TURyDES
Vol 3, Nº 8 (septiembre/setembro 2010)

SINALIZACAO E TURISMO: ANALISE DA SINALIZACAO TURISTICA EXISTENTE NO ESPAÇO TURÍSTICO DO PONTAL NORTE EM BALNEARIO CAMBORIU-SC

Adriana Gomes de Moraes

 

1- Considerações Iniciais

Estudar a sinalização turística torna-se bastante relevante, pois como outros recursos necessários a um destino turístico, sinalizar também é essencial para que a grande maioria das pessoas que visitam determinado destino tenham informações sobre determinados atrativos. Essas informações nem sempre estão disponíveis nos folhetos turísticos, pois geralmente esses folhetos apresentam dados mais generalizados a cerca do destino como um todo. Por isso justifica-se a importância desse estudo que tem como objetivo avaliar se os usuários do pontal norte estão satisfeitos com as placas sinalizadoras existentes no local a fim de conhecer se a sinalização turística no local cumpre seu papel em informar sobre o local de forma simples e concisa todos os usuários.

Entende-se que quando uma cidade se vende como turística precisa estar preparada com meios de hospedagens, atrativos e infra estrutura que são primordiais a todos. A sinalização encontra-se inserida na infra estrutura necessária para o deslocamento de turistas. Pois de nada adianta existir estradas em boas condições de trafegar se não existe sinalização com informações exatas de como o turista faz para chegar a determinado atrativo. Da mesma forma considera-se um contra censo existir atrativos turísticos que não apresentam informações satisfatórias em sua sinalização, obrigando ao turista buscar informações sobre o local por outros meios ou até mesmo sair do atrativo sem informações.

A cidade de Balneário Camboriu concentra grande fluxo de pessoas durante o ano todo, esse contingente desloca-se em todos dos espaços disponíveis ao turismo entre eles o pontal norte objeto desta pesquisa. Segundo dados da Santur (Santa Catarina Turismo S/A) nos meses de janeiro e fevereiro de 2008 a cidade recebeu 308.592.566,39 turistas. Em face desse grande numero de pessoas que circulam por espaços turísticos, sente-se a necessidade de conhecer se a sinalização existente cumpre seu papel.

O artigo subdivide-se em quatro seções, na primeira as considerações iniciais e procedimentos metodológicos. Na seção dois é descrita o objeto pesquisado, na terceira seção são apresentadas a fundamentação teórica onde se fundamenta com os seguintes tópicos: espaço turístico e a sinalização de espaços turísticos. Na seção seguinte é apresentada a análise da pesquisa e considerações finais.

1.2 Procedimentos metodológicos

Para alcançar o objetivo proposto dessa pesquisa foi trabalhado juntamente com os usuários que avaliaram os aspectos extrínsecos da sinalização turística existente no espaço. O instrumento utilizado foi o questionário.

Como procedimento técnico foi utilizado pesquisa bibliográfica, pesquisa em livros referentes à política de turismo, espaço turístico e o Guia Brasileiro de sinalização turística.

Para determinar a amostra e a aplicação do questionário de turistas que visitam o Pontal Norte e suas praias usou-se os seguinte critérios:

- Somente aplicar questionário em turistas, não residentes na cidade;

- A pesquisa foi feita no mês de janeiro considerado de maior fluxo de turistas , foi aplicada em três finais de semana (sábados e domingos) consecutivos, nos períodos matutinos e vespertinos 15 questionários por período.

- Os turistas somente foram abordados na saída do local;

O questionário foi estruturado com 4 perguntas fechadas e 1 aberta , no total foram aplicados 90 questionários. A análise dos dados foi feita por meio da codificação e tabulação dos dados.

2. Descrição do objeto pesquisado

O Pontal Norte da cidade de Balneário Camboriu localiza-se em uma área de encosta entre a mata atlântica e o mar. A trilha possui aproximadamente 1 km na primeira parte de seu percurso, que pode ser feito pela mata atlântica, ou por deck que disponibiliza mobiliário urbano de apoio, tais como lixeiras e bancos para descanso, permitindo que as pessoas possam efetuar seu trajeto em etapas. A obra foi financiada pela prefeitura municipal da cidade, foi entregue oficialmente no dia 4 de abril de 2008.

