Sociedad Global
Revista de relaciones internacionales y ciencias políticas
ISSN 1851-6262

GUERRA DO PARAGUAI: UM RAIO X PARA A INTEGRAÇÃO DO CONTINENTE SUL-AMERICANO NA VISÃO DA TEORIA REALISTA

Erick Augusto Pereira Caldas
 

 

Resumen:

El presente trabajo constituye una investigación bibliográfica de carácter empírico, volcada a concebir de forma embrionaria un análisis de las características existentes en las políticas exteriores practicadas por los protagonistas de la Guerra del Paraguay frente a una óptica de la Teoría Realista de las Relaciones Internacionales, abordando también aspectos de la escuela tradicionalista.

Con este fin, se analiza la política de Solano López y sus reflejos en cara al actual contexto evolutivo del Paraguay y sus consecuentes asimetrías frente a los procesos integracionistas. Del mismo modo, se presentan ciertos diagnósticos sobre los destinos del Mercosur en caso de que sus políticas exteriores sigan la misma dinámica que detentaron hasta ahora.

Palabras clave:

Guerra del Paraguay, Teoría Realista, Relaciones Internacionales, Escuela Tradicionalistas, Progreso del Mercosur

Abstract

This paper is a bibliographical and empirical research with the purpose of analyzing the current characteristics of the foreign policies of the former actors of the Paraguay War from an optic of the International Relations’ Realistic Theory and some lines from the Traditional Theory of this discipline.

With this objective at sight it is analyzed Solano López’ policy, its effects in the current Paraguayan context and the consequent asymmetries in the integration process. This study also presents several diagnoses over the future of Mercosur, based on the current foreign policies’ dynamics.

Key words:

Paraguay War, realistic Theory, International Relations, Traditionalism, Mercosur’ Progress

Resumo

O presente trabalho compreende uma pesquisa bibliográfica de caráter empírico, voltado a conceber de forma embrionária uma analise das características existentes nas políticas exteriores praticadas pelos protagonistas da Guerra do Paraguai frente a uma ótica da Teoria Realista das Relações Internacionais, voltando-se também a aspectos da Escola Tradicionalista.

Com este fim, analisamos a política de Solano López e seus reflexos para o atual contexto evolutivo do Paraguai e suas conseqüentes assimetrias frente aos processos integracionistas, como também, apresentam uns prognósticos aos destinos do Mercosul caso as políticas exteriores continuem em mesma dinâmica.

Palavras Chave:

Guerra do Paraguai, Teoria Realista, Relações Internacionais, Escola Tradicionalista, Progresso do Mercosul.

Introdução

Este trabalho permeia tarefas as quais classificam de relevante grau de dificuldade, apesar de sua suma importância para a compreensão dos fenômenos decorrentes no extremo sul da América, e sua conseqüente inferência em seus processos integracionistas, já que falaremos sobre a possibilidade de caracterizarmos na Guerra do Paraguai a Teoria Realista das Relações Internacionais conjuntamente ao enfoque da Escola Tradicionalista, mesmo sabendo que suas bases acadêmicas somente vão surgir 70 anos depois.

O presente estudo importa em conceber um estudo empírico de natureza bibliográfica, consubstanciado nas bases teóricas da teoria realista, confrontando suas bases científicas nos elementos históricos encontrados na Guerra do Paraguai, sendo este, dividido em três partes:

Em sua primeira parte, condicionamos a apresentar os elementos teóricos doutrinários que procuram justificar a guerra, como também, um breve panorama do Paraguai, seu principal protagonista, e os agravantes essenciais no decorrer do conflito, assim possibilitando ao leitor configurar o ambiente da época.

A segunda parte permeia apresentar ao leitor uma visão simplória mais pertinente da cientificidade das Relações Internacionais, como seu valor na predição dos destinos dos Estados, voltando-se aos alicerces da Escola Tradicionalista e Cientificista, sendo concluído por uma breve apresentação das principais características da Teoria Realista.

Na sua terceira e última parte, este autor leva ao leitor breves considerações pela analise de confluência entre os fatos históricos narrados e os elementos teóricos científicos apresentados, levantando breves considerações sobre o futuro do extremo sul do Continente Americano.

1. Elementos teóricos sobre a Guerra do Paraguai

Vive a América do Sul seu grande conflito, acreditam estudiosos e especialistas como Doratioto (2006: 253), ter sido “A Guerra do Paraguai o conflito de maior duração e, possivelmente, o mais mortífero travado na América do Sul”.

Nos cinco anos de beligerância em terras sul-americanas, haja vista, as inovações tecnológicas decorrentes do avanço industrial da Europa e dos Estados Unidos, como também, pelas condições políticas em que se desenvolveu a guerra, onde encontramos relevante aspecto conflitante de regimes de governo e os interesses comerciais internacionais entre o alto comando aliado e o sistema de Estado ditatorial de Francisco Solano López, que dominando seu povo e o potencial de sua gente, condiciona o Paraguai e sua sociedade a sua trajetória pessoal, sendo este fato, decisivo para o progresso das relações internacionais no ambiente sul da América, elementos esses que derrogam os destinos de uma futura comunidade sul-americana de nações.

