DELOS: Desarrollo Local Sostenible
Vol 2, Nº 6 (octubre 2009)


ÉTICA, SOCIEDADE E MEIOAMBIENTE: UMA PROPOSTA INTERDISCIPLINAR

 

César Augusto Soares da Costa
Faculdades Anhanguera, Brasil
csc193@hotmail.com

 

RESUMO: O presente texto visa discutir a relação entre ética e sociedade a partir a questão ambiental, pois consideramos de forma preliminar, que este de trabalho tem a pretensão que vale a pena investir no estudo do campo teórico-metodológico de conflito sócio-ambiental na formação continuada de professores, e, ainda, que ela nos aponta na direção de novos aprimoramentos que se fazem necessários para o amadurecimento da proposta. Do mesmo modo, aguardamos que pela proposta, (que pode ser tomada em suas fases de maneira isolada, fato que sequer compromete o seu desenvolvimento) possamos ainda mais dinamizar este debate tanto em nível acadêmico e pedagógico, mas mormente, em nível político sobre esta questão para os setores interessados. O que certamente, incidirá uma discussão ampla e participativa, como de alternativas e sugestões na e da comunidade local pelotense.

Palavras-chave: ética, meio ambiente, sociedade, interdisciplinaridade

 


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INTRODUÇÃO

O atual modelo de desenvolvimento tem uma longa lista de elementos que o caracterizam e nele se destaca, como um produto evidente, a crise ambiental que se torna mais tangível quando altera os ritmos da vida e destrói o ambiente (crise ecológica) e as culturas humanas (crise social). É por isso que hoje vivemos um tempo de paradoxos, de pensar e agirmos para chegarmos a desenvolvimentos justos, decisivos e capazes de manter uma relação mais equilibrada entre a vida das sociedades e a parte com a qual interagem (Cardelli; Duhalde; Maffei, 2003). Por isso, a educação é um dos fatos sociais mais evidentes e universais da história; os mais diferentes povos e as mais distintas culturas a possuem como parte da vida.

A partir desta premissa, nos questionamos: qual seria o elo de ligação entre educação, ética, meio-ambiente e sociedade? Faz algum sentido esta relação? Em que medida? Tendo estas indagações, não é possível pensar a identidade social fora do cenário social sem passar em revista a inventiva de seus protagonistas, ou seja, da comunidade local (professores, educadores, estudantes), observando a capacidade desta no processo do conhecimento. Desta forma, encontramos novas formas de expressão e integração com a comunidade. Pensar numa identidade social implica em reconstruirmos nossas identidades e dimensões sociais e afetivas que, por sua vez, são fundamentadas para o desenvolvimento de instâncias formativas. Diante tal perspectiva, é necessário convertê-la em objeto de reflexão e fazer do debate pelo significado, uma batalha própria do campo histórico-social, na qual a importância da ecologia na educação tem um importante papel a desempenhar. Qual será a relevância desta discussão? Ela interfere na construção de uma identidade e percepção sócio-ambiental?

Vislumbrando a nossa temática de interesse, que é a criação do Projeto Interconexão Sócio-ambiental, percebemos que a cultura também é um componente fundamental de uma sociedade. Pois acreditamos que o meio-ambiente seja uma maneira diferente de aceder ao conhecimento da realidade, complementando o que se consegue por meio das ciências. Em se tratando da identidade social, sabemos que a experiência ética interligada às questões ambientais através de suas diferentes modalidades e linguagens, revela uma condição relacional com a realidade. Realidade da qual o sujeito esteve e está inserido, e do qual poderá ter a capacidade, tanto educativa, como interpretativa de revelar e de adaptar novos significados à sua visão de mundo.

Nesse sentido, uma das razões em relacionar ética e meio-ambiente na educação, é o fato de que o acesso ao conhecimento requer ações específicas e organizadas: ações didáticas no modo de compreender a realidade. Pensando assim, o Projeto Interconexão Ambiental pretende neste contexto, um olhar aos problemas sócio-ambientais que não seja unidirecional, mas que deve advertir-nos sobre a necessidade de considerarmos outros problemas, como a relevância de referenciais norteadores que atentem para a dinâmica sócio-cultural, bem como de assinalar a importância de um espaço para discussões em questão. Ou seja, promovendo através de cursos, palestras e das diversas atividades, uma forma de valorizar e dinamizar temáticas na cidade, bem como, constatar como tais temáticas interferem neste processo formativo.

