Revista: Turydes Revista Turismo y Desarrollo. ISSN 1988-5261


MANIFESTAÇÕES CULTURAIS RELIGIOSAS COMO POSSIBILIDADE TURÍSTICA: UM ESTUDO NO DISTRITO DE GARDÊNIA, MUNICÍPIO DE RANCHARIA/SP

Autores e infomación del artículo

Sueli Aparecida De Souza

Rosângela Custodio Cortez Thomaz

GEPTER

suelli.viana@hotmail.com

Resumo
As festas tradicionais em suas mais diversas vertentes distribuídas por todo contexto do país, têm emergido na contemporaneidade como atrativos turísticos em potenciais. Nesse sentido, simultaneamente, essa possibilidade poderá cooperar pelo avivamento e a preservação da cultura, se apoiado em um planejamento coerente com a realidade onde se realiza. Desse modo, esse estudo tem a intensão de abordar e analisar as manifestações culturais existentes no Distrito de Gardênia, município de Rancharia/SP, como as festas tradicionais religiosas (Festa de São Sebastião, Festa de São Benedito e festa de Nossa Senhora Aparecida) enquanto possibilidade turística. Buscou-se assim, verificar algumas opiniões e perfis dos participantes (os moradores locais) acerca dessas festividades os quais revelaram que mesmo em face das mudanças sociais, econômicas, espaciais e culturais, a população de Gardênia tem se empenhado por preservar sua cultura.
Palavras chaves: Festas Religiosas, Patrimônio, Turismo Cultural.

Resumen

Las fiestas tradicionales en sus diferentes vertientes distribuidos en todo el contexto del país, han emergido en la época contemporánea como atracciones turísticas en potencial. En sentido, simultaneamente, esa posibilidad puede cooperar piel  avivamento y la preservación de la cultura, si  apoyado en una planificación coherente con la realidad donde se realiza. Así, este estudio tiene la intención de abordar y analizar la manifestaciones culturales existentes en Gardênia Distrito, Município de Rancharia / SP, como la fiestas tradicionales religiosas (Fiesta de San Sebastián, Fiesta de San Benedito y fiesta de Nuestra Señora Aparecida), mientras  posibilidad turístico. Busó así, examinar  algunos pareceres y perfiles  de participantes (la residentes locales) acerca estas fiestas la cual revelaram que, mismo en anverso los  cambios sociales, económicos, espaciales y culturales, la población de Gardênia se ha dedicado a preservar su cultura.

Palabras  clave: Fiestas Religiosas; Patrimonio; Turismo Cultural.

Abstract
Traditional festivals in its various strands distributed throughout the country context , have emerged in contemporary times as tourist attractions in potential . In this sense, simultaneously , that possibility may cooperate for the revival and preservation of culture, supported by a coherent planning with reality where it is held . Thus, this study has the intention to address and analyze existing cultural events in Gardenia District, city of Rancharia / SP, as religious traditional festivals (Feast of St. Sebastian, Feast of St. Benedict and feast of Our Lady Aparecida ) while tourist possibility. It attempted to thus check some reviews and profiles of participants ( locals ) about these festivities which revealed that even in the face of social , economic, spatial and cultural changes , the population of Gardenia has been engaged to preserve their culture.
Keywords: Religious Parties ; Heritage; Cultural Tourism.



Para citar este artículo puede uitlizar el siguiente formato:

Sueli Aparecida De Souza y Rosângela Custodio Cortez Thomaz (2015): “Manifestações culturais religiosas como possibilidade turística: um estudo no distrito de Gardênia, município de Rancharia/SP”, Revista Turydes: Turismo y Desarrollo, n. 19 (diciembre 2015). En línea: http://www.eumed.net/rev/turydes/19/religion.html


