saber delimitar certas ações repetidas pelas crianças. Vale ressaltar também que nem sempre são influenciadas apenas pela mídia, mas pelos próprios pais pelo desejo de verem seus filhos parecidos com eles ou na vontade de realizar um sonho mal sucedido em sua juventude, vendo assim uma nova oportunidade em seus filhos.
Davis (2003) chama isso de “Nova Cultura”, essa geração que tem chegado cada vez mais “antenada” no mundo da internet e das mídias. O mercado e o marketing foram tão bem-sucedidos em dominar vários aspectos da civilização, a ponto de “remodelar” a maioria das culturas. Um assunto bem relevante, mas que na maioria das vezes é passado imperceptivelmente pelos olhos da sociedade, criando crianças submissas ao mundo fashion e tecnológico.
Davis (2003) cita que “o comportamento humano está sendo controlado por uma nova ordem de prazer, um novo desejo [...]”. Às vezes desejos/sonhos vindos dos pais, que não puderam realizar, são depositados nos filhos, fazendo com que logo cedo já entrem no mercado de trabalho, ou sigam tendências de moda que são inspirações na verdade para o mundo adulto.
O mundo dos games também favorece uma grande influência na vida das crianças, com atos de violência ou figuras fictícias as quais esperam e sonham um dia serem daquele jeito, com poderes, status, estilos de vida apresentados por certos personagens.
Grandes são as consequências deste mal-estar social. Além da influência psicológica causada nestas crianças e jovens, reflete e muito na escola, em sua vida estudantil, desde ao sair de casa até a hora de voltar.
O respeito com os colegas e professores, as violências presentes nas escolas com certeza tiveram índices muito mais elevados após esse imenso avanço das mídias e da tecnologia. A violência dos jogos de lutas, tiros etc., evidente nas ações das crianças, principalmente ao brincar com outro colega, ou ao tentar reagir de forma que para ele seja de defesa particular.
A influência da moda, onde as meninas adquirem sandálias e roupas desproporcionais a sua idade, tamancos e sandálias de saltos altos geram um desconforto e dores nos pés das garotas. Ao usar esses sapatos desconfortáveis impede que as meninas consigam correr, assim não participando de momentos importantes em suas vidas.
Segundo Jane Felipe (2003) a sexualidade frequentemente tem sido colocada como centro da nossa existência, por meio de um discurso universal que produz efeitos. Além disso, ela tem-se mostrado permanentemente como alvo de fiscalização e controle por parte das escolas, das famílias e até mesmo da mídia.
A internet abriu um universo de possibilidades para o sexo. Da pedofilia à prostituição, tudo se encontra no mercado virtual. Nos sites, “ricos e famosos” falam abertamente de sua vida particular. A privacidade encontrou na rede social. Todo mundo sabe onde está todo mundo, o que faz, com quem “ficou” ou dormiu (DEL PRIORE, 2012, p.11).
É notório como a globalização trouxe inúmeras mudanças culturais. Com a chegada da tecnologia, as mídias e posteriormente as redes sociais vemos o quanto a particularidade e o íntimo estão deixados de lado, com apenas um clique conseguimos saber o que famosos estão fazendo e qualquer pessoa que queira expor sua vida nas redes. Chega a ser preocupante, por não ter na maioria dos casos um filtro, com isso as crianças estão cada vez mais expostas a tudo.
3 A INFLUÊNCIA DA MÍDIA TELEVISIVA NO COMPORTAMENTO ESCOLAR
Percebe-se o quanto a mídia em geral vem influenciando as novas gerações, as quais estão mais familiarizadas com a tecnologia. Percebe-se a grande presença e interferência da televisão nos últimos tempos, o que consequentemente acaba por refletir diretamente no comportamento estudantil destas.
A mídia, nas suas múltiplas manifestações, e com muita força, assume relevante papel, ajudando a moldar visões e comportamentos. Ela veicula imagens eróticas, que estimulam crianças e adolescentes, incrementando a ansiedade e alimentando fantasias sexuais. Também informa, veicula campanhas educativas, que nem sempre são dirigidas e adequadas a esse público. Muitas vezes também moraliza e reforça preconceitos (BRASIL, 1988, p. 8).
