Contribuciones a las Ciencias Sociales
Abril 2014

A METAFÍSICA DE ARISTÓTELES EM BUSCA DA CAUSA PRIMEIRA UM EMBATE COM OS PRÉ-SOCRÁTICOS



Roberto Carlos Amanajás Pena (CV)
UNIP
Maria do Livramento Amanajás Pena (CV)
SENAC
robertoamanajas@yahoo.com.br



Resumo
O artigo aborda em linhas gerais a metafísica de Aristóteles como recurso para definir este saber entre todas as demais ciências a única que, busca elucidar sobre a questão com relação a substancia primeira, e que todas, dependem dela para sua construção científica. Ocorrendo com isso, uma continuação com os cientistas naturais que envolveram a phisys como fundamento para pesquisa sobre o elemento natural. O termo metafísico foi conceituado após a morte de Aristóteles como relata Giovanni Reale “É sabido que o termo metafisica, não é um termo Aristotélico (talvez tenha sido cunhado pelos peripatéticos, se não houver nascido por ocasião da edição das obras de Aristóteles realizada por de Andrônico de Rodes século I a.C”. A metafisica  engloba várias outras temáticas referentes ao assunto, a importância desta ciência e sua utilidade vem abranger temáticas como: Teologia, causas primeiras, indaga o ser enquanto ser, a substancia primeira. Por se tratar não de uma ciência prática, mas, de uma hermenêutica, a metafísica é o entendimento divino, da substancia primeira. Logo, seus estudos têm afinidade com princípios e causas primeiras e como sua aplicação parte do sensível como principio das coisas. As ciências em linhas gerais se curvam diante da metafísica que seria a primeira a interpretar, ou seja, compromete-se com a substância e suas categorias primeiras. Neste sentido, o entendimento por parte dos conteúdos analíticos é explicar o sensível e dissociar o primeiro motor como pensamento do pensamento, ou seja, um entendimento incomum as falácias do mundo real.  A metafísica tem como referência para o mundo na captação de suas vertentes quando se trata da teologia primeira, ou melhor, que todos os significados no entendimento do real ao irreal, do sensível ao supra-sensível ou meta-sensível. É importante lembrar que o estudo voltado para as investigações metafísicas tendem a chegar a um propósito divino, ou questionamento da própria causa natural. Realçar um gigante adormecido pelas veredas que transpassam as opiniões sensíveis para o amadurecimento questionável do saber científico é, por sinal uma evolução que tenhamos a trafegar para as causas primeiras, já que, a metafísica mergulha em águas profundas do saber tanto filosófico quanto teológico, para encontrar vestígios de alguma resposta que seja concebível aos olhos de quem está ao movimento dialético criado a partir da ciência dos primeiros analíticos, iniciada a partir, dos pitagóricos e órficos, mas, foi a partir de Platão que estimulou pesquisa no campo metafisico, esta era intitulada como primeira navegação. Que desenvolve uma visão secundária que os analíticos se aprofundaram a base de estudos, onde o sensível passa então a ser tratado como meta-sensível. O que Aristóteles tentou salvar foi transformar uma questão simples e sensória para uma questão científica do saber. Em geral Aristóteles menciona que as primeiras teorias teriam passada por cima da questão primeira ou primeiro motor, já que o critério de juízo está permanente na natureza segundo os pensadores de mileto, isso torna a causa material dissociada da causa metafísica o incidente com os pré-socráticos foi apenas identificar uma causa primordial, não sistematizaram que as substancias poderiam estar em estado de potencia e alteração e não visualizaram que a questão mútua seria a construção de consciência preparada para receber uma doutrina que não pertencesse ao sensível e sim ao meta-sensível.

