Contribuciones a las Ciencias Sociales
Abril 2014

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES DOS PROCESSOS DE INTEGRAÇÃO LATINO-AMERICANA



Rosana Keiko Dokko (CV)
rosanadokko@hotmail.com
Universidade Federal da Grande Dourados



RESUMO

Perpecitvas econômicas e políticas, o espaço político busca superar conflitos, e para isso, regulariza com regras necessárias para ordenar e centralizar o territóriom e se consolida com a qualidade da instituição pública, ou seja a democracia contemporânea. Já o espaço econômico cria novas possibilidades de conexões além da superfície territorial. A integração política na América Latina vem se efetivando com a democratização dos Estados que vem se firmando na esquerda, a economia dos respectivos membros aos poucos vem apresentando resultados com sua integração. A globalização fez com que as relações entre diversos países vem se intensificando, na qual, os países colonizadores deixa economicamente dependente os países da América Latina, onde devido as dificuldades econômicas, os países optaram por mudar suas estruturas políticas. Com isso, diversos mecanismos vão sendo criados, os Blocos Econômicos é um exemplo. Os Blocos Econômicos foi criado visando fortalecer os países que fazem parte com uma força maior para a negociação, e uma União Alfandegária entre eles. A União Européia, foi pioneira com a criação do Bloco Econômico, já a América-latina está em fase de Integração. A Integração Latino- Americana é importante para fontes naturais de energia elétrica, diminuição da desigualdade sociais, e crescimento econômico.
 Palavras chave: Processos, Integração, Latino Americana, América Latina, Política.          

RESUMEN
Perpecitvas económica y política, el espacio político busca superar los conflictos, por lo que se instala con las reglas necesarias para ordenar y centralizar territóriom y consolida con la calidad de la institución pública, es decir, la democracia contemporánea. Ya el espacio económico crea nuevas posibilidades para conexiones más allá de la superficie territorial. La integración política de América Latina ha estado afectando la democratización de los estados que se ha consolidado a la izquierda, a la economía de sus miembros poco a poco fue dando resultados con su integración. La globalización ha hecho que las relaciones entre los distintos países se ha intensificado, en el que los países colonizadores hace que los países que dependen económicamente de América Latina, donde, debido a las dificultades económicas, los países optaron por cambiar sus estructuras políticas. Por lo tanto, se están creando varios mecanismos, Blocs es un ejemplo. Los Bloques fue creado para fortalecer los países que pertenecen a un poder superior para la negociación, y una unión aduanera entre ellos. La Unión Europea, fue pionera en la creación de un bloque económico, ya que América Latina está en la integración. La integración latinoamericana es importante para las fuentes naturales de energía, disminución de la desigualdad social y el crecimiento económico.
  Palabras clave: Proceso, Integración Latinoamericana, Latino Americana, América Latina, Política.


Para citar este artículo puede utilizar el siguiente formato:
Dokko, Rosana Keiko: "Algumas considerações dos processos de integração Latino-Americana", en Contribuciones a las Ciencias Sociales, Abril 2014, www.eumed.net/rev/cccss/28/integrazao-latinoamericana.html
INTRODUÇÃO

Este artigo tem como finalidade sistematizar o conteúdo visto na disciplina intitulada como Integração Latino-Americana: Perspectivas econômicas e políticas. Iremos partir para o entendimento do espaço político e econômico. De acordo com o estudo de Castro (2012):  O espaço político busca superar os conflitos manifestados entre o livre e os diferentes, e para isso,  parte das regras necessárias para o ordenamento da vida pública com a centralidade territorial, e se consolida pela qualidade da instituição pública caracterizada pela democracia contemporânea. Já o espaço econômico de acordo com Pires do Rio (2012) o espaço econômico se dá por diferentes práticas espaciais na qual representa inércia e resistências, continuidade e descontinuidades as técnicas, organizacional e social. Sendo assim, não podemos esquecer que além dos fluxos em superfícies, mas também descontinuidades e novas possibilidades de conexões entre lugares surge. Portanto, o político busca ordenar a vida pública territorial, enquanto o econômico cria novas possibilidades de conexões além da superfície territorial.
O objetivo deste artigo é entender os processos de integração dos Estados Latino-Americanos e suas relações no âmbito econômico e político. A integração política da América Latina vem se efetivando com a democratização dos Estados que vem se firmando na esquerda, a economia dos respectivos membros aos poucos vem apresentando resultados com sua integração.