Tendo estes pressupostos, assinalamos que há uma demanda institucional no sentido de se tornar disponível para o público leigo um acervo altamente qualificado de informações científicas sobre biodiversidade e meio ambiente. Ao mesmo tempo, entendemos que não será possível atingir de forma eficaz o “público leigo em geral”: será preciso segmentar para poder haver uma comunicação mais eficiente (em termos de objetivos de trabalho, linguagem utilizada, etc.); daí decorreu nossa opção pelo sistema de educação formal (escola) e, dentro dele, a opção pelo professor, pelo seu efeito multiplicador. Além disso, pensamos que será importante perguntar qual informação é necessária à escola, para trabalhar a temática ambiental dentro de um referencial de educação ambiental (as “perguntas” que a escola quer responder provavelmente não são as mesmas que a comunidade científica quer responder quando faz suas investigações e produz conhecimento a respeito dos temas ambientais – já que os objetivos dos educadores e da comunidade científica não são os mesmos...).

Assim, o nosso texto surge com o objetivo de propor e realizar, em caráter de experiência-piloto, um processo de formação continuada de professores aliado à criação de materiais / atividades de Educação Ambiental pelos próprios professores. Um processo que oferecesse aos professores subsídios – teóricos e metodológicos – que possibilitassem a criação contínua, o desenvolvimento autônomo, pelo professor, de práticas pedagógicas, a partir de temas ambientais relevantes de sua realidade. Além disso, entendíamos que tal processo de formação continuada deveria ajudar a preparar o professor para realizar, na escola, uma educação ambiental potencialmente formadora de cidadania. Em nosso entender, isto implicaria, entre outros aspectos, em buscar duas mudanças importantes: uma em termos da perspectiva de abordagem da temática ambiental; a outra, em termos dos processos educativos. Quanto à temática ambiental, desejávamos que os professores possam desenvolver práticas pedagógicas que ajudem o educando a: a) compreender o caráter sócio-ambiental das questões ambientais; b) situar a problemática ambiental na esfera pública, e, assim, entender que a somatória de comportamentos individuais “adequados” não é suficiente para a superação ou minimização dos problemas ambientais. Neste sentido, o campo teórico-metodológico de conflito sócio-ambiental (Carvalho e Scotto, 1995; Scotto, 1997; Scotto e Limoncic, 1997) nos pareceu muito apropriado.

O conceito central do campo, que é justamente o conceito de conflito sócio-ambiental, permite trabalhar a idéia de que as questões ambientais envolvem a perspectiva, os interesses e os valores dos diversos grupos da sociedade, que têm diferentes intenções de uso em relação aos bens ambientais. Estes bens ambientais, por sua vez, são bens comuns: por direito, pertencem a todos e todos devem ter acesso ao seu uso. Os conflitos sócio-ambientais podem, então, ser considerados temas controversos. Os aspectos acima apontados permitem perceber que a abordagem de conflitos sócio-ambientais envolve, necessariamente, questões valorativas.

Desta forma, o trabalho educativo que incorpora os conflitos sócio-ambientais precisará lidar com a esfera da moralidade e da ética, e terá que fazê-lo levando em conta não apenas o âmbito das condutas individuais e da vida privada, mas também das relações entre os cidadãos, na esfera pública. Quanto aos processos educativos, pretendemos ajudar a preparar os professores para realizarem práticas pedagógicas que favorecessem o desenvolvimento da moralidade dos educandos, – por entendermos que não existe real cidadania se não houver sujeitos moralmente autônomos –, e, ao mesmo tempo, o trabalho com os valores éticos do campo ambiental.

Para tal fim, o campo teórico-metodológico da educação moral, notadamente na perspectiva denominada construção da personalidade moral (Puig, 1998a) nos pareceu bastante adequado, entre outras razões, pelas seguintes: propõe o desenvolvimento da moralidade na direção da autonomia; sugere que para tanto é necessário ajudar os educandos a exercitarem suas capacidades morais (capacidades psicológicas utilizadas pelo sujeito para lidarem com situações em que há conflitos de valores) e a construírem ativa e criticamente o significado dos guias de valor (mais comumente chamados apenas de “valores”).