1- INTRODUÇÃO

            A sociedade contemporânea, sob as implicações das contínuas mudanças (sociais, econômicas, científicas e culturais) vivenciadas nas últimas décadas tem avivado seu interesse pelo patrimônio cultural. Esse fato é compreendido por diversos motivos, dentre os quais, os próprios debates acerca da identidade, patrimônio etc., suscitados no mundo globalizado. (ALMEIDA, 2014).
            Nesse âmbito, o turismo como um sistema amplo que se movimenta pelas mais vastas ofertas de atrativos tem, nas manifestações culturais, um produto em potencial a ser aproveitado. (BENI, 1997 apud RIBEIRO, 2004). De acordo com Tomaz (2010), áreas que dispõem de bens culturais têm, na atividade turística, uma oportunidade de instrumentalizar o desenvolvimento comunitário e, simultaneamente, contribuir na preservação de suas tradições.
            Igualmente, Almeida (2014) vem corroborar que o turismo, como um fenômeno social com notável crescimento na contemporaneidade, tem assumido relevante função econômica, viabilizando dinamizar áreas deprimidas nas dimensões econômicas e sociais. Nessa lógica, Madeira (2006) adverte que, o patrimônio cultural material ou imaterial em suas mais diversas manifestações, como marca e memória das práticas do homem ao longo do tempo, necessita ser tratado com cautela por parte do poder público em uma proposta de turismo cultural.
            Posto isto, a autora (MADEIRA,           2006) acrescenta que dentre as ações que visam minimizar os impactos negativos factíveis da atividade turística estão a averiguação das opiniões dos envolvidos (moradores locais e visitantes/turistas), o gerenciamento efetivo por parte dos agentes responsáveis, como o Poder Público municipal e a adoção de programas educativos visando a preservação dos atrativos.
             No tocante as manifestações culturais, particularmente foi constatado por Souza (2012) e Souza; Thomaz (2014), que mesmo em face das mudanças socioeconômicas decorridas nas últimas décadas do Século XX, sobretudo, com a modernização da agricultura o Distrito de Gardênia (Figura 1) contém expressivos elementos culturais. A exemplo, as festas tradicionais religiosas como a Festa de São Sebastião, a Festa de São Benedito e a Festa de Nossa Senhora Aparecida, festividades que integram o calendário religioso e de eventos do Município e o cotidiano dos seus munícipes que as aguardam com grande entusiasmo.

            Assim, diante de um conjunto paisagístico e cultural aprazível as primeiras iniciativas visando ao aproveitamento das potencialidades turísticas do Distrito de Gardênia, deram-se a partir de meados da década de 1990, objetivando atrair investimentos geração de empregos. (PREFEITURA MUNICIPAL DE RANCHARIA, lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), 1996 apud SOUZA, 2012).
            Desse modo, este estudo tem a pretensão de abordar e analisar as manifestações culturais existentes no Distrito de Gardênia, como as festas tradicionais religiosas (Festa de São Sebastião, Festa de São Benedito e festa de Nossa Senhora Aparecida) enquanto possibilidade turística. Com a oportunidade de aproximação com nosso objeto de estudo1 e aportes teóricos sobre a temática, levantou-se os seguintes questionamentos: como estão organizadas as festividades religiosas no Distrito?  Houve mudanças em alguns aspectos? Quais as opiniões e motivações dos participantes, os moradores locais, sobre tais festividades?
            O estudo consiste em uma pesquisa exploratório-descritiva, de cunho qualitativo do tipo estudo de casos. Os procedimentos metodológicos utilizados na pesquisa versaram em torno de uma pesquisa bibliográfica, aplicação de questionários abertos e, observação in loco, sendo que os questionários e as observações foram realizados com os moradores locais no contexto das três festividades durante o ano de 2014. Assim, o texto está organizado em três partes além dessa introdução, em que consta um debate sobre o turismo e cultura como recurso turístico, em seguida, caracterização das festas religiosas existentes no Distrito de Gardênia, e por fim, serão explicitados os resultados obtidos na pesquisa e as considerações finais, evidenciando que mesmo sob as influencias das mudanças ocorridas no mundo contemporâneo, e, particularmente, os atrativos culturais/religiosos do Distrito terem sido apropriados como valor de troca pelo turismo, os sujeitos envolvidos na produção das festividades têm preservado a cultura local.
1.1- As festas tradicionais religiosas como possibilidades turísticas

