TURyDES
Vol 6, Nº 15 (diciembre/dezembro 2013)

PROJETO DE INVENTARIAÇÃO DA OFERTA TURÍSTICA (INVTUR): BENEFÍCIOS PARA O PLANEJAMENTO E GESTÃO DO TURISMO, SOB O PONTO DE VISTA DOS PESQUISADORES: O CASO DA CIDADE DE PARNAÍBA (PIAUI - BRASIL)

Adriana Santos Brito (CV) y Rodrigo de Sousa Melo (CV)

1. INTRODUÇÃO

O presente artigo pretendeu discutir a realização do projeto INVTUR, a partir das etapas de investigação como ferramenta estratégica de planejamento e gestão do turismo, sob o ponto de vista dos pesquisadores do projeto, no município de Parnaíba (PI), no qual foi concretizado em parceria com a Prefeitura Municipal de Parnaíba (PI) e a Instituição de Ensino Superior a Universidade Federal do Piauí (UFPI), mas especificamente o Curso de Bacharelado em Turismo (Graduação), sendo intitulado de INVTUR: Inventário da Oferta Turística dos municípios integrantes da Região Turística Pólo Costa do Delta (Piauí-Brasil).
Uma vez que, essa produção foi fruto de estudos e pesquisas de Iniciação Científica no Programa de Iniciação Científica Voluntária (ICV/UFPI), em parceria com alunos-voluntários da disciplina de Laboratório de Inventário Turístico e também de bolsistas, do Programa Bolsa Permanência ocorrido no período de 2011 a 2012 pela Universidade Federal do Piauí (UFPI).
Neste sentido, analisou-se as informações obtidas na cidade de Parnaíba (PI), após o término do referido projeto, primeiramente por se tratar da segunda maior cidade do Estado do Piauí,  com uma população de aproximadamente 145. 705.00 habitantes entre residentes em zona urbana e rural, conforme ressalta o IBGE (2010), como também por possuir grande potencial para o turismo por situar-se estrategicamente na região norte do litoral piauiense.
A cidade tornou-se um município de maior representatividade no âmbito do turismo no Estado, pois geograficamente é a porta de entrada para o Delta do Rio Parnaíba, conforme pode ser observado na Fig. 01.

Por isso, o Turismo já vem se consolidando nesse município, onde as atrações disponíveis são inúmeras tanto naturais como culturais, a partir dessas atrações, percebe-se que há investimentos das esferas públicas e privada e que contribui na valorização do Turismo Histórico-Cultural, Científico, Esportivo e Sol & Praia que a cidade oferece a seus visitantes, consequentemente aumentará o reconhecimento, a geração de emprego e renda não só para a cidade, mas também para toda a Região Turística Pólo Costa do Delta.
Dessa maneira, o desenvolvimento do setor turístico na cidade vem sendo promovido pelo trade local, conforme os equipamentos, serviços e os recursos que a cidade disponibilizou para a inventariação e realização do projeto INVTUR, e isso torna-se  um passo importante para que ocorra o desenvolvimento da cidade em todos os setores que envolvem o turismo.
Visto que, a partir da conclusão do projeto sobre a oferta turística do município de Parnaíba (PI), todas as informações adquiridas poderão contribuir de maneira satisfatória para o desenvolvimento de estratégias e ações que influenciaram no planejamento e gestão do turismo local, conforme as considerações feitas pelos pesquisadores.
Pressupõe-se que, esse trabalho é de suma importância para a promoção e divulgação da cidade no âmbito do Turismo Nacional e Internacional, pois a mesma possui grandes atrativos turísticos, entre os quais podem citar o único Delta das Américas ou o “Delta do Rio Parnaíba”, no qual, abrigam exóticas lagoas, dunas e cerca de noventa ilhas e ilhotas.
Vale ressaltar, também que todo processo de inventariação turística requer antes planejamento e profissionais competentes, motivados e que tenham um comprometimento com o desenvolvimento do projeto, por isso, é de fundamental importância que todos profissionais de Turismo, de outras áreas, representantes dos municípios, estados, iniciativa privada e a comunidade receptora conheçam profundamente os princípios de utilização do inventário turístico e, principalmente realizem de maneira adequada, a partir dos aspectos técnicos pelos quais, estes deverão estar preparados, de acordo com a realidade de cada destino turístico.
Neste sentido, foi realizado um levantamento de todos os setores de serviços, equipamentos turísticos e estruturas de apoio ao Turismo na cidade de Parnaíba (PI), no período de 2011 a 2012, cujo intuito consistiu em caracterizar tudo o que existe no município entre atrativos, produtos, serviços e infraestrutura de apoio e turística, no qual, os dados e as informações foram inseridas parcialmente até o ano de 2012 no Sistema INVTUR do Ministério do Turismo  (MTur), de modo que posteriormente haja uma disponibilidade total no acesso ao sistema para os órgãos da instância municipal, estadual, federal, demais gestores que trabalham com o planejamento urbano tenham acesso aos dados sobre a oferta turística dos equipamentos, serviços e atrativos de Parnaíba (PI) e  incentive a promoção do município através do seu reconhecimento a nível nacional e internacional.
Considerando o exposto sobre a utilização do Sistema de Informação Turística, como ferramenta estratégica de planejamento turístico, na cidade de Parnaíba (PI), este artigo buscou responder a seguinte questão de pesquisa:

Uma vez que, a realização deste artigo, se justifica pela necessidade de expor como o processo de inventariação da oferta turística realizado no município de Parnaíba (PI), através do Projeto INVTUR, contribuirá para o levantamento das informações, tornando-se um instrumento capaz de proporcionar um dimensionamento quantitativo e qualitativo de tudo o que existe, cuja análise proporcionará conclusões sobre a utilização desta ferramenta estratégia para o planejamento e consequentemente o desenvolvimento e gestão do  turismo nesta cidade.
Dessa forma, este artigo analisou os benefícios que o projeto INVTUR após o ano de 2012, poderá trazer como ferramenta estratégica de planejamento e gestão do turismo para o município de Parnaíba (PI), sob o ponto de vista dos pesquisadores.
A realização do projeto INVTUR na cidade de Parnaíba (PI) mobilizou diferentes áreas ligadas à cadeia turística, nos bairros da cidade, cada qual foi dirigido de forma operacional, segundo o planejamento do projeto. Os gestores da esfera pública foram o Ministério do Turismo (MTur), a Secretária de Turismo do Estado do Piauí e a Superintendência  Municipal de Turismo de Parnaíba (PI).
Já os  gestores da esfera privada compreendem todo o trade turístico, desde a Hotelaria, Agências e estabelecimentos de Alimentos & Bebidas, existentes na cidade, que se classificam como agentes diretos, até os indiretos que envolvem todos os outros setores de serviços como: Hospitais, Escolas, Comércios, Postos de Gasolina, Farmácias, entre outros, pois ambos trabalham junto e formam os dados prioritários para que este projeto pudesse ser desenvolvido durante este período.
Enquanto isso, o executor do projeto foi à Instituição de Ensino Superior a Universidade Federal do Piauí (UFPI), mas especificamente o Curso de Bacharelado em Turismo (Graduação), com os alunos-voluntários da disciplina de Laboratório de Inventário Turístico, no qual foram os principais responsáveis pela coleta de dados em campo, sendo um total de (153) pesquisadores, ou seja, alunos regularmente matriculados na disciplina que desenvolveram atividades ligadas à pesquisa durante o período de 2011 a 2012, juntamente com a participação de mais 04 (quatro) bolsistas (orientandos) do Programa de Bolsa Permanência desenvolvido na UFPI e mais 02 (dois) bolsistas do Programa de Iniciação Científica Voluntária ICV/UFPI, sob a orientação de 01 (um) professor do curso e também coordenador do projeto.

2. O INVENTÁRIO TURÍSTICO COMO INSTRUMENTO ESSENCIAL AO PLANEJAMENTO E GESTÃO DO TURISMO

Todo processo de planejamento do Turismo de uma cidade, é fundamentado por ações, planos, projetos e estratégias que visam não só uma melhoria na qualidade de vida da população residente como também dos turistas que nela visita. Para que ocorra o processo de planejamento, antes é necessário que haja uma ação tanto do poder público e privado visando tornar público, tudo o que existe de atrativos, equipamentos, serviços e infraestrutura de apoio ao Turismo, por meio do levantamento dos dados e informações e o registro delas no Sistema de Informação Computacional, proposto pelo órgão de esfera federal, neste caso, o Ministério do Turismo (MTur), através do Inventário Turístico, sendo esta a principal ferramenta estratégica para o desenvolvimento de um determinado município.
Sabemos que para haver o desenvolvimento do turismo de forma responsável, é necessário, mencionarmos 03 (três) linhas de ação que devem acompanhar as atividades a serem executadas no local, conforme Feitosa (2004, 02) trata resumidamente como “Decisões,  Recursos Financeiros e Técnicos e Planejamento”.
Como foi dito, pela autora essas linhas de ação, reúnem todas as decisões, os recursos e o planejamento que são provenientes tanto pelo setor público como do privado, a fim de que haja um planejamento adequado, sustentável, conforme os possíveis atrativos que o município possa oferecer aos visitantes.
É preciso acentuar que essas etapas do planejamento turístico são divididas em 04 (quatro) fases, no qual Feitosa (2004, p. 06), afirma que se classificar em:

Com base nestas 04 (quatro) etapas, percebe-se que todas elas se tornam essenciais para o desenvolvimento de uma cidade, pois o inventário turístico trata de coletar os dados existentes em um município; o diagnóstico é toda análise dos dados realizada após o inventário; o plano de ação refere-se na criação de projetos que visaram traçar os objetivos, metas, estratégias e diretrizes para uma localidade e por último o controle e gerenciamento, este por sinal significa na avaliação constante e de longo prazo sobre tudo o que foi realizado para o desenvolvimento de todos os setores que a envolvem o turismo de uma cidade.
Para entender melhor o processo de planejamento do Turismo de uma cidade, é essencial conceituar o que seria inventario turístico, pois trata-se de uma das etapas do planejamento turístico local, assim, Brasil (2011, p. 20), define-a da seguinte maneira:

Registrar, relacionar, contar e reconhecer aquilo de que se dispõe e gerar informação, para pensar de que maneira se pode atingir determinada meta. No caso do turismo, o inventário consiste em levantar, identificar, registrar e divulgar os atrativos, serviços e equipamentos turísticos, as estruturas de apoio ao turismo, às instâncias de gestão e outros itens e condições gerais que viabilizem a atividade turística, como base de informações para que se planeje e gerencie adequadamente o processo de desenvolvimento. O intuito é dar conhecimento do que um município tem eu seja passível de utilização para fins turísticos para embasar as ações de planejamento, gestão, promoção e incentivo à comercialização do turismo a partir da doação de uma metodologia-padrão para inventariar a oferta turística no país, de modo a disponibilizar aos planejadores, gestores e visitantes informações confiáveis e atuais.