Resumen
El artículo aborda en líneas generales la metafísica de Aristóteles como recurso para definir este saber entre todas las demás ciencias la única que, búsqueda elucidar sobre la cuestione con relación la substancia primera, y que todas, dependen de ella para su construcción científica. Ocurriendo con eso, una continuación con los científicos naturales que envolvieron la phisys con fundamento para la investigación sobre el elemento natural. El término metafísico fue conceituado después de la muerte de Aristóteles como relata Giovanni Reale “ES sabido que el término metafisica, no es un término Aristotélico (tal vez haya sido cunhado por los peripatéticos, si no hubiera nacido por ocasión de la edición de las obras de Aristóteles realizada por parte de Andrônico de Rodes el siglo I a.C”. La metafísica engloba varios otras temáticas referentes al asunto, la importancia de esta ciencia y su utilidad viene a comprender temáticas con: Teologia, causas primeras, indaga lo ser mientras ser, la substancia primera. Por tratarse no de una ciencia práctica, pero de la ciencia interpretativa en la convivencia general, la metafísica es la comprensión divina, de la substancia primera. Luego, sus estudios tienen afinidade los principios y causas primeras y como su aplicación parte del sensible cómo principio de las cosas. La ciencia en líneas generales se curvan delante de la metafísica que sería la primera a interpretar, o sea, se compromete con la substancia y sus categorías primeras. En este sentido, el poder de comprensión por parte de los contenidos analíticos es explicar el sensible y dissociar el primero motor como pensamiento del pensamiento, o sea, una comprensión inusual a los falacias del mundo real, o sea, una comprensión inusual a los digas del mundo real. La metafísica tiene cómo referencia para el mundo en la captação de sus vertientes cuando se trata de la teologia primera, o mejor, que todos los significados en la comprensión del real al irreal, del sensible al supla-sensible o meta-sensible. Es importante acordar que el estudio vuelto para las investigaciones metafísicas tienden a llegar a un propósito divino, o cuestionamiento de la propia causa natural. Realzar un gigante adormecido por las veredas que transpassam las opiniones sensibles para el amadurecimento cuestionable del saber científico es, por señal una evolución que tengamos la trafegar para las causas primeras, ya que, la metafísica bucea en aguas profundas del saber tanto filosófico cuánto teológico, para encontrar vestigios de alguna respuesta que sea concebível a los ojos de quienes está al movimiento dialético creado a partir de la ciencia de los primeros analíticos, iniciada a partir, de los pitagóricos y órficos, pero, fue a partir de Platão que estimuló la investigación en el campo metafisico, esta era intitulada como primera navegación. Que desarrolla una visión secundaria que los analíticos se profundizaron la base de estudios, donde el sensible pasa entonces a ser tratado como meta-sensible. Lo que Aristóteles intentó salvar fue transformar una cuestión simple y sensória para una cuestión científica del saber. En general Aristóteles menciona que las primeras teorías habrían pasada por cima de la cuestión primera o primero motor, ya que el criterio de juízo está permanente en la naturaleza según los pensadores de mileto, eso hace la causa material dissociada de la causa metafísica el incidente con los pre-socráticos fue sólo identificar una causa primordial, no sistematizaron que las substancias podrían estar en estado de potencía y alteración y no visualizaron que la cuestión mutua sería la construcción de conciencia preparada para recibir una doctrina que no perteneciera al sensible y sí al meta-sensible.


Para citar este artículo puede utilizar el siguiente formato:
Amanajás Pena, R. y Amanajás Pena, M.: "A metafísica de Aristóteles em busca da causa primeira um embate com os Pré-Socráticos", en Contribuciones a las Ciencias Sociales, Abril 2014, www.eumed.net/rev/cccss/28/metafisica-aristoteles.html

INTRODUÇÃO.
            Ao observar a necessidade de um conhecimento mais profundo, o saber científico busca explicar através do sensível as designações que o homem utiliza para determinar sua existência na sociedade. O espírito, a alma e matéria convêm salientar que essas categorias estão dissociadas umas das outras e que somente a matéria está agregada ao mundo sensível, o que torna proveniente a especulação metafísica. Contudo, o mundo antigo ressalta que a filosofia platônica foi a primeira a dissociar o dualismo entre matéria e alma.  O parecer que se almeja é natural e que está inserido na plataforma humana, o homem é o único protagonista do histórico momento de reflexão perturbador que ele próprio integraliza, se homem deseja entrar como pensador dos assuntos ocultos da vida, provem que ele encontre uma alternativa que chega ao entendimento da pirâmide superior. Neste caso o próprio entendimento transcendental que é o objeto de pesquisa da metafisica, alcança por via do entendimento racional, uma ligação com o daímon ou o ser espiritual, então o os  conceitos  se  integralizam a geração que elucida tal entendimento.
            Neste sentido, relataremos em primeiro momento, a busca por explicações óbvias por meio natural desenvolvida pelos pré-socráticos. O entendimento racional dos elementos ou substancias naturais até o surgimento da problemática humana como definição de causa para o real. Posteriormente, analisaremos os propósitos de pensamento de Aristóteles referente para os primeiros analíticos ou a metafísica.
            Nesta situação deve-se notar um avanço na consciência de três séculos para o amadurecimento no estudo para pesquisa, e esta passa a gerir um cotidiano mais investigador para cada causa interpretada, ao passo que, para se construir uma teoria bastava ter uma aplicação lógica e não experimental dos conteúdos analisados em questão. Por isso, os assuntos eram elaborados de maneira poética para o mundo em questão, ou seja, uma tendência herdada pelos poetas a adivinhos de interpretar os problemas do mundo baseando-se para questão cosmogônica.
            Para que o homem apague os rastros deixados pela cosmogonia era preciso atribuir-lhe algo, este algo estava entre o pensar e o fazer. Sendo assim, alterar um sistema fixo e permanente nas mentes das pessoas era de difícil aceitação para a época, logo, se viu que a única maneira de combater o mito era a libertação através da consciência e a detenção por meio do racionalismo. Logo, a cosmologia tem sua afinidade com a filosofia que exige dos meios praticantes do saber respostas evidentes da criação do mundo. Portanto, se tem um conhecimento iniciado com o pensamento cosmogônico a filosofia teria evoluído esse pensamento transformando-o em metafísico.         