Muitas teorias são levantadas sobre as principais causas da Guerra do Paraguai, entre elas prevalece no início dos anos 70 a teoria de que a Guerra do Paraguai fôra causada pelo imperialismo britânico, fenômeno este, muito similar ao da Guerra da Secessão, ou seja, não muito distante da Guerra do Iraque e das demais guerras existentes no planeta terra, a necessidade da supremacia econômica, dos estados ditos imperialistas.

Assim, muito bem relata Doratioto (2006: 253-254) que o Paraguai era um país governado, desde a sua independência, por homens autoritários, como José Gaspar Rodríguez de Francia, Carlos Antonio López e Francisco Solano Lopes, fazendo que esta pequena faixa de terra, contida no coração da América do Sul, não se submetesse ao domínio das grandes potências e economias da época.

Assim, a Grã-Bretanha seria a precursora e responsável pela guerra, com objetivos a exterminar um precedente perigoso, que desafiava seu domínio sobre esta faixa do continente americano, forçando o Paraguai a abrir seus mercados para o consumo dos produtos industriais britânicos, como também, para estabelecer o fornecimento do seu algodão para a indústria têxtil britânica. Assim, defende esta teoria, que o governo britânico teria levado o Império do Brasil e a Argentina ao estado de beligerância frente ao Paraguai, objetivando coibir a tentativa de desenvolvimento autônomo paraguaio.

Encontramos colo nos ensinamentos de Chiavennato (1979: 165) “o modelo de libertação que nos propunha com grande eficiência o Paraguai da metade do século XIX, os sabujos do imperialismo inglês destruíram”.

Entretanto, importante salientarmos que tal teoria carece de elementos lógicos e históricos, pois se apresenta nas décadas de 60 e 70, onde o continente sul-americano vive forte dominação dos regimes militares permeado por uma guerra fria em que se divide o mundo em dois blocos, um capitalista e outro socialista, gerando assim um entendimento de que no Paraguai existia um ditador progressista que insuflava pensamentos revolucionários frente ao domínio britânico, gerando no regime paraguaio e nas suas políticas exteriores certo cunho marxista.

Nesta mesma época, tais teorias ganham força na Argentina, comandadas por Bartolomé Mitre, considerado um dos expoentes do liberalismo argentino.

Posteriormente, derroga-se os elementos fundadores desta teoria, nos mostra em sua obra um dos mais renomados pesquisadores brasileiros sobre a guerra do Paraguai, Doratioto (2006: 254), quando nos traz a tona os estudo elaborados pelos paraguaios Juan Carlos Herken Krauer e Maria Isabel Gimenez de Herken, quando demonstram uma visão contrária a teoria levantada nas décadas de 60 e 70.

Vislumbram em suas pesquisas tais estudiosos, que ao contrario, teria sim a Grã-Bretanha benefícios com a política de Solano López, já que o crescente desenvolvimento industrial paraguaio dos anos de 1850, pois o Paraguai importava produtos manufaturados e técnicos britânicos para operar a única ferrovia do país, entretanto, sim, teria sido beneficiada.

Como fruto das relações diplomáticas e comerciais existentes entre Paraguai e Grã-Bretanha, pactuado pela família López, primeiro através de Carlos Antonio Lopez e depois através de seu filho Solano López, a empresa Blyth & Co. funcionou como seus agentes bélicos na Europa, com objetivos de treinar jovens paraguaios e recrutarem técnicos europeus para irem até o Paraguai prepararem suas forças, por meio desta política de governo dos López, entre os anos 1850 a 1870, cerca de 250 técnicos europeus migraram para o Paraguai, produzindo uma forte tendência de desequilíbrio industrial e bélico na tríplice fronteira.

Nesta mesma época o Império do Brasil rompia laços diplomáticos com a Grã-Bretanha, no que chamamos historicamente de Questão Christie, situação que só vem a ser restabelecida oito meses depois do início da guerra com um pedido formal de desculpas da rainha Vitória, logo, se verifica não repousar no imperialismo Inglês as raízes deste conflito em terras sul-americanas.

2. Breve panorama do Paraguai da época

Mostra-nos a história econômica e política do Paraguai, que nos anos fins do século XIX o Paraguai era um país meramente agrícola, e que até consideramos atrasado mesmo nas atividades produtivas primárias, estando assim, no subsolo da cadeia produtiva mundial, originando somente produtos de natureza primária, logo, sem quase nenhum valor agregado.

O regime autoritário interposto pelos governantes da época não vislumbravam um sentido social, nem independista, mais sim, a era López, tinha por objetivo manter a família no poder e a manutenção do Estado como propriedade pessoal, apropriando-se de relevante parte dos dividendos gerados.