Em outras palavras, seria o processo em que gera informações sistematizadas sobre a oferta turística de um determinado município para que se planejem condições favoráveis contribuindo, dessa forma para o desenvolvimento do turismo em todos os setores que influenciam este fenômeno viabilizando assim, a promoção, o incentivo e a comercialização de uma determinada localidade, possibilitando também uma definição de prioridades, cujo, intuito é obter recursos disponíveis e ao incentivo ao turismo sustentável.
De modo similar, outros autores também consideram o inventário turístico como ferramenta de estratégia para o planejamento e desenvolvimento local, mas antes é preciso que o turismo assuma “[...] um papel de destaque como estratégia de desenvolvimento local, onde o planejamento urbano é capaz de gerar vantagens estratégicas como respostas competitivas aos novos desafios da globalização através da formação das cidades [...]”, Ruiz & Gândara (2013, p. 02).
Na visão desses autores anteriormente citados, a inventariação assume um papel importante e estratégico para o turismo, pois é através dele que podemos obter soluções cabíveis e que proporcione futuramente o planejamento e o desenvolvimento de um determinado local utilizando instrumentos que possam identificar e registrar todas as informações existentes nos setores de equipamentos e serviços de apoio ao turismo por meio do inventário turístico.
Mas, por que inventariar? Esta é a principal pergunta que os planejadores fazem quando se refere à questão do desenvolvimento do turismo de uma cidade. Nesse caso, a utilização do inventário turístico torna-se essencial, pois sem o inventário, fica impossível haver um planejamento das potencialidades turísticas de um determinado município.
Uma vez que, a partir dessa ferramenta de gestão estratégica, identificaremos as informações necessárias, a fim de se obter um diagnóstico mais preciso sobre o município, como Brasil (2011, p. 20) descreve que este procedimento “[...] permite conhecer as características e a dimensão da oferta, o que necessita ser melhorado ou aperfeiçoado [...]”, ou seja, é por meio do diagnóstico realizado pelo inventário turístico que poder-se-á planejar, investir e desenvolver o turismo de uma cidade.
Então, torna-se evidente, a relação estreita entre planejamento, turismo e informação, uma vez que para executar o processo de planejamento turístico, é necessária a existência de informações valiosas e confiáveis que permitam identificar a real situação do objeto e as perspectivas desse objeto num momento futuro, daí a utilização do inventário turístico para que se realize o procedimento, a cerca do planejamento turístico de um município, neste  caso a cidade de Parnaíba (PI).
Neste sentido, o Plano Nacional do Turismo (Brasil, 2003, p. 07) propõe uma “atividade turística como setor estratégico capaz de gerar postos de trabalho, contribuir para a valorização e proteção do patrimônio nacional, dinamizar outras economias, melhorar a vida das comunidades visitadas, e gerar divisas”, torna-se essencial buscar informações sobre a atividade turística de um município, a partir do inventário turístico.
É preciso ressaltar que essa atividade turística gera desenvolvimento e a todo o momento requer uma quantidade significativa de diferentes tipos de informações ao mesmo tempo em que o turismo gera informação, ele também necessita de informações que alimentem o gerenciamento do sistema turístico (Beni, 2007).
Além disso, é a partir dessas informações obtidas que a levará à tomada de decisão, onde é posta em prática através de uma determinada ação ou projeto, obtido a partir das etapas de processo do planejamento, ela se torna um elemento fundamental para o sucesso das decisões estabelecidas e das ações que as sucedem no turismo. (Petrocchi, 1998).
Como se pode ver o Sistema de Inventariação da Oferta Turística por meio do Projeto INVTUR, realizado pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) no Curso de Bacharelado em Turismo (Graduação), em parceria com o Ministério do Turismo (MTur), Órgãos Públicos e Privados tornou-se a única estratégia que permitirá o planejamento e a gestão de forma a resgatar, organizar e circular todos os dados pesquisados de maneira a promover o Turismo no País.
Sob esta ótica, essas parcerias fortalecem o surgimento de planos estratégicos e específicos para o desenvolvimento de uma cidade, no sentido de se tornar um importante instrumento de aumento da competitividade tanto econômica quanto a turística, no caso deste artigo, a promoção do município de Parnaíba (PI), como destino turístico, por meio do projeto  INVTUR.
É importante compreender que todo processo de inventariação turística requer atualização das informações, assim afirma Beni, (2007, p. 112), onde este vise se tornar “um processo contínuo, permanente e dinâmico”, ou seja, esse instrumento de gestão requer atualização dos dados para que o planejamento se torne essencial, a partir do momento em que se diagnóstica o real potencial de uma localidade os benefícios serão traçados através dos resultados obtidos para posterior execução desses subsídios estratégicos para um desenvolvimento do turismo sustentável.
Portanto, é de fundamental importância que o Sistema de Inventariação da Oferta Turística por meio do projeto INVTUR, esteja vinculado ao inventário turístico de um determinado município, onde haverá a partir deste uma associação ao planejamento, gestão, desenvolvimento competitividade, pois estes segmentos irão conduzir uma cidade ao Turismo de maneira sustentável, cujo intuito será na promoção e utilização dos recursos ambientais disponíveis que contribuam para o fortalecimento de um destino turístico.