            Conforme anunciado por Almeida (2014), a relevância do turismo como fonte econômica, tem atualmente, também inserido o patrimônio cultural como perspectiva de desenvolvimento. Assim sendo, consequentemente, revela-se o interesse pela preservação, recuperação e difusão dos diversos elementos que compõe esse patrimônio cultural, a fim de, por meio de seus aspectos singulares inserirem no mundo globalizado. (ALMEIDA, 2014). Nesse âmbito, complementa Almeida, que, para e pelo turismo as distintas manifestações culturais (festas religiosas, peregrinações etc.) são reinventadas como atrativos turísticos (ALMEIDA, 2003 apud ALMEIDA, 2014).
            Para Jurkevics (2005), as festas religiosas como fenômeno cultural têm sido recriadas e revitalizadas como um prolífero campo de investigação, ultrapassando sua perceptibilidade, demonstrando crenças e saberes de uma identidade coletiva de limitada por um tempo.  A mesma autora expõe que “as festas revelam a essência de respeito fundante à fé e a fraternidade comunal, que alimentam as manifestações religiosas e perpetuam as tradições que constituem um verdadeiro patrimônio cultural” (JURKEVICS, 2005, p.74). Dessa forma, tem-se caracterizado as festas brasileiras desde os séculos iniciais da colonização, representando um momento único de sociabilidade, posto que, majoritariamente, era por meio dessas manifestações que a população interagia. (JURKEVICS, 2005).
            Segundo Ribeiro (2004 apud SOUZA; THOMAZ, 2014, p. 156) festas populares “[…] são feitas para celebrar um acontecimento, agrícola ou religioso que faz parte do cotidiano, possui sua organização no seio da comunidade, a partir da arrecadação de recursos e da ajuda do poder municipal”. Essa concepção para o autor (2004) apud Souza (2014) está estritamente em conformidade com os símbolos e a identidade do lugar, sendo a expressão de uma comunidade que se reúne por interesses comuns pela fé, ou apenas para celebrar.
            Na compreensão de Almeida (2014) a festa em sua gênese “é um dia de celebração marcado por um contexto religioso. É o dia da demonstração pública pela qual se deseja “tocar” o espírito do próximo [...]”. (ALMEIDA, 2014, p.126). Nessa linha de compreensão, a autora (Ibid. 2014, p. 126) complementa embasada em Duvinaud (1991), que “as festas são um pretexto ideológico das sociedades que projetam nelas seus valores que elas gostariam de consolidar e, por meio da teatralização, o homem procura dar certa representação de si mesmo”.
            Para Batista (2005) apud Souza; Thomaz (2014, p.155), o fato do turismo se apropriar dos elementos existentes no espaço, como, artefatos, cultura etc. “pode contribuir por estimular manifestações culturais de um determinado local, atrair visitantes, além alavancar a economia, desde que os projetos sejam pautados nos princípios da sustentabilidade, e na participação dos sujeitos ali inseridos”.
            A Organização das Nações Unidas para a Educação e Cultura – Unesco (2005, p. 3 apud ALMEIDA, 2014, p. 128), estabelece o patrimônio como “o conjunto de elementos naturais e culturais, tangíveis e intangíveis, que são herdados do passado ou criados recentemente”.
            Na concepção de Thomaz (2010, p.38) patrimônio cultural:

É um conjunto de valores tangíveis e intangíveis que se têm conservado até nossos dias e que se identificam com um grupo humano. Um patrimônio, que vai desde o próprio meio natural ao artístico passando pelo histórico, etnológico, documental, e, mesmo, pelas formas do pensamento. É, portanto, fruto da natureza e da ação do homem, pelo qual se constitui como elo das sociedades antecedentes, que nós temos a responsabilidade de não só recuperar, conservar e transmitir senão também de acrescentar as contribuições de nosso tempo.