Como ressalta Vasconcelos (2012) é notório como os comerciais, as propagandas vêm influenciando as crianças, principalmente no âmbito da moda. Percebe-se que tal influência é bem presente nas escolas. As crianças buscam se vestir como os pais, ou na maioria dos casos, os próprios pais criam essa preocupação nas crianças, em estarem sempre maquiadas, com cabelos cheios de enfeites e arcos da moda, enfim, sendo assim, como o termo usado por Postman (1999) “adultos em miniatura”.
A criança também é educada pela mídia, principalmente pela televisão. Aprende a informar-se, a conhecer - os outros, o mundo, a si mesmo - a sentir, a fantasiar, a relaxar, vendo, ouvindo, “tocando” as pessoas na tela, que lhe mostram como viver, ser feliz e infeliz, amar e odiar. A relação com a mídia eletrônica é prazerosa - ninguém obriga [...]. Mesmo durante o período escolar a mídia mostra o mundo de outra forma - mais fácil, agradável, compacta - sem precisar fazer esforço. Ela fala do cotidiano, dos sentimentos, das novidades. A mídia continua educando como contraponto à educação convencional, educa enquanto estamos entretidos (MORAN, 2000, p. 3).
Porém Pasqualotto (2014) afirma ser quase impossível privar as crianças dos anúncios publicitários. O mercado capitalista é algo que está em nosso dia a dia, assim torna-se inevitável fazer com que o público infantil não seja atingido, sendo que são também consumidores, mas esse consumo deve ser controlado com a ajuda dos pais, professores e outros segmentos da sociedade apontando a importância da valorização do “ser” e não o “ter”, além de reforçar que ao consumir em excesso estamos diminuindo os recursos naturais. Como diz a autora Azambuja (2014) aprender a dizer não, e orientá-los em consumir o que realmente é necessário e não por apenas estar na moda.
Essa influência da mídia televisiva e outras mídias acabam gerando uma mudança no comportamento das crianças em sala de aula, como por exemplo, o uso de maquiagens, sapatos de salto e quando não é necessário o uso de uniformes, usam roupas muito justas, coladas no corpo que não são apropriadas para essa idade. Percebe-se que muitas propagandas que passam nos canais televisivos, desde desenhos animados até comerciais têm influenciado as crianças em seu desenvolvimento psíquico e físico.
Fonseca e Cadete (2016) afirmam que:
Apreende-se que a mídia não apenas veicula mensagens erotizantes, mas passa informações educativas que nem sempre alcançam sua intenção de educar. Infere-se que no discurso vazio da mensagem as crianças e adolescentes podem interpretá-los com significados e sentidos também vazios de uma formação crítica e apropriada para a vida. Do vazio só se pode tirar o vazio.
Certas ideologias são apresentadas de forma oculta, e acabam apresentando que aquilo é normal e está na “moda”. Algumas propagandas mostram que, as crianças “podem” ter namorados, usarem sapatos de salto desde cedo, usarem maquiagens, mas não mostram as consequências desses produtos, como por exemplo, no caso de saltos altos, podem trazer problemas de circulação sanguínea e dores nas pernas ou até mesmo na coluna vertebral. Cabe em primeiro lugar aos pais observarem as atitudes dos filhos e o que estes têm seguido em seu dia a dia, seja pela mídia ou pelo convívio social.