DESENVOLVIMENTO

A globalização fez com que as relações entre diversos países vem se intensificado. Na qual os países colonizadores deixa economicamente dependente os países da América Latina, onde devido as dificuldades econômicas, os países optaram por mudar suas estruturas políticas. Com isso, diversos mecanismos vão sendo criados, os Blocos Econômicos é um exemplo, ele foi criado visando fortalecer os países que fazem parte com uma força maior para a negociação, e uma União Alfandegária entre eles. A União Européia, foi pioneira com a criação do Bloco Econômico, já a América-Latina está em fase de Integração. A Integração da Latino-Americana é importante para fontes naturais de energia elétrica, diminuição da desigualdade sociais, e crescimento econômico.
A América Latina ao longo dos anos vem passando por constantes mudanças políticas, três estratégias foram usadas pela esquerda como afirma Sader (2009)

As três estratégias históricas da esquerda contaram com forças vigorosas em sua liderança – partidos socialistas e comunistas, movimentos nacionalistas, grupos guerrilheiros – e orientaram experiências de profunda significação política – a Revolução Cubana, o governo de Salvador Allende, a vitória sandinista, os governos pós-neoliberais na Venezuela, na Bolívia e no Equador, a construção de poderes locais, como em Chiapas, e práticas de orçamento participativo, das quais a mais importante ocorreu na cidade de Porto Alegre. No entanto, não contamos com grandes sínteses estratégicas que nos permitam usar balanços de cada uma dessas estratégias e um conjunto de reflexões que favoreçam a formulação de novas propostas. O próprio fato de essas três estratégias terem sido desenvolvidas por forças políticas distintas fez com que não ocorressem processos comuns de acumulação, reflexão e síntese. Enquanto tiveram existência realmente concreta, os partidos comunistas promoveram processos de reflexão sobre suas próprias práticas. Durante sua existência, a Organização Latino-Americana de Solidariedade (Olas) fez o mesmo com os processos de luta armada; já os movimentos nacionalistas não estabeleceram intercâmbios suficientes entre si para fomentar algo similar. Hoje, as novas práticas têm permitido pouca elaboração teórica e problematização crítica das novas realidades (SADER, 2009, p. 94).