            Nesse sentido, de maneira mais abrangente do que representa patrimônio pode-se considerar todos os elementos materiais ou imateriais que simbolizam a ação humana, logo compreendida como cultura. (ARAGÃO; MACEDO, 2011).
            Como observou Souza (2012) e Souza; Thomaz (2014) o Distrito de Gardênia, assim como outros contextos espaciais do País, sob o corolário dos processos de modernização, notadamente na agricultura, vivenciou mudanças nas dimensões econômicas, sociais e espaciais. Entretanto, em síntese, mesmo sob as implicações dessas novas dinâmicas, a população local tem buscado preservar suas tradições por meio de suas gerações (SOUZA; THOMAZ, 2014). Dessa forma, considerando o uso e a apropriação do espaço no Distrito para a prática do turismo, as festas de natureza religiosa têm suas mais diversas relevâncias, necessitando-se assim serem analisadas com atenção.
1.1.2 - A Festa de São Sebastião
           
            Baseando-se em Ribeiro (2004) e pesquisas empíricas, Souza; Thomaz (2014, p. 8) explicitam que, a Festa de São Sebastião “se caracteriza como uma manifestação profano religiosa organizada por pessoas da comunidade, sob mediação da igreja, em que se realiza uma homenagem sacra a São Sebastião com missas, procissão, bênçãos e quermesses”.    Assim, as autoras (2014) 2 constataram por meio de fontes orais que a Festa iniciou-se em 1918, e teve como motivação o cumprimento de uma promessa a São Sebastião, em consequência de uma seca que se prolongou por vários meses.
            Portanto, com base nas autoras citadas Souza; Thomaz (2012; 2014) observou-se que a festa sofreu algumas alterações como a não execução de um sorteio para a escolha dos “festeiros” que organizarão. Há, contudo, indicações dentre a comunidade local a fim de averiguar quem serão os interessados em realizar a festa, medida tomada segundo os festeiros, para garantir a tradição, porém o rito de coroação foi preservado (Figura 2).
            Entretanto, observamos que algumas características organizacionais foram readaptadas e outras conservadas. Mesmo com a massiva perda populacional no campo a festa tem sido realizada nesse espaço, ainda que, quando necessário, em propriedade cedida por amigos e/ou parentes. 
            Nesse âmbito, de acordo com os festeiros, dentre as dificuldades atuais para a promoção da festa, considerando as mudanças ocorridas (econômicas, tecnológicas, espaciais e sociais) no contexto do Distrito, destacam-se a massiva perda populacional, especialmente no campo. Constatamos desse modo, que essa manifestação cultural é a mais tradicional e atrativa e, diferentemente das demais que serão aqui expostas sua idealização e organização, apesar de sua natureza sacra, se dá espontaneamente, por membros da comunidade que, se encarregam de realizá-la. A vista disso, o pároco da capela assume o papel de mediador somente se responsabilizando pela realização de uma missa na véspera da festa, posto que, os responsáveis pela novena é a própria comunidade. Quanto aos recursos financeiros, são obtidos durante e após a festa e não são necessariamente doados à capela.
            Conforme observamos, admitimos que por ser uma festa originária no contexto rural, com o objetivo de agradecer a chuva e as benesses da colheita, a missa é celebrada em ação de graças a esse acontecimento, com oferendas de diversos frutos e sementes. Outro fato substancioso que verificamos, é que em alguns casos, as propriedades utilizadas a fim de realizar a festa, se encontram desabitadas e arrendadas para o cultivo da cana-de-açúcar ou soja/milho, tendo a função atual de garantir que a festa se realize mesmo diante de um novo contexto produtivo.
1.1.3 - A Festa de São Benedito

