Revista: Turydes Revista Turismo y Desarrollo. ISSN 1988-5261


GEOTURISMO EM UNIDADES DE CONSERVAÇÃO: UMA ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE O PARQUE NACIONAL DE UBAJARA (CEARÁ/BRASIL) E O PARQUE MUNICIPAL GRUTA DO BACAETAVA (PARANÁ/BRASIL)

Autores e infomación del artículo

Hetienne Juliani Pontes De Aguiar*

Pedro G. Gonzales Mantilla**

Universidade Federal do Paraná, Brasil

hetienne@gmail.com

Resumo: O Geoturismo, apesar de ser um segmento turístico de recente crescimento, tem sido desenvolvido em vários países, na maioria dos casos, com relativo sucesso. Esta modalidade, que incide sobre o apelo dos recursos geológicos, é uma ferramenta de desenvolvimento socioeconômico para a população local e, no caso do Brasil, um país geodiverso, representa uma oportunidade para melhorar a qualidade de vida de seus habitantes e incentivar a conservação do seu patrimônio geológico. Neste trabalho, realizou-se uma comparação entre duas Unidades de Conservação (UCs) de potencial geoturístico: o Parque Nacional de Ubajara (PNU), no Estado do Ceará, e o Parque Municipal Gruta de Bacaetava (PMGB), no Estado do Paraná. Elas foram analisadas comparativamente através de pesquisa bibliográfica, documental e entrevistas informais, a fim de identificar os aspectos positivos da primeira, onde a atividade já está consolidada, no sentido de torná-la um exemplo positivo à segunda, que está em processo de consolidação. A elaboração de um plano de manejo consistente e a implementação de um site bem estruturado, visando a sua ampla divulgação, foram os aspectos mais significativos levantados no intuito de promover um maior desenvolvimento do geoturismo no PMGB.

Palavras-Chave: Geoturismo, Unidade de Conservação, Parque, Brasil, Ceará, Paraná, Ubajara,  Bacaetava.

Abstract: Geotourism, despite being a tourist segment recently growth, has been developed in various countries, in most cases, with relative success. This activity, which focuses on the appeal of geological resources is a socioeconomical development tool for the local population and, in the case of Brazil, one geodiverso country, represents an opportunity to improve the quality of life of its inhabitants and encourage the conservation of its geological heritage. In this work, there was a comparison between two brazilian protected areas of geotouristic potential: Ubajara National Park (PNU), in the State of Ceará, and the Municipal Park Bacaetava Cave (PMGB), in the State of Paraná. They were comparatively analyzed through bibliographical and documentary research in order to identify the positive aspects of the first, where the activity has been consolidated in order to make it a positive example to the second, which is in the consolidation process. The development of a consistent management plan and the implementation of a well structured site, with a view to its wide disclosure, were the most significant issues raised in order to promote further development of geotourism in PMGB.
Keywords: Geoturism. Protected area. Park. Brazil. Ceará. Paraná. Ubajara.  Bacaetava.

Resumen: El Geoturismo, a pesar de ser um segmento turístico de reciente crecimiento, ha sido desarrollado em varios países, en la mayoría de los casos con relativo éxito. Esta modalidad, que se basa en el atractivo de los recursos geológicos, es una herramienta de desarrollo socio-económico para la población local y, en el caso de Brasil, un país geodiverso, representa uma oportunidad para mejorar la calidad de vida de sus habitantes e incentivar la conservación de su patrimonio geológico. En este trabajo se realizó una comparación entre dos Unidades de Conservación (UCs) de potencial geoturístico: el Parque Nacional de Ubajara (PNU), en el Estado de Ceará, y el Parque Municipal Gruta de Bacaetava (PMGB), en el Estado de Paraná. Fueron analizadas comparativamente a través de uma revisión bibliográfica y documental, a fin de identificar los aspectos positivos de la primera, donde la actividad ya está consolidada, para aplicar como ejemplo en la segunda, que está en proceso de consolidación. La elaboración de um plan de manejo consistente y la implementación de un sitio web bien estructurado, apuntando a uma amplia difusión, fueron los aspectos más significativos encontrados con el propósito de promover um mayor desarrollo del geoturismo en el PMGB.
Palabras clave: Geoturismo. Unidade de Conservação. Parque. Brasil. Ceará. Paraná. Ubajara.  Bacaetava.