Outro exemplo de uma influência negativa sobre as crianças que pode afetar o comportamento na sala de aula foi um comercial que hoje já não passa mais, mas que provavelmente influenciou crianças da época. A propaganda mostra uma sandália da apresentadora que vamos chamá-la de (E) para não ser identificada, onde é visto o incentivo a enganar os professores, e a violência em sala de aula. No início da campanha a apresentadora (E) sendo no caso a professora das crianças, pede os mesmos para mostrarem os animais que foram solicitados a levarem para a escola. Uma garota lembrou que havia esquecido esse dever e olhou para sua sandália e observou que a mesma tinha um aplique de uma borboleta, assim improvisou sua apresentação contando sobre as borboletas. Logo em seguida, um dos colegas de sala a contradiz dizendo à professora que tal borboleta não era de verdade e não voava. Assim a garota diz: “Voa sim, quer ver?” e fez uma cara de raiva/vingança, fazendo um sinal de que ia atirar a sandália no garoto. São então alguns atos que acabam por incentivar as crianças a terem comportamentos incorretos, como brigar, mentir e enganar.
Embora a mídia televisiva apresenta aspectos negativos como foi dito, traz também pontos positivos, informando assuntos relevantes e necessários para a sociedade como também programas educativos e culturais, nos quais as crianças conseguem filtrar conteúdos favoráveis.
Os pais devem estar sempre atentos ao que as crianças têm assistido e como tem sido seu comportamento dentro de casa, buscar também informações de como seu filho está na escola, delimitando regras, as quais envolvem o respeito ao próximo, a educação social dentre outras. Acredita-se que hoje deve haver um controle maior sobre as propagandas de órgãos competentes, mas a mídia virtual ainda não tem controle.
3.1 MÍDIAS X ALIMENTAÇÃO
A mídia televisiva traz alguns pontos positivos, mas em contra partida influencia negativamente em outros aspectos como a violência e a obesidade. Crianças tendem cada vez mais, a consumir e imitar comportamentos “ditados” pela mídia.
Uma grande parte das crianças passam horas de frente a televisão, acarretando talvez no espelhamento ou vontade de se parecer com determinado personagem, consumir produtos e etc.
A alimentação que é um dos fatores mais preocupantes dentro das escolas traz grande influência das mídias, por apresentarem embalagens coloridas, chamativas e que na maioria dos casos carregam imagem de alguns personagens fazendo com que seu público alvo seja facilmente atingido.
Uma propaganda que marcou uma geração da época dos anos 90 foi sobre um tipo de chocolate que ainda é vendido nos dias atuais. A propaganda mostrava uma criança fazendo uma “hipnose” pra que os pais e os telespectadores comprassem “Baton”. Como se sabe o excesso de chocolate pode causar a obesidade e/ou outros problemas de saúde. A propaganda tinha um slogan que repetia com frequência: “Compre baton, compre baton”, o que acabava “penetrando” na cabeça de algumas crianças que assistia.
Empresas alimentícias em geral têm investido grande valor em publicidade com a intenção de cada vez mais chamar a atenção de seus consumidores, consequentemente devido à alta vulnerabilidade encontrada nas crianças este foco tende a ser mais voltado para esse público. Têm-se utilizado muito como forma de atração, personagens ou pessoas públicas que fazem ou fizeram sucesso, por meio de filmes, desenhos ou programas de TVs, fazendo com que as crianças principalmente sejam alvo do desejo pelo consumo.
De acordo com Linn “o Burguer King gastou US$ 80 milhões somente em publicidade para as crianças. Quando o assunto é comida, as crianças são alvo, para tudo, de jogos de dama comestíveis a pirulitos movidos a pilha” (2006, p.128).
Segundo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), quase 60% dos brasileiros estão acima do peso. Aproximadamente 82 milhões de pessoas apresentaram IMC (Índice de massa corporal) igual ou maior do que 25 os que se refere ao sobrepeso e obesidade. De acordo com a pesquisa o excesso de peso é maior no sexo feminino (58,2%), do que no sexo masculino (55,6%).
A obesidade vem avançando cada vez mais em todos os países, principalmente nos países em desenvolvimento e tem sido um tema muito falado nos dias atuais.
Embora vemos alguns programas de TV retratando sobre a boa alimentação para adultos e crianças, existem também algumas propagandas que influenciam de forma negativa. Mas, de acordo com o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) existem programas do governo que colaboram para o crescimento, o desenvolvimento, a aprendizagem, o rendimento escolar dos alunos e a formação de hábitos alimentares saudáveis, através da alimentação oferecida na escola e de ações de educação alimentar e nutricional, como o programa PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) implantado em 1955.