3. METODOLOGIA

A proposta central deste artigo é analisar por meio das etapas de investigação os benefícios que o projeto INVTUR após o ano de 2012, poderá trazer como ferramenta estratégica de planejamento e gestão do turismo para o município de Parnaíba (PI), sob o ponto de vista dos pesquisadores.
Torna-se evidente que esta pesquisa foi desenvolvida, a partir do estudo de caso, de caráter exploratório-descritivo, tendo como principio levantar e registrar todas as informações existentes na cidade de Parnaíba (PI), de acordo com os dados obtidos pelos alunos pesquisadores do Projeto INVTUR no período de 2011 a 2012, cuja aplicação realizou-se mediante entrevistas estruturadas (formulários), seguindo os manuais de metodologia proposto pelo Ministério do Turismo (MTur) para a efetivação da Inventariação Turística.
Por outro lado, é necessário frisar como ocorreu o desenvolvimento da pesquisa para melhor entendimento, através das etapas do projeto, por isso, foi essencial uma metodologia que envolvesse 07 etapas, na qual  podemos citá-las a seguir:

Em síntese, todas essas etapas mencionadas anteriormente, formam a estrutura do projeto INVTUR na cidade de Parnaíba (PI), desde o planejamento inicial para a inventariação; levantamento e coleta dos dados em campo através da pesquisa de gabinete e mapeamento do local, para a aplicação dos formulários. Ressalvamos que, ainda está em fase de atualização o Sistema de Informação Computacional o INVTUR, proposto pelo Ministério do Turismo (MTur), para que seja  realizada, logo após a atualização deste sistema, a inserção e a validação dos dados obtidos in loco, cujo intuito é a divulgar o inventário através desse sistema de informação turística.
A partir das etapas do projeto, foram utilizados 02 (dois) modelos de instrumentos de pesquisa, conforme a proposta do Ministério do Turismo (MTur), no qual Brasil (2011, p. 24) cita-os como “formulários de pesquisa e manual operacional”, ou seja, com a utilização destes instrumentos foi possível obter os dados no Projeto INVTUR no município, cujo propósito destes instrumentos foi a facilitação das informações.
De acordo com esses  instrumentos de pesquisa utilizados no desenvolvimento do projeto INVTUR, é essencial citarmos que a estrutura dos formulários novos, seguem a forma padronizada de divisão, segundo a antiga metodologia utilizada pelo Ministério do Turismo (MTur) no ano de 2006, por isso o inventário turístico ainda permanece com a divisão de 03 (três) categorias de pesquisa que contemplam tipos e geralmente subtipos, conforme o Quadro 01, logo a baixo:

Quadro 01: Categorias  de classificação dos formulários da pesquisa

 

CATEGORIAS

 

FORMULÁRIOS

 

CLASSIFICAÇÃO

CATEGORIA  A – Infraestrutura de apoio ao Turismo

A1 – Informações básicas do município
A2 –  Meios de Acesso ao Município
A3 – Sistema de Comunicação
A4 – Sistema de Segurança
A5 – Sistema de Saúde
A6 – Sistema Educacional
A7 – Outros Serviços e Equipamento de Apoio

 

Instalações e serviços, públicos e privados, que proporcionam o bem-estar dos residentes e também dos visitantes, tais como sistema de transportes, de saúde, de comunicação, de abastecimento de água, de energia e tantas outras estruturas básicas e facilidades existentes nos municípios.

CATEGORIA B – Serviços e equipamentos turísticos

B1 – Serviços e Equipamentos de Hospedagem
B2 – Serviços e Equipamentos de Alimentos e Bebidas
B3 – Serviços e Equipamentos  de Agências  de Turismo
B4 – Serviços e Equipamentos de Transporte Turístico
B5 – Serviços e Equipamentos para Eventos
B6 – Serviços e Equipamentos de Lazer
B7 – Outros Serviços e Equipamentos Turísticos

 

Estabelecimentos e prestadores de serviços que dão condições para que o visitante tenha uma boa estada: hospedagem, alimentação, diversão, transporte, agenciamento, etc.

CATEGORIA C – Atrativos turísticos

C1 –  Atrativos Naturais
C2 – Atrativos Culturais
C3 – Atividades Econômicas
C4 –  Realizações Técnicas e Cientificas Contemporâneas
C5 – Eventos Programados

Elementos da natureza, da cultura e da sociedade, lugares, acontecimentos, objetos, pessoas, ações que motivam alguém a sair do seu local de residência para conhecê-los ou vivenciá-los.

Fonte: Brasil (2011).
.
Segundo, o Quadro 01, o projeto INVTUR teve uma abordagem em qualificar e quantificar as informações, a partir da aplicação do instrumento de coleta de dados fornecido pelo Ministério do Turismo, (Brasil, 2006) e (Brasil, 2011), contendo um (01) manual operacional que se divide nas 03 (três) categorias de classificação A (Infraestrutura de apoio ao município), B (Serviços e equipamentos turísticos) e C (Atrativos turísticos) e os seus respectivos formulários seguindo cada categoria.
Cabe esclarecer que, o projeto coletou as informações necessárias sobre as instalações, serviços públicos e privados existentes no período de 2011 a 2012, como também os estabelecimentos e prestadores de serviços de hospedagem, alimentação, diversão, transporte, agenciamento, e também aos elementos da natureza, da cultura e da sociedade seguindo a proposta pelo Ministério do Turismo (MTur), para que após o término do projeto fornecessem dados para o desenvolvimento deste artigo.
Com isso os dados obtidos, (os empíricos coletados em campo) foram analisados, de acordo com a proposta do Ministério do Turismo (MTur), seguindo as etapas de investigação do projeto INVTUR, de modo que se estabeleça conclusões, sob o ponto de vista dos pesquisadores para um planejamento e gestão do turismo na cidade, a partir da realização desta pesquisa.  