Antes da era López, teria sim, já vivido o país um forte isolamento, quando José Gaspar Rodrigéz de Francia (1814-1840), mantinha o país sobre um isolamento, facilitando a permanência do regime, já que predominava na classe burguesa mercantil de Buenos Aires o não reconhecimento da independência do Paraguai, já que desejava esta classe ser o pólo rearticulador na reforma de uma política voltada a uma nova república centralizada do território do antigo vice-reinado do Rio do Prata.

Com a chegada de Carlos López ao poder, mesmo que também de forma ditatorial, as políticas exteriores do Paraguai deixam o isolamento absoluto, procurando a aproximação com o Império do Brasil e, com o apoio deste, a obtenção do reconhecimento internacional de sua independência.

Assim nos mostra Doratioto (2006: 255): “O início da abertura do Paraguai para o mundo foi facilitada por esse reconhecimento e pela liberação de navegação do rio Paraná pela Confederação Argentina, após a queda, em 1852, do ditador Juan Manuel de Rosas”.

Tal abertura vem posteriormente provocar ameaça ao Império do Brasil e a Confederação Argentina, pois vem sim o Paraguai a produzir possibilidades de desenvolvimento e fortalecimento, já que em meados da década de 1850 a política industrial de Carlos López busca modernizar o Paraguai, mudando bruscamente os prognósticos econômicos e políticos da região.

Como já anteriormente comentado, a modernização proposta por Carlos López busca a esfera armamentista, utilizando principalmente a Grã-Bretanha como seu principal aliado, buscava assim, López a proteção do Paraguai frente aos seus dois vizinhos, a República Argentina, já que este era um Estado centralizado criado em 1862 e o Império do Brasil, já que com esses dois países o Paraguai disputava territórios nas proximidades da tríplice fronteira, bem no coração do aqüífero Guarani agravado pelo imenso abismo ideológico que os separavam.

Importante ressaltarmos que no Brasil e na Argentina reinavam ideologias de instituições liberais, embora devemos salientar que acessíveis apenas a parcelas muito pequenas da sociedade, e no Paraguai neste este mínimo existia, pois era inconcebível um indivíduo divergir do governo, pois inexistia imprensa privada, partidos políticos, juiz independente ou legislativo real, vindo este última a se reunir meramente por determinação e convocação do executivo, e para ratificar suas decisões, numa premente manifestação de agressão aos direitos democráticos, e não no sistema de representatividade de governo puro e verdadeiro como defendido por Montesquieu.

Com a morte de Carlos López em 1862, o governo do Paraguai passa para as mãos do seu filho Solano López, na época Ministro da Guerra, vindo este a se tornar o novo ditador. Completamente contrário as doutrinas de política exterior de seu pai, Solano López cambia as diretrizes de uma política exterior de cautelosa e hábil para o emprego de sua doutrina ousada e inábil, vindo a colocar o Paraguai, simultaneamente, em posições conflitantes com o Brasil e a Argentina.

3. Agravantes do conflito

Neste momento, a Argentina vivia um clima de instabilidade política com a decisão pela consolidação do Estado nacional, após cinco décadas de conflitos e instabilidade política, o que provocara constante guerra civil motivada pela burguesia mercantil de Buenos Aires, que queria impor seu domínio sobre as províncias do interior.

O grande conflito ideológico político argentino, vigorava sobre a condicionante do projeto da burguesia, que tinha o objetivo de organizar uma política nacional centralizada, o que se chocava com os interesses das oligarquias regionais do interior, que defendiam a formação de um Estado Federalista, já que o Estado composto, na visão dos Federalistas produziria um equilíbrio maior no país e evitariam a criação de impostos nacionais.

Assim, importante se faz ressaltar que Solano López estabelece relações de oposição federalista a Bartolomé Mitre, na época presidente, vindo à firma sua energia nas províncias de Corrientes e Entre Rios, apoiando o federalismo argentino.

No Uruguai, tais fatos ganhavam repercussão e interesse, já que o comércio exterior dessas províncias escapava ao controle de Buenos Aires, pois passavam a utilizar os portos do Uruguai em declínio ao de Buenos Aires. Estava nesta época o Uruguai presidido por Bernardo Berro, do Partido Blanco, e Montevidéu era alternativa para o comércio exterior paraguaio, o que veio a facilitar a aproximação entre Solano López e Berro.

Devemos destacar que no Uruguai, as coisas não estavam fáceis para Berro, que desde 1863 enfrentava uma guerra civil desencadeada por Venâncio Flores, do Partido Colorado, o que se comente a título de curiosidade, era apoiado pelo presidente Mitre e, por movimentos gaúchos que possuíam terras no Uruguai, cujos interesses tinham sido prejudicados por posicionamentos do governo de Berro.