O programa é concedido aos alunos de toda a educação básica (educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e educação de jovens e adultos) matriculados em escolas públicas, filantrópicas e em entidades comunitárias (conveniadas com o poder público), por meio da transferência de recursos financeiros. Espera-se que assim tendo uma alimentação equilibrada na escola os mesmo possam dar continuidade a estas orientações fora da escola também.
A Organização Mundial de Saúde aponta a obesidade como um dos maiores problemas de saúde pública no mundo. A projeção é que, em 2025, cerca de 2,3 bilhões de adultos estejam com sobrepeso; e mais de 700 milhões, obesos. O número de crianças com sobrepeso e obesidade no mundo poderia chegar a 75 milhões, caso nada seja feito.
O papel educacional e de desenvolvimento de cada indivíduo é formado não só nas escolas como essencialmente dentro da própria casa. Os pais devem acompanhar os filhos no que os mesmos vêm assistindo nas televisões e também atentar em suas atitudes diante ao mercado, como comprar tudo o que a criança pede. O adulto deve saber orientá-lo para o que deve e não deve ser adquirido, e então vem o papel do professor em dar continuidade a esses ensinamentos dentro da escola, com as interações com as demais crianças fazendo com que estas sejam futuramente adultos conscientes e percebam a importância de se ter uma alimentação saudável para não acarretar em problemas futuros, como: colesterol alto, diabetes, excesso de peso entre outros problemas.
A partir desses dados percebe-se que as propagandas sobre alimentação, sobretudo voltada para as crianças deveria ser mais fiscalizadas pelos órgãos competentes.
Silva (2014) aponta:
Os estudos do Instituto Alana indicaram que a principal causa do aumento da obesidade tanto em crianças quanto em adultos é a inadequação qualitativa e/ou quantitativa das atividades físicas: sedentarismo, excesso de horas gastas em frente à TV, aos computadores, a tablets, celulares e todas as comodidades da era tecnológica.
Isso nos mostra claramente o caminho preocupante que a sociedade moderna tem tomado. Os produtos propagados nos canais de televisão além de muito atrativo são fontes ricas de carboidratos e conservantes prejudiciais à saúde dos humanos se consumida em grande escala. Atualmente, com a falta de tempo das pessoas a probabilidade de comprar alimentos instantâneos e prontos é bem maior, os quais são enriquecidos de carboidratos dentre outras substancias, com isso a contribuição para um possível caso de obesidade dentro de nossas casas são reais.
Como consequência da obesidade infantil é possível ter crianças que sofram bullying nas escolas e que com isso sejam violentas e/ou tenham declínio de aprendizado e sucesso escolar. A escola é o primeiro contato que as crianças tem com a sociedade externa, com pessoas que não são do seu meio familiar. A partir daí constroem sua identidade e carregam para a vida toda lembranças boas ou ruins, logo, cabe aos pais acompanharem juntamente a escola o desenvolvimento e comportamento dos filhos.
3.2 MÍDIA X MODA
Determinadas pessoas preocupadas com a aparência influencia crianças ao seu redor. A preocupação dos adultos reflete na infância que através do meio em que se vive é estimulada a necessidade de tornar-se adulto precocemente, até por que as crianças buscam referências para construir sua própria personalidade.
As indústrias estão cada vez mais criando produtos com o objetivo de atrair o público infantil. Segundo Amid e Lopes (S/D/ p.3) as crianças são facilmente influenciadas devido sua realidade ser povoada por fantasias e surrealidades e não possuir um grau de julgamento do que é ético e moral.
O público infantil está cada vez mais exposto às informações que são transmitidas pela mídia televisiva e consequentemente estes são atraídos pelo que vê, levando certos comportamentos e modo de vestir como algo pertinente para sua vida. É importante salientar que as crianças estão cada vez mais antecipando a fase adulta, querendo sempre estar na moda, com unhas pintadas, maquiagem, roupa decotada, justas e curtas, além de salto alto e acessórios que complementam o look.