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

É preciso acentuar que, durante a realização do projeto foi identificado e inventariado pelos alunos-voluntários (pesquisadores) uma quantidade significativa de 500 formulários, classificados de acordo com cada categoria de pesquisa (A, B e C), conforme percentual de elementos existentes no município, como mostra o Quadro 02:

Quadro 02: Categorias e quantidade de formulários aplicados no município de Parnaíba (PI)

 

CATEGORIAS

 

QUANTIDADE DE FORMULÁRIOS APLICADOS

 

A1 – Informações básicas do município

01

A2 –  Meios de Acesso ao Município

 

03

A3 – Sistema de Comunicação

 

33

A4 – Sistema de Segurança

 

12

A5 – Sistema de Saúde

 

74

A6 – Sistema Educacional

 

33

 

A7 – Outros Serviços e Equipamento de Apoio

58

B1 – Serviços e Equipamentos de Hospedagem

 

30

B2 – Serviços e Equipamentos de Alimentos e Bebidas

103

B3 – Serviços e Equipamentos  de Agências  de Turismo

08

B4 – Serviços e Equipamentos de Transporte Turístico

05

 

B5 – Serviços e Equipamentos para Eventos

03

 

B6 – Serviços e Equipamentos de Lazer

09

B7 – Outros Serviços e Equipamentos Turísticos

00

C1 –  Atrativos Naturais

 

09

C2 – Atrativos Culturais

 

43

C3 – Atividades Econômicas

 

40

 

C4 –  Realizações Técnicas e Científicas Contemporâneas

01

C5 – Eventos Programados

 

35

 

TOTAL

 

500

            Fonte: Dados da pesquisa (2011/2012).

Com base no Quadro 02, citado anteriormente, o universo pesquisado, ou seja, os formulários das categorias (A, B e C) aplicados foram constituídos de: instalações e serviços, públicos e privados, estabelecimentos e prestadores de serviços e elementos da natureza, da cultura e da sociedade, existentes no município no período de 2011 a 2012, segundo os pesquisadores do projeto INVTUR.
A partir da quantidade de elementos e locais inventariados de acordo com o  Quadro 02, iremos tratar das informações obtidas durante as saídas a campo pelo projeto INVTUR, mediante a análise geral, cujo intuito é responder  a questão desta pesquisa, com relação aos benefícios que o projeto irá trazer para a cidade, após a sua conclusão, como ferramenta estratégica para o planejamento e gestão do turismo.
Em síntese, serão relatadas a partir deste parágrafo, as contribuições destes  pesquisadores na identificação das informações obtidas por eles durante as saídas a campo e se estas tornaram-se essenciais para o planejamento de gestão do turismo do município, a partir dos instrumentos utilizados na metodologia, (manual e formulários), no período de 2011 a 2012 na cidade de Parnaíba (PI), mediante a atuação dos pesquisadores e dos bolsistas envolvidos nas etapas de investigação da pesquisa.
Para isso, o projeto foi realizado com a ajuda um total de 153 (cento cinquenta e três) entre alunos-voluntários e bolsistas que optaram pelo trabalho voluntário ao longo do período estabelecido para o desenvolvimento da pesquisa, a partir da disciplina de Laboratório de Inventário Turístico, juntamente com a orientação de 01 (um) professor e coordenador do projeto, sob a supervisão de bolsistas tanto do Programa de Iniciação Científica Voluntária (ICV/UFPI) como do Programa Bolsa Permanência/UFPI, ocorrido no período de 2011 a 2012 pela Universidade Federal do Piauí (UFPI).
Como se pode ver no Gráfico 01, logo abaixo, mediante a supervisão dos bolsistas do Projeto INVTUR (2011/2012) pertencente ao Programa Bolsa Permanência correspondente a 04 ou (67%) dos alunos, juntamente com os outros bolsistas do Programa de Iniciação Científica Voluntária referente a 02 ou (33%), os mesmos perceberam a necessidade de realização de um planejamento geral, a partir de uma pesquisa de gabinete, antes mesmo das saídas a campo, para coletarem os dados e as informações, onde todos (coordenador e os pesquisadores) seguiam por meio de roteiro pré-estabelecido através de um mapa situando os locais e estabelecimentos já marcados para serem inventariados no município de Parnaíba (PI). Neste momento, torna-se evidente, que os pesquisadores do projeto INVTUR utilizaram-se do planejamento estratégico, seguindo as normas estabelecidas do manual proposto pelo Ministério do Turismo (2011).

Em seguida, conforme o Gráfico 02 abaixo, para o início das saídas a campo (coletas dos dados e informações), a partir do planejamento geral e estratégico, citado no parágrafo anterior referindo-se aos estabelecimentos e locais a serem inventariados, conforme a proposta de realização do projeto INVTUR, foi solicitada uma quantidade inicial de 35 ou (47%) dos alunos que optaram por trabalharem como pesquisadores voluntários do projeto no semestre de 2011.1, em que estes estavam cursando a disciplina de Laboratório de Inventário Turístico, no qual desenvolveram a pesquisa até a conclusão desta por estes discentes no final do semestre de 2011.1.
Para o desenvolvimento do Projeto INVTUR ao longo do semestre de 2011.2 e 2012.1, durante a realização da coleta de dados e aplicação dos formulários, houve uma série de informações, na qual forma analisadas pelos pesquisadores, sendo orientado por 01 (um) coordenador, e desenvolvido pelos 147 (cento quarenta e sete) alunos-voluntários e mais 06 (seis) bolsistas, onde se pôde verificar no Gráfico 03, logo abaixo que nas saídas a campo, onde os pesquisadores, ou seja, os 69 ou (46%) que optaram pelo trabalho voluntário do projeto, buscavam responder aos elementos sugeridos no quesito do formulário “observações”, onde estes procuravam as informações adicionais para o preenchimento deste, sobre o que era tratado no decorrer da aplicação dos formulários.

