TURyDES
Vol 3, Nº 8 (septiembre/setembro 2010)

ECLETISMO NA FRONTEIRA. VISÃO DE UM TURISTA

Renan de Lima da Silva

 

Como acadêmico do curso de turismo de Jaguarão, primeira turma, vim do Rio de Janeiro estudar na Unipampa, e tento passar para vocês um pouco dessa experiência, da visão que tive da cidade vindo de fora, de tudo aprendido, até mesmo como ter uma visão diferente com relação ao turismo da mesma, e quero passar isso em uma linguagem mais simples, por isso tentarei passar da forma mais informal possível.

O que se vê na cidade assim que chega, é uma cidade realmente diferente, mas bonita, a cidade tenta a partir do momento que se entra nela, se comunicar com você, é diferente de tudo visto até então, porque apesar do Rio de janeiro ser também, uma cidade com uma histo-ria e um memorial muito bonito, não cabe em nenhum lugar de lá, talvez, tantas historias, tão grandes e tão bonitas, isso é realmente diferente, se pensar fronteira.

À medida que se embrenha pela historia da cidade, vai se descobrindo que além da-quelas lindas arquiteturas, há muito mais, afinal, elas não estão ali por nada, não é só porque é bonito que elas foram feitas, todas atendem diferentemente a historia de cada família, as dife-rentes famílias que habitavam em Jaguarão, acho por isso dizer que a arquitetura de Jaguarão é eclética, por que as historias são ecléticas, a historia de cada um é diferente do outro, apesar de poder conter elementos que cabem aos dois ao mesmo tempo, pode ser que eu tenha passa-do pela mesma experiência que alguns colegas de curso, mas as historias antes disso são dife-rentes, são ecléticas, e é em cima desse conceito que vai se falar com vocês.

Não citaremos, por mais que nem todos saibam, o que está ao alcance de todos sabe-rem, que a arquitetura de Jaguarão é eclética, já foi dito, discutido e re-discutido, esta ao al-cance de todos, e as informações na internet falam disso, as pessoas falam disso, quando per-guntam sobre Jaguarão, primeiramente, é sobre isso que se fala.

O que vai se discutir e ser proposto, para que pensemos, é que com uma visão, talvez de fora, é que não só a arquitetura de Jaguarão é eclética, mas Jaguarão é eclética. Isso é dife-rente nessa cidade, em tão pouco espaço tanta coisa diferente, bonita, histórica, cultural e di-vertida; obviamente, numa cidade com milhões de habitantes, e com dez ou vinte vezes o ta-manho de Jaguarão, também tem tudo, mas não consigo lembrar de uma cidade com um ta-manho parecido, com tanta coisa diferente, pois se até mesmo pensarmos no Rio de Janeiro, na cidade do rio talvez não se encontre e conheça nada relacionado a turismo rural; talvez por ter uma visão menos treinada, pois com a vinda para a universidade, passa-se a ver diferente e a procurar esses tipos de elementos, mas como turista e como uma pessoa normal, não fica nítido, tão, nítido quanto fica aqui os diversos tipos e segmentos turísticos que podemos en-contrar, por isso digo, Jaguarão é eclética.

Encontra-se nessa cidade, além, do turismo arquitetônico e histórico de prédios de ar-quitetura eclética com diversos elementos de períodos e tendências européias diferentes, e to-da a historia de luta e de cidade heróica após, ter defendido a muito tempo, de invasores uru-guaios esse território de fronteira, onde hoje se encontra a cidade de Jaguarão e do outro lado Rio Branco, que é o mais visto e o mais batido até então.

Temos também, nesse mesmo espaço eclético e hibrido que é a fronteira, turismos como o turismo rural, que a cidade tem, e tem com especificidades como, por exemplo, o fato de que, além de existirem diversas fazendas, essas não são só isso, são também, estâncias com uma linda parte histórica, de luta e defesa desse território e mais, com toda a parte arquitetô-nica diferenciada desse lugar, que também era uma cidade porto e muito rica, por esse motivo recebia influencias e muito dinheiro da Europa, que transforma Jaguarão, em uma cidade que ate mesmo as fazendas eram feitas num padrão europeu de arquitetura, por isso é diferente de qualquer coisa vista fora desse tipo de território que é a fronteira.

O fato de essas fazendas terem sido feitas nos campos neutrais, as torna coisas únicas, com uma historia e uma visão diferenciada que a de qualquer outra fazenda, e isso mostra to-do esse ecletismo existente na cidade, pois se pesarmos na mescla que é, você ter não só um turismo rural, mas um turismo rural, histórico e arquitetônico numa única saída para visitação em qualquer uma dessas estâncias rurais históricas.