Além disso, Puig (1988b) propõe, juntamente com seu referencial teórico, um conjunto de recursos metodológicos que podem ser utilizados para criar atividades estruturadas para a sala de aula. Assim, no processo de formação continuada de professores proposto por nós, estes dois campos teórico-metodológicos (de conflito sócio-ambiental e de construção da personalidade moral) iriam assumir um papel central. O desenvolvimento do projeto envolverá uma equipe de docentes formadores (gestores, especialistas, mestres e doutores) e incluirá professores da rede municipal, Diretores Pedagógicos, professores do Ensino Fundamental e Médio e de suas respectivas disciplinas, constituindo uma perspectiva interdisciplinar. Consequentemente esperamos no desenvolvimento do projeto, um maior reconhecimento dos problemas sócio-ambientais neste espaço, promovendo um diálogo que favoreça uma percepção mais aguçada na identidade social da população.

METODOLOGIA DE TRABALHO

A nossa premissa, tem como objetivo inicial promover a educação ambiental com vistas à participação ética da comunidade escolar e geral no exame dos problemas sócio-ambientais. Para isso, pretende contar com atividades diversas, contribuindo assim, para uma consciência cidadã. As etapas deste processo (que poderão ser desenvolvidas isoladamente e serem extensivas às cidades vizinhas) estão seguidas por uma descrição prévia do trabalho que será realizado em cada uma delas.

A) Sessão de formação – Reflexão sobre Educação Ambiental

Nesta fase inicial, com todos os professores ministrantes, os trabalhos desenvolvidos têm como objetivo levá-los a:

• Adquirir um repertório básico, comum a todo o grupo de professores, relativo à educação ambiental;

• Conhecer e compreender a proposta de criação de materiais e capacitação de professores, tornando-se capazes de situá-la no cenário atual da educação ambiental, a partir do conhecimento de "diagnósticos de situação" (o que as pesquisas têm mostrado a respeito das publicações de educação ambiental; das concepções de professores sobre meio ambiente e influência delas sobre as práticas pedagógicas; que dificuldades os professores reportam e que apoios solicitam para trabalhar a Educação Ambiental nas escolas; como tem sido trabalhada dentro de diferentes disciplinas);

• Compreender a possibilidade do desenvolvimento de atividades de educação ambiental a partir de diferentes referenciais, tornando-se capazes de refletir sobre a questão: Qual Educação Ambiental queremos ajudar a desenvolver?

• Conhecer e compreender os fundamentos teóricos que orientam o Projeto Interconexão, e que, nas etapas posteriores, servirão para nortear a criação de materiais/atividades de educação ambiental;

• Criar familiaridade com a internet, a partir do conhecimento de elementos básicos da sua “filosofia” e através do contato com as ferramentas eletrônicas básicas de comunicação e disseminação de informação: correio eletrônico, navegação e listas de discussão.

• Promoção de eventos que contemplem a discussão ambiental.

A priori ao desenvolvimento do trabalho, será possível perceber mudanças nos entendimentos dos professores, dentre as quais podemos destacar aquelas referentes à Educação Ambiental. Refletindo sobre à idéia de “meio ambiente”, exemplificadas por falas tais como: “E eu antes nem achava que eu fazia parte do meio ambiente” (Ensino Infantil); ou “A gente sai da escola, ‘vai até a natureza’ com os alunos, trabalha, e depois que volta acha que não está mais trabalhando ‘meio ambiente’, o ‘meio ambiente’ ficou lá fora...” (Ensino Médio). Por sua vez, pretende levar a elaboração de novas práticas pedagógicas, bem como mudar parâmetros em suas próprias atividades pedagógicas ligadas a temas ambientais.

B) Sessão de formação – Estudo de questões éticas ligadas ao Meio-ambiente

Nesta etapa, os professores trabalharão paralelamente: Educação Moral e Educação Ambiental.Este grupo contemplará para:

• Conhecer os fundamentos teóricos da Educação Moral (na perspectiva de construção da personalidade moral, proposta por Puig, 1998a);

• Aprender a utilizar os recursos metodológicos disponíveis na literatura educacional para trabalhar educação moral em situações estruturadas de sala de aula. Poderão ser estudados seis recursos metodológicos distintos: clarificação de valores; discussão de dilema moral; construção conceitual; role-playing; exercício de compreensão crítica; atividade informativa (Puig, 1998b);

• Criar exemplos de atividades utilizando os recursos metodológicos da educação moral para trabalhar temas ambientais (utilizando reportagens de jornal sobre o tema “lixo”).