Na Argentina, forças políticas se chocaram, forças nacionalistas e forças reaciónarias estavam em embate, na qual a classe militar americana influenciou a classe militar da Argentina, para a Argentina depender dele com tecnologia e militarismo. Já o Brasil, na época com Getúlio Vargas que se aproximou da Integração com Perón para a o desenvolvimento industrial para a Argentina. A aproximação dos dois governos causa  risco para os Estados Unidos, depois o Brasil se aproxima da Argentina com conseções. Cria-se o mercosul como forma de aproximação. Os governos mais enfraquecidos, tinha os Estados Unidos infiltrados para golpe militar. Os Estados Unidos intervindo na política da América Latina (BANDEIRA, 1993).
De acordo com Lagos (2008) O tema de integração de países não é novo, começou junto com a Europa. O tema começou a ser discutido na década de cinquenta, e em 1961 foi criada a Associação Latinoamericana de Livre Comércio (ALALC) hoje a sede está em Montevideo, foi quando começou a trabalhar para obter o livre comércio na América Latina. Mas, depois foi surgindo outras entidades como Pacto Andino, após implantou a integração política com muita força, quando a onda de recuperação da democracia foi recuperada. Foi consituída primeiro o Grupo Contadora, que junto com o Grupo de Apoio da Contadora deu lugar ao Grupo Rio, que gerou diálogos frequentes entre os chefes de Estado para tratar de problemas políticos da América latina. Logo depois surge o Mercosul, como uma união aduaneira, sua meta era aumentar o comércio interno, e também como grupo para negociar com o resto do mundo. Porém, a grande diferença era que entre os países, possuem grandes diferenças entre eles, uns maiores e outros menores, que dificulta a implantação de uma única tarifa. Fazem parte dos países membros Brasil, Argentina, Paraguai, e Uruguai, estabeleceram a tarifa externa comum como critério para integrar-se. O comércio é complicado porque acordos comerciais são diferentes de acordos políticos, e possui muitos obstáculos. Se um pequeno país for negociar com um grande país seu mercado interno não é uma ferramenta fundamental, já um país grande vai defender seu mercado interno para negociar com maior força.
Com o fim da segunda Guerra Mundial os Estados Unidos patrocina e financia a Comissão Econômica para América Latina e Caribe (CEPAL) que propõe uma redefinição das políticas internas, que é o nacional desenvolvimentismo. Os principais pensadores são Raúl Prebisch e Celso Furtado, que atacam o liberalismo propondo uma industrialização e para fazer essa política buscava substituir os produtos que importava por produtos nacionais. E para dar certo essa política era necessário a intervenção do Estado no comércio exterior e no controle das importações, direcionando o lucro para industrialização nacional. O setor interno não se expande o suficiente para acabar com a desocupação e absorver o pré-capitalismo, tornando duais entre capitalismo e o estancamento ou o socialismo e o crescimento. De acordo com o autor, a tecnologia empregada era de países centrais, na qual não absorvia a quantidade de mão-de-obra disponível dos grupos rurais que acabaram desempregados nos grandes centros urbanos (MARTINS, 2006).
A democracia entra na segunda metade do século XIX com a idéia de representatividade. O sistema político passa a idéia de que todas as pessoas participam. No primeiro momento só os alfabetizados e quem pagava os impostos que votavam, depois foi evoluindo, até que chega o direito de todos. De acordo com Serafinoff (2006):
        
Al referirnos al estado democrático partimos del concepto de estado -en tanto sustantivo-, considerando al término «democrático» como un componente que califica y denota un tipo particular de estado, es decir, aquel que esta organizado en función de reglas propias de un régimen democrático. A los fines de esta revisión bibliográfica nos concentraremos en el análisis de trabajos que abordan la cuestión de la democracia, destacando la forma en que estos autores contemplan en sus análisis al estado. Esta decisión se asocia con el hecho de que aún cuando los autores que trabajan sobre la democracia no introducen como componente importante al estado, los requisitos para la democracia y la necesidad de un espacio territorial donde se apliquen las decisiones y resida el demos ocasiona que, aunque más no sea indirectamente, deban realizar alguna referencia a las instituciones estatales. En cambio, esta posibilidad se ve reducida si nos concentramos en la revisión de la bibliografía sobre el estado, pues gran parte de los trabajos sobre el mismo no hacen siquiera referencia al régimen o reglas de juego democráticas.
 
