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Cleber José De Oliveira (CV)
Rogério Silva Pereira
(CV)
Universidade Federal da Grande Dourados
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Sinopsis

De forma analítica lançamos luz sobre as questões de marginalidade e deslocamento discursivo que se manifestam na contemporaneidade brasileira. Por meio da análise de poemas (entendidos nessa obra como sendo o discurso sociocultural de alguns grupos) descortina-se de que modo e em que medida se manifestam as tensões/conflitos sociais que movem os processos de representação e autorrepresentação contemporâneos. Faz um recorte, dentro da esfera cultural, para refletir sobre os discursos de resistência e revide que inevitavelmente surgem da tensão do deslocamento do lócus discursivo que historicamente se deram na ordem: centro/margem; elite/povo; Estado/nação. Esse deslocamento, a nosso ver, é uma das principais características da cultura contemporânea, pois surge em meio a fortes mudanças sociopolíticas. Dessas mudanças destacamos o surgimento de uma crença (pós-ditadura militar) na tão almejada democracia, considerada por muitos talvez a única forma de amenização das diferenças socioeconômicas em nosso país. Contudo, a instauração da democracia brasileira  marcada pela promulgação da constituição de 1989, como podemos notar, também não foi capaz de acabar com as diferenças socioeconômicas tão gritantes tampouco  promover acessibilidade à cidadania para uma grande parte do povo brasileiro. Isso fez surgir uma espécie de crise de representação, ou seja, os extratos sociais marginalizados, que estão nas periferias urbanas, rejeitam o discurso de representatividade advindo das classes mais abastadas economicamente e culturalmente; e começam a ‘produzir’ seus próprios intelectuais, seus próprios representates.  Desse modo surgi um rechaço aos representantes que não sejam oriundos das próprias comunidades em questão. Observar as relações socioculturais brasileiras, com ênfase no fenômeno do deslocamento discursivo de autorrepresentação é de extrema relevância para que se possa compreender as atuais conjunturas, as formas de organização social e os rumos que nossa sociedade tem tomada pra si. É em meio a este conturbado cenário sociocultural que germina nosso objeto de estudo, a saber – o discurso marginal – que vem de encontro ao discurso elitista. É tomado, aqui, como um exemplo emblemático desse tipo de discurso à produção literária-musical de uma parcela da sociedade brasileira que historicamente foi impedida de ter amplo acesso à cidadania, o rap é esse discurso, gênero que retrata os procedimentos de exclusão que se manifestam na vida social contemporânea brasileira) e nosso objeto de reflexão neste livro.

Índice

Introdução

1. Discursos sociais periféricos: da margem para o centro
1.1- O rap e suas origens
1.2- O rap e o hip hop no Brasil
1.3- O rap na contemporaneidade: problemáticas do gênero
1.4- Rap e suas tensões: literatura? Canção?
1.5- Rap e seus diálogos possíveis: repente, reggae, rock, samba  
2. A centralidade no eu: vivências e experiências a partir da periferia
2.1- A poesia lírica do rap
2.2- O eu e o tu do rap
2.3-O rap como identidade
2.4- Rap: a crença no poder da palavra e o diálogo com o discurso evangélico
2.5- Da violência: policial, tráfico, favela
2.6- Rap: uma postura de resistência
2.7- Rap: tensão entre o ser e o ter no mundo contemporâneo
2.8- Rap: aversão à ficção?
3. O intelectual marginal do rap: características e tensões
3.1- O Intelectual: alguns conceitos “clássicos”  
3.2- Qual o papel do intelectual hoje?
3.3- O silêncio dos intelectuais
3.4- Quem é o MC? A voz da favela? Um intelectual?
3.5- O intelectual marginal: um conceito contemporâneo
Referências Bibliográficas

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