Segundo Calanca (2008, p. 13):
[...] Desde que se tornou possível reconhecer a ordem típica da moda como sistema, como as metamorfoses e inflexões, a moda conquistou todas as esferas da vida social, influenciando comportamentos, gostos, ideias, artes, moveis, roupas, objetos e linguagem.
As crianças ficam muito tempo em frente à televisão, com isso ficam expostas a todo tipo de propaganda. A mídia, principalmente a televisiva vê a criança como um potencial consumidor. Hoje muitos anúncios publicitários estão sendo direcionados para o público infantil e são transmitidos nos intervalos das programações voltadas para este grupo, sendo assim um alvo fácil destes anúncios, tornando desde cedo um “consumidor mirim”. De acordo com o Manual de Educação para o Consumo Sustentável (2005, p. 125):
No Brasil, a situação é crítica: as crianças passam em média seis horas por dia assistindo à televisão – mais tempo do que o dedicado à escola ou às brincadeiras com os amigos. Durante esse período, ficam expostas a todo tipo de mensagem publicitária. Frequentemente os produtos destinados a elas são anunciados por apresentadoras famosas de programas infantis, o que aumenta a influência sobre atitudes e gostos, ajuda a criar falsas necessidades e estimula o consumismo.
Os comportamentos e a personalidade de cada criança é espelhada dentro de casa com seus pais. Nos dias atuais o consumo desenfreado está em alta, mesmo com a “crise”, não deixam de consumir roupas e objetos que na maioria dos casos podem até não ser necessários. Com isso, as crianças aprendem, se espelham, reproduzem e já crescem com essa ambição de sempre ter mais e mais.
Para a realização deste trabalho fez-se necessário uma pesquisa em bibliotecas e sites como; Google Acadêmico, base de dados como SCIELLO E LILACS, livros, artigos de autores que abordam sobre a ação da mídia televisiva no comportamento dos alunos do ensino fundamental I.
Foi realizado uma pesquisa exploratória, descritiva e bibliográfica de autores que discorrem sobre algumas influências da mídia televisiva no comportamento dos alunos do 4º e 5º ano do ensino fundamental I.
A pesquisa exploratória de acordo com Gil (2002, p.41):
Têm como objetivo proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo mais explícito ou a constituir hipóteses. Pode-se dizer que estas pesquisas têm como objetivo principal o aprimoramento de ideias ou a descoberta de intuições. Seu planejamento é, portanto, bastante flexível, de modo que possibilite a consideração dos mais variados aspectos relativos ao fato estudado.
Foi feito uma pesquisa quantitativa e qualitativa (quanti quali) que tem o intuito de coletar os dados, e assim conseguir entender o sentimento de alguns professores frente a pesquisa realizada.
De acordo com Minayo (2002, p.21) a pesquisa qualitativa,
Responde a questões muito particulares. Ela se preocupa, mas ciências sociais, com um nível de realidade que não pode ser quantificado. Ou seja, ela trabalha com o universo de significados, motivos, aspirações, crenças, valores e atitudes, o que corresponde a um espaço mais profundo das relações, dos processos e dos fenômenos que não podem ser reduzidos à operacionalização de variáveis.
Segundo Gil (2002, p.42) a pesquisa descritiva tem como objetivo relatar algumas características de uma determinada população ou fenômeno. A pesquisa bibliográfica permitiu um enfoque maior no trabalho, analisando os artigos, livros e teorias de alguns autores fluentes no assunto, buscando um embasamento teórico para essa pesquisa. Segundo Gil (2002, p.44) “a pesquisa bibliográfica é desenvolvida com base em material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos”.