Não existe apenas um tipo de democracia, cada Estado tem suas próprias regras do que é democracia, muitos são os tipos de democracia: democracia é um processo decisório, a democracia formal seria uma democracia restrita, a democracia deliberativa é a que visa a igualdade das coisas, a democracia participativa é aquela que participa de setores significativos, já a democravia burguesa é a que possui decisões políticas tomadas para beneficiar os burgueses. Na literatura poucos trabalhos sobre o Estado aprofundam esta discussão, sendo difícil por não ter regras, tornando um jogo.
Mesmo depois da democracia implantada, houve golpe contra a democracia que é o caso da Venezuela, e recentemente o Paraguai. Porém, se a democracia tiver uma confiabilidade da população e elas lutarem, consegue reverter a situação. Pois nenhuma política é sustentada sem a maior parte da população não estiver satisfeita.  
Os Estados Unidos após a segunda Guerra Mundial assumiu a liderança entre o mundo impondo regras e adquirindo riquezas naturais de outros países. Porém, alguns autores falam que ele teve e tem muito gasto, sufocando assim a sua economia. A China assume hoje grande parte de sua dívida, pois, os Estados Unidos é o maior comprador de produtos chineses. Porém, os Estados Unidos possui grande poder, portanto, se ele entrar em crise todos os outros países entrarão juntos. O mundo capitalista atual tornou os países dependetes uns dos outros tendo assim, dificuldade para sair do poder.
Por muito tempo os países venderam e vendem matérias-primas para os países desenvolvidos, porém importam produtos industrializados deles. Em função disso, os países viram a necessidade de se industrializar. Com a crise de 1929 que os alguns países da América Latina como Brasil, Argentina e México resolveram investir na industrialização, porém a “substituições de importações” começa de trás para frente: o certo seria primeiro importar a indústria pesada de máquinas e equipamentos pesados. Quando começou a produzir as máquinas de departamento 2, começamos a importar a indústria de departamento 2 e não o do departamento 1.
Na América Latina com a divisão das Seis Marias já não sobrava terra para as outras pessoas. E foi criando um processo de conservação de terras, permanência da propriedade da terra, onde a concetração gera muita desigualdade. Onde pequenas propriedades se industrializa e vira Seara, Sadia, entre outras. É na estrutura que já começa desigual, a industrialização gera mega cidades porque os mecanismos requer forças de espaços (MARTINS, 2006).
 O unilateralismo dos Estados Unidos sendo contra o Multiculturalismo, gera o descontentamento que não é mais restrita a classe social, e sim de todos. Não tem uma idéia apenas de sociedade e sim várias sociedades. Movimentos sociais aparecem provocando mudanças pontuais, e possibilitando a sua ampliação. O islã muda a concepção do mundo, ele possui territorialismo mais avançado, e é uma forma de reação aos Estados Unidos. Os valores norte-americanos são questionados, na qual precisa de novas justificativas para se defender (AYERBE, 2008).
Países como o Brasil, Rússia, Índia e China  participam  das BRICS que são os países emergentes que aos poucos estão ganhando força. E com a Integração Latino-Americana o Brasil pode ampliar sua possibilidade de crescimento. 
De acordo com as diferentes formas de mobilidade geram des-ordem territorial. Alguns apontamentos são importantes como: a) a flexibilização da economia; b) a hegemonia do capital financeiro; c) a crise do Estado do bem estar-social; d) difusão das tecnologias da informação; e) propagação do hibridismo cultural. (HAESBAERT, 2006).
Portanto, com a crise que o neoliberalismo desde o Consenso de Washington que desregulou, endividou e privatizou os países, gerou na América Latina uma insatisfação da população desses países, assim com a democracia eles optaram por lideranças políticas de esquerda. Com isso, a América Latina aos poucos vem conseguindo integrar os países através de projetos como IIRSA, UNASUL, MERCOSUL.