O acesso ao pontal norte pode ser feito pela avenida atlântica e estrada da rainha. Os trajetos são adequados ao deslocamento de veículos e pedestres, esses trajetos apresentam condições de segurança e conforto. A acessibilidade ao pontal norte especificamente no deck esta garantida para todos os turistas, inclusive para os portadores de deficiência. Existe estacionamento para os visitantes que utilizam automóvel de passeio para visitar o local, o estacionamento comporta 13 veículos de passeio. Existe no local iluminação ao longo do percurso para visitação noturna bem como é provido de seguranças. A segunda parte do percurso é feita por deck que vai da praia do buraco até o costão de acesso a praia dos amores e morro do careca-local onde se praticam salto de parapente, asa delta etc. Essa parte do percurso apresenta maior possibilidade de contato do visitante com a mata atlântica devido a sua localização, porem não pode ser feita a noite porque é desprovida de iluminação. A sinalização do local também é inexistente.

O Pontal Norte atualmente é bastante visitado por possibilitar visão ampla de toda a orla da praia central de Balneário Camboriu e também por ser acesso a duas praias agrestes, prainha e praia do buraco.

Segue abaixo imagens do local pesquisado.

Sinalizações encontradas no Pontal Norte

Para tornar a pesquisa mais completa foi feita a cobertura fotográfica longo do percurso das sinalizações existentes no local pesquisado. Foram encontradas 35 placas de sinalização na primeira parte do percurso, sentido barra norte –praia do buraco. As placas sinalizadoras encontradas correspondem a basicamente quatro tipos conforme pode ser observado abaixo:

3. Espaços turísticos

Nesse artigo espaço é considerado como um conjunto de elementos que estão relacionados. Pode-se dizer também que um espaço é formado por um conjunto de elementos fixos e fluxos. No caso do turismo especificamente podemos exemplificar como elementos fixos de um espaço turístico um hotel,e o fluxo, as pessoas que ficam hospedadas nesse local.

Para Balestrei (2000) o espaço do turismo é essencialmente fluido, porque por natureza implica mobilidade horizontal e vertical. Isso não significa que nas áreas de deslocamento dos fluxos não imprimam formas. Nos territórios de transportes e de traslados constroem-se ferrovias, rodovias, hidrovias, estações ferroviárias e ferrovias, portos e aeroportos, artefatos que compõem o chamado sistema de objetos.

Santos (1995) define o espaço com cinco elementos constitutivos: os homens, as firmas, as instituições, meio ecológico e a infra-estrutura. Os homens aqui são representados como pessoas que constitui um determinado espaço e que exercem diferenciadas funções, no turismo conforme exemplifica Balestrei (2000) podem ser a demanda turística, ou seja, pessoas que se deslocam por vários motivos de seu domicilio e interagem com a população anfitriã.

As firmas são as que efetivamente têm a função de produzir bens para o consumo. As instituições segundo Milton Santos correspondem àquelas responsáveis por produzir normas, legislações normalmente exercidas pelo estado e ou associações de classe. O meio ecológico constitui todo o espaço que o homem utiliza fisicamente como base. É importante frisar que o meio ecológico é muito mais abrangente que o espaço natural.

A infra-estrutura pode ser entendida como os elementos necessários para que o homem consiga se estabelecer em determinados espaços. Pode-se exemplificar no caso do turismo como infra-estrutura: a sinalização, rede de telefonia, iluminação, coleta de lixo etc.

Santos (2004) também identifica que existem espaços que são considerados luminosos aqueles que mais acumulam densidades técnicas e informacionais, ficando assim aptos a atrair atividades com maior conteúdo em capital, tecnologia e organização. Já os espaços opacos são os subespaços onde tais características estão ausentes. Os espaços turísticos enquadram-se em qual tipo de espaço? Será um espaço luminoso sempre?

