Contribuciones a las Ciencias Sociales
Agosto 2014

PLANO DE NEGÓCIOS E UMA ANÁLISE SOCIO ECONOMICA DO PRODUTO POPULAR "JUÇARA" COMO SUBSTÂNCIA ENERGÉTICA NAS ATIVIDADES FÍSICAS



Paulo Damasceno Rodrigues Marques (CV)
paulodrm@ibest.com.br
Faculdade Ideal (FACI)



RESUMO

Esta pesquisa cujo tema é o plano de negócios e uma análise sócio econômica do produto popular "juçara" como substância energética nas atividades físicas, visa apresentar as mais variadas formas de consumo do produto, como ocorre na Lanchonete Variedades Sabor, onde são oferecidas, atendendo ao gosto do público-alvo, segmentado em classes distintas, de médias à altas categorias. O estudo procurou esforços em proporcionar aos entrevistados várias formas de apresentação para a ingestão do produto popular "juçara" como energético. Desta forma, o tema principal deve ser mais divulgado e de fácil compreensão, para uma valorização dos produtos da terra. Por isso, ao procurar desvendar o paladar de cada consumidor que frequenta o ambiente, identificam-se formas de preparo. Observando o gosto de cada atleta, e com foco no produto, in natura, é possível verificar como ele é consumido na região Norte, principalmente do Estado do Pará.

Palavras-chave: juçara, público-alvo, energético, in natura.

ABSTRACT

This research whose subject is the business plan and a socioeconomic analysis of the popular product "juçara" as energetic substance in physical activities, aims to present the most varied forms of consumption of the product, as in Variety Flavor Lunch, where they are offered, given the taste of the audience, segmented into distinct classes of medium to high categories. The study sought efforts to providing interviewed various presentations to the intake of the popular product "juçara" as energetic. Thus, the main theme should be more publicized and easy to understand, to an appreciation of local products. So when looking to unravel the taste of each consumer who attends the environment, we identify ways of staging. Noting the taste of each athlete, and focus on the product, in nature, you can see how it is consumed in the northern region, especially the state of Pará

Key-words: juçara, target audience, energy, in natura.


Para citar este artículo puede utilizar el siguiente formato:
Rodrigues Marques, P.: "Plano de negócios e uma análise socio economica do produto popular "Juçara" como substância energética nas atividades físicas", en Contribuciones a las Ciencias Sociales, Agosto 2014, www.eumed.net/rev/cccss/29/jucara.html

INTRODUÇÃO

O tema deste artigo é o plano de negócios e uma análise sócio econômica do produto popular "juçara" como substância energética nas atividades físicas. Na região Norte do país, o produto "juçara", uma espécie de fruta nativa, é alimento básico e de há muito está presente na culinária local, em diversificadas receitas.

Em outras regiões, a pequena fruta, que lembra uma jabuticaba, também conquistou admiradores, a partir dos anos 90, especialmente entre aqueles que praticam atividades físicas, por ser ele considerado um poderoso energético, capaz de repor o índice de glicose rapidamente no organismo, após exercícios físicos.

É rico em carboidratos e muito indicado para os que desejam aumentar a massa magra. Quem quer perder peso, no entanto, deve evitá-lo, pois é extremamente calórico, segundo os especialistas no assunto.

O trabalho visa apresentar as mais variadas formas de consumo do produto "juçara", como já ocorre na Lanchonete Variedades Sabor, onde estas variedades são oferecidas, atendendo ao gosto do público-alvo, segmentado em classes distintas, de médias a altas categorias. Por isso, ao procurar desvendar o paladar de cada consumidor que frequenta o ambiente, identificam-se as formas de preparo de diversas formas do produto. Observando o gosto de cada atleta e com foco no produto in natura, é possível verificar como ele é consumido na região Norte, principalmente do Estado do Pará.