OS PRÉ-SOCRÁTICOS E A SUBSTANCIA PRIMORDIAL.

A filosofia inicia a busca das causas primordiais, que pudessem mostrar um entendimento racional para o mundo, que viesse a estabelecer um novo sistema de evolução por parte do método indutivo e superação a dedução das coisas e dos fenômenos naturais, mas, com explicações óbvias e com o fundamento de que, o individuo através da sua própria consciência racional alcance de maneira mais lógica a realidade, e que a ciência estabelece distinção entre os métodos indutivos e dedutivos. Entretanto, venha este método indutivo gerar um entendimento óbvio das perguntas com as certezas que ela permite para o ser, enquanto o método dedutivo vem salientar um abertura para o saber comum a todos, o senso comum, sem a devida investigação dos fatos.  Comenta Aristóteles:

É pois manifesto que a ciência a adquirir é a das causas primeiras (pois dizemos que conhecemos cada coisas somente quando julgamos conhecer a sua primeira causa), ora, causa diz-se em quatro: no primeiro, entendemos por causa a substancia e a quididade (o “porquê” reconduz-se pois à noção última, e o primeiro “porquê” é causa e princípio”); a segunda [causa] é a matéria e o sujeito; a terceira é a onde [vem] o inicio do movimento; a quarta [causa]; que se opõe a precedente, é o “fim para que”, o fim de toda a geração do movimento. Já estudamos suficientemente estes princípios na física; todavia queremos aqui associar-nos aos que, antes de nós, se aplicaram ao estudo dos seres e filosofaram sobre a verdade. 1       

Entretanto, sua prescrição chega a proporcionar uma inquietude por meio dos filósofos pesquisadores nesse período estuda-se os elementos fundamentais para determinar o principio das coisas e das causas. Como o mito realçava um entendimento para explicar o real e atribuir uma ocorrência para o mundo, via-se a necessidade de sair desta narrativa primitiva e entrar com a evidência e comprovação ao meio racional, para que isso, se torna uma realidade para o mundo o homem precisa comprovar esta evidência e encontrar a substancia primordial que alimenta sua cosmologia final.

Porém, esses pensamentos são oriundos de uma lendária composição harmoniosa que, jamais o homem é capaz de compreender, e sim, de analisar. Em juízo crítico nas historias das filosofias, a própria filosofia é capaz de salientar que foi criada para servir ao pensamento, para servir a causa da interpretação do homem como paradigma de explicação da vida motora do cognitivo. Dessa maneira, o abismo mitológico recai sobre os pontos que a consciência mais preparada para o destino impõe: a razão. Todavia, seus fundamentos irreais era o que disponibilizavam para época, apenas a imaginação era o mecanismo de apreciação para os cosmogônicos, ao qual não utilizavam dos fatores científicos, quem sabe por um sinal de respeito aos deuses, ou por outra circunstancias existenciais. 2   

      O mundo clama por liberdade de consciência critica e desperta um novo modelo de pensar, crítica e cientifica, e a filosofia nasce a partir das concretizações da sociedade. Esse pedido ao mundo abre a mente da consciência viva contida na reflexão de seus pesquisadores e, deixa fluir no contexto histórico em vasos de suas artérias momentos de reflexão movida e alimentada pelas utopias que o mundo necessitava, ou seja, que o mundo doutrinava com suas expectativas primitivas, e para que, o mundo deixasse o lado sombrio e mórbido de sua doutrinação egoísta, tinha que enfrentar a racionalidade das causas que despertavam para esta via do saber.
            Os pré-socráticos despertaram para essa vertente de consciência racional, se alimentam das cosmogonias que transpassavam o irreal, encoberto de ilusões e narrativas, e criaram uma forma de denominação fixada no próprio sensível, surgem com isso, várias perguntas para o real. E a primeira é respondida pela escola jônica lhe atribuído a physis como realidade para o homem, ou seja, elegeu o sensível como atributo de criação dos deuses. Contudo Hesíodo foi quem buscou primeiramente, uma suposta busca metafísica ao contribuir com as suas narrativas predominantes referentes aos deuses implantados pelos seus versos e poemas, tentou alcançar o sagrado por meio de sua combinação entre o irreal e o real, para definir um deus para cada situação terrena. O amor e ódio, luz do mundo e a ignorância dos homens, ambos os contrastes proporcionam uma tendência ao caos e ao cosmo como acentuada evolução para consciência dos homens.   Comenta Aristóteles:

Poder-se-ia supor que Hesíodo foi o primeiro que procurou alguma coisa de parecido, e com ele os que supuseram nos seres, o amor ou o desejo como principio, Parmênides por exemplo. Este, com efeito, expondo a gênese do universo, diz: “antes de todos os deuses, criou o amor”, e Hesíodo: “antes de tudo foi a caos, depois a terra dos grandes seios, e o amor que a todos os imortais supera”, tão conveniente era que se encontrasse nos seres uma causa capaz de dar movimento a ordem das coisas. Quanto a distribuí-los relativamente à prioridade, seja-nos, permitir remeter para mais tarde a nossa opinião. Como os contrários do bem aparecem também na natureza, e não só a ordem e o belo senão ainda a desordem e o feio, e o mal em maior quantidade que o bem, e o feio que do o belo.3

Por isso, os mitos credenciaram suas narrativas de dominação referente ao sagrado, foram os primeiros pensamentos que fluíram com respeito ao oculto e ao divino, saiu na frente mesmo sem ter como tese um direcionamento referente ao comando espiritual que ordenasse a perspectiva dos seus aspirantes, isso promove um espírito de entendimento de mundo baseado nas reflexões decorrentes dos elementos espirituais, ou seja, recorriam aos ambientes apropriados de mecanismo supra-sensivel para então encontrar uma razão existencial do ser.
O hilozoísmo até então estava diante do estado de inércia nas pesquisas pré-socráticas sobre a visão de ir além da própria matéria proposta por esses filósofos, concediam a certeza do mundo natural após descobrir uma via de aceitação para o estudo das ciências humanas e naturais, distendiam cada vez mais, a se apropriarem de suas tendências investigativas em questão, assim, o próprio entendimento filosófico achou uma adequação de característica física ou natural como causa conclusiva do ser.  Esta visão que propiciou uma tendência racionalista para época mergulhava o homem em seu próprio mundo encarcerado pelas vias do sensível, ou seja, esta definição foi concretizada por um desmembramento da consciência mítica em evolução para consciência racional.
            O que entendemos por racionalidade afinal? Entendemos uma sistematização aceita por ordenamentos de consciência para definir sua concretização ou evidencia, por meio, de realizações ou juízos que se concluam mediante a certeza, ou seja, a dúvida é o estímulo como mecanismo para extrair a verdade através dos atos concebidos pela sua real comprovação. E isso, concebe o racional da mente dos homens uma concretização mediante a comprovação dos fatos, o que era preciso para que o lado racional explicasse uma tendência por via da evidência  e não por via do ocultismo das coisas para que, aos olhos de quem explanasse o real concretizasse por si só a exclusão da dúvida em relação ao real. Comenta os autores: AMANAJAS PENA, R., AMANAJAS PENA, M.

Descartes propõem outro método de análise para as causas do mundo e, com isso, cria sua própria identidade do eu interior a partir do entendimento e relação da coisa-em-si não manifeste na sua própria evidência, então, o que Descartes sugere é que nas maioria das coisas o ser humano tem que se organizar para definir sua constituição memorial, e isso, passa o controle da razão quando bem elabora e seguindo essas regras, é claro que, as regras não são as margens de equilíbrio do ser humano, mas em geral compromete o desenvolvimento sistêmico do próprio homem, desse modo, como observamos as conseqüências que o mundo nos traz e realiza, excluindo em modo permanente a dúvida do seio do homem e em conseqüência nos estabelece a verdade em-si aos olhos quem a procura4 .

            Contudo, era que os pré-socráticos haviam concebido para eleger uma causa inicial para o kosmos, uma razão definitiva como atividade voltada para o empírico, uma causa que explicasse de forma evidenciada sua permanência como fato concretizado, algo inicial que viesse para gerar uma causalidade para o homem do pensamento futurístico e de especulação obvia, alias a especulação é o experimento da ciência. A causa inicial da primeira substância gerida a partir da observação humana foi à base de estudos e pesquisas estabelecendo o monismo materialista e este foi sua conclusão definitiva em nomear uma substância e não as substâncias que, no inicio da filosofia constituíram uma abertura para tais elucubrações.
            Os filósofos da escola jônica que utilizaram o monismo foram: Tales e Anaxímenes. Eles elegeram seus princípios fundamentais em apenas um elemento sendo a principal fonte e causa do toda a espécie de vida, ou seja, por meio de um exaustivo estudo dos elementos naturais, delimitou-se em pesquisar somente a questão que mais favorecia ao seu conteúdo de campo. E Anaxímenes seguiu o proposito de Tales em priorizar sua analise com apenas uma substancia que eleita fosse atribuída a somada a pesquisa de amadurecimento dos elementos escolhidos por eles. A tese de Tales é um extenso conteúdo de informações decorrentes de suas expedições e trocas de sabedoria com outros países que mantinha contato, pois, cada fonte de informação contida na sua doutrina provinha de um estudo complexo de elementos naturais. Não sabemos ao certo por que, tales descartou os outros elementos naturais e elegeu apenas a água como fonte da substância criadora do kosmos. Sendo que, as demais doutrinas realizavam uma pesquisa com relacionamento entre a teoria inicial e os demais conteúdos adversos construídos com simpatia de outras teses que, ocasionava um despertar para o lado racional. Comenta Aristóteles:

Tales, o fundador de tal filosofia, diz ser a água (é por isso declarou também que a terra assenta sobre a água), levado em dúvida a esta concepção por observar que o alimento de todas as coisas é úmido e que o próprio quente dele procede e dele vive (ora, Aquilo donde as coisas vêm é, para todas, o seu principio). Foi desta observação, portanto, que ele derivou tal concepção, como ainda o fato de todas as sementes terem uma natureza úmida e ser a água, para as coisas úmidas, o principio  da sua natureza. 5

            Para esses filósofos naturalistas converter suas análises práticas em teorias fixas e racionais pautável sobre o real era ativar o novo sistema de entendimento que o mundo está por definir sem criações imaginativas ou narrativas que viesse a intervir no contato natural, era contribuir com a extinção da dúvida, inserida pelo mito, afinal, não era de caráter primeiro dar atenção para as coisas abstratas e sim para as concretas para encontrar a evidência através do método. Seu modo racional para investigar as ocorrências do mundo como método em construção irá caracterizar não um desligamento com a metafísica, mas uma nova adesão ao conceito que, com Aristóteles se torna mais acessível, mais aperfeiçoado, mais profundo, já que, as ideias foram estabelecidas pelo mito e pelo racionalismo dos pré-socráticos, porem, é com Aristóteles que a natureza metafisica adere as categorias do sistema humano.     
            Aristóteles percebe que o equívoco não está em conceituar, mas em definir as variadas categorias metafisicas a respeito da ciência primeira, observa que a nomenclatura poderia mudar de maneira que, se distanciariam do seu principio já que, os estudos iniciais a respeito dessa problemática cada vez mais apresentava-se uma teoria e a única maneira de intervir era a delimitação de tese observada. Sendo assim, Aristóteles não descartou a premissas iniciais que identificavam o inicio de seu embate, a única forma de atribuir um conteúdo novo este sistema seria introduzir uma nova perspectiva em relação ao real e aos estudos voltados para o irreal. Aristóteles a possibilidade ou não de obtermos a real concretização dos fatos, e nos mostra como é difícil seu postulado em esclarecer tais realidades. Comenta Aristóteles:

Num sentido a pesquisa da verdade é difícil, mas noutro sentido é fácil. Temos um sinal disso no fato de ninguém ser capaz de atingir completamente a verdade, enquanto, por outro lado, não falhamos coletivamente, mas cada um diz algo de verdadeiro sobre a natureza da coisas, e se bem que individualmente pouco ou nada contribuímos para a verdade, pela união de todos um tesouro considerável é acumulado. Portanto, como a verdade parece ser como uma porta proverbial que nenhum frecheiro pode errar, a este respeito pode ser fácil, mas o fato de podermos alcançar a verdade inteira e não aquela parte que nos interessa mostra a dificuldade do nosso trabalho. 6

            De novo Aristóteles confirma que, a especulação diante da verdade se torna apenas uma evidencia para a nossa mente que, é muito difícil estabelecer alguma ligação a estes assuntos, afirma que a natureza proporciona esses princípios primeiros. Aristóteles usa o sensível para discordar ao próprio sensível, inserindo aos conceitos de Empédocles novas conotações.  Confirma Aristóteles:

Além de ser muito difícil estabelecer a verdade com respeito a estes assuntos, igual dificuldade se nos depara no caso dos primeiros princípios, isto é, se são gêneros que devem ser tomados por elementos e princípios, ou constituintes primários de uma coisa. Por exemplo, são as partes primárias em que constituem os sons articulados que pensamos ser os elementos e princípios de tais sons, e não o gênero comum – o som articulado; e damos o nome de “elementos” às proposições geométricas que estão implicadas nas demonstrações das outras, seja de todas ou da maioria delas. Acresce que tanto os que admitem vários elementos nas coisas corpóreas como os partidários de um elemento único chamam princípios às partes de que são formados e em que consistiam os corpos; Empédocles, por exemplo, diz que o fogo, a água e o resto são os elementos constituintes dos seres, mas não os trata como gêneros das coisas existentes. Além disso, quando queremos investigar a natureza de qualquer outra coisa – de um leito, por exemplo – examinamos a parte que eles consiste e como estão combinadas entre si. Isso nos dá o conhecimento de sua natureza. 7

ARISTÓTELES ESTUDA A CAUSA DOS PRÉ-SOCRÁTICOS.