Já o Gráfico 04, abaixo apresenta o término do Projeto INVTUR no semestre de 2012.2, a partir das aplicações dos formulários que faltavam pelos alunos-voluntários (pesquisadores) correspondentes a 43 ou (49%) dos discentes regularmente matriculados na disciplina de Laboratório de Inventário Turístico, durante este período.

Nesta etapa, ocorreu à conclusão do projeto (2011/2012) com relação às aplicações dos formulários aos estabelecimentos e locais inventariados pelos pesquisadores, assim como houve a  análise de todos os formulários e tabulação dos dados obtidos a campo durante todo o período de realização da pesquisa, função esta realizada pelos 02 (dois) bolsistas do Programa de Iniciação Científica Voluntária (ICV/UFPI), sob a orientação do coordenador do projeto e também professor da disciplina, seguindo o manual proposto pelo Ministério do Turismo (2011).
Partindo-se da análise e tabulação dos dados obtidos pelos pesquisadores do  Projeto INVTUR, foi realizado um trabalho em conjunto com todos os sujeitos envolvidos, coordenador da pesquisa, alunos-voluntários e os bolsistas do Curso de Bacharelado em Turismo (Graduação) da UFPI, juntamente com os demais parceiros do projeto, os gestores da esfera pública, sendo o Ministério do Turismo (MTur), a Secretária de Turismo do Estado do Piauí e a Superintendência  Municipal de Turismo de Parnaíba (PI), na qual forneceram aos pesquisadores um treinamento, no qual aprenderam a inserir todos os dados e as informações da pesquisa no Sistema de Informação Turística (INVTUR) que está disponível no site do Ministério do Turismo nesta página: (https://www.inventario.turismo.gov.br).
Durante esse treinamento os sujeitos envolvidos no projeto (coordenador da pesquisa, alunos-voluntários e os bolsistas) ambos os pesquisadores, inseriram parcialmente os formulários neste sistema de informação computacional. Atualmente todas as informações adquiridas pelos alunos-voluntários (pesquisadores) nos formulários do Projeto INVTUR, se encontram salvas no Sistema de Informação Turística (INVTUR), onde espera-se uma atualização total deste sistema, validação e a criação do banco de dados unificado da inventariação pelo próprio Ministério do Turismo (MTur) para que seja refeitas algumas modificações e uma renovação dos formulários e acréscimos de outros novos, pois esta pesquisa será realizada constantemente, conforme Beni, (2007, p. 112), menciona como “um processo contínuo, permanente e dinâmico”, ou seja, esse instrumento de gestão requer atualização dos dados para que o planejamento de um município se torne essencial ao desenvolvimento, no caso da cidade de Parnaíba (PI).
Por fim, o Gráfico 05, logo abaixo, nos mostra a quantidade significativa de pesquisadores que trabalharam durante toda a realização do Projeto INVTUR no período de 2011 a 2012, onde obteve-se uma quantidade de 79 ou (52%) dos alunos da disciplina de Laboratório de Inventário Turístico no ano de 2012 em comparação ao ano anterior de 2011, no qual participaram somente 68 ou (44%), juntamente com a supervisão de 04 ou (3%) bolsistas pertencentes ao Programa Bolsa Permanência (2011/2012) e outros 02 ou (1%) referente aos bolsistas do Programa de Iniciação Científica Voluntária (ICV/UFPI), totalizando uma quantidade de 153 (cento cinquenta e três), sob a orientação do coordenador do projeto e também professor da disciplina, sendo que ambos os pesquisadores participaram voluntariamente do projeto.

Cabe frisar, neste artigo que o Projeto INVTUR foi exposto pelos bolsistas do Programa de Iniciação Científica Voluntária (ICV/UFPI) no evento organizado pela própria Universidade Federal do Piauí (UFPI) denominado de XXI Seminário de Iniciação Científica (IC/UFPI), ocorrido nos dias 24 a 26 de outubro de 2012 na capital Teresina (PI), por meio de entrega de relatório final e apresentação desta pesquisa na sessão de painéis, pois a mesma foi fruto de estudos e pesquisas de iniciação científica por parte dos 02 (dois) alunos-bolsistas (orientandos) que trabalharam durante o período de 2011 a 2012 voluntariamente e acreditaram que a partir da conclusão do projeto, este se tornará um instrumento essencial para o planejamento e gestão do turismo na Região Turística Pólo Costa do Delta.
É preciso ressaltar que a parceria dos gestores da esfera pública, o Ministério do Turismo (MTur), a Secretária de Turismo do Estado do Piauí, Superintendência  Municipal de Turismo de Parnaíba (PI) e a Universidade Federal do Piauí (UFPI) com o Curso de Bacharelado em Turismo (Graduação), mas especificamente os alunos da disciplina de Laboratório de Inventário Turístico e os demais bolsistas, totalizando uma quantidade de 153 (cento cinquenta e três) pesquisadores e 01 (um) coordenador no período de 2011 a 2012.
Assim como, os gestores da esfera privada que compreendem todo o trade turístico, desde a Hotelaria, Agências e estabelecimentos de Alimentos & Bebidas, existentes na cidade, que se classificam como agentes diretos, até os indiretos que envolvem todos os outros setores de serviços, pois ambos trabalham junto e formam os dados prioritários, foram essenciais para o desenvolvimento do Projeto INVTUR.
Em resposta a questão da pesquisa e seguindo o objetivo deste artigo, sob o ponto de vista dos pesquisadores, os benefícios que o Projeto INVTUR irá disponibilizar para a cidade de Parnaíba (PI), serão muitos no quesito planejamento e gestão dos setores que envolvem o turismo, dentre os quais pode-se citar no Quadro 03.

