Cuadernos de Educación y Desarrollo

Vol 2, Nº 13 (marzo 2010)

EDUCAÇÃO E BIOCIÊNCIAS: IMPLICAÇÕES PEDAGÓGICAS


 

César Augusto Soares da Costa (*)
Rosa Braga Lopes de Moura (**)
csc193@hotmail.com

 

Que relação podemos estabelecer entre pedagogia e biociência? Seria possível tal vinculação? Por vários anos a física clássica e a mecânica inspiraram as linguagens científicas. Conceitos, comparações e até esquemas explicativos foram transpostos da física newtoniana para a anatomia, biologia e a medicina em geral. Mais surpreendente que as ciências humanas tampouco ficaram isentas desse predomínio mecanicista. Assim, o estatuto da ciência parecia imprescindível uma certa contaminação pelo que se chamou inveja da física. Logo, esta herança fornecedora de conceitos acabou por invadir as linguagens pedagógicas.

No limiar do século XX, especificamente nos últimos 50 anos, os avanços científicos da biologia foram tão os mais revolucionários que os da física. E a biologia trata dos organismos vivos, enquanto a física se volta principalmente a matéria inorgânica. É lógico que esse tipo de linha divisória já se tornou questionável, mas não deixa de ser muito estranha a lentidão da pedagogia em inspirar-se também nos inúmeros avanços das biociências.

Atualmente já não é aceitável, do ponto de vista teórico, a redução das fontes das linguagens sobre a educação a uma única matriz de pensamento. Quando falamos das bases biológicas da educação, a referência não é apenas a aspectos biofísicos do organismo individual, já que se costuma abordar a questão dos contextos evolucionários da história e os nichos vitais em que os seres humanos surgem.

Por muito tempo aceitamos que as ciências humanas saberiam dar conta das implicações da vida. Assim, a evolução das demais ciências está colocando um horizonte transdisciplinar mais amplo. Pois as ciências humanas nunca souberam agilizar suas intuições em confronto com as transformações das biociências e outras áreas com as quais as biociências dialogam variavelmente (física pós-clássica, química e até a informática).

Conseqüentemente, convém situarmos nossa alusão no encontro preciso entre pedagogia e biociências num contexto mais amplo. Assinalamos para um encontro que apenas inicia e que se reveste de urgência devido à relevância para a pedagogia de conceitos derivados das biociências atuais como o de auto-organização e outros. Pois alguns conceitos, que se tornaram transdisciplinares e cumprem atualmente uma função importante nas biociências, de fato tiveram origem ou mais pontos de outras áreas. Conceitos como complexidade, multi-referencialidade, simultaneidade de caos e outros tiveram início no cenário matemático!

O afirmado encontro conceitual da pedagogia com as biociências não tem, nada a ver com obsessões restritivas. Ele se situa num cenário científico amplo, tendo razões interessantes para destacá-los. Primeiro, existe um atraso em recuperar as linguagens da educação que desconhecem as inovações conceituais das ciências da vida. Segundo, há uma tentava de reconceituação que ela implica para a noção de aprendizagem e conhecimento. Assim, postulamos a seguinte conceituação: os processos de vida e processos de aprendizagem são no fundo e significam a mesma coisa!

Referências

ASSMANN, Hugo. Reencantar a Educação. 3 ed. Petrópolis: Vozes, 1999.

* Sociólogo, Educador e Pesquisador. Mestre em Ciências Humanas/PUCRS. Professor-tutor no Curso de Pós-Graduação em Tecnologias da Informação e Comunicação na Educação na Universidade Federal do Rio Grande/FURG. Professor nos cursos de Pós-Graduação em Educação do Complexo de Ensino Superior de Santa Catarina na cidade de Pelotas/RS.

** Professora e Bióloga. Especialista em Genética e Ambiente pela Universidade Católica de Pelotas.


 

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