Diversos laboratórios já analisaram a composição do produto e constataram que ele apresenta uma lista de nutrientes e sais minerais que ajudam a aumentar a riqueza da cadeia alimentar dos seres humanos e, por causa disso, o produto vem ganhando cada vez mais espaços nos ambientes esportivos, principalmente nas academias de atividades físicas.

O problema que se quer ver resolvido é: com que finalidade o público jovem das agremiações esportivas utilizam o produto "juçara"?

O objetivo geral do estudo é avaliar o perfil do consumidor - atleta, que frequenta a lanchonete Variedades Sabor, da Academia Companhia Atlética, que se utiliza do produto "juçara" sob a forma de energético para melhorar o desempenho físico.

Os objetivos específicos são: verificar a atratividade do produto açaí como energético; identificar as formas do consumo do produto num mix de variedades em relação a outras fontes energéticas; e identificar o perfil do consumidor em relação às diferentes formas de consumo.

O estudo está limitado ao público jovem da Academia Companhia Atlética, situada no centro de Belém/PA, principalmente em sua lanchonete para constatar, a forma de consumo e verificar o nível de satisfação desse público. Dessa forma, o estudo não será considerado para outras situações que não as daquele público-alvo.

Este trabalho torna-se relevante na medida em que o produto “juçara" está sendo considerado, a partir da forma de consumo e das diferentes maneiras de degustação, principalmente por frequentadores de academias, como energético natural pós-atividades físicas.

Isso demostra uma mudança na concepção do produto, pois o público-alvo que frequenta a academia Companhia Atlética, e a sua lanchonete Variedades Sabor a ela se encaminha, em maior fluxo, na fase pós-treino.

Este tipo de consumidor vem cada vez mais aumentando na adoção de um produto local, que está ganhando mercado, tanto no âmbito regional, nacional e internacional, por sua composição rica em nutrientes, sais minerais e vitaminas. É isso que vem chamando a atenção do mercado, principalmente do nicho atlético, em várias formas de uso.

É que cada pessoa pode criar a composição de consumo desejada, num mix de formatações energéticas criativas, dependendo somente da necessidade e do paladar de cada pessoa.

O trabalho está assim organizado: uma Introdução, que apresenta o tema, o problema, os objetivos geral e específicos, a delimitação do estudo e sua relevância. Em seguida, tem a Fundamentação Teórica, a Metodologia, a Análise dos Resultados, e por fim,                         as Considerações Finais. 

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA O QUE É O PRODUTO "JUÇARA"?

Em sua etimologia, "uaçaí" é vocábulo oriundo do tupi yasa'i, "fruta que chora", numa alusão ao sumo desprendido pelo fruto. "Juçara", é outra palavra que provém do tupi yu'sara. "Palmiteiro" e "palmito" são alusões ao seu uso na alimentação humana, sob a forma de palmito.
O produto "juçara" é alimento importante na dieta dos habitantes da região Norte do Brasil, e seu consumo remonta aos tempos pré-colombianos. Hoje em dia, é cultivado não só na Região Amazônica, mas também em outros Estados brasileiros, tendo sido introduzido no resto do mercado nacional durante os anos oitenta e noventa.
Os Estados do Amazonas e Pará, no Brasil, são os maiores produtores da fruta, e juntos são responsáveis por mais de 85% da produção mundial. O produto "juçara" é considerado, por muitos, uma iguaria exótica, sendo apreciada em várias regiões do Brasil e do mundo.
O Estado do Pará é o maior produtor e consumidor desse produto. A polpa é item importante das refeições diárias do paraense, principalmente entre as famílias de baixa renda.

Além do arraigado consumo regional, o mercado externo para o produto "juçara" vem se expandindo notavelmente nos últimos dez anos. O recente aumento na demanda nacional e internacional pela polpa tem resultado em constantes aumentos do preço.

A variação de preços e o aumento da demanda têm se configurado como as principais motivações para que produtores rurais intensifiquem a produção do produto, em especial os frequentadores de academias esportivas, pelo o seu alto valor nutritivo.