            Tomando por premissa as fontes orais e Souza (2012) a origem da Festa de São Benedito está relacionada a segunda frente de colonização do Distrito em torno da década de 1930. Contexto em que um dos pioneiros devoto de São Benedito  mais precisamente, no lado oeste do Rio Capivari, doou uma gleba de terra para a construção da primeira capela, fixando-se assim o cruzeiro talhado em sua propriedade, tornando-se esse santo o padroeiro do Distrito (SOUZA, 2012).
Em síntese, a contar de sua origem, a festa esteve vinculada aos domínios da igreja, realizando-se assim quermesses com fins lucrativos com as prendas diversas doadas pela comunidade. Essa iniciativa foi aclarada desde o principio pela necessidade de manutenção e construção de infraestruturas (salão paroquial, igreja de alvenaria).
            Segundo Souza (2012) a festa de São Benedito tem sido comemorada continuamente no mês de maio por estar relacionada com a imagem representativa do santo que é descendente de escravos. Uma das mudanças ocorridas na organização dessa festa é que, também, não é realizado mais sorteios como outrora, e se restringido aos encargos de poucas pessoas da comunidade. (SOUZA, 2012).
            Entretanto, esse suposto desinteresse em sua organização não prejudicou sua continuidade, pois observamos que também é uma festa aguardada pela comunidade e por cidades vizinhas. Nesse sentido, Souza (2012), certifica que essa festa “se efetivou, transpôs gerações, modificou em sua forma – [...] mas não perdeu o sentido para a população. Atualmente, também faz parte do calendário de eventos do Município”. (SOUZA, 2012, p. 83).
 1.1.4- A Festa de Nossa Senhora Aparecida

            Souza (2012), apoiando-se em fontes orais, constatou que a Festa em homenagem à Nossa Senhora Aparecida (Figura 3)  se iniciou aproximadamente na década de 1970, sob a iniciativa de um grupo de jovens da comunidade local devotos da Santa. Assim, a festa teve até meados da década de 1985 a juventude local sob a orientação dos ministros e pároco da capela como principais sujeitos responsáveis por sua realização.

                Porém, segundo Souza (2012),  em virtude da perda populacional no Distrito, sobretudo, da população jovem em virtude das escassez de ofertas de emprego somados as novas aspirações sociais, a festa passou a ser organizada por membros ligados a capela (ministros).
                A festa se realiza no mês que se comemora o dia da aparição de Nossa Senhora Aparecida, mas não necessariamente dia doze, pois é privilegiado o fim de semana, onde são realizadas quermesses dançantes com a venda de bebidas, assados e aperitivos. Mesmo as prendas sendo angariadas e preparadas com a ajuda da comunidade, todas são revertidas em alimentos que são vendidos  com o objetivo de custeio dos gastos e manutenção do salão paroquial e da capela e 20% desse montante é repassado a diocese (Assis/SP).
                No que se refere a essas questões, a comunidade considera relevante a festa de Nossa Senhora Aparecida assim como os demais eventos terem fins recreativos e lucrativos para a conservação da capela e do salão paroquial em vista do Poder Público Municipal não contribuir com subsídios a contento.               
                No tocante aos perfis dos participantes (os moradores locais) das três festividades religiosas, foram aplicados 120 questionários em que predominaram participantes do sexo feminino (56,66%), na faixa etária de 40 a 60 anos, com 47,5%. Desses participantes,  58, 4 % conhecem o histórico do surgimentos das festividades em questão, seguido por 32, 5%  que não têm esse conhecimento, apesar de sempre participar, declarando que, não teem esse interesse, e que participam simplesmente pelo ato de festejar, rever amigos/parentes etc . O número de vezes que participaram revelam que 71% sempre participaram dessas festividades, e de 27% que já participaram aproximadamente mais de 20 vezes.
                Outras constatações relevantes se referem as motivações em participar das festas, permitindo  constatar que há uma prevalência no interesse em preservar  a tradição com 54%, sucedido por outras motivações   (reencontro e convite de famílias e/ou amigos e, devoção).No tocante a opinião sobre a infraestrutura básica e turística foi manifestado que majoritariamente, os participantes (72%) consideram que, a infraestrutura básica e turística do local onde se realiza as festividades atende as necessidades básicas, porém, podem melhorar. Dentre alguns apontamentos sobressai a manutenção  das estradas de acesso  ao local das festividades, principalmente, para a Festa de São Sebastão; a fixação de placas indicativas; maior quantidade de assentos, tendas, banheiros químicos; ar condicionado no salão paroquial e, um local apropriado para a realização da Festa de São Sebastião, haja vista, a relevância dessa festa para o Distrito atualmente, e também, que poderá ser utilizado por outros eventos, etc. Com relação a opinião da relavância  dessas festas para o Distrito, os participantes se dividiram na ordem de maior porcentagem entre, preservar a tradição, torna o Distrito conhecido e atrativo, reunir a comunidade e como diversão para a população.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