Sabendo que a independência do Uruguai tinha se dado por forte influência do Governo Britânico, donde após 3 anos de guerra entre as Províncias Unidas do Rio da Prata e o Império do Brasil, já que esta tinha sido anexada por D. João VI ao império luso-brasileiro surgiam no Uruguai os Partidos Colorado e Blanco, onde os Colorados apresentavam em sua base formativa principalmente os comerciantes de Montevidéu que defendiam o livre comércio e a livre negociação nos rios platinos, sendo este princípio, também defendido pelo Brasil, pois seria a única maneira de Mato Grosso se comunicar com o Rio de Janeiro por meio de navegação fluvial, onde nos ressalta Doratioto (2006: 257) como sendo o elemento chave de ligação entre os interesses e apoio brasileiro ao partido e as política coloradas.

Já os blancos, formados por proprietários de grandes faixas de terra, com laços entre os pecuaristas da margem contraria do rio da Prata, nas províncias argentinas, possuíam políticas contraria aos interesses do império, assim sendo, explicado mais uma vez por Doratioto (2006: 257):

“Explica-se, portanto, Rosas haver apoiado militarmente e tutelado as forças do líder blanco Manuel Oribe, na guerra civil uruguaia que se estendeu de 1838 a 1851. a criação da República Argentina alterou esses eixos políticos regionais, pois seu primeiro presidente Bartolomé Mitre, assim como outros liberais perseguidos por Rosas, exilara-se em Montevidéu nos anos de 1840 e lutara ao lado dos colorados contra os blancos”.

Em terras brasileiras, por outro lado, decorrido pelo menos 20 anos de governos conservadores, o Partido Liberal retornava ao poder (1862), vendo-se logo desmoralizado no plano externo, pois estava obrigado, sob ameaça britânica de bombardear o Rio de Janeiro, a pagar indenizações a Grã-Bretanha, que alegava restituição às riquezas do navio Inglês (Questão Christie) naufragado na costa sul do Brasil.

Tais condicionantes fragilizavam o governo brasileiro, que se via impotente para enfrentar os pecuaristas do Rio Grande do Sul, sendo esta a base liberal na província, que por interesses particulares na política uruguaia pressionavam o governo brasileiro a uma intervenção em favor do rebelde Flores, fazendo com que o governo brasileiro temesse se não apoiá-se, a perder o controle sobre estas províncias, que já possuíam um histórico de separação do resto do país (1836 – 1844 “República Rio-grande”), bem como, deixar somente em mãos argentinas os benefícios da vitória colorada na guerra civil uruguaia.

No Uruguai, a política de Berro era de liberdade das ingerências brasileiras e argentinas, buscando-se aliar-se ao Paraguai, mesmo que nunca aceita oficialmente por Solano López, ou mesmo rechaçada, já que buscava associar-se aos federalistas argentinos.

De forma paralela, implicitamente motivada pelo interesse em intervir no Uruguai, o Império Brasileiro ameaça invadir militarmente aquela região, sob o pretexto de defender os cidadãos brasileiros ali instalados, caso o governo não punisse as autoridades locais autoras de supostas violências contra os brasileiros. Tal investida recebera advertência de Solano López, onde condicionava uma reação Paraguaia contra o Império Brasileiro, pois entendia Solano López que supostamente existia um plano dos governos brasileiro e argentino de um golpe contra o governo uruguaio, com fins a por fim a sua independência, passando a dividi-lo entre os dois, e que posteriormente se voltariam contra o Paraguai. Tais fatos geram as políticas de ameaça de Solano López, onde encontra a força e confiança apoiada no imenso exercito que dispunha muito superior ao da Argentina e do Brasil somados ao apoio de Urquiza, Corrientes e do governo blanco.

Em movimento inédito na história, Brasil e Argentina converge ideologicamente, isto posto, por estarem em mãos de liberais e baseados nos interesses comuns, já que o Brasil preservava a reivindicação dos pecuaristas gaúchos, e o governo argentino consolidava o estado centralizado em derrogação aos movimentos federalista anti-Mitre.

Mostra a história o equívoco das diplomacias argentinas e brasileiras, pois acreditavam que o apoio de Solano López não passaria de mera retórica frente as questões do Uruguai, o que provoca em outubro de 1864 as tropas brasileiras a rumarem para o Uruguai, onde paralelamente a esquadra do vice-almirante Tamandaré apóia fortemente a rebelião de Flores (colorado) contra o governo blanco. Tal fato, não se sabe, se decorrentes ou não, provocam uma resposta do governo paraguaio, onde no mês seguinte, o navio mercante brasileiro Marquês de Olinda, que fazia a linha comercial até Cuiabá, foi posto prisioneiro no porto de Assunção, sendo este o primeiro episódio de intervenção entre brasileiros e paraguaios, vindo posteriormente a consolidar-se com o avanço das tropas paraguaias ao Mato Grosso.

Vislumbrava Solano López investir com o apoio de blanco e dos federalistas argentinos, chegando até Montevidéu, declinando as tropas brasileiras que naquela localidade não passava de 10.000 homens, e que no seu total em todo o império não somavam 18.000, já que essa vitória colocaria Solano López em condições de superioridade na região, vindo a ser o crupiê político, reivindicado fronteiras do Império e arracando-lhes outras concessões.