Conforme Anderson & Jardim (1989), o palmiteiro (Euterpe oleácea Mart.), espécie em destaque na região estuarina em sua ocorrência e consumo, é uma palmeira presente principalmente nas áreas de várzea e margens dos rios da região amazônica e, ocasionalmente, em terra firme.

A utilização da palmeira é integral, indo desde a raiz como vermifugo, passando pelo “estipe” para a construção de casas rústicas, pontes, cercas, lenha, celulose e isolamento elétrico, até as folhagens empregadas na cobertura de casas e paredes e para a fabricação de chapéus, esteiras, adornos caseiros, ração animal, adubo e proteção contra perda de umidade no plantio.

Contudo, seu maior valor econômico esta baseado na exploração do fruto e do palmito. O fruto é utilizado de diversas maneiras: na alimentação como suco, creme, licor e mingau ou para adubo, curtimento de couro, produção de álcool carburante, ou como antidiarreico.

O palmito é utilizado pela indústria de conservas para a produção de picles, que é consumido em saladas, empadas, etc., ou pode ser dado aos animais como ração (JARDIM & ANDERSON, 1987 apud OHASHI, 1996).

Segundo esses dois autores, o palmiteiro floresce durante todos os meses do ano, com elevada produção de flores nos meses de fevereiro a julho com principal período de frutificação de agosto a dezembro.

Para os moradores ribeirinhos, a época de baixa produção de frutos está associada aos picos de floração da espécie. A produção do produto "juçara" se estende durante o ano de forma desigual, em períodos diferentes e em função da localidade, existindo basicamente duas safras desse produto: a de inverno (março a junho) e a de verão (agosto a dezembro). A entressafra ocorre de janeiro a fevereiro e entre junho e julho. (NASCIMENTO, 1992).

 A delimitação geográfica do estudo se restringe a Belém. A capital do Estado do Pará conta com 1,4 milhões de habitantes e possui quarenta e quatro feiras oficiais e quatro principais portos, por onde o produto in natura chega à cidade em embarcações.

Dentre os pontos de comercialização do produto in natura, a Feira do Açaí se destaca em relação às demais, por conta do apreciável volume de fruto nela aportado e comercializado.