A pesquisa de campo enriqueceu-se este trabalho, pois buscamos através da mesma, respostas em profissionais que tem experiências e que vivenciam problemas influenciados pela mídia, principalmente a televisiva no seu cotidiano escolar. Foi elaborada uma entrevista semiestruturada, combinando perguntas fechadas e abertas onde os entrevistados puderam discorrer melhor sobre o assunto. Essas entrevistas foram feitas com professores do 4º e 5º ano do ensino fundamental I de 4 (quatro) escolas do município de Belo Horizonte, sendo elas públicas e privadas, que aceitaram participar da mesma após ler o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) e a permissão para que haja gravação de suas respostas. Após a coleta de dados, foi feito a análise das mesmas, sendo realizada em forma de blocos.
A análise das entrevistas foi elaborada a partir de 6 categorias sendo elas:
Em relação à primeira categoria intitulada como: Influência da mídia no espaço escolar, 100% dos professores entrevistados disseram que a cultura midiática influencia no comportamento dos alunos e que o professor deve ser o mediador dessa cultura mostrando os pontos positivos e negativos. Alguns professores disseram também que deve-se conscientizar os alunos em relação à proposta das propagandas. Outra professora diz que todos nós somos influenciados pela cultura midiática mas devemos mostrar para os alunos que o principal motivo é movimentar o mercado financeiro. Falou-se também que precisamos orientar não só os alunos mas as famílias, sobre o que se deve assistir de forma a se fazer críticas construtivas em relação às propagandas vinculadas à mídia.
Conforme Davis:
O mundo nunca esteve tão cheio de ameaças invisíveis – predadores ocultos que são reais apenas até o ponto em que podemos imaginá-los em nossas mentes – ou até que percebamos que eles já nos pegaram. Não podemos ver esses inimigos se aproximando. Novos vírus infectam nossos corpos. Novos vírus infectam nossas maquinas. Novos tipos de guerra e uma vigilância onipresente e inescapável tornaram-se parte do nosso cotidiano (DAVIS, p.46 e 47, 2003).
É necessário que os professores e as famílias fiquem atentos as ameaças invisíveis que invadem as salas de aula através da mídia televisiva.
Na segunda categoria é apresentado sobre a alimentação dos alunos no espaço escolar, onde os professores entrevistados afirmam que a mídia televisiva influencia na alimentação dos alunos, dizendo também que as crianças querem comer aquilo que presenciam nas propagandas, repudia aquele alimento que o seu personagem favorito não gosta.
A maioria das cantinas das escolas trabalham com alimentos saudáveis de acordo com as exigências feitas pelos governos locais, mas os alunos trazem de casa o seu próprio lanche, o qual muitas vezes não é saudável. Essa influência negativa que a mídia mostra através dos alimentos industrializados, são ricos em gordura e carboidrato e a exposição dos alunos durante muito tempo de frente a televisão causa certo sedentarismo.
É necessário pensar na legitimidade que a mídia tem dado a criança no ingresso ao mundo dos adultos. Músicas, brincadeiras, comerciais e novelas são um convite recorrente, insistente e irrecusável do despertar de interesses, consumo de alimentos, produtos, marcas ou adoção de comportamentos. Por isso, “os governos, as empresas de produção, distribuição e financiamento devem reconhecer tanto a importância quanto a vulnerabilidade das crianças de um pais à televisão e tomar providencias no sentido de apoiá-la e protegê-la” (FEILITZEN; CARLSSON, p. 463, 2002).
Como foi citado no corpo do trabalho as propagandas sobre alimentos exercem forte influência no comportamento alimentar dos alunos, como por exemplo, a propaganda “compre batom” apresentada por uma criança induzindo os pais a comprarem o produto para seus filhos.
A terceira categoria retrata a influência que a mídia exerce na construção social do aluno. Um professor disse que as propagandas remetem os produtos ao status de poder. Portanto, internalizamos que estes produtos nos valorizam no meio social, a aquisição aumenta nossa autoestima, em função dessa apreciação social. E mais uma vez, as relações pessoais, a ética, a moral, o caráter, etc. ficam em segundo plano. Outra professora afirma que a mídia é uma arma poderosa na forma de pensar, agir e principalmente na compra. Outra diz que esse impacto social é exclusão, pois nem todos tem condição de adquirir os materiais com personagens da moda, o que pode gerar a “violência”. Uma professora citou o clássico caso de uma apresentadora de televisão muito conhecida pelas mídias que assumiu a maternidade sendo “mãe solteira” influenciando adolescentes que tinham a artista como modelo.