Para citar este artículo puede utilizar el siguiente formato:

Hetienne Juliani Pontes De Aguiar y Pedro G. Gonzales Mantilla (2016): “Geoturismo em unidades de conservação: uma análise comparativa entre o Parque Nacional de Ubajara (Ceará/Brasil) e o Parque Municipal Gruta do Bacaetava (Paraná/Brasil)”, Revista Turydes: Turismo y Desarrollo, n. 20 (junio 2016). En línea: http://www.eumed.net/rev/turydes/20/geoturismo.html


  •   INTRODUÇÃO

O Brasil, um dos países reconhecidos mundialmente por sua riqueza natural e beleza de paisagem, protege legalmente diversas áreas naturais de seu território por meio do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC). De acordo com o Ministério do Meio Ambiente (Brasil, 2007), ao instituir o SNUC, a Lei nº 9.985 / 2000 enumera, entre os objetivos do sistema, favorecer as condições e promover a educação e a interpretação ambiental, a recreação em contato com a natureza e o turismo ecológico.
De acordo com o art. 7º da lei supracitada, há duas categorias de Unidades de Conservação (UCs), sendo as Unidades de Proteção Integral (UPI), que têm como objetivo preservar a natureza, na qual é permitido apenas o uso indireto, e as Unidades de Uso Sustentável (UUS), onde o objetivo consiste em combinar a conservação da natureza com o uso sustentável de seus recursos.  Pertencem aos grupos das UPIs, Estação Ecológica, Reserva Biológica, Parque Nacional, Monumento Natural e Refúgio de Vida Silvestre. Já no grupo das UUSs se encontram a Área de Proteção Ambiental (APA), Área de Relevante Interesse Ecológico, Floresta Nacional, Reserva Extrativista, Reserva de Fauna, Reserva de Desenvolvimento Sustentável e Reserva Particular do Patrimônio Natural.
Excetuando-se as Estações Ecológicas e as Reservas Biológicas, todas as categorias de Unidades de Conservação (UCs) permitem visitas públicas, com maiores ou menores restrições. Para que a visitação ocorra naquelas permitidas, é necessário atender as regras estabelecidas no Plano de Manejo e no Plano de Uso Público.
Os estudos realizados por este trabalho se referem ao Parque Nacional de Ubajara (PNU), no Estado do Ceará, e o Parque Municipal Gruta do Bacaetava (PMGB), no Estado do Paraná, duas Unidades de Conservação que apresentam um alto potencial turístico, principalmente por seus recursos geológicos.
Buscando aliar visitação e conservação, vem se desenvolvendo um segmento turístico, no qual os visitantes se interessam pelo patrimônio geológico: o geoturismo. De acordo com Morán e Delgado (2010: 107), “o geoturismo pode ser visto como uma extensão do turismo associado particularmente ao ecoturismo”. Azevedo (2007: 23) define o geoturismo como:
 
[...] um segmento da atividade turística que tem o patrimônio geológico como seu principal atrativo e busca sua proteção por meio da conservação de seus recursos e da sensibilização do turista, utilizando, para isto, a interpretação deste patrimônio tornando-o acessível ao público leigo, além de promover a sua divulgação e o desenvolvimento das ciências da Terra.

O presente trabalho trata-se de um artigo de teor analítico e caráter exploratório, que buscou como metodologia a pesquisa bibliográfica, acompanhada de pesquisa documental, e algumas entrevistas informais realizadas com os funcionários da Prefeitura Municipal de Colombo durante visitas ao Circuito Italiano de Turismo Rural (CITUR), em abril e outubro de 2015. As informações coletadas tiveram como principal objetivo a discussão sobre o desenvolvimento do geoturismo nas duas unidades de conservação abordadas por este trabalho, estabelecendo uma comparação entre eles. A proposta para as considerações finais deste é apresentar, os pontos fortes e fracos do PNU e do PMGB, bem como apontar recomendações para a melhor utilização destas UCs, e após o processo comparativo, identificar aqueles aspectos positivos do PNU que sirvam de exemplo para melhorar o desenvolvimento do geoturismo no PMGB.