A comercialização começa geralmente bem antes do amanhecer (entre 1 e 4 horas da manhã.) e raramente ultrapassa as 09:00 h. Tal peculiaridade de horário está relacionada à perecibilidade do produto (vantagem em manipulá-lo nas horas mais frescas, e distribui-lo no mesmo dia, para o consumidor final).
A intuição popular é um dos fatores que impulsionará ao uso diário desse produto.     O consumo é focado na sua importância para a saúde e em suas características. Este líquido pastoso é ainda utilizado na prevenção de anemias, porém “para que o organismo absorva melhor o ferro, é necessário que esteja diluído em vitamina C”, diz Nascimento (1992).
A riqueza em vitaminas A e B1, B2, C, D e o transforma em valor energético duas vezes superior ao leite. Pela elevada quantidade de vitamina E, que tem uma função antioxidante natural, é um importante eliminador dos radicais livres. O conteúdo em fibras é alto, o que favorece o trânsito intestinal.
Os teores de potássio e cálcio são elevados, o que fazem do açaí um alimento bastante completo. Vitamina B1 com um teor elevado de pigmentos antocianina (cor roxa violeta) que são também antioxidantes, favorecendo uma melhor circulação do sangue.
O produto "juçara" é recomendado para crianças em fase de crescimento, para pessoas que queimam muita energia, atletas e pessoas de uma idade mais avançada, é portanto um alimento indicado para todas as faixas etárias.
O produto contem também vitaminas comprovadamente importantes para melhorar o metabolismo e prevenir o envelhecimento, além de conter baixo teor de açúcar (NASCIMENTO, 1992).
AS FORMAS DE CONSUMO DO PRODUTO
O produto "juçara" é muito consumido como suco ou “pirão”, uma mistura de farinha com o suco. O gomo terminal da palmeira constitui o palmito. Assim ele pode ser consumido sob a forma de bebidas funcionais, doces, geleias e sorvetes. O fruto é colhido por trabalhadores que sobem nas palmeiras com auxílio de um trançado de folhas amarrado aos pés - a “peconha”.
Na indútria, este produto deve ser primeiramente despolpado em máquina própria ou amassado manualmente (depois de ficar de molho na água), para que a polpa se solte e, misturada com água, se transforme em um suco grosso, também conhecido como vinho da "juçara".
Na Amazônia, o este produto é consumido tradicionalmente com farinha de mandionca ou tapioca e geralmente gelado. Há quem prefira fazer um “pirão”, com farinha, e comer junto com peixe assado ou camarão, havendo ainda quem prefira o suco com açúcar.
As sementes limpas são muito utilizadas em obras de artesanato, em diversificados fachos. Em muitas regiões do Brasil, o produto "juçara" é preparado da polpa congelada batida com xarope de guaraná, gerando uma pasta parecida com um sorvete, ocasionalmente adicionando frutas e cereais.
Conhecido como “açaí na tigela”, é um alimento muito apreciado por frequentadores de academias e desportistas, já que as propriedades estimulantes presentes no fruto, são semelhantes às encontradas no café ou em bebidas energéticas. Acredita-se que este produto também ajuda na eliminação de resíduos do corpo, garantindo saúde para seus consumidores.
 O produto é de grande importância na sua região de cultivo, em virtude de sua utilização constante por grande parte da população, principalmente os ribeirinhos. Nas condições atuais de produção e comercialização, a obtenção de dados exatos é quase impossível, devido à falta de controle nas vendas, bem como à inexistência de uma produção racionalizada, uma vez que a matéria-prima consumida se apoia pura e simplesmente no extrativismo e comercialização direta.
Nos Estados do Amazonas e Pará, principais produtores, o consumo do produto "juçara", medido em litros, chega a ser o dobro do consumo de leite.
Neste sentido, constitui-se em um item de alimentação fundamental para muitas pessoas. Entretanto, a exportação em larga escala tem acarretado uma diminuição significativa na qualidade do suco consumido pela população de baixa renda que, para consumir o fruto com uma qualidade razoável, necessita pagar mais caro, o que se torna inviável do ponto de vista da renda financeira que possuem, e então consumem um suco mais fino que as pessoas denominam de “chula”.
A mistura com água e outros ingredientes, promovida fora da Região Norte do Brasil, reduz a participação efetiva desse líquido na mistura, devido ao alto custo que é exportar o produto "juçara", do Norte, para outras regiões do País. Para se tornar economicamente viável, comerciantes passaram a misturar o produto "juçara" original, adquirido a alto custo, com outros elementos de menor valor econômico, viabilizando a venda em escala.
O detalhe é que isso gerou uma distorção na concepção de consumo da fruta: muitos brasileiros não sabem que o fruto é nativo do Norte, ou que é consumido puro.
Na Região Norte, tanto os humildes ribeirinhos (moradores tradicionais das margens dos rios) como as classes econômicamente mais favorecidas dos grandes centros urbanos consomem açaí sem os artifícios comumente empregados em outras regiões do país, considerando o produto "juçara" de duas classes: o líquido integral, sem tais artifícios e o líquido misturado, que é aquele ao qual se acrescenta água para dar mais volume e muitas das vezes até amido com intuito de obter mais consistência, comercializado com frequência em todo o país.
O produto "juçara" tem alto teor de gordura, mas se trata, em grande parte, de gordura monoinsaturada (60%) e poliinsaturadas (13%), também presentes no abacate. Estas gorduras são benéficas e auxiliam na redução do colesterol ruim (LDL, melhoram o contribuindo na prevenção de doenças cardiovasculares como o  do coração e previnem, até mesmo obesidade, problemas de memória e fraqueza física).
A antocianina, pigmento que tinge os dentes e a boca com a cor arroxeada, possui grande capacidade de combate aos radicais livres, moléculas que destroem as células sadias do nosso corpo.
Embora pessoas de outras regiões considerem o açaí um alimento exótico, ele continua ganhando mais adeptos a cada dia, como é o caso do Rio de Janeiro e de outras capitais, onde o consumo aumentou consideravelmente nos últimos seis anos.