A cultura moderna brasileira sofre uma grande influência da mídia televisiva, Amorim afirma que:
A influência da televisão na indústria cultural brasileira e no comportamento social é indiscutível. Sua veiculação alterou valores e impôs costumes, formando, mesmo dentro dos desníveis socioeconômicos, uma população totalmente envolvida por suas informações (AMORIN, 2008, p.7)
Uma professora relatou um exemplo que presenciou com um aluno, onde o mesmo dizia: “professora meu pai tá preso, ele tá dormindo num quadradinho” (ele quis dizer que estava na cela). A professora notou mudança no comportamento dele, disse que o mesmo estava mais agressivo, agitado e perguntou a mãe sobre. A mãe do garoto negou o que o mesmo havia dito, e ainda completou que ele havia assistido isso na televisão. Esse exemplo nos faz perceber como as crianças se espelham e carregam o que veem na televisão e ainda não tem a competência e maturidade de selecionar os conteúdos que são apresentados para os mesmos.
A quarta categoria aborda sobre a influência da mídia sobre o consumo de roupas, acessórios e materiais escolares dos alunos, é afirmado pelos professores sobre essa influência, pois no início do ano os alunos chegam com materiais escolares de personagens da moda e os alunos que não tem condição de comprar estes, se sentem excluídos já que acabam tendo que utilizar os materiais doados pela prefeitura. Outro exemplo citado por uma educadora é que as meninas querendo ser modelos usam muita maquiagem, calçados e roupas inadequadas para sua idade, definindo o que Vasconcelos (2012) nos diz que “a erotização das crianças é um assunto muito discutido na sociedade contemporânea”, Jane Felipe (2003) afirma que “o corpo infantil é cada vez mais explorado pela publicidade e as mídias televisivas responsáveis por grande parte dessa divulgação, tratando a infância como um objeto de consumo e desejo, processo chamado pela autora de “pedofilização” da sociedade”. Fonseca e Cadete (2016), afirmam que “apreende-se que a mídia não apenas veicula mensagens erotizantes, mas passa informações educativas que nem sempre alcançam sua intenção de educar”.
Na quinta categoria aborda sobre a influência dos desenhos animados, novelas, filmes e propagandas nas crianças, 90% dos professores entrevistados afirmaram que muitas crianças querem agir ou se vestir como os personagens de filmes e novelas, por exemplo, seguindo também algumas ações, falas/ vocábulos apresentados nestes programas. Um dos professores entrevistados nos retratou sobre um desenho de sua época, o qual tinha uma expressão muito usada pelo personagem principal: “Eu sou o He Man” fazendo com que os meninos se espelhassem nele. 10% dos professores entrevistados disseram que os alunos não trazem questionamentos do que presenciam na mídia televisiva, aceitando tudo que é imposto por não possuírem maturidade para questionar que estão sendo ludibriados pelo consumo ofertado pela mídia, e que essa mídia não está preocupada com a formação ética e moral de uma sociedade. Além disso, destacam que os pais devem perceber essas mudanças de comportamento para que possam dialogar e conscientizar seus filhos.
Outras questões foram apontadas sobre as informações transmitidas pela mídia televisiva com valores éticos, estéticos, morais, econômicos e familiares influenciando de forma positiva ou negativa através das propagandas que estão impregnadas com essas informações.
A sexta categoria retrata sobre Mídia x Educação Infantil: como fazer essa relação ter um bom rendimento, com isso os professores citaram a importância do contato com os alunos com conversas, projetos, jogos, teatros usando a mídia para confrontar dados buscando a solução de conflitos. O professor precisa agregar a mídia ao conteúdo escolar, promovendo reflexões, relacionando fatos da realidade e ainda estabelecer aos alunos o contato com diferentes mídias, como TV, jornais, revistas, rádio, etc. É preciso separar e conhecer as potencialidades que a mídia tem de favorável para a aprendizagem da criança, procurar entender as estratégias de cada uma delas, dando ao aluno a oportunidade de construção de uma criticidade, e consequentemente da tomada de decisões mais conscientes, porém cabe aos pais juntamente a escola atuarem nessa formação e conhecer os programas que os filhos assistem e analisar seus valores.