  •   ABORDAGENS TEÓRICAS SOBRE O GEOTURISMO

Nos últimos anos, diferentes autores utilizam o termo “geoturismo” para definir o turismo realizado em áreas naturais, focado especificamente na geologia e na paisagem (Newsome e Dowling, 2010 apud Moreira e Hevia, 2012: 124). Segundo Moreira e Hevia (2012: 125), “[...] o geoturismo pode ser uma estratégia para desenvolver economicamente uma região, gerar empregos, e ser utilizado para educar os visitantes, estimulando a compreensão do ambiente através de sua interpretação”. Alguns autores como Manosso (2007) consideram o geoturismo como um subsegmento do ecoturismo, porque possibilita aos turistas, conhecimentos não só ecológicos, mas científicos, culturais e principalmente geológicos. Em outra visão, para Moreira (2010), o geoturismo é um novo segmento, o qual não pode ser considerado como uma forma de ecoturismo. A autora afirma ainda que “[...] por mais que as definições de ecoturismo contenham o patrimônio natural, nenhuma delas abrange a geodiversidade como parte do produto turístico, citando muitas vezes unicamente a biodiversidade” (Moreira, 2010: 6).
O patrimônio geológico é um recurso científico, cultural e turístico, cujo uso representa uma ferramenta eficaz para a conservação da geodiversidade e o desenvolvimento econômico em áreas rurais e no ambiente dos espaços naturais protegidos. O termo geodiversidade é um conceito relativamente recente e tem recebido muitas definições por diferentes autores desde a década de 1990 (Carcavilla et al., 2008). De acordo com os autores, refere-se à diversidade geológica de uma área, definida como a variedade de características geológicas presentes em um lugar, identificadas depois pela sua freqüência, distribuição e como elas ilustram a evolução geológica.
De acordo com Nascimento et al. (2007), a identificação do potencial do atrativo geológico é o primeiro passo para o desenvolvimento do geoturismo e no Brasil, dada a extensão do seu território, é necessário um estudo significativo para esse levantamento. Os autores afirmam que o país tem exemplos reconhecidos de locais com atrativo geoturístico tais como as Cataratas de Iguaçu, Pão de Açúcar, Vila Velha, Gruta de Ubajara, Serra da Capivara, Chapada Diamantina, Chapada do Guimaraes, Lençóis Maranhenses, Pico do Cabugi, entre outros.
Segundo Lopes et al. (2011: 1), “No Brasil já existem algumas iniciativas geoturísticas cujo objetivo principal é a promoção da riqueza da geodiversidade”. Os autores mencionam que o Geopark Araripe é o único geoparque brasileiro reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). É a iniciativa geoturística mais importante no Brasil, embora existam outros projetos em desenvolvimento, como: o Projeto Caminhos Geológicos do Rio de Janeiro (RJ), o Projeto Monumentos Geológicos do Rio Grande do Norte (RN), o Projeto Monumentos Geológicos de São Paulo (SP), Projeto Caminhos Geológico da Bahia (BA), o Projeto de Sítios Geológico e Paleontológico do Estado do Paraná (PR) e as iniciativas de criação de geoparques como o do Quadrilátero Ferrífero (MG), do Ciclo do Ouro (SP) e Bodoquena-Pantanal (MT).
Na concepção de Meléndez et al. (2007 apud Moreira e Hevia 2012: 125):

São reconhecidos três grandes grupos de fatores que influenciam, favorecem ou limitam o desenvolvimento do geoturismo:

  • De caráter científico: abrange aspectos tais como a sistematização, a investigação e a definição do Patrimônio Geológico.
  • De caráter político: abrange aspectos tais como a legislação, a definição da regulamentação específica, assim como a promoção e financiamento de projetos de proteção e gestão do patrimônio.
  • De caráter social e turístico: abrange aspectos tais como a superestrutura do produto turístico (agências ou operadoras de turismo, meios de hospedagem, transportadoras turísticas, entre outros), técnicas de marketing e produtos promocionais (merchandising).

Outros aspectos muito importantes são os programas de educação e interpretação ambiental, especialmente nas unidades de conservação. De acordo com Bento e Rodrigues (2013) o geoturismo é um segmento turístico que se fundamenta nos objetivos desses programas, sendo essencial o processo de sensibilização e aprendizagem dos turistas sobre o valor dos aspectos abióticos da paisagem. Vasconcelos (2006) afirma que é necessário que os programas de visitação pública sejam bem planejados e manejados para atingir os objetivos pró-ambiente na atitude dos visitantes. Complementarmente, segundo Dowling (2009), a participação das comunidades locais e dos turistas na tomada de decisões tem um rol importante para que o geoturismo se desenvolva sustentavelmente. Conforme o autor este aspecto permite cumprir com os objetivos ambientais, sociais, culturais, econômicos e políticos dentro de um planejamento sustentável, porém é uma das partes mais difíceis de atingir.