Com isso, também foram surgindo novas formas de degustação e novas possibilidades de combinações. É também usado na indústria de cosméticos nacional e internacional para produção de cremes, xampus e outros produtos de beleza.

O PERFIL DO CONSUMIDOR EM RELAÇÃO ÀS DIFERENTES FORMAS DE CONSUMO.

Ao verificar as reais apresentações de busca e formas de consumo, as seguintes etapas se fazem presentes, conforme os autores a seguir nomeados, para entender o comportamento e formas do consumo.

- Reconhecimento de Necessidades:

Segundo Kotler (1998), “um processo de compra começa no ponto em que o consumidor reconhece um problema, ou uma necessidade”. É quando ele nota a diferença entre o seu real estado e compara com a situação desejada. A necessidade pode ser despertada por estímulos internos ou externos.

Para Churchill (2003), o processo de compra é influenciado por fatores sociais, de marketing e situacionais. Identificar as circunstâncias que ativam uma necessidade específica do consumidor é dever dos profissionais de marketing.
- Busca de informação:

Blackweel (2002) afirma que “o próximo passo, após o reconhecimento de necessidades, é a busca de informação armazenada na memória (busca interna), que é aquela que consiste em vasculhar a memória em busca de um conhecimento relevante à decisão salva na memória há tempos”.

Se a procura revelar informações suficientes que permitam um curso de ação satisfatória, a busca externa obviamente será desnecessária. Quase sempre uma solução utilizada no passado é lembrada e implementada.

- Avaliação de Alternativas:

Para Kotler (1998), “não há um processo de análise único utilizado por todos os consumidores, em todas as situações de compra. Existem é vários processos de análise de decisão”.

A maior parte dos modelos atuais do processo decisório do consumidor é orientada cognitivamente, isto é, os julgamentos sobre os produtos são formados pelos consumidores amplamente relacionados em bases racionais e conscientes.

Os profissionais de marketing buscam influenciar a decisão de compra dos consumidores através do uso de estratégias. Porém, muitos desses consumidores, ultimamente estão percebendo que os publicitários e os vendedores tentam influenciar seu comportamento.

Com isso, o conhecimento das técnicas de persuasão por parte dos consumidores pode orientar a ponderação de certos aspectos de uma campanha de propaganda ou apresentação de vendas.  E os profissionais de marketing devem sempre levar em consideração este fato.

- Decisão de Compra:

Para Kotler (1998), “no estágio anterior, o consumidor forma preferências entre as marcas em um conjunto de escolha”. Esse consumidor poderá, também, formar uma intenção de compra para adquirir a marca preferida.
No entanto, dois fatores podem influenciar o estágio entre a intenção e a decisão sumária de compra. O primeiro fator a ser considerado é a atitude dos outros. Outro fator que influência a intenção de compram são as situações imprevistas.

- AvaliaçãodeAlternativaPós-Compra:

Ainda segundo Kotler (1998), “o consumidor experimentará algum nível de satisfação ou de insatisfação, após a compra de algum produto”. Ele também se engajará nas ações pós-compra e nos usos do produto de interesse para empresa.

As ações de marketing do fabricante do produto não se encerra quando o bem é adquirido, mas prossegue no período pós–compra, o que garante a expansão da satisfação e cria expectativas futuras.

 

METODOLOGIA DA PESQUISA

Com base nos estudos de Fontana (2006), a pesquisa está assim caracterizada; quanto aos objetivos, trata-se de uma pesquisa descritiva como assinala Hair Jr (2003), sustentada por uma coleta de dados por questionário com questões estruturadas e criadas para levantar as características do consumidor desse produto.