                Com base nos dados preliminares obtidos, podemos constatar que mesmo com as mudanças ocorridas na contemporaneidade  a comunidade local tem se unido a fim de preservar a sua tradição. Assim, as festas tradicionais religiosas presentes no Distrito, mesmo com algumas adaptações, têm  resistido e se efetivado como marca de uma identidade que transpôs gerações. Nesse sentido, considerando o uso e a apropriação do espaço pela prática do turismo no Distrito, e em vista de elemenos culturais em potenciais, tem no turismo cultural uma possibilidade promissora para dinamizar o Distrito.
                Entretanto, as opiniões acerca desses eventos vêm indicar que há necessidade de ações por parte dos agentes públicos esponsáveis que venham atender as reais necessidades apontadas e, assim,  por meio de um planejamento participativo contribuir para um desenvolvimento socioecônomico adequado com a realidade em questão.

REFERÊNCIAS

ALMEIDA, Maria Geralda de Almeida. Festas rurais tradicionais: novas destinações turísticas?. In: CRISTÓVÃO, Artur...[et al], (Orgs). Turismo rural em tempos de novas ruralidades. Porto Alegre: Ed. da UFRGS, 2014.     272 p.

RIBEIRO, Marcelo. Festas populares e turismo culturalinserir e valorizar, ou esquecer? O caso dos Moçambiques de Ozório, Rio Grande do Sul. PASOS: Revista de turismo y patrimônio cultural. v. 2. n.1.  Pags.47-56, Universidad de La Laguna, Islas Canarias, España, 2004. Disponível em: <http://www.pasosonline.org/

JURKEVICS, Vera Irene. Festas religiosas: a materialidade da Fé. História: Questões & Debates, Curitiba, n. 43, p. 73-86, 2005. Editora UFPR. Disponível em: Disponível em:  http://ojs.c3sl.ufpr.br/. Acesso em: 10 de maio de 2015.

MADEIRA, Pollylian Assis. Manifestações culturais como recursos turísticos: um estudo em Barão do Monte Alto. (Dissertação de mestrado em Turismo e meio Ambiente). Belo Horizonte: Centro Universitário UNA, 2006. 102 p.

SOUZA, Sueli Aparecida de. Transformações Socioespaciais no Distrito de Gardênia, Município de Rancharia – SP.  2012. 116 f. Trabalho de conclusão de curso (Bacharelado em geografia) – UNESP/ Presidente Prudente, 2012.

SOUZA, Sueli Aparecida de. THOMAZ, Rosângela Custodio Cortez. Possibilidades para o turismo cultural: o caso da Festa de São Sebastião em Gardênia, Município de Rancharia/SP. In: Élisée - Revista de Geografia da UEG, v.3,n.2, 2014. Disponível em: http://www.revista.ueg.br/index.php/elisee/article/view/3045/2127
Acesso em: 10 maio de 2015.

1 Refere-se ao projeto de pesquisa: SOUZA, Sueli Aparecida de; THOMAZ, Rosângela Custodio Cortez. A PERCEPÇÃO DO LUGAR NO ENSINO DE GEOGRAFIA: UMA PROPOSTA DE CONTRIBUIÇÃO PARA A SENSIBILIZAÇÃO TURISTICA NO DISTRITO DE GARDÊNIA, MUNICÍPIO DE RANCHARIA/SP (no prelo) – Programa de Pós Graduação em Geografia – UNESP/Presidente Prudente, 2013.

2 Ver SOUZA, THOMAZ, 2014. Possibilidades para o turismo cultural: o caso da Festa de São Sebastião em Gardênia, Município de Rancharia/SP. In: Élisée - Revista de Geografia da UEG, v.3,n.2, 2014. Disponível em: http://www.revista.ueg.br/index.php/elisee/article/view/3045/2127
Acesso em: 10 maio de 2015.


Recibido: 11/08/2015 Aceptado: 14/10/2015 Publicado: Octubre de 2015

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