É importante observar que os espaços turísticos precisam essencialmente de três tipos de fatores para existir:

1- o local com apelo ao turismo

2- infra-estrutura

3- superestrutura

4- turistas

O local com apelo ao turismo significa encontrar uma determinada área em que as pessoas podem deslocar-se e passar de momentos agradáveis, seja uma praia, um parque temático etc. A infra-estrutura corresponde, a sinalização turística, coleta de lixo, rede de esgoto, telefonia etc. Quanto à superestrutura são as normas, legislações que serão traças pelo estado a fim de que delimite o uso do espaço para o turismo. O fluxo de turistas que efetivamente são as pessoas que freqüentam o espaço por diversas motivações.

3.1 A sinalização de espaços turísticos

A sinalização turística aqui é entendida como comunicação efetuada por meio de um conjunto de placas de sinalização, implantadas sucessivamente ao longo de um trajeto estabelecido, com mensagens escritas ordenadas, pictogramas e setas direcionais.

Esse conjunto é utilizado para informar os usuários sobre a existência de atrativos turísticos e de outros referenciais, sobre os melhores percursos de acesso e, ao longo destes, à distância a ser percorrida para se chegar ao local pretendido.

A finalidade da sinalização é orientar os usuários, direcionando-os e auxiliando-os a atingir os destinos pretendidos. Dessa forma, para garantir sua homogeneidade e eficácia, é preciso que seja concebida e implantada de forma a assegurar a aplicação de objetivos e princípios básicos. Entre os quais se podem citar a visibilidade, legibilidade e segurança do local.

A sinalização turística deve existir em um atrativo para proporcionar informações, contribui de forma fundamental para a difusão do conhecimento dos atrativos e para o desenvolvimento da atividade turística, potencializando a geração de empregos e divisas, além de permitir a democratização do acesso ao bem cultural e sua conseqüente valorização pela comunidade à qual pertence.

O estabelecimento de critérios específicos, por meio da padronização e da seqüência de mensagens, objetiva atender os usuários em seus diversos deslocamentos. Os dispositivos que facilitam o deslocamento e a acessibilidade aos atrativos turísticos e aos equipamentos de interesse dessa atividade faz parte da infra-estrutura necessária ao turismo local.

Porem é importante ressaltar que não basta apenas a qualidade da sinalização dos atrativos turísticos, por isso imprescindível que a administração pública exerça seu papel, no sentido de promover a articulação entre os diversos segmentos envolvidos, para que tais atrativos sejam preservados, reconhecidos e visitados, respeitando-se o turista e sua relação com a comunidade local.

Para tanto, com base nos planejamentos regional, urbano e turístico, assim como na política de preservação, devem ser formuladas diretrizes que resguardem seus valores, incentivem o turismo responsável e contemplem as atrações existentes.

Para tanto existem algumas modalidades de acesso, que devem ser observada segundo o Manual de Sinalização Turística (2004).

O turista, mesmo aquele que viaja em veículo particular ou alugado, ao chegar aos destinos turísticos assume, em diversos momentos, a condição de pedestre.

A sinalização turística destinada a orientar o ocupante de veículo motorizado, apesar de em algumas situações adequar-se como dispositivo de orientação para deslocamentos de pedestres, não atende às necessidades específicas deste usuário.

Para os pedestres, a sinalização também deve promover os melhores percursos, integrando e conectando os atrativos turísticos entre si e às demais atividades, sendo, contudo, resultante de uma estratégia diferenciada e específica, que trabalhe sobre o Sistema Viário de Acesso e o Sistema Referencial Turístico, observando as necessidades, potencialidades e limitações próprias dos deslocamentos a pé.

É necessário que o conjunto da sinalização para pedestres, além de oferecer informações úteis aos deslocamentos por meio de placas direcionais, seja composto, sempre que possível e oportuno por placas interpretativas, contendo informações históricas e visuais, como mapas e desenhos. Essas informações possibilitam transmitir noções abrangentes sobre o local e noções específicas de seus atrativos, como características relevantes, distâncias e localização dos principais pontos de interesse.