Aristóteles estuda a causa dos pré-socráticos como o inicio da metafísica, como conteúdo principal para elevar ao espírito coisas do mundo sensível, é claro que, a filosofia por ser a ciência da razão tem a finalidade de analisar os fatos primeiros para chegar a um posicionamento adequado sobre o conteúdo metafísico, porém decorre de um processo de análises cientificamente, com base na racionalidade de sua realidade. Deve-se, contudo, salientar que esse encontro irreal ou abstrato é unicamente função da própria filosofia interpretar tais procedimentos ou assuntos referentes à outra ciência, e que venha esclarecer de modo peculiar sua identidade como ciência interpretativa da ciência primeira, quer dizer, a filosofia nasce com o propósito de diluir em águas cristalinas o conteúdo da metafísica.
            Foi preciso Aristóteles acionar a via da reminiscência à medida aos conteúdos dos filósofos naturalistas e clássicos como Sócrates e Platão para acender o que realmente os praticantes desta sabedoria cultivavam. Mas, em virtude dos escritos deixados por estes pré-socráticos sobre suas teses enigmáticas ou mesmo distintas e esclarecidas forneciam uma possibilidade de falha, e é este pequeno impasse ao comprovar diretamente que só a phisys, era a substancia primordial encontrada até então, causa um esforço com delimitação para o pesquisador metafisico, já que, os estudos caminham para outra vertente: o divino e não mais o sensível. Por seus esforços científicos de pesquisa pode-se agradecer a um convívio natural para com o pensamento, já que, a ideia de suprimir o sensível por meio da metafisica está condicionada ao homem que existe um real principio imóvel no mundo. Seria um descredito não colocar na história os pensamentos que nortearam tal trajetória, um sistema teofilosófico que abrangesse tal observação. Aristóteles visa que, o conteúdo da ciência primeira esta em decodificar sua existência mesmo sem clareza e distinção, ou seja, busca-se em alicerce divino mesmo baseado no sensível como molde para  a interpretação do próprio divino.
            Por se tratar de uma busca às interpretações mundanas do homem decorrem sobre as inúmeras fases da filosofia, não é uma simples anedota, mas uma excelência do pensar. O que seria o homem sem seu próprio instrumento indagador? Como viveríamos sem as perguntas que fariam jus as especulações oriundas do cognitivo? Além disso, recai sobre a ciência toda espécie de processo sobre a noção de tempo e espaço. Com exatidão percebe-se o alavancar de consciência humana nos tratados dos pré-socráticos, as crenças e religiões não partiriam para um processo racional, por ser de extrema duvida para a mente, além sobre o qual a manifestações sobre o irreal não poderiam compartilhar com as substancias do sensível já fixadas e permanentes. Notaremos que a tese naturalista está baseada na composição daquilo que já existe: a água, o ar, a terra, a natureza. Com isso, provar a verdade era um saber que só à filosofia poderia esclarecer, e não fugiria do contexto da verdade para então desobstruir um rio com a vazante interrompida pelo fluxo mitológico. Explica Aristóteles.

Mas não vale a pena esmiuçar essas sutilezas dos mitólogos. Como esses filósofos não apontam nenhuma causa e seria tudo absurdo que as coisas se passassem como eles dizem, torna-se evidente que os princípios ou causas de tudo que existem não podem ser os mesmos. Até aquele que seria de esperar mais coerência, Empédocles, incidiu o mesmo erro; pois ele sustenta que a discórdia é um princípio causador de destruição, mas a própria discórdia parece ser também produtora de tudo, exceto do Um; pois todos os seres, salvo Deus, procedem da discórdia. Pelo menos é assim que ele fala:
....da qual nasceu tudo que foi, que é e que será:
As arvores frondosas, os homens e as mulheres,
Os animais e a aves, os peixes que a agua nutre,
E os longevos deuses. 8 