Quadro 03: Categorias e benefícios após a conclusão do Projeto INVTUR (2011/2012) na cidade de Parnaíba (PI)

 

CATEGORIAS

 

BENEFÍCIOS

INFRAESTRUTURA GERAL

  • Ampliar da infraestrutura geral: saúde pública, energia, água, segurança, urbanização e comunicação e de acesso (sistemas de transportes: aeroviário, rodoviário e aquaviário), a partir da localização favorável da cidade de Parnaíba está entre a Rota das Emoções, o que consequentemente transformará num município que recepcionará um número favorável de turistas e visitantes na cidade;

TURISMO

  • Aumentar dos serviços turísticos como: sinalização turística, distribuição de centros de atendimentos em toda a cidade;
  • Implantar de espaços para eventos;
  • Disponibilizar de uma oferta de estabelecimentos diferenciados e modernos de meios de hospedagens e restaurantes;
  • Aumentar a qualificação profissional garantindo o  turismo receptivo de qualidade;

MARKETING

  • Aumentar a divulgação dos atrativos turísticos: naturais e culturais e realizar feiras e eventos científicos, técnicos e artísticos programados anualmente na cidade, através da divulgação de material promocional e criação de websites que promovam o marketing local, nacional e internacional;

POLÍTICAS PÚBLICAS

  • Criar Políticas Públicas que envolvam: planos, programas, projetos de roteirização na cidade;
  • Criar de um programa estatístico relacionado ao turismo que forneça dados sobre a oferta e a demanda de turistas na cidade, assim como a medição dos impactos causados pelo turismo;
  • Criar um setor específico que trabalhe no aprofundamento de estudos e pesquisas em turismo a ser realizado pelas esferas: Municipal, Estadual e Federal, e cooperem junto para o desenvolvimento do turismo na região, a partir da sensibilização de um planejamento adequado e sustentável;

ECONOMIA

  • Aumentar a quantidade de empregos e melhorar a renda em torno da região, como consequência da participação das esferas públicas e privadas e o setor de serviços, a partir da disponibilização de uma infraestrutura referente á comunicação, aos negócios e aos futuros empreendimentos que alavancarão a economia desta cidade;
  • Melhorar a relação da capacidade empresarial por meio de um aumento da capacidade profissional, no quesito trabalho, com a entrada de grupos nacionais e internacionais no setor do turismo, havendo dessa forma, uma grande quantidade de empresas a serem futuramente implantadas na cidade, como consequência disso haverá maior concorrência neste setor;

SUSTENTABILIDADE

  • Sugerir dos governantes, ações educacionais referentes aos aspectos sociais, para que haja um aumento significativo no setor da educação, pois é a partir desta área que haverá um aumento do número de profissionais formados e qualificadores para trabalharem em todos os setores que envolvem o turismo da cidade;
  • Criar políticas que envolvam programas e projetos para ajudar na prevenção, no enfretamento e na exploração sexual de crianças e jovens;
  • Expor através da divulgação à  população residente não só na cidade, mas também em todo o Estado que estes conheçam os atrativos turísticos que o município de Parnaíba disponibiliza á seus visitantes;
  • Ampliar sem causar danos ao meio ambiente e ecossistema na região, no quesito aspectos ambientais a distribuição de uma rede que forneça água de qualidade e esgoto em toda a cidade, de forma a não destinar os resíduos sólidos nos locais de preservação ambiental;
  • Apresentar à população residente no município ações de sensibilização e combate a poluição ambiental;
  • Estabelecer programas que realizem o monitoramento e controle nas Unidades de Conservação em todo o território do município, neste caso, a APA (Área de Proteção Ambiental) do Delta do Parnaíba, a partir do Código Ambiental municipal e;
  • Promover e divulgar a produção cultural na cidade, relacionando o Turismo e o Patrimônio histórico-cultural tanto para a sociedade residente como para os turistas e visitantes, com relação aos aspectos culturais.

Fonte: Dados da pesquisa (2011/2012).