Cabe destacar que uma sinalização turística para pedestres, se bem formulada e integrada às políticas locais, pode contribuir para a diminuição do número de veículos em áreas congestionadas ou inadequadas ao trânsito intenso, como é o caso de centros urbanos e núcleos históricos. Embora não seja proibida a circulação de veículos motorizados em muitas dessas áreas, a sinalização para pedestres pode atuar como indutora e informativa sobre as vantagens de percorrer esses roteiros a pé, a partir de estacionamentos estratégicos localizados fora das áreas em questão.

Para saber o que efetivamente deve ser sinalizado inicialmente, deve ser feito o levantamento criterioso dos atrativos existentes em cada localidade, identificando-se o potencial turístico e as condições oferecidas para recebimento do público-alvo. Em seguida, avalia-se sua distribuição na área a ser sinalizada, observando se estão dispersos ou concentrados, ou se ocorre as duas situações. Tal avaliação vai subsidiar o posterior estabelecimento da estratégia de sinalização.

Depois disso, os atrativos identificados são hierarquizados de acordo com os critérios de atratividade, atendimento e abrangência dentro da região, do município, ao longo de uma rodovia ou de outro sistema viário de importância. Nesse sentido, deve-se também levar em consideração o segmento de turismo promovido pelos atrativos, orientando a seleção e a ordenação das mensagens nas placas de sinalização.

A sinalização de orientação turística deve ser compatibilizada com os estudos de sinalização de orientação global de trânsito, das cidades ou das vias rurais, quer rodovias ou estradas, mesmo que sejam implantados em épocas distintas. Nas cidades históricas tombadas, ela deve ser compatível com as leis de preservação e respeitar a valorização do bem cultural.

Para isso a elaboração de um projeto de sinalização torna-se fundamental, nos projetos de Sinalização de Orientação Turística, devem ser observados diversos aspectos no sentido de atender aos deslocamentos dos turistas. Garantir à padronização, a legibilidade, a visualização.

O Projeto Preliminar é desenvolvido a partir do Plano Funcional e devem considerar os aspectos referentes à padronização, aos tipos de placas e aos critérios de seleção e ordenamento das mensagens. Nessa fase são definidas todas as informações constantes das placas, como referenciais, direções e conteúdos interpretativos, necessários para que os usuários tenham acesso e conhecimento dos diferentes atrativos existentes no local.

Para compreendê-lo, é preciso que seja apresentado de maneira clara e acessível, tanto para os turistas quanto para os habitantes locais. Essa apresentação pode ocorrer de diversas maneiras, entre as quais, destacam-se as placas de sinalização para pedestres, do tipo direcionais e interpretativas.

As placas direcionais são fundamentais no processo de informação e sensibilização do visitante, permitindo que ele se localize com facilidade e realize o maior número possível de deslocamentos a pé, em roteiros de visitação estruturados.

As placas interpretativas comunicam de forma planejada os significados do patrimônio cultural e natural, criando e transmitindo uma experiência singular ao visitante.

A Sinalização de Orientação Turística para pedestre deve ser articulada a outras formas de comunicação, integrada a um planejamento que garanta a coerência entre os roteiros sinalizados, os mapas e as publicações, a localização dos serviços de informações etc.

Antes de tudo, porém, devem-se estabelecer os critérios que determinam a real necessidade de cada placa, de forma a não faltar informações importantes, nem haver excesso de “objetos” na área. Quando coexistirem as duas modalidades de circulação - veículos e pedestres - deve ser dado prioridade à colocação de placas para atender aos usuários de veículos, uma vez que essa sinalização permite a leitura pelos pedestres, e não o contrário.

Mesmo considerando que a sinalização deva atrair os visitantes, estes raramente ficam parados tempo suficiente para ler e absorver completamente toda a mensagem de uma placa. Assim, é recomendável a produção e a oferta de outros meios de informação a serem articulados às várias etapas que compõem a implantação da Sinalização de Orientação Turística.