A abordagem é quantitativa e também qualitativa, pois trabalha com teorias. Os dados foram coletados por meio de um questionário com sete perguntas feitas aleatoriamente, com dez pessoas frequentadoras do ambiente, o universo de frequentadores daquele espaço gira em torno de cem pessoas por intervalo de treinamento, correspondendo a um total de 10% desta população pesquisada.

O intuito foi o de levantar as opiniões dos participantes que, nesta abordagem, dimensionará o grau de satisfação com o produto e com as novas formas de consumo. Informações colhidas na internet subsidiam os tópicos de conexão com o tema.

O procedimento de abordagem adotado no questionário foi de sete perguntas, sendo: seis perguntas objetivas e uma pergunta subjetiva, deixando, nesse caso, o entrevistado livre para opinar sobre como é efetuado o consumo do produto "juçara" e qual a melhor forma de preparo. As respostas foram obtidas por meio de mapeamento de área, na lanchonete Variedades Sabor.

A ideia principal foi assim de avaliar o perfil do consumidor e suas formas de consumo do açaí em pessoas de distintas classes sociais.

Quanto a sua natureza, o estudo teve caráter exploratório, pois os dados obtidos pelo questionário foram transformados em informações plausíveis e de fácil entendimento. As apresentações de informações obtidas pela questão de número sete visa facilitar a identificação de um novo perfil de consumidor e sua forma de degustação.

Quanto ao Referencial Teórico, grande parte da bibliometria foi colhida na Internet, pois trata-se do estudo de um produto regional, com pouca história e retórica literária.  

ANÁLISE DOS RESULTADOS

Para o entendimento dos entrevistados, iniciou-se uma apresentação sobre o Tema abordado enfatizando que se destinava ao levantamento de informações para um estudo de natureza acadêmica, para conclusão do curso de Bacharelado em Administração, da Faculdade Estácio do Pará / FAP em 2013, o participante não precisava se identificar, garantindo assim, o seu anonimato. Após a explanação do intuito para aplicação do questionário, os participantes receberam a documentação a ser preenchida e assim se expressaram:

1 – Você é praticante de esportes?
       a)   80% - Sim
       b)   20% - Não

Na questão 01, perguntou se: Você é praticante de esportes? 80% dos participantes se disseram praticantes de esportes e 20% respondeu que não é adepto a esportes.

Após a tabulação, a análise da primeira pergunta surpreende. Dentro de uma instituição de atividade física existe um percentual que não entendeu a pergunta, ou então não pratica qualquer atividade que solicite esforço físico. O interessante é que, no ambiente da pesquisa, estão expostos vários panfletos estimulando a prática desportiva.

2 – Consome bebida energética a base do açaí?

  1. 40% - Sim
  2. 60% - Não

Na questão 02, a pergunta foi: Consome bebida energética a base de açaí? 40% dos participantes responderam que consomem sim bebida à base de açaí, nas 60% dos entrevistados informaram que não ingerem energético com esta substância natural.

Verificando a apresentação em percentual, entende-se que existem ainda barreiras psicológicas referentes ao produto "juçara" em formato de energético. Fora do contexto da pesquisa uma nova forma de apresentação para consumo da fruta está sendo apresentada, fugindo do tradicional regional e tornando-se um ponto de referência na base de consumo em energéticos, ainda pouco explorado e divulgado para os “nativos” da região.    

3 – Prefere consumir este energético como?

  1. 40% - Fonte de energia para atividade física.
  2. 20% - Pelo sabor.
  3. 20% - Pelos benefícios à saúde.
  4. 20% - Curiosidade, devido à alta divulgação do produto açaí pela mídia.

Na questão 03, foi perguntado: prefere consumir este energético como? existiam quatro opções de respostas, sendo as perguntas de entendimentos diversificados. Na alternativa A, 40% dos entrevistados responderam que consomem o energético como Fonte de energia para atividade física. Na alternativa B, 20% responderam que consomem pelo sabor. Na alternativa C, 20% do público responderam que consomem pelos benefícios à saúde, e na alternativa D, 20% dos frequentadores informaram que consomem por curiosidade, devido à alta divulgação do açaí pela mídia.