Porém não contava Solano López, com uma reviravolta nas diretrizes da política exterior uruguaia, que agora sob o comando de Tomás Villalba, que mesmo sendo do partido blanco, sofria pesadas pressões dos comerciantes de Montevidéu, que já não suportavam o bloqueio interposto pelas forças do império brasileiro, vindo a assinar um acordo de paz, o que posteriormente provocaria por força das imposições do diplomata brasileiro visconde do Rio Branco, a ascendência de Flores a presidência do Uruguai.

De forma meio que insana, diante do novo panorama que se apresentava, Solano López persiste com seu plano, rumando as suas ofensivas, numa estratégia posteriormente empregada pelo terceiro reich de Hitler, no que chamava de guerra relâmpago, buscando invadir Corrientes, Cruz Estigarribia e o Rio Grande do Sul, esperando assim resgatar o espírito de San Martin, Simón Bolívar entre outros, e ser visto como um libertador, imaginando que estas populações invadidas e outras vizinhas o dessem apoio. Erro grave, pois não foi o que ocorreu, já que grande parte da população de Corrientes não o apoiou, vindo também Urquiza a declinar seu apoio a Solano López, o que enfraquecia seu plano de avançar até o sul e derrubar o governo de Mitre, paralelo a isso, a Marinha Imperial Brasileira sufraga violentamente a improvisada marinha paraguaia, impõe-se em 11 de junho de 1865 uma completa destruição da Marinha Paraguaia, nos leitos do rio Paraná, mais próximo à foz do Riachuelo, nome que batizou a batalha.

O erro de Solano López, proporciona o Paraguai a ficar submetido ao eficiente bloqueio da Marinha Imperial Brasileira, impedindo de receber armamento, mantimentos, munição e praticar comércio pelo rio do Prata, somente lhe restando precários câmbios comerciais através da Bolívia, sendo este o começo do fim do Paraguai.

4. Breve apresentação da Teoria Realista

Apesar de nos mostrar em sua obra Nogueira e Messari (2005: 3) que as relações internacionais tiveram seus primeiros passos como disciplina no período imediatamente posterior a Primeira Guerra Mundial, tendo o primeiro departamento acadêmico de Relações Internacionais sido criado em 1917, na universidade escocesa de Aberystwyth com o objetivo de estudar a guerra e, mais precisamente, objetivando livrar a humanidade de suas conseqüências nefastas.

Contrariando Nogueira e Messari (2005), nos traz outro marco histórico Oddone e Granato (2008: 5), quando comentam o pensamento de Czempiel, afirmando que as Relações Internacionais tiveram seu início como ciência no final da Primeira Guerra Mundial, entretanto, apresentam sua base científica quando nos Estados Unidos da América e na Grã-Bretanha são criados institutos acadêmicos dedicados a estudar e prevenir as guerras favorecendo a paz, firmando como marco, o ano de 1919.

Assim sendo, este trabalho buscou diagnosticar a teoria realista hoje incorporadas pela cultura acadêmica da Ciência das Relações Internacionais, com a maior guerra existente no continente sul-americano, com objetivos a entender a razão deste conflito, e posteriormente buscar o progresso dos seus processos de integração regional, como assim nos mostra sua necessidade Nogueira e Messari (2005: 3):

“Os acadêmicos tinham como objetivo organizar uma disciplina em torno do estuda da guerra......

......Era preciso, então, estudar o fenômeno da guerra e suas causas para poder evitar a repetição de tragédias similares às acontecidas.....”

Importante se faz perceber, que mesmo não existindo oficialmente uma ciência de Relações Internacionais, não podemos desconsiderar a existência de relações entre povos, etnias e estados soberanos, como também, a necessidade da composição de seus interesses no plano externo a circunscrição de suas sociedades, assim nos mostrando Krippendorff apud Oddone e Granato (2008: 3):

“Las tribus prehistóricas entablaban relaciones con sus vecinos, los imperios de principios de la historia se comunicaban con los pueblos colindantes, y las ciudades – repúblicas griegas entre sí. Todos mantenían relaciones internacionales en el sentido de la delimitación de las sociedades entre el interior y el exterior, con diferentes normas y reglas de comunicación.”

Alguns outros estudiosos buscam a origem das Relações Internacionais na origem dos conflitos entre os povos e suas comunidades, objetivando seu nascimento nas tentativas de evitar tais conflitos, o que nos condiciona a enxergar que as relações internacionais nascem das tentativas diplomáticas de se evitar as guerras.

Duas escolas se prestam a orientar nossa busca ao entendimento da base estrutural das relações internacionais, encontrando posteriormente sua aplicação no conflito da Guerra do Paraguai, assim, a Escola Tradicionalista acredita que as Relações Internacionais compreendem o estudo do comportamento dos Estados Soberanos frente a comunidade internacional, assim representado por sua elite governante, concentrando seus estudos nos parâmetros das políticas exteriores diplomáticas e militares, sendo para esta escola a sintetização das Relações Internacionais a cooperação e o conflito.