As placas devem ser fixadas nos logradouros públicos e em locais de distribuição de fluxos, possibilitando maior interação do visitante com o lugar e sensível redução do trânsito de veículos na área. De acordo com os interesses locais, essas placas podem criar caminhos alternativos, favorecendo o comércio e outros serviços específicos, proporcionando ainda maior visibilidade às atrações pouco visitadas.

Sempre que possível, devem utilizar o mesmo suporte que as placas de sinalização de trânsito, de forma a minimizar a poluição e a obstrução visual dos bens culturais.

Há casos ainda, em que se devem aproveitar as placas de sinalização para usuários de veículos para informar os pedestres sobre os atrativos, evitando-se o excesso de placas.

As placas direcionais devem obedecer a padrões estabelecidos, visando atender às premissas de identificação imediata e assimilação correta de seu conteúdo.

Devem ainda corresponder à identidade visual aplicada à sinalização para ocupantes de veículos, variando em aspectos específicos que permitam imprimir a necessária distinção entre essas duas modalidades de circulação. Contudo, devem guardar semelhanças que as relacionem e as identifiquem como integrantes do mesmo grupo da Sinalização de Orientação Turística.

As mensagens devem ser organizadas de acordo com o percurso a ser indicado para os pedestres, em função dos roteiros adotados como prioritários e da hierarquização das informações no Plano Funcional.

A seqüência de informações deve obedecer à ordem de saída para acesso aos atrativos, a partir do ponto de localização da placa, na via selecionada. Deve iniciar na parte superior da placa, com a indicação do ponto de saída mais próximo. As demais informações seguem a mesma lógica seqüencial, não implicando agrupamento de mensagens para um mesmo sentido.

Pode-se classificar a sinalização de acordo com a função que ela exerce MOLLERUP(s.d) sugere :

a) Identificação - significa estabelecer identidade, e, ainda, definir certa posição ou algo localizado em um determinado local. A identidade de um lugar inclui muitas de suas qualidades, as quais o tornam distinto de outros lugares. Subentende-se que a identidade evidencie o que lugar é e o que há nele.

b) A sinalização direcional - recomenda uma rota da origem até o destino desejado e o que será encontrado na direção indicada. Uma seta combinada com um pequeno texto costuma ser o padrão gráfico para uma sinalização direcional.

c) Sinalização descritiva - explica alguma coisa sobre a situação; pois descrever espacialmente a atual situação do usuário em um determinado local. Mapas “Você está aqui”, sinais com horários comercias.

d) A Sinalização regulamentar/normativa - algumas vezes referidas como sinalização de “comando e proibição”, regulamentam o uso de uma determinada área considerando a segurança e utilidade do local.

4. Análise da pesquisa

Após aplicação do questionário, iniciou-se o processo de tabulação dos dados. Foi usada e tabulação simples para as questões que só permitiam uma resposta e a técnica de tabulação de perguntas encadeadas múltiplas para questões em aberto.

1- Você sabe o que é sinalização turística?

Resposta Freqüência

Sim o que é?

Informação sobre o local 80

Não 10

Total 90

Das 90 pessoas interrogadas 80 responderam afirmativamente que sabiam o que é sinalização turística, 10 não sabiam. Como a questão tinha pergunta encadeada para quem respondeu afirmativamente, das 80 respostas todos responderam que se refere a informações sobre o local.

2-Você observou se existe sinalização turística no local visitado?

Resposta Freqüência

Sim 80

Não 10

Com relação à observância dos turistas na existência de sinalizações dos 90 questionados, 80 responderam que observaram. Somente 10 não perceberam a sinalização.

3-Qual a sua opinião a respeito da sinalização do portal norte

Resposta Freqüência

Ótimo 50

Muito Bom 30

Regular 10

Ruim

Dos interrogados 50 pessoas consideraram ótima a sinalização existente, 30 considerou muito boa e 10 regulares.

4- As placas sinalizadoras existentes em todo percurso do pontal norte atendem sua função que é de informar aos usuários?

Resposta Freqüência

Sim 60

Não por quê?

Porque faltam mais informações 30

5- Que informações sua opinião deveriam estar nas placas sinalizadoras?