ARISTÓTELES EXPLICA O PRINCÍPIO

Aristóteles estuda também o devir como alteração para com o mundo e define a substancia da matéria por meio da potencia e a forma através do ato.   Tendo suas bases no sensível, pensa como aplicá-las na metafísica diretamente, sendo capazes de fluir a gerar conceitos evidenciados no sensível. É claro que, as realidades no composto entre potencia é ato, são, diferentes diante da essência da sustância em questão, ou seja, é notório pensar que a matéria tenha um composto múltiplo referente a uma substancia, mas, umas substancias, ou seja, entrelaçam entre si para lidar um conjunto de substancias que se originam de uma substancia ou a substancia preexistente. Com isso Aristóteles explica o primeiro principio.
O primeiro princípio ou ser primeiro não é suscetível de ser movido, quer em si mesmo, quer acidentalmente, mas diga-se antes que é ele que produz o movimento primeiro, movimento eterno e único. Ora, o que é movido o é necessariamente por alguma coisa; por outro lado, o primeiro motor deve ser imóvel em si mesmo; o movimento eterno deve ser produzido por algo de eterno, e o movimento simples por algo de simples; e, como vemos que além do movimento simples do universo, o qual, como dissemos, é produzido pela substancia primeira e imóvel.9

ARISTOTELES CONCEITUA O PRINCÍPIO COMO PENSAMENTO.

Como toda é qualquer especulação oriunda das coisas reais o pensamento se evolui pelo conhecimento, como ele é somático “o pensamento” lhe atribui um sinal dessas especulações metafisicas, porem não lhe traz a certeza evidenciada pelo fato, ao contrário, que nos leva a conhecer o divino por meio sensíveis ou decodificações relacionadas por intermédio de tradições e rituais. Mas, é por meio do entendimento que passa no decorrer de nossa existência, que limita uma ciência que estuda a substância primeira essa ciência chama-se: metafisica. Contudo, ao limite do pensamento humano está nossa divisão com o Uno. Isso nos remete a limitação do que pesquisa-se ao longo da existência humana, apenas entendimento construído na base na reflexão nos leva à compreensão divina, logo, o pensamento divino configura-se nele mesmo, configura-se no pensar, já que, a única maneira de configurar o homem como ser pensante é pensar o que pode ser pensado por ele, ou seja, o pensamento divino pensa.

Logo, é a si mesmo que o pensamento divino pensa (já que ele a mais excelente das coisas), e o seu pensar é um pensamento do pensamento... A isto respondemos que alguns casos o conhecimento é o objeto. Nas ciências criadoras é a substancia ou essência do objeto, abstraída a matéria, e nas ciências teoréticas é a definição ou ato de pensar, o objeto mesmo do pensamento. E assim, dado que o pensamento e o seu objeto não se difere no tocante as coisas que não tem matérias, o pensamento divino e o seu objeto serão o mesmo, isto é, o pensamento se identificará com o objeto pensado. 10      

ARISTÓTELES E O DEVIR.

A teoria do conhecimento alcança limites que a consciência racional do homem pode proporcionar, e o devir, é uma dessas profundezas que proporciona ilimitação, com base nos seus estudos analíticos de investigação. Como pode-se pensar no devir? Não temos uma explicação básica para o devir, para tenta-lo entende-lo recorrermos a dialética e ao pensamento. Ao que Górgias pensa sobre o ser é, é claro que Górgias desconstrói a ideia do ser é, é que o não-ser pode ser pensado, escrevendo a celebre da Natureza ou não-ser, indo contra o pensamento do eleatas. A dúvida ocorre quando se pensa em algo que não existe, e esse ser inexistente existiu apenas no momento de sua idealização, por meio do ser é. Por um instante racional a sua tese tem um proposito de radicalização por pensar que o ser só existe momentaneamente sobre o incondicional, que é o devir, e por ser somente momentos o ser existe nas nossas visões passageiras, isto é, gera uma constante analises de vários sêres, e com isso, a causa inicial do ser se mistura com outras composições que o mundo alimenta-se do devir, então para Górgias o devir esta na própria ideia de representação está contido na linguagem, no pensamento e na realidade. Com isso afirma Aristóteles sobre o devir.

Há filósofos que tiram o ser do não-ser. Outros, para se eximirem a essa necessidade, reduzem tudo à unidade absoluta. Além disso, por que tem haver sempre devir, e qual é a causa do devir? Ninguém no-lo explica. E os que admitem dois princípios devem admitir um terceiro, um principio superior. No mesmo caso estão o que crêem nas formas: com efeito como é que as coisas vêm a participar e por que participam das formas? E, enquanto os demais pensadores são forçados a reconhecer a existência de algo contrário à Sabedoria, isto é, à mais alta forma de conhecimento, nós não vemos nessa situação. Não reconhecemos contrário no que é primeiro, pois, todos os contrários tem matéria e, por consequente, só existem e potencia; e a ignorância, por ser contraria a um conhecimento qualquer, num objeto contrario as dêsse conhecimento. Mas o que é primeiro não tem contrário.11

            Como menciona Aristóteles o devir não se explica, temos sim, uma ligeira atenuação para a problemática, mas, sem uma racionalização concreta, pode-se comparar o devir a transformação do estado de potencia que sofre o homem e a natureza, porém, quando se trata do devir essa potencialização não existe, pois o tempo não entra em processo de mudança. Por isso, o devir está em estado inerte parado por si próprio ao mundo, sem alteração momentânea e sem atribuição de mudança. Sendo assim, Deus é o próprio tempo, inabalável as potencias, Deus é ato puro, Deus é o devir.   