Encontramos nesta escola fortes elementos de estudos no breve discorrer que este trabalho apresenta ao ambientar o leitor aos fenômenos da Guerra do Paraguai, já que apresenta suas variáveis de estudo na posição geográfica, na densidade populacional, nas tradições históricas, nos interesses comerciais entre outros, enxergando ainda seus conceitos chaves no poder e seu equilíbrio entre os Estados-Nação.

Já a Escola Cientificista apresente vertente contraria a sua investigação quanto as Relações Internacionais, como nos mostra Oddone e Granato (2008: 12) “La principal característica de esta escuela es concentrarse en los denominados proyectos de nível intremedios de mediano alcance destinados a desarrollar teorias que explican cuestiones específicas de la realidad internacional.”

5. Conhecendo a corrente Realista

Ao observarmos o resumo dos fatos sobre a Guerra do Paraguai, buscando um parâmetro na escola tradicionalista, encontraremos fortes influências da corrente Realista, pois nos mostra Oddone e Granato (2008: 18) ao afirmarem que o contexto mundial e suas relações é anárquico, entretanto, com algumas diferenças, mostrando que o sistema internacional se assemelha muito com um jogo de bilhar, estando seus protagonistas em constante movimentos de choque.

Trazem-nos Nogueira e Messari (2005: 23) algumas premissas da corrente realista:

“...das tradições herdadas de Tucídides, Maquiavel e Hobbes, algumas premissas podem ser consideradas comuns a todos os realistas. Essas premissas podem são a centralidade do Estado, que tem por objetivo central sua sobrevivência, a função do poder para garantir essa sobrevivência, seja de maneira independente – no que seria caracterizada de auto-ajuda -, seja por meio de alianças, e a resultante anarquia internacional.”

A teoria realista também apresenta duas outras variáveis, a qual temos que apresenta-las de forma discreta, ou seja, a que chamamos, de caixa preta, por assim elencar os fenômenos internos de cada Estado-Nação, e a segunda, a visualização Hobeniana de uma humanidade ruim por natureza.

Os realistas concebem suas bases em quanto um Estado ganha em si próprio, logo, para muitos realistas os Estados devem buscar o poder em si próprio, isto levantando uma das principais características entre os Realistas e os liberais, já que para os Realistas, o que importa é quanto um Estado ganha em relação aos demais, e já os idealistas o que deve importar como norte das políticas relacionais são os ganhos absolutos, ou seja, quanto ganham conjuntamente.

Importante se faz ressaltar que para os realistas, o fator mais importante de suas políticas exteriores passa pela segurança, diferenciando dos idealistas, que acreditam na cooperação e dos marxistas, que enxergam o antagonismo das classes do capitalismo como elemento central dos conflitos, assim, para um realista somente existe uma única forma de se alcançar a paz, o que ocorre com o equilíbrio do poder, sobre esta temática nos lembra em suas aulas Oddone e Granato (2008: 21) ao citarem Morgenthau: Definió la política como “la lucha por el poder” y definió el poder como “una relación entre dos actores políticos en la que el actor A puede controlar la mente y acciones del actor B”.

Nos mostra bem a realidade dos princípios defendidos para o equilíbrio do poder, Oddone e Granato (2008: 21) ao enfatizarem “NINGÚN ACTOR, SOLO O EN ALIANZA, PUEDE DOMINAR A LOS RESTANTES”, pois bem, verificaremos tal afirmação quando de nossas conclusões sobre os resultados da Guerra do Paraguai e o fracasso das políticas e estratégias de Solano López.

A Guerra do Paraguai encontra forte alicerce na teoria realista, quando identificamos que o equilíbrio de poderes é uma condição que compreende o compartilhamento de atores com a prevalescência de uma política de balanço, equilíbrio, evitando o bandwagoning, já que o princípio geral é que os mais fracos se aliem contra o mais forte.

Defende ainda os realistas, não existir um progresso no ambiente internacional, existindo somente o progresso interno de cada unidade estatal, contrariando as correntes marxistas e idealistas que acreditam no progresso universal, e consequentemente a esperança de um mundo melhor e de paz reinante por cooperação.

Mais um ponto a ser levantado para nossa analise do conflito da Guerra do Paraguai e a Teoria Realista, é o pensamento de Waltz, apresentado por Oddone e Granato (2008: 25), quando trata da continuidade: “Todos los Estados en todas las épocas terminan comportándose de la misma manera cuando están en la cima de poder debido a los constreñimientos estructurales. (buscam ser hegemônicos)”.

Assim sendo, buscamos apresentar uma idéia geral sobre a teoria realista e sua aplicabilidade na Guerra do Paraguai, e conseqüentes influencias na atual integração sul-americana, pois tem como protagonistas os mesmos Estados, sendo seus interesses dominantes o poder clássico com fortes influências do neo-realismo (sobrevivência ou dominação), possuindo sua dinâmica nos conflitos e tendo como única forma de avanço o balanço do poder e a derrogação da hegemonia.