Na apuração dos resultados, fica nítido que o paladar das pessoas está ficando mais refinado, com a maioria dos participantes optando não só por ingerir o produto como energético, mas também devido à quantidade de nutrientes que disponibiliza como fonte de energia natural. Os demais itens explorados questionam o sabor, os benefícios à saúde e a curiosidade, que foram os outros critérios mencionados e que revelam um outro lado do consumo, com o consumidor procurando novas formas de atratividade do açaí, como um produto de pós-atividade física.

4 – Conforme o seu paladar, como prefere que seja preparado este “energético”?

  1. 60% - Formato tradicional (açaí + farinha de tapioca + açúcar + peixe frito).
  2. 20% - Misturado com frutas, cereais e xarope de guaraná.
  3. 20% - Como sorvete misturado com granola.
  4.   0% - Com qualquer outra(s) fruta(s), desde que, tenha o composto açaí misturado.

Na questão 04, em que se perguntou: conforme seu paladar, como prefere que seja preparado este “energético”? existiam quatro opções de respostas, sendo tais perguntas de entendimentos diversificados. Na alternativa A, 60% dos participantes informaram que consomem o preparo “energético” no formato tradicional (açaí + farinha de tapioca + açúcar + peixe frito); na alternativa B, 20% dos entrevistados consideram a mistura com frutas, cereais e xarope de guaraná; na alternativa C, 20% dos frequentadores consomem como sorvete misturado com granola; e na alternativa D, 0% não opinou.

Na apresentação dos resultados, fica visível o contraste de opiniões referente ao paladar dos entrevistados, pois quando se refere a gosto individual, a grande maioria dos frequentadores do espaço ainda é resistente a mudanças no cardápio, no que se refere ao açaí como parte principal do composto. O equilíbrio foi notado na sugestão: deve ser misturado com frutas, cereais e xarope de guaraná e como sorvete, misturado com granola; conforme o entendimento de cada participante. Vale ressaltar que não houve nenhuma informação sobre a última questão.

5 – Qual a atratividade na formação do energético à base de açaí?

  1. 50% - Um produto natural em forma de mistura saborosa e nutritiva.
  2.   0% - Como energético pós-atividade física.
  3. 20% - Devido sua composição rica em nutrientes.
  4. 30% - Valorização do produto da terra.

Na questão 05 onde, perguntou: qual a atratividade na formação do energético à base de açaí? existem quatro opções de respostas, sendo estas perguntas de entendimentos diversificados. Na alternativa A, 50% dos entrevistados informaram que atratividade deste energético é um produto natural em forma de mistura saborosa e nutritiva; na alternativa B, 0% não opinou; na alternativa C, 20% os participantes entendem como uma composição rica em nutrientes, e na alternativa D, 30% responderam que valorizam o produto da terra.

Analisando as informações coletadas, verifica-se que a atratividade do energético está na mistura que é saborosa e nutritiva. O ingrediente principal possui indicadores precisos de alta quantidade de vitaminas e nutrientes, e por isso agrada o paladar desta grande quantidade de entrevistados. Os praticantes de atividade física entendem que não existe a atratividade como energético pós-atividade física. Fica enfatizado, então, que a valorização dos produtos da terra está sendo entendida apenas com vínculo às raízes nativas.

6 – Com que finalidade é utilizado o açaí na academia de atividade física?

  1. 60% - Melhorar o desempenho físico.
  2. 40% - Trocar o produto industrializado pelo in natura.
  3.   0% - Procura estar mais próximo as redes sociais (internet, face book e watts up, etc).
  4.   0% - Descobrir novos sabores e formas de misturas.

Na questão 06, na pergunta: com que finalidade é utilizado o açaí na academia de atividade física? existem quatro opções de respostas, sendo estas perguntas de entendimentos diversificados. Na alternativa A, 60% por participantes informaram que há melhoria do desempenho físico; na alternativa B, 40% dos entrevistados respondem que trocam o produto industrializado pelo in natura, nas alternativas C e D, 0% não opinaram nas alternativas descritas.