Mas, diz Aristóteles, o tempo e o movimento são certamente incorruptíveis. O tempo não foi gerado nem se corromperá: com efeito, antes da geração do tempo, deveria haver um “depois”. Ora, “antes” e “depois” outra coisa não são do que o tempo. Em outras palavras: o tempo é eterno. O  mesmo raciocínio vale também para o movimento, porque, segundo Aristóteles, o tempo outra coisa não é do que uma determinação do movimento. Sendo assim, a eternidade do primeiro postula também na eternidade do segundo.12           

CONSIDERAÇÕES FINAIS

            Em destarte, considera-se o estudo da metafisica relacionado com a instância da filosofia, não pela especulação, mas sim, pela conclusão racional que tem limite nas investigações naturalistas dos pré-socráticos e mais tarde nas observações sobre a essência, das causas, formas, atos e potencia na concepção de Aristóteles. Esta função que, investiga as origens decorrentes do ser o torna mais claro e evidente na racionalização da instância primeira que o: Uno.  E a manifestação presente na natureza em si que, faz e deixa suas marcas no legado filosófico onde, se busca as certezas de um ser transcendental oriundo pela racionalização.    
            É com Aristóteles que, os estudos nesta área do conhecimento, alcançam o principio e a questão do problema metafisico, que iniciaram suas pesquisas com os naturalistas da escola jônica. E, desenvolvido com mais veemência aos estudos metafísicos e metalinguística sobre o entendimento divino por Aristóteles. Percebe-se com isso que, a metafisica é confirmada no embate critico na obra de Aristóteles, pois, os resultados a serem alcançados são de entendimento meta-sensível. Tampouco, a causa sobre o principio da substancia leva Aristóteles a confirmação que o sensível não pode ser explicado pelo próprio sensível. E dentro dos limites do pensamento encontra-se uma alternativa que explica o ser enquanto ser: a metafisica.    
            Em observação única, determina-se uma abertura para questionamentos oriundos da especulação metafisica, uma vez que, essas aberturas entram em conflitos conceituais e não propedêuticos em relação aos mistérios que provêm da natureza do homem e não de Deus, ou seja, ele demonstrou para o mundo sua inteira clareza e lógica no que diz respeito à carne e a alma.
Em termos gerais, a acentuação dessas premissas em relação à metafisica, são iniciais de inteira importância para a investigação, visto que, o embate é conceituar algo racional e cientifico, e portanto, os estudos caminham esta vertente que, não seja,  o sensível, mas sim, divino para reflexão racional.    

REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO

AMANAJAS PENA, R., AMANAJAS PENA, M. “O MITO COMO ATIVIDADE DE RACIOCÍNIO"  Contribuciones a las Ciencias Sociales (ISSN: 1988-7833), publicado en el número de octubre de 2013. http://www.eumed.net/rev/cccss/26/mito-religion.html

AMANAJAS PENA, R., AMANAJAS PENA, M. “O RACIONALISMO DE DESCARTES: ÀS EVIDÊNCIAS DA VERDADE" Contribuciones a las Ciencias Sociales (ISSN: 1988-7833), publicado en el número de diciembre de 2013:
 http://www.eumed.net/rev/cccss/26/racionalismo-descartes.html

ARISTÓTELES. Metafísica. Tradução Vincenzo Cocco, Editora Victor Civita. São Paulo 1984. 
REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. Historia da Filosofia Antiguidade e Idade Media, Editora Paulus, 2003.

1 Aristóteles. Metafísica capitulo III. Pg. 16

2 AMANAJAS PENA, R., AMANAJAS PENA, M. “O MITO COMO ATIVIDADE DE RACIOCÍNIO"

3 Aristóteles. Metafísica capitulo IV. Pg. 19

4   O racionalismo de descartes: às evidências da verdade.

5 Aristóteles. Metafísica capitulo III. Pg. 17

6   Aristóteles. Metafísica Livro II, 993b.

7 Aristóteles. Metafísica Livro III, pag. 76 998b.

8 Aristóteles. Metafísica Livro III, pag. 80.

9 Aristóteles. Metafísica Livro XII, pag. 260.

10 Aristóteles. Metafísica Livro XII, pag. 264.

11 Aristóteles. Metafísica Livro XII, pag. 266.

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