Complementando nosso enfoque, encontramos nas palavras de Sarfati (2005: 39) grande ensinamento que aproxima nossa analise aos fatos acontecidos na Guerra do Paraguai:

“Os realistas assumem que a segurança nacional é o assunto mais importante na ordem de prioridade dos Estados, ou seja, a segurança é vista como “alta política” (high politics), enquanto a economia e outros assuntos sociais são percebidos com uma importância reduzida e, por conseguinte, como “baixa política” (low politics). No contexto da segurança, a prioridade é dada à relação de poder, especialmente a militar, entre os Estados. O desequilíbrio de poder poderia estar na origem dos conflitos entre os Estados”.

Assim, verificamos uma enorme relação das políticas exteriores em buscarem paralelamente as suas ações diplomáticas uma estrutura bélica forte e respeitosa, o que no século XIX já se consagrava como fator determinante para o status político, e que hoje ganha forte tendência no continente sul-americano, principalmente com as doutrinas interpostas por Hugo Chávez junto aos seus irmãos bolivarianos e sul-americanos.

Não contrariando o que fora afirmado anteriormente, de Fluvio (2001: 23) assim nos traz o comportamento Norte Americano após a Segunda Grande Guerra:

“Al contrario de lo que hicieron después de la Primera, los Estados Unidos, después de la Segunda Guerra Mundial eligieron participar activamente en la política internacional y tomar partido en proporción a todos los recursos y capacidad que pusieron en juego. El modo en que se organizó un sistema internacional basado sobre las reglas del poder militar y económico.”

Assim, não encontramos grandes divergências pelas políticas exteriores apresentadas pelos governos paraguaio, argentino e brasileiro da época, como também, após o genocídio deste conflito, elementos esses influenciadores até os dias atuais de uma política de corrente extremamente individualista no continente sul-americano.

6. Considerações Finais

Inicialmente pretendemos observar o conflito ocorrido entre os anos de 1864 a 1870 em terras sul-americanas, mais precisamente a Guerra do Paraguai, realizando uma investigação quanto às políticas de suas relações internacionais adotadas pelos governos do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai numa base realista.

Definiu-se este corte metodológico em virtude da teoria realista condicionar os conflitos como elementos marcantes das relações no âmbito internacional, sendo este status quo o elemento principal para a evolução das relações entre Estados, já que de sua conseqüência evoluiremos para o tão sonhado equilíbrio de poder e sua suposta derrogação hegemônica.

Seja em 1917 como afirmam Nogueira e Messari, ou em 1919 com nos relata Oddone e Granato, seja na Universidade Escocesa de Aberystwyth ou nas acadêmicas dos Estados Unidos da América ou Grã-Bretanha, o que importa é o fim a que se presta a cientificidade das Relações Internacionais, que possui entre seus objetivos a busca pela paz e o convívio harmônico entre os Estados-Nação.

Partindo desta primazia de ensinamento, começamos nossas considerações finais, as quais permeiam entender e tipificar cientificamente o conflito da Guerra do Paraguai, já que nos dias atuais, como há 120 anos atrás representam elemento crucial para o progresso integracionista da região.

Entender a cultura política dos Estados analisados permeia a condição preditiva quanto ao futuro de nossa região e consequentemente sucesso do Mercado Comum do Sul, agravando a este panorama os interesses Norte Americanos na região, a qual entre outras riquezas compreende o aqüífero guarani, sendo este talvez, a maior reserva de água potável do planeta.

Assim, compreendemos que as políticas exteriores conduzidas pelo Império Brasileiro, pela Argentina, pelo Uruguai e por Solano López no Paraguai apresentam fortes características realista, pois se condicionavam ao interesse individual de cada Estado, não permeando nenhum processo integracionista ou cooperativo, o que a aproximaria da teoria idealista.

Neste diapasão, permeado pelos ensinamentos de Krippendorff apresentado por Oddone e Granato, observamos que as relações internacionais permeiam a existência relacional dos povos, mesmo em suas origens mais remotas, logo, não desconfigurando nosso estudo ao tentar enxerga-la nos anos de 1850 e 60.

Assim, encontramos fortes indícios de sua presença cientifica, mesmo que transpostas ao senso comum aplicado nas políticas exteriores dos protagonistas, tendo sua materialização na diplomacia empregada no intuito de se evitar as guerras.

Completando nossa analise quanto à caracterização das políticas exteriores aplicadas pelos protagonistas, encontramos berço na escola Tradicionalista, já que tem por compreensão de estudo o comportamento dos Estados Soberanos frente aos Estados vizinhos, quando aplica como base fundamental cientifica o estudo das políticas exteriores diplomáticas e militares, voltando-se a cooperação e o conflito.

Logo, compreendemos que a Guerra do Paraguai retrata muito bem esta base conceitual, já que inicialmente o governo de Berro frente à recém criada República Uruguaia devota-se a apoiar o Governo de Solano López, abrindo assim os portos uruguaios ao comércio internacional e tendo em troca o apoio da força econômica e bélica paraguaia em favor dos blancos, caracterizando a cooperação para um suposto equilíbrio de forças.