  •   PARQUE NACIONAL DE UBAJARA

O PNU é uma Unidade de Conservação Federal de Proteção Integral, administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio. Esta área natural protegida tem como objetivo garantir a integridade e o processo de evolução do patrimônio geológico existente em Ubajara (ICMBio, 2015). Situa-se no Planalto da Bacia Sedimentar do Piauí-Maranhão, conhecido pelo nome de Planalto Ibiapaba, localizado ao Norte do Estado do Ceará, a 320 km da capital Fortaleza (Cunha, 2010).
O parque foi criado em 30 de abril de 1959, através do Decreto Federal nº 45.954/59, com uma área inicial de 4.000 hectares. Os limites da UC foram alterados em 1973 para uma área de 563 hectares e no dia 13 de dezembro de 2002 se estabeleceu, finalmente, que o Parque Nacional teria uma área de 6.288 hectares, abrangendo os municípios de Ubajara, Tianguá e Frecheirinha (ICMBio, 2015). 
De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama (2006), a região é considerada por alguns pesquisadores como um remanescente de Mata Atlântica, com prioridade máxima para conservação. Conforme o ICMBio (2015), embora o parque esteja inserido no Bioma Caatinga, está distribuído em três Ecossistemas: Floresta Ombrófila Aberta (Mata Atlântica), Floresta Subperenifólia e Caatinga. O levantamento faunístico do Parque Nacional de Ubajara incluiu os grupos Insecta (ordens Lepidoptera, Coleoptera, Diptera, Hymenoptera, Hemiptera e Homoptera) e vertebrados das classes Amphibia, Reptilia, Aves e Mammalia. Quanto aos grupos Crustacea (classe Malacostraca: ordem Decapoda), Arachnida (Araneae, Opiliones, Amblypygi e Acari) e Mollusca (ordem Gastropoda: subclasse Pulmonata) foram realizados apenas levantamentos preliminares, devido ao pequeno número de coletas (ICMBio, 2015).  Segundo o Ibama (2006:  4), a unidade de conservação se caracteriza também por:

[...] sua riqueza em recursos hídricos, com vários riachos, perenes ou intermitentes, que se juntam formando o rio Ubajara que, por sua vez descendo do Parque, atravessa áreas de clima semi-árido até lançar-se no rio Coreaú. Outra característica de sua hidrografia é sua drenagem subterrânea: na gruta de Ubajara, escavada pela erosão nas rochas, o riacho Mucuripe atravessa galerias e salas profundas, continuando depois seu curso subterrâneo.

O PNU é responsável pela preservação e conservação de onze cavernas, dentre as quais se destaca a Gruta de Ubajara, por ser aberta à visitação. Segundo o Ibama (2006), oferecem-se diversos atrativos aos visitantes, como caminhadas em meio à mata úmida e à caatinga, riachos e cachoeiras, sendo permitido tomar banhos e realizar esportes como rapel em cachoeira.

Os atrativos da Unidade de Conservação possuem fluxo bastante intenso durante o período de férias escolares e feriados prolongados, tendo a movimentação reduzida entre os meses de fevereiro a junho e agosto a novembro (ICMBio, 2015). O parque dispõe de infraestrutura administrativa e de apoio ao visitante, trilhas com sinalização e mirante (Cunha, 2010).
De acordo com Ibama (2006) não há população tradicional residente nos limites do Parque Nacional de Ubajara, mas existem muitos loteamentos com pequenos produtores rurais, tanto no interior quanto no entorno da UC. Apesar do problema fundiário, não há registro de conflito com o Ibama.
O Sistema Nacional de Unidades de Conservação, em seu art.27 determina que todas as unidades de conservação possuam plano de manejo, que se trata de um documento técnico que estabelece seu zoneamento, bem como as normas de utilização da área e de seus recursos naturais (RBMA, 2009). O PNU possui este documento, porém, somente de uma área de 563 hectares, elaborado em 2002 (Ibama, 2006).
Cunha (2010, p. 52) afirma que “A principal atração do parque é uma caverna encravada nos afloramentos de rochas calcárias, a aproximadamente 520 m de altitude, conhecida popularmente como “Gruta de Ubajara””. Conforme o ICMbio (2015), existem dois tipos de acesso à Gruta: por trilha, com extensão de 7 km, tendo uma média de quatro horas de caminhada e por teleférico, com percurso de 550 metros e duração de três minutos. O teleférico, também conhecido como bondinho, é utilizado igualmente como meio de transporte pelos moradores do Distrito de Araticum, Município de Ubajara, sendo administrado pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Turismo - SETUR. A visita é realizada com o acompanhamento de guias, os quais têm autorização do ICMBio, através do PNU, para realizarem tal atividade. Porém, de acordo com o estudo realizado por Bezerra (2005), o número de guias não satisfaz totalmente a demanda de turistas, além disso, esses profissionais carecem de conhecimento de outros idiomas além do português, para o contato com visitantes estrangeiros. 
O PNU não efetua cobrança de ingresso, mas o visitante paga por serviços como, passeio pelas trilhas, cachoeiras e visita à Gruta de Ubajara, assim como o transporte pelo teleférico, sendo obrigatório o acompanhamento de guias nos atrativos naturais, cujo trabalho é efetuado pela Cooperativa de Trabalho, Assistência ao Turismo e Prestação de Serviços Gerais – COOPTUR (ICMBio, 2015).
Um ponto forte do PNU é a divulgação via website com ampla informação turística sobre o lugar no portal da ICMBio (http://www.icmbio.gov.br/parnaubajara/guia-do-visitante.html).