É importante observar que os diferentes recursos metodológicos estudados se propõem a explorar diferentes aspectos ligados à dinâmica de desenvolvimento da autonomia moral dos sujeitos. Consideramos que seria positivo trabalhar os elementos teóricos deste campo conceitual (o campo da construção da personalidade moral, Puig, 1998a) com os professores. Primeiramente, porque se trata de um tema que é de interesse para a educação em geral (há na escola outras temáticas, além da ambiental, que necessitam de uma abordagem que trabalhe os “valores”; por exemplo, a sexualidade) e para o qual os professores não têm sido preparados adequadamente na sua formação inicial. Em segundo lugar, porque foi possível estabelecer diversas relações entre o arcabouço teórico estudado e a educação ambiental. Por exemplo: entender o “ambiental” como um campo de problematização moral; perceber a importância de se trabalhar os guias de valor do campo ambiental.

Outro ponto que merece destaque é a necessidade de se aprofundar mais a discussão sobre as relações que se pode fazer entre a educação moral e a educação ambiental, a partir do arcabouço teórico-conceitual estudado. Por serem ambos os temas pouco familiares aos professores, pudemos perceber que uma assimilação mais consistente destas relações requereria um tempo maior de trabalho.

C) Sessão de formação – Estudo de questões do Patrimônio Ambiental e Cultural

Nesta fase, será proposto estudo e análise dos problemas sócio-ambientais em ligação com as do Patrimônio cultural como fonte e forma de conscientização social, para isso, tem em suas principais características:

• Incentivar iniciativas educacionais de apoio às questões socioculturais, como de outras regiões;

• Examinar a importância da cultura patrimonial de Pelotas, procurando também revitalizar a relevância desta, para a educação e formação ética e identidade dos sujeitos;

• Analisar as questões de preservação sócio-ambiental que interferem na preservação cultural;

D) Sessão de formação - Conflitos Sócio-ambientais

Nesta etapa, com todos os professores ministrantes, o trabalho desenvolverá:

• Conhecer aspectos teóricos e conceituais básicos da área dos conflitos sócio-ambientais (Carvalho e Scotto, 1995; Scotto, 1997; Scotto e Limoncic, 1997) e a metodologia de diagnóstico de conflito sócio-ambiental (Carvalho e Scotto, 1995);

• Estudar um caso concreto de conflito, colocados pela mídia impressa/televisa;

• Reconhecer os conflitos sócio-ambientais como conflitos morais do tipo social, dentro da tipologia de conflitos morais apresentada por Puig (1998a);

• Criar exemplos de materiais/atividades de educação ambiental utilizando o conflito real e os recursos metodológicos da educação moral anteriormente estudados.

CONCLUSÃO

Do ponto de vista metodológico, o diagnóstico de conflito sócio-ambiental e os mapas conceituais de conflito mostraram ser uma importante ferramenta de trabalho para os professores e alunos. Sua aplicação a um caso real de conflito permitirá que os professores mapeiem os atores sociais envolvidos, dos discursos utilizados e dos interesses defendidos por estes atores, que identificassem as potenciais alianças a serem construídas entre os diferentes atores no processo de negociação social do conflito e que percebessem quais bens ambientais estavam em disputa.

Em alguns casos, é mais forte a presença de um entendimento da sociedade como totalmente determinada pela somatória das opções e condutas individuais de seus integrantes e mais difícil construir a superação desta idéia. Este aspecto nos parece relevante para um trabalho que busca contribuir para a formação de uma visão das questões ambientais como pertencentes à esfera pública.

Nós consideramos, de forma preliminar, que este de trabalho tem a pretensão que vale a pena investir no estudo do campo teórico-metodológico de conflito sócio-ambiental na formação continuada de professores, e, ainda, que ela nos aponta na direção de novos aprimoramentos que se fazem necessários para o amadurecimento da proposta. Do mesmo modo, aguardamos que pela proposta, (que pode ser tomada em suas fases de maneira isolada, fato que sequer compromete o seu desenvolvimento) possamos ainda mais dinamizar este debate tanto em nível acadêmico e pedagógico, mas mormente, em nível político sobre esta questão para os setores interessados. O que certamente, incidirá uma discussão ampla e participativa, como de alternativas e sugestões na e da comunidade local pelotense.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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SCHWANZ, Angélica Kohls. Educação Patrimonial. A política do esquecimento. 2004. 47 f. Monografia (Especialização em Memória, Identidade e Cultura material) – Instituto de Ciências Humanas, Universidade Federal de Pelotas.


 

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