Tem, além, disso turismo náutico, que na cidade tem um potencial muito forte, como foi citado antes, uma cidade que era porto, fundada na beira de um rio que divide não só duas cidades, mas também dois países, um rio esperando para ser usado, para transmitir toda a his-toria que ele tem, toda historia de representatividade para as duas cidades nações. E, portanto, mais uma forma de turismo, na cidade, que mescla segmentos turísticos, como turismo náuti-co seria o cultural e o segmento histórico, contando a historia e mostrando um pouco dessa cultura náutica. O rio, além disso, também possibilita a pratica de esportes aquáticos o que representa mais segmentos turísticos mesclados.

O que se tenta mostrar pra vocês com esses exemplos, entre outros muitos que vocês podem encontrar na cidade, é o ecletismo que se encontra nesse espaço, que talvez por ser uma cidade de fronteira, que é um dos elementos mais híbridos conhecidos, pelo seu contato direto com outra nação, põem em alto relevo esse hibridismo que ainda é mais forte pelo fato de ser uma cidade marcada pelo porto que trazia de todas as partes do mundo a burguesia pra esse lugar, que ficava cheio, em seu teatro, um dos melhores do estado ate hoje, lindos e no-vos espetáculos vindos de todas as partes da Europa, em suas ruas pessoas de todas as partes do mundo, com diversos motivos para estarem aqui, com diversas culturas, línguas, referenci-as, diversidades que se encontravam aqui, dando a essa cidade um ar totalmente hibrido, to-talmente eclético, transformando essa cidade em algo realmente diferente, algo completo, algo novo, algo lindo em diversos ângulos que se olhe, essa cidade realmente mexe com qualquer pessoa que aqui entre, você se sente parte dessas historias, por que essas historias, fazem, re-almente parte de você.

Seus antepassados podem ter passado por aqui, por mais que você tenha descendência estrangeira tem um pouco da sua cultura aqui, diria aqui ser um pedacinho do mundo, talvez um mini mundo, dentro do mundo, que mostra de forma hibrida diversas culturas do mundo inteiro em um só lugar.

Então se pergunta como se pode fazer para mostrar esse pequeno pedaço do mundo pra que todos o vejam, o conheçam, mas não o destruam? Como se pode mostrá-lo sustenta-velmente? Como fazer para que as pessoas não parem de dar valor pra coisas como futebol, carro e dinheiro, mas para que dêem mais valor pra coisas como cultura, arte e historia? Como fazê-las se interessar pelo que temos de mais bonito, se interessar pela nossa própria historia e fazer isso de uma forma sutil e principalmente sustentável? Uma vez perguntaram isso a um professor, ele disse que o interesse das pessoas só vai mudar e se voltar pra essa parte com educação, educação patrimonial, provavelmente a mais viável, em longo prazo, ensinar as pessoas, desde pequenas, a dar valor a coisas simples e fáceis de conseguir, como a própria cultura de seu povo; mais se pergunte, e quem não teve essa educação patrimonial desde ce-do? E quem agora já saiu da escola e não aprendeu isso? Essas pessoas também têm que ser ressaltadas pra tudo isso que sua própria cultura tem.

E mais, o que fazer pra essas pessoas que não dão valor para o próprio patrimônio, o olharem de uma forma diferente, com valor e apreço, pelo que é seu, pelo que o distingue de outras culturas e o torna único, talvez com um pouco mais de divulgação, não se sabe ao cer-to, mas o que se pode, e deve ser feito como profissional de turismo, é mostrar pra essas pes-soas como é bom o diferente e o próprio, o que é nosso, mudar um pouco a cara do turismo, fazer diferente, e como toda pessoa que procura o turismo, procura algo diferente, certamente vai se conseguir.

Mas se perguntem como fariam isso? Como mostrariam pro mundo, sua cultura e fari-am se interessarem por ela? Espera-se que consigam responder a essas perguntas, para que o mundo comece a se olhar de forma diferente, mas consciente com mais responsabilidade, ale-gria e orgulho de tudo aquilo que nos torna únicos!

“Essa crioula tem o olho azul

Essa loirinha tem cabelo Bombril

Aquela índia tem sotaque do sul

Essa mulata é da cor do Brasil

A cozinheira ta falando alemão

A princesinha ta falando no Pé

A italiana cozinhando feijão

E a americana se encantou com o Pelé.” Os Paralamas do sucesso, lourinha Bombril .

Ecletismo e hibridismo não é só para aqui, é para o mundo inteiro isso nos torna me-lhores e mais fortes como pessoas sem pré conceitos e muito mais unidos.

Renan de Lima da Silva

Graduando do curso de Gestão de Turismo da Universidade Federal do Pampa – UNIPAMPA, Campus Jaguarão- RS/Brasil.


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