  •   MUNICÍPIO DE COLOMBO E PARQUE MUNICIPAL GRUTA DO BACAETAVA

Localizado na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), a aproximadamente 18 quilômetros do centro de Curitiba, capital do Paraná (Brasil), Colombo faz divisa com sete municípios: Almirante Tamandaré, Bocaiúva do Sul, Campina Grande do Sul, Curitiba, Pinhais, Quatro Barras e Rio Branco do Sul (PMC, 2015a). Apresenta uma população com cerca de 230 mil habitantes, divididos entre a zona rural e urbana em uma área de 197, 793 km² (IBGE, 2015).
A história de Colombo teve início em 1877 com a vinda de imigrantes italianos da região do Veneto em direção ao Paraná. Fixaram-se inicialmente em Morretes, no litoral do Estado, e posteriormente subiram a Serra do Mar em direção a Curitiba. Essas famílias receberam terras a pouco mais de 20 quilômetros da capital. Outros imigrantes chegaram e diversas colônias se formaram, sendo a Colônia Alfredo Chaves a de maior destaque, dando origem a sede do futuro município que se instituiu em 5 de fevereiro de 1890. Colombo passou a integrar o município de Curitiba em 1938, sendo novamente emancipado político e administrativamente em 30 de dezembro de 1943. Diversos ofícios foram desenvolvidos pelos imigrantes, como agricultura, confecção de louça, salame, objetos em madeira, ferro, entre outros (PMC, 2015a), tendo essas características, despertado o interesse para o turismo.
De acordo com Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento da Organização das Nações Unidas (CMMAD), “O desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem a suas próprias necessidades” (CMMAD, 1991: 46). Seguindo esses preceitos, teve início o desenvolvimento do turismo em Colombo. Com os objetivos de gerar emprego e renda para a população rural, bem como conservar a natureza, no ano de 1999 foi implantado o Circuito Italiano de Turismo Rural, dando início a atividades ligadas ao turismo no Município (PMC, 2015a). O CITUR alia história a belezas naturais, propiciando aos visitantes conhecer um pouco da trajetória e herança cultural dos imigrantes italianos, como religiosidade, alimentos típicos, arquitetura e folclore. Dentre os atrativos do circuito estão: Parque Municipal da Uva, Museu Municipal Cristóforo Colombo, Memorial do Imigrante Italiano, Casa da Cultura, Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário, Morro da Cruz, Igreja São Pedro – Nossa Senhora do Caravaggio, além de vinícolas, restaurantes, chácaras, parques aquáticos, etc. Outro importante atrativo de Colombo é o Parque Municipal Gruta do Bacaetava, sendo o objeto principal de análise deste trabalho.

De acordo com a RBMA (2009: 22 - 23) para o Sistema Nacional de Unidades de Conservação:

Art. 11. O Parque Nacional tem como objetivo básico a preservação de ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica, possibilitando a realização de pesquisas e o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental, de recreação em contato com a natureza e de turismo ecológico.