Um dos professores entrevistados defendeu a questão de sermos mais seletivos e ajudar as crianças também a serem desde pequenas. Alegou ainda que embora vemos mais notícias ruins do que boas na televisão devemos ter a capacidade de filtrar e captar o que é benéfico. Saber transformar algo negativo em algo positivo, pegar as notícias boas, os projetos sociais legais, incentivá-los a notarem e participarem destes, como por exemplo uma reforma de uma escola, incentivando os alunos a cuidarem do patrimônio escolar. No caso das chuvas, mostrarem o lado bom, buscar informações concretas como em um exemplo citado, que um engenheiro da Cemig afirmou que nos próximos cinco anos teremos luz sem resseção, mostrar aos alunos que para termos energia elétrica precisamos da água, trazendo informações que talvez dentro de casa não absorvem ou não seja comum presenciar.
As considerações apresentadas nesta pesquisa procuraram mostrar algumas influencias da mídia televisiva no comportamento dos alunos do 4º e 5º ano do ensino fundamental. Em primeiro momento destacamos que a cultura midiática influencia no comportamento dos alunos mas por outro lado, faz-se necessário a intervenção dos professores de forma a conscientizar os alunos em relação as propostas das propagandas mostrando que o principal motivo é a movimentação do mercado financeiro.
Ao realizar está pesquisa buscou-se analisar de que forma a cultura midiática influência nas escolas e quais as consequências disso. Além de compreender a melhor maneira de intervir dentro da sala de aula sobre tal assunto.
Durante a elaboração do trabalho percebeu-se que a mídia está presente dentro das escolas, principalmente nos materiais escolares, na alimentação, no vestuário e principalmente na adoção de comportamentos ditados por novelas, filmes e desenhos. As propagandas de alimentos exercem forte influência nas crianças, pois elas gostam de comer aquilo que presenciam nas propagandas, por apresentarem personagens do momento os quais as crianças estão familiarizadas. Por mais que as escolas forneçam alimentos saudáveis conforme exigências dos governos, os alunos trazem de casa o seu lanche, que muitas vezes não é saudável. Uma vez que os pais por estarem tão atarefados as vezes não tem tempo de preparar um lanche saudável para a criança, assim compram os produtos industrializados, os quais estão fortemente enfeitados de personagens e animações ou até por desconhecimento, em alguns casos, de alimentação saudável.
Pode-se perceber o quanto as crianças se espelham nos pais e o quanto estes são influenciadores. É valido destacar então que os pais devem estar atentos as atitudes tomadas no dia a dia, ao que falam e assistem perto dos filhos como também a forma e qualidade do que se consome nas lojas e shoppings.
Com a pesquisa e entrevista realizada concluímos que algumas escolas e professores fazem projetos e rodas de conversas com os alunos ajudando-os a se conscientizarem, porém esse compromisso cabe não só à escola e aos professores como principalmente aos pais de educarem e mostrarem às crianças desde pequenas dentro de casa o poder do comércio e o objetivo das marcas e propagandas, destacando a importância de ser um consumidor consciente, consumindo o que realmente é necessário, sem cair nas armadilhas da modernidade.
Essa pesquisa não está concluída, ela abre espaço para que futuros pesquisadores possam partir desse caminho para novas descobertas sobre o comportamento que a mídia televisiva exerce no futuro da nossa nação. Sendo possível a partir daqui surgir novos temas para estudos mais aprofundados.
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** aluna do curso de pedagogia
*** Professora Mestra do ensino superior da UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MINAS GERAIS- Campus de Ibirité- Faculdade de Educação
**** Professor Mestre de ensino superior da UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MINAS GERAIS- Campus de Ibirité- Faculdade de Educação.
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