Resposta Freqüência

Serviços disponíveis 15

Tipo de flora e fauna existentes no local 22

Tempo de percurso 20

Tipos de trilhas disponíveis e grau de dificuldade 11

Informações sobre a prainha e praia do buraco 12

Acessibilidade do local 10

Ao se fazer a análise do questionário aplicado foi verificada que a grande maioria dos turistas considera as sinalizações existentes nos espaços visitados boa.

Na avaliação das questões feitas ficou evidenciada a ausência de algumas informações a fim de que elas cumpram seu objetivo que é o de informar ao usuário sobre o local. O que chamou a atenção foram as temática levantadas na questão 5 pelos próprios participantes da pesquisa, pois a questão era aberta, nessa questão todos sugeriram diferenciadas informações que gostariam de ter no local. Fator esse que nos serve de alerta quanto à utilidade de pesquisas e a satisfação dos usuários no momento de concepção de certas infra estruturas.

Diante da analise feita após a realização da pesquisa é possível considerar como imprescindível que, qualquer atrativo turístico em um destino turístico tenha no mínimo sinalizações que proporcionem bem estar e segurança a todos os usuários sem qualquer distinção. É evidente que para manter o local preservado contra a ação de pessoas mal intencionadas é necessário fazer uso de sinalizações normativas aliadas às descritivas sobre o atrativo, afinal essa é a razão principal. Por isso o cuidado da equipe da localidade responsável em fazer a sinalização de atrativos turísticos, como sempre é fazer uso do bom senso aliado ao Guia Brasileiro de Sinalização Turística .

Considerações finais

Na sinalização turística quanto maior disponibilização de informação proporcionar ao usuário maior terá a probabilidade do uso ser feito sem maiores impactos ao espaço. Por isso a importância de existir continuidade nas mensagens utilizadas, bem como selecionar os trajetos adequados para disponibilizar informações ao usuário.

Havendo espaços adequados, o sistema de sinalização deve ser complementado com placas de sinalização interpretativa, que dão mais subsídios para a escolha dos caminhos, uma vez que apresentam informações históricas e ilustrações, possibilitando maior interação do visitante com o objeto de interesse e melhor planejamento do seu tempo para visitação. É importante também deixar evidente ao usuário que existe limite quanto a sua intervenção, que deverão ser respeitados conforme as políticas públicas vigentes.

Alem da pesquisa com os usuários do local, para maior aproveitamento foi feita a cobertura fotográfica das placas sinalizadoras existentes no local, conforme descrito na seção 2 desse artigo.

Diante disso surgiram algumas inferências para deixar o local mais completo de informações. A primeira se refere à inserção de placas indicativas de direção, placas indicativas de distancia e placa interpretativa da flora e fauna do local já que está localizado na mata atlântica e possui importantes informações desse ecossistema. O uso de placas com identificação de acessibilidade do local também é outro fator extremamente importante e inexistente no local pesquisado.

Como o local dá acesso a duas praias que são freqüentemente usadas, foi verificado na pesquisa que não existem informações sobre as mesmas, as informações possíveis para que o usuário faça uso sem riscos que se consideram importantes são: grau de perigo das praias, balneabilidade.

REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS

Ivars,Josep A. Planificacion turística:los espacios regionales em espana. MADRID:Sintesis,1998.

SANTOS,Milton. Espaço e Método. São Paulo:Nobel,1985.

RODRIGUES,Adyr A.B. Turismo e desenvolvimento local. 2 ed. São Paulo:Hucitec,2000.

Santos,Milton;SILVEIRA,Maria Laura. O Brasil: Território e Sociedade no início do século XXI. 6 ed. Rio de Janeiro:Record,2004.

BRASIL. Guia Brasileiro de Sinalização Turística. Brasília (DF) Ministério do Turismo. Em http://institucional.turismo.gov.br/sinalizacao/conteudo/principal.html. Acesso em 15 de junho de 2007.

MOLLERUP, Per. Wayshowing: A guide to enviromental signage principles & practices. Ed. Lars Muller Publishers. Italy.


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