Quando criado por um Município, denomina-se Parque Municipal, assim, o Parque Municipal Gruta do Bacaetava foi criado em 13 de maio de 2000 através do Decreto Municipal Nº 11143/99 e possui uma área de 173.502,45 m² (PMC, 2015a). Seu território se localiza na região Norte de Colombo, a cerca de 11 quilômetros da sede administrativa, divisa com o município de Rio Branco do Sul. A UC está inserida em área de predominância da Floresta Ombrófila Mista (FOM), que é caracterizada pela Araucaria angustifolia (Bertol.) O. Kuntze, popularmente chamada de pinheiro-do-paraná (ECA/ GEEP-ACUNGUI, 1999), apresentando também outras espécies como Imbuia, Cedro, Aroeira, Bracatinga, Caroba, Araçá, Guavirova, entre outras. A fauna local possui espécies de aranhas, opiliões, grilos, mosquitos, besouros, morcegos, entre outros (ECA/ GEEP-ACUNGUI, 1999).
A Gruta do Bacaetava, assim como qualquer cavidade natural subterrânea, é um bem da União (BRASIL. CF 1998, art.20 inciso X), estando essa inserida em área de propriedade do município e registrada no Cadastro Nacional de Cavidades Naturais Subterrâneas da Sociedade Brasileira de Espeleologia (SBE) sob nº PR-0003 (PMC, 2015a). A gruta é o principal atrativo da UC, que conta também com outras estruturas para receber seus visitantes como: 1) Centro de visitantes, onde ocorre o receptivo, além de exposições e palestras; 2) Área de lazer; 3) Capela de Nossa Senhora de Lourdes e 4) Trilha, com cerca de 140 metros, que dá acesso à gruta (PMC, 2015a).
A proximidade com Curitiba, bem como a facilidade de acesso podem ser consideras como fatores de colaboração para a visita, que se dá por diversas motivações como lazer, pesquisa, religiosidade. De acordo com o relatório de perfil e fluxo dos visitantes do ano de 2014, realizado pelo Departamento Municipal de Turismo, o parque é visitado especialmente por turistas oriundos da capital paranaense, seguido pelos próprios munícipes. Os visitantes possuem, em sua maioria, entre 31 e 45 anos, vão ao local de forma individual, principalmente aos finais de semana, sendo o mês de março o mais visitado em 2014 (PMC, 2015b).
A Gruta do Bacaetava tem grande relevância histórica e durante muitas décadas, sofreu impactos da degradação humana como pichações, acúmulo de lixo e destruição de espeleotemas, situação que só obteve melhora com a criação da Unidade de Conservação. A área de entorno do Parque já passou por constantes derrubadas de madeira para utilização da terra pela agricultura, atualmente a maior dificuldade se dá por conta da mineração de calcário.
Conforme já citado, o SNUC determina que todas as UCs possuam plano de manejo. Existe também a necessidade da elaboração, para as cavernas, de um plano de manejo Espeleológico que, segundo o Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA (Brasil, 2004), define zoneamento e normas de utilização das cavidades naturais subterrâneas. O Parque Municipal Gruta do Bacaetava possui essa documentação datada do ano de 1999, quando ainda não havia se constituído a UC. Trata-se de um documento com informações básicas, sendo necessário que sua revisão apresente maior detalhamento de zoneamento e utilização. O plano de manejo é o documento essencial para se utilizar o espaço, respeitando os preceitos de sustentabilidade.
O Parque Municipal Gruta do Bacaetava esteve fechado por um período aproximado de três meses para reforma, tendo sido retomada a visitação em junho de 2015. Atualmente, o parque é aberto aos visitantes de quarta a domingo e também em feriados, tendo, cada grupo que segue em sentido a gruta, um limite de 20 pessoas, sendo que o passeio pode ocorrer no tempo máximo de 45 minutos (ECA/ GEEP-ACUNGUI, 1999).
Um total de cinco funcionários se reveza na UC para o atendimento aos turistas, sendo três efetivos e dois estagiários. Esses funcionários foram capacitados, porém não possuem formação específica para atuar como monitor ambiental, o que é de grande importância para que a transmissão de informações ao visitante seja realizada com maior propriedade. Atualmente a visita ao parque é gratuita. 
O Parque Municipal Gruta do Bacaetava é o atrativo mais visitado no município de Colombo, sendo ferramenta para divulgação dos demais pontos do Circuito Italiano de Turismo Rural, porém este trabalho de promoção pode ser ampliado, visando maior rotatividade dos visitantes pelos atrativos do Município.

  •   ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE O PARQUE NACIONAL DE UBAJARA E O PARQUE MUNICIPAL GRUTA DO BACAETAVA

Buscando uma mais eficaz exploração do potencial geoturístico do PMGB, faz-se uma análise comparativa entre este e o PNU para que se possa verificar a possibilidade de similaridade, bem como a indicação de modelos que pudessem ser utilizados pelo primeiro. O quadro 1 mostra as diferenças e similaridades encontradas em ambas UCs.
 