Tal fenômeno, mais tarde encontra amparo quando Solano López apresenta apoio e recebe apoio recíproco dos federalistas argentinos em contra ação aos interesses da sociedade burguesa de Buenos Aires na região do vice-reinado dório do Prata, em desfavor dos interesses de Mitre.

Mais tarde, mais uma vez este fenômeno ganha força, quando derrogado pela pressão sofrida pela burguesia comerciante de Montevidéu, o Uruguai abandona a suposta aliança a Solano López e associa-se ao Império Brasileiro, mesmo que isto levasse ao poder o Partido Colorado.

Assim materializamos fortes características da Escola Tradicionalista, pois encontramos nestas breves narrativas históricas forte influência das condições geográficas, na densidade populacional e dos exércitos, e nos interesses comerciais, as molas propulsoras das cooperações observadas.

Analisando a Guerra do Paraguai de forma um pouco mais aprofundada aos conceitos realistas encontramos fortes inferências, quando identificamos a materialização trazida por Oddone e Granato ao idealizarem as relações internacionais como um jogo de bilhar, onde seus protagonistas encontram-se em constantes choques, o que evidencia a teoria realista.

Reforça nossa caracterização os ensinamentos de Nogueira e Messari, quando ao conceituarem a teoria realista concebem a idéia da política estatal volta-se sempre a sua sobrevivência, sendo manejado de forma independente, vindo a produzir elementos de auto-ajuda através de alianças, o que vem a provocar a anarquia internacional.

Finalmente encontramos na teoria realista a defesa de que o Estado vive em torno de políticas de ganho a si próprio, buscando o poder em si próprio, fortificando a teoria realista em declínio a idealista, onde o que importa é quanto um Estado ganha em relação aos demais, fenômeno este facilmente identificado no contexto da Guerra do Paraguai, já que inclusive devemos ressaltar um fato marcante na história que fôra a aliança entre Brasil e Argentina, motivados pela política realista de preservação de sua segurança.

Por último se faz compreender uma discrepância muito grande dos interesses dos protagonistas da Guerra do Paraguai aos princípios marxistas e idealistas que pregam o progresso universal, onde na teoria realista encontramos o progresso da unidade estatal, vindo a possuírem na comunidade internacional o pensamento de Waltz, ou seja, os Estados sempre buscam a hegemonia.

Dentro desta temática, no corte metodológico apresentado por este trabalho, como devemos esperar o progresso dos processos integratórios do continente sul-americano? Já que a guerra do Paraguai apresenta fortes reflexos na cultura e no desenvolvimento sócio-econômico-bélico do Paraguai, fazendo com que até os dias atuais apresente grandes assimetrias com o Brasil e a Argentina.

Viveria ainda hoje as políticas exteriores dos protagonistas do Mercosul uma forte condicionante realista? Se assim o for, dificilmente teremos evolução no bloco, já que o Brasil devota-se aos acordos bilaterais com a China, Índia e África do Sul, esquecendo seus irmãos e sócios sul-americanos.

Já a Argentina não emprega política diferente, associando-se cada vez mais as políticas venezuelanas, que poderíamos considerar realistas de base high politics, tendo a segurança como fim primário, e os interesses próprios em prioridade ao bloco.

E o Uruguai refém dos irmãos hegemônicos, mendiga olhares ao Mercosul, com a esperança de sua salvação, mesmo apresentando forte restrições ao Brasil e a Argentina, o que em muito permeia uma visão uruguaia de associação ao Estados Unidos da América.

O Paraguai refém de sua incapacidade industrial, econômica e educacional, espera um desenrolar das diretivas a serem seguidas pelo bloco, com a possibilidade de brevemente receber grande apoio econômico Norte Americano em troca de uma base militar a ser instalada na tríplice fronteira.

Se a política internacional sul-americana ainda estiver arraigada da doutrina realista e neo-realista, o futuro do Mercosul ou de qualquer outra forma de movimento integracionista na região tende ao insucesso.

REFERÊNCIAS

De Fulvio, Attina (2001). El sistema política global: introducción a las relaciones internacionales. Barcelona: Paidós.

Cerqueira, Dionísio (1980). Reminiscências da campanha do Paraguai. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exercito.

Chiavennato, Julio José (1979). Genocídio americano: a guerra do Paraguai. São Paulo, Brasiliense.

Doratioto, Francisco (2006). Guerra do Paraguai. História das guerras. 3° ed. São Paulo: Contexto.

Nogueira, João Pontes y Nizar Messari (2005). Teoria das relações internacionais. Rio de Janeiro: Elsevier.

Oddone, Nahuel y Leonardo Granato (2008). Teoria das relações internacionais: módulo apresentado na maestria em derecho y relaciones internacionales de la integración de la Universidad de la Empresa. Montevideo: CAEI.

Sarfati, Gilberto (2005). Teoria das relações internacionais. São Paulo: Saraiva.

 
 
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