O entendimento desta questão sinaliza que o produto açaí está sendo utilizado na função de energético para melhorar o desempenho físico dos praticantes de esporte. Outra questão está no entendimento popular de que o produto industrializado, sendo substituído pelo in natura, conforme sua composição natural e nutritiva, ocasiona mudança gradativa do composto químico.

7 – Em sua opinião, no ambiente esportivo, o açaí deve ser explorado como energético? Argumente.

Na questão 07 aberta, perguntou-se: Em sua opinião, no ambiente esportivo, o açaí deve ser explorado como energético? Argumente. As informações obtidas sinalizam num mesmo sentido, para entendimento da pesquisa: a exploração do açaí como energético traz retorno por ser um produto natural, fonte de nutrientes, proporciona bastante energia por ser um produto in natura e regional, repositor de energias perdidas durante a atividade física e de fácil manuseio devido o imaginário de poder ser aproveitado conforme a necessidade do interessado.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A pesquisa teve como objetivo analisar o uso do produto "juçara", como substância energética nas atividades físicas, na Lanchonete Variedades Sabor, verificando a forma de consumo, a criatividade em relação ao consumo deste em formato de energético para um público seleto frequentador do espaço estudado.

Na fase inicial, procura-se apresentar o produto para entendimento do que significa esta fruta para uma população, fidelizada no consumo do produto in natura como alimento na base da cadeia alimentar. Entre os que o contemplam, verificou-se que existe uma corrente praticante de esportes que consome a bebida energética a base do produto "juçara" com frequência, o que demonstra uma aceitação gradativa das classes sociais dessa matéria prima nativa da região, em locais onde o público frequentador é de nível social mais elevado.

As oportunidades geradas para confecções de várias formas energéticas com o composto açaí são inúmeras, comprovado através de estudos da boa prática da saúde esportiva.

A pesquisa in loco demonstrou grande aceitação do público abordado, sendo pouco observada informação da forma de nutrição envolvendo alimentos naturais da região amazônida.

O trabalho responde, em boa medida, ao questionamento do tema, sendo o produto considerado saboroso para muitos e interessante para outros, pois, até então, as formas de ingestão era somente na forma tradicional, com a alta divulgação dos benefícios perante a ciência, as pessoas estão procurando com frequência este produto.

É importante salientar que a preferência de cada participante não foi bem assinalada, devido o anonimato expressa no entendimento ao preencher o questionário. Os resultados obtidos, no entanto, possuem uma importância para sua apresentação uma vez que, vários adeptos de atividade física que frequentam o ambiente estudado são de níveis sociais diferentes.

Gostos são diferentes assim como as classes sociais são distintas. O melhor entendimento dos resultados pode subsidiar adequações na melhor maneira de consumo junto à geração Y e a “melhor idade”, da atualidade.

O propósito da pesquisa foi alcançado, na medida em que as percepções dos entrevistados foram aflorando a cada resposta sinalizando intuitos de preparo para encontrar a medida certa e saborosa para cada paladar. Apesar de não ser conclusivo, o estudo traz contribuições relevantes quanto ao aculturamento das pessoas ligadas as raízes regionais.

Uma contribuição relevante para novos estudos seria analisar a opinião dos professores de educação física a respeito do emprego do produto "juçara" como energético para os frequentadores em academias de atividades físicas.

Recomenda-se, pois, a continuição do estudo, agora com base em detalhes mais açurados, tendo em vista o melhor entendimento de um produto que é tão importante para a região. 

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<www.ncsu.edu/project /amazonia/brazil_proj/.../rel>

O mercado de açaí no Estado do Pará. Disponível em:
<www.barsa.com.br/.../revista/.../R_15_mercado_de_acai_no_estado_do_para>

PHILIP KOTLER, Administração de marketing 5ª edição, 1998.

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