As UCs possuem características bastante distintas, mesmo pertencendo à mesma categoria. Ubajara se trata de um parque nacional, administrado pelo ICMBio, enquanto Gruta do Bacaetava é um parque municipal, administrado pela Prefeitura Municipal de Colombo. A grande diferença entre as duas UCs se dá pela área. O PNU possui 6.288 hectares, já o PMGB apresenta apenas 18 hectares. Apesar da extensão do PNU, o uso público se realiza dentro da área que possui plano de manejo, abrangendo 563 hectares (IBAMA, 2006). Ainda assim, essa disparidade entre tamanhos solicita atenção para comparação, já que a maior delas apresenta quantidade superior de atrativos e infraestrutura.
O parque localizado no Ceará, apesar de apesar de possuir algumas falhas no que tange a sinalização, já possui estrutura consolidada de atendimento ao visitante, mas é preciso considerar que Ubajara foi criado há mais de 55 anos, ao passo que parque situado no Paraná foi criado há cerca de 15 anos. Cabe lembrar que, mesmo em menor escala, o PMGB também possui estrutura para receber visitantes, tendo essa sido revitalizada recentemente, o que permitirá maior conforto e segurança.
O PMGB apresenta apenas dois atrativos naturais: a gruta que denomina a UC e a trilha de acesso a ela, enquanto o PNU dispõe de três trilhas (Ibiapaba, Samambaia e Ubajara/Araticum), que dão acesso a cachoeiras, rios, mirantes e a Gruta de Ubajara, que é o principal atrativo e na qual é permitida a visitação pública. Além da trilha de acesso à gruta, o parque possui um teleférico que também leva ao local, sendo uma opção àqueles que não desejam ou não podem realizar longas caminhadas (ICMBio, 2015).
As duas UCs possuem plano de manejo, porém, o documento do PNU se refere somente a uma área de 563 hectares, enquanto que o PMGB possui um plano de manejo espeleológico com informações básicas. Atualmente o documento do PMGB se encontra em processo de revisão e atualização. O plano de manejo é uma ferramenta fundamental para cumprir com os objetivos da Unidade de Conservação e favorecer o desenvolvimento do geoturismo desde o ponto de vista científico até o político (Meléndez et al. 2007 apud Moreira e Hevia 2012: 125).
As duas UCs têm dificuldades em relação ao serviço de guiamento. A função do guia é essencial para a sensibilização e aprendizagem dos visitantes sobre o patrimônio geológico e precisa ser bem planejada para atingir esses objetivos (Bento e Rodriguez, 2013; Vasconcelos, 2006). No PNU a dificuldade se dá pela insuficiente disponibilidade de profissionais para atender o total de visitantes, além da falta de conhecimento de idiomas estrangeiros.  Na UC não há cobrança de ingresso, porém existe a obrigatoriedade de contratação dos guias para a realização dos passeios. Esse serviço é realizado pela Cooperativa de Trabalho, Assistência ao Turismo e Prestação de Serviços Gerais – COOPTUR. No PMGB também não existe a cobrança de ingresso para acesso, mas os profissionais que acompanham os visitantes não possuem formação para exercer a atividade de monitoria ambiental, sendo o serviço realizado por funcionários e estagiários da Prefeitura Municipal de Colombo.
No que tange a promoção e marketing, ambas as UCs possuem sites voltados ao uso público, apesar disso, há diferenças entre elas nesse mecanismo de divulgação. O PNU tem seu site bem estruturado, com ampla informação turística, mapas, imagens, dicas, entre outros. Já o PMGB, que possui um link na página da prefeitura municipal, não apresenta grande diversidade de informações, com estrutura pouco elucidativa e atraente para quem o acessa. Cabe lembrar que a promoção do produto turístico e o marketing dos atrativos de um patrimônio geológico favorecem o desenvolvimento do geoturismo (Meléndez et al. 2007 apud Moreira e Hevia 2012: 125).
Ambas as áreas apresentam comunidades locais que não estão envolvidas diretamente com atividade turística. Esse fato é uma ameaça para sustentabilidade do desenvolvimento do geoturismo, uma vez que é possível a ocorrência de conflitos com as atividades desenvolvidas por estas comunidades. É muito importante que as comunidades locais façam parte da tomada de decisões para cumprir com os objetivos ambientais, sociais, culturais, econômicos e políticos dentro de um planejamento sustentável (Dowling, 2009)