Pode-se concluir neste artigo, conforme as categorias mencionadas no Quadro 03,  a partir da realização do Projeto INVTUR na cidade de Parnaíba (PI), sob o ponto de vista dos pesquisadores, é possível haver um planejamento e uma gestão descentralizada no desenvolvimento desta, a partir desse instrumento que é capaz de beneficiar todos os setores que envolvem os serviços, desde a esfera pública até a privada.
A partir da  criação de um banco de dados pelo Sistema de Informação Turística (INVTUR), segundo o Ministério do Turismo (MTur), será disponibilizado futuramente para gestores, empresários, turistas e a sociedade em geral, fazendo com que ocorra a divulgação desse destino denominado de Região Turística Pólo Costa do Delta, como consequência irá influenciar a partir dessa divulgação, a criação de ações, planos, projetos e estratégias por parte dos gestores públicos e empresários que visará não só uma melhoria na qualidade de vida da população residente como também dos turistas que nela visita.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Presume-se então, sob o ponto de vista dos pesquisadores que este instrumento de estruturação do turismo desenvolvido pelo Projeto INVTUR no período de 2011 a 2012, irá influenciar no desenvolvimento e gestão do turismo na cidade de Parnaíba (PI), após a sua conclusão.
Assim, com a realização desta pesquisa, observou-se que os principais teóricos que auxiliam nesta proposta encontram-se embasados na literatura deste artigo, cujo objetivo é apresentar aos leitores informações referentes aos assuntos abordados e previamente relacionados ao planejamento por envolver ações que visam um trabalho dinâmico e contínuo, a transmissão da informação por se tratar de dados necessários que gerencie um instrumento capaz de identificar e registrar todas as informações existentes nos setores de equipamentos e serviços de apoio ao turismo a partir da utilização do inventário turístico.
Destaca-se que entre as dificuldades e os desafios de realização do Projeto INVTUR no município, de Parnaíba (PI), ressaltou-se no fornecimento de informações verídicas e confiáveis sobre os respectivos locais e estabelecimentos, razão pela qual, foi desenvolvido pelos pesquisadores e demais bolsistas do projeto ações de sensibilização com o público a ser pesquisado. 
Além disso, foi relatado pelos pesquisadores antes das saídas a campo, a identificação de inúmeras perguntas em cada formulário, por isso cada pesquisador (aluno-voluntário) tinha o conhecimento que durante a aplicação dos formulários, o preenchimento exigia tempo e paciência, tanto por parte de quem preenchia (pesquisador) quanto de quem fornecia as informações a estes integrantes do projeto.
É essencial, mencionarmos também que algumas das questões presentes nos formulários estabeleciam ao “entrevistado”, um nível elevado de compreensão acerca do estabelecimento a ser inventariado, o que dificultou muitas vezes a compreensão do entrevistado e impedia o mesmo em relatar algumas informações, ou pelo fato de não saber ou simplesmente por não poder informar (caráter confidencial), na aplicação dos formulários.
Neste contexto, houve aqueles que se mostraram pouco interessados ou preocupados em fornecer as informações aos representantes do projeto INVTUR, por mais que identificasse a pesquisa e o objetivo do trabalho.
Com a finalização desta pesquisa, é essencial ressaltarmos a colaboração dos agentes diretos (trade turístico) e agentes indiretos (cadeia que envolve os outros setores de serviços) da cidade, no qual foram indispensáveis, pois segundo os pesquisadores estes resultados somente foram adquiridos, a partir da contribuição e do fornecimento das informações, seja dos estabelecimentos e dos locais inventariados, o que contribuiu para o desenvolvimento do projeto de inventariação turística, durante o período de 2011 a 2012.
Assim reconhecendo a necessidade de mais pesquisas que visem em aprofundar a relação sobre a temática do inventário turístico, ficará a disposição este trabalho, a fim de possibilitar o reconhecimento não só do município de Parnaíba, mas do Estado do Piauí, e principalmente que a realização deste projeto constituiu numa experiência profissional significativa para os discentes do Curso de Bacharelado em Turismo (Graduação) da Universidade Federal do Piauí (UFPI), mas especificamente da disciplina de Laboratório de Inventário Turístico que atuaram como pesquisadores voluntários durante todo este período de realização do projeto INVTUR, pois é claro afirmarmos que essa pesquisa foi necessária para a realização do planejamento e gestão do turismo não somente da  cidade de Parnaíba mais em torno de toda a Região Turística Pólo Costa do Delta.

REFERÊNCIAS

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BRASIL. MINISTÉRIO DO TURISMO. (2011): “Inventário da oferta turística”. Brasília: Ministério do Turismo. Disponível em: http://www.turismo.gov.br/export/sites/default/turismo/o_ministerio/publicacoes/downloads_publicacoes/inventariacao_da_oferta_turistica.pdf. Consultado em: 08/09/2012 às 18h30min. 40 P.

BRASIL. MINISTÉRIO DO TURISMO. (2006): “Inventário da oferta turística”. Brasília: Ministério do Turismo. Disponível em: http://www.turismo.gov.br/export/sites/default/turismo/o_ministerio/publicacoes/downloads_publicacoes/inventariacao_da_oferta_turistica.pdf. Consultado em: 10/07/2011 às 18h02min. 38P.

BRASIL, MINISTÉRIO DO TURISMO. (2003): “Plano Nacional do Turismo 2003/2007: Uma viagem de inclusão”. Brasília: Ministério do Turismo. Disponível em:
http://www.turismo.gov.br/export/sites/default/turismo/o_ministerio/publicacoes/downloads_publicacoes/plano_nacional_turismo_2003_2007.pdf. Consultado em: 15/09/2012 às 22h40min.

FEITOSA, Àguida Maria da Veiga. (2004): “Planejamento turístico: passo a passo”. Alagoas: Projetur. 06p.

IBGE. (2010): “Instituto brasileiro de geografia e estatística”. Disponível em: http://www.ibge.gov.br/home/. Consultado em: 07/12/2012 às 9h17min.

PETROCCHI, M. (1998): “Turismo: planejamento e gestão”. São Paulo: Futura. 381p.

RUIZ, T. C. D.; GÂNDARA, J. M. G. (2013): “A relação entre o planejamento urbano e a competitividade dos destinos turísticos”. Revista Brasileira de Pesquisa em Turismo, vol. 7, n. 2, maio 2013, p. 260-280. Disponível em: http://www.rbtur.org.br/rbtur/article/view/555. Consultado em 30/08/2013 às 17h21min.

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