  •   CONSIDERAÇÕES FINAIS

O geoturismo é um tipo de turismo que acontece em meio ao ambiente natural, voltado principalmente à espeleologia. Tendo por base este segmento, o trabalho procurou identificar pontos relativos à visitação no Parque Nacional de Ubajara e no Parque Municipal Gruta do Bacaetava para verificar de que forma o primeiro poderia agregar em informação e conhecimento ao segundo.
Constataram - se diferenças entre as duas UCs, que iam desde a extensão territorial até a quantidade de atrativos e formas de visitação. O PNU vem se organizando ao longo de muitos anos, o que permitirá à essa UC uma diversificação de atrativos e infraestrutura de atendimento ao visitante. Ao analisar os referenciais existentes sobre o parque, percebeu-se a preocupação no que se refere à preservação do ambiente natural, e em especial, da Gruta de Ubajara. Esta preocupação existia no PMGB, mas se fazia necessária uma intensificação nas ações, tendo-se em vista o fato de a Gruta do Bacaetava ser o atrativo mais visitado de Colombo, com alto o risco de degradação. Para que isso não ocorresse, seria importante que o plano de manejo apresentasse dados claros, com pesquisas fundamentadas para que a utilização do local não viesse, futuramente, causar o fechamento da gruta para a visitação turística, uma vez que a conservação do ambiente natural viria antes de qualquer prática, como o geoturismo ou qualquer outra modalidade turística que possa se desenvolver na UC.
Por se um parque nacional, o PNU apresenta um portal de informações no site de ICMBio/MMA, com informações simples, porém, completas sobre a UC. Tal ferramenta dispõe ainda de dados sobre a história do local, imagens, informações administrativas e, dentre outros, o guia do visitante, que contém as orientações necessárias para o passeio ao parque. Atualmente, existe uma página sobre o PMGB no site da prefeitura municipal de Colombo, porém, com informações breves e design pouco atrativo. Com base nesse aspecto, mostrar-se-ia interessante que existisse um portal sobre esta UC, com maior interatividade, dispondo fotos e vídeos atualizados, permitindo que o visitante tivesse uma ideia prévia sobre o local a ser visitado. Além das informações turísticas, recomendar-se-ia que o plano de manejo local estivesse disponível nesse site. Em seu portal, o PNU possui um link denominado “Pesquisa Científica”, no qual estão alocadas as autorizações das pesquisas realizadas, contendo o título, área de conhecimento, instituição e pesquisador responsável. Esse tipo de ação poderia facilitar a organização de banco de dados de pesquisas realizadas no PMGB, além de auxiliar o trabalho de pesquisadores em trabalhos referente à UC.
No que se refere ao serviço de monitoria ambiental, uma alternativa para o parque localizado no Estado do Paraná seria investir na formação de guias profissionais, seguida do incentivo para a criação de grupo formalmente instituído, para atuar na UC de modo independente, em parceria com a prefeitura municipal. O retorno financeiro seria por meio da cobrança de ingresso para visitação, em que parte do valor se reverteria ao grupo, como se dá em outras UCs, como, por exemplo, o Parque Estadual Caverna do Diabo, localizado na região do Vale do Ribeira, Estado de São Paulo, Brasil. A geração de emprego e renda advinda do turismo é uma das formas de inclusão daqueles que muitas vezes permaneceram esquecidos pela sociedade. “A exclusão social tem se constituído um traço fundante da sociedade brasileira, enquanto espaço dominado pelos ditames desta economia globalizada de um Estado-nação submisso a essa ordem e, portanto, controlador dos movimentos sociais” (Coriolano, 2005: 296).
O PMGB, na condição de principal atrativo turístico do município de Colombo, revela um grande potencial para o geoturismo, já que alia o patrimônio espeleológico ao ambiente natural conservado e cultura local. Através de estratégias de planejamento da UC, pode-se fomentar a visitação ao Circuito Italiano de Turismo Rural, permitindo maior geração de emprego e renda, além do incentivo à conservação ambiental e cultural no município como um todo.

  • REFERÊNCIAS

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* Graduada em Turismo pelo Centro Universitário Monte Serrat, em Santos (2004), especialista em Gestão dos Recursos Naturais pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná, em Curitiba (2007) e Mestranda em Geografia pela Universidade Federal do Paraná, em Curitiba (2015). Atua como consultora na área de Turismo e Meio Ambiente. Ministrou aulas em cursos superior de Hotelaria, Recursos Humanos e Logística. Foi coordenadora executiva de uso público e educação ambiental do Parque Estadual Caverna do Diabo e Diretora de Turismo da Prefeitura Municipal da Estância Turística de Eldorado. Tem experiência na área de Turismo, Hotelaria e Meio Ambiente. E-mail: hetienne@gmail.com. CV completo: http://lattes.cnpq.br/9710910380827971

** Engenheiro Florestal pela Universidad Nacional Agraria La Molina (UNALM), Peru. Mestrando do Programa de Pós-graduação em Turismo, Sociedade e Meio Ambiente da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Brasil. Tem experiência na área de Turismo, com ênfase em Ecoturismo. Bolsista voluntário do Programa Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da Universidade Federal do Paraná (ITCP – UFPR), Curitiba, Brasil. E-mail: pedrogonzalogm@gmail.com CV completo: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K8124322J4


Recibido: 03/04/2016 Aceptado: 20/06/2016 Publicado: Junio de 2016

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