Vamos começar com a Integração da Infraestrutura Regional Sulamericana o IIRSA é o principal projeto que visa melhorar a Infraestrutura ligando os países da América Latina,  contribuindo assim para que a dimensão política possa definir suas prioridades e os investimentos necessários. A IIRSA é independente das iniciativas dos blocos de desesnvolvimento reginal. Ela possui uma visão geográfica e econômica de integrar as regiões visando integrar a infraestrutura de transportes, energia e telecomunicação tanto para o consumo interno, como para a exportação via aéreo, fluvial e marítimo é importante o melhor acesso para despachar e receber mercadorias mais rápido, com isso, suas fronteiras sejam diminuem tanto para o fluxo de mercadoria, como de pessoas e de comunicações.  É importante esta integração da infraestrutura para integrar e fortalecer a economia (CAMACHO; MOLINA, 2005).
Os eixos definidos para o estudo da IIRSA são dez: 1) Eixo Andino: Venezuela – Colombia – Equador – Perú – Bolívia; 2) Eixo do Amazonas: Colombia – Equador – Perú – Brasil; 3) Eixo Interoceanico Central: Perú – Chile – Bolívia – Paraguay – Brasil; 4) Eixo Interoceanico Capricórnio: Antofagasta/Chile – Jujuy/Argentina – Assuncão/Paraguai – Porto Alegre/Brasil; 5) Eixo de Escudo Guayanés: Venezuela – Brasil – Suriname – Guiana; 6) Eixo Mercosul – Chile: Brasil – Uruguai – Argentina – Chile; 7) Eixo do Sul: Talcahuano – Concepção/ Chile – Neuquén – Bahia Blanca/Argentina; 8) Eixo Amazônico do Sul Perú – Brasil – Bolívia; 9) Eixo Marítimo do Atlântico e Pacífico: todos os países. Os demais estudos estão na hidrovia Paraná – Paraguay e em um mega projeto para unir as bacias do Orinoco, Amazonas e Prata, através de uma interconecção de 17 rios, o que permite o transporte fluvial entre o Caribe e o Rio Prata. Os projetos do IIRSA são financiados pela Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a Corportação Andina de Fomento (CAF) e o Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacio do Plata (FONPLATA), e os importantes suporte do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social Brasileiro (ZIBECHI, 2006)
Assim como a IIRSA, o projeto União das Nação Sul-Americanas UNASUL que é uma união entre os governantes da América do Sul antigamente era a Comunidade Sul Americana das Nações CASA é uma integração da União Aduaneira, o Mercado de Livre Comércio da América do Sil Mercosul e a Comunidade Andina das Nações CAN. Faz parte da UNASUL os dozes países da América do Sul, o objetivo dela é um espaço de articulação cultural, social, econômico e político entre os povos, porém sua prioridade é o político, as políticas sociais, a educação, infra-estrutura, meio ambiente.
Já o Mercado de Livre Comércio o MERCOSUL se iniciou com o Tratado de Assunção em 1991 com os paíeses membros Brasil, Argentina, Paraguai, e Uruguai, bem como outros países participantes. Devido a perda da legitimidade da democracia, o Paraguai está afastado do mercosul temporariamente, e entre no lugar a Venezuela. O Mercosul se firmou com o Protocolo de Ouro Preto onde entraram em consenso e firmaram uma união aduaneira imperfeita. O objetivo do Mercosul era o livre acesso de pessoas e mercadorias entre os países participantes. O Mercosul ao longo do seus vinte anos de atuação podem apresentar benefícios e obstáculos, devido as disparidades econômica, social e principalmente histórica que os países membros possuem. Porém, a tendência de ampliar as negociações são fortes e podem beneficiar a Integração Latino-Americana com a transferência de recursos tecnológicos, social, e cultural e com o fortalecimento do mercado mundial. As transações no mercosul são positiva, apesar do lento resultado.
Se acordo com Mariano (2008) o mercosul é o modelo de integração que se adapta melhor as necessidades dos países envolvidos devido a sua eficácia na inserção internacional no âmbito político, além da importância das pressões sociais internas e dos desafios que a globalização cria.
Os países possuem a possibilidade de optar ou não em fazer suas negociações em bloco ou entre acordos bilaterais, por isso, muitas vezes as negociações em bloco podem não ser utilizada. O Brasil segundo Mamigonian (2006, p.12) precisa de assumir uma política econômica nacionalista:

A inserção comercial brasileira na América Latina, com exportações e importações crescentes foi estimulada pelo Mercosul, que tenta reviver as antigas propostas de integração (ABC de J. D. Peron, a ALALC, etc.), agora reforçada pela proposta de Comunidade Sul-Americana de Nações (2005). A integração está na ordem do dia, mas ela carece de gastos gigantescos, como a proposta da PDVSA de construção do gasoduto ligando os campos venezuelanos com o Brasil, cortando de norte a sul, e alcançando Buenos Aires e Montevidéu. Assim também seria o caso da rede ferroviária brasileira, de retomada da Ferrovia do Aço, da construção da Ferrovia Norte-Sul e muitas outras, conectando com os sistemas ferroviários dos países vizinhos. Mas para isto o Brasil precisa seguir o exemplo da Venezuela e da Argentina e assumir uma política econômica nacionalista, começando por desatrelar o Banco Central do FMI, tarefa fundamental dos políticos e do povo brasileiro em 2006 (MAMIGONIAN, 2006, p.12).

O mercosul possui grande perspectiva de crescimento, mesmo não criando uma moeda em comum, ele possui grandes avanços no âmbito político, pois vem criando forças mundial.
 A Integração Latino Americana é importante para o desenvolvimento dos países da América Latina. De acordo com o novo-desenvolvimentista é preciso crescer para tornar um Estado forte e para isso precisa de uma política forte, e nacionalista.
Para isso Sicsú; Paula; Michel (2007) propõem algumas alternativas como: a)Não haverá mercado forte, sem um Estado forte; b)Não haverá crescimento sustentado a taxas elevadas sem um Estado e uma economia forte e sem uma política macroeconômica apropriada; c)Estado e Mercado forte depende de uma estratégia nacional de desenvolvimento; d) para diminuir as desigualdades é preciso crescer para aumentar as taxas continuamente. Mesmo os países em fase de integração, eles precisam continuar crescendo, e terem uma política forte.

CONCLUSÃO

A globalização fez com que as relações entre diversos países vem se intensificando, na qual, os países colonizadores deixa economicamente dependente os países da América Latina, onde devido as dificuldades econômicas, os países optaram por mudar suas estruturas políticas. Com isso, diversos mecanismos vão sendo criados, os Blocos Econômicos é um exemplo. Os Blocos Econômicos foi criado visando fortalecer os países que fazem parte com uma força maior para a negociação, e uma União Alfandegária entre eles. A União Européia, foi pioneira com a criação do Bloco Econômico, já a América-latina está em fase de Integração. A Integração Latino- Americana é importante para fontes naturais de energia elétrica, diminuição da desigualdade sociais, e crescimento econômico.
Não existe apenas um tipo de democracia, cada Estado tem suas próprias regras do que é democracia, muitos são os tipos de democraciaL democracia é um processo decisório, a democracia formal seria uma democracia restrita, a democracia deliberativa é a que visa a igualdade das coisas, a democracia participativa é aquela que participa de sertores significativos, já a democracia burguesa é a que possui decisões políticas tomadas para beneficiar os burgueses. Na literatura poucos trabalhos sobre o Estados aprofundam esta discussão, sendo difícil por não ter regras, tornando um jogo.
Mesmo depois da democracia implantada, houve golpe contra a democracia que é o caso da Venezuela, e recentemente do Paraguai. Porém, a democracia teve uma confiabilidade da população e se elas lutarem podem reverter esta situação. Pois nenhuma política é sustentada sem que a maior parte da população esteje satisfeita.
Devido a globalização os países da América Latina percebeu a necessidade de integrar a economia dos países visando tornar independentes economicamente dos Estados Unidos. Apesar das grandes disparidades econômicas, culturais, sociais, e histórica a Integração Latino Americana possui grande possibilidade de crescimento com as propostas da IIRSA que busca integrar os setores de infraestrutura e transporte conectando pessoas, mercadorias e informações, com a UNASUL que visa integrar a política dos países da Amércia Latina, e com o MERCOSUL que visa integrar a economia dos países membros. A integração é importante para o fortalecimento para as negociações de mercadorias, para compartilhar recursos naturais e tecnológicos visando o desenvolvimento economico com eqüidade social.

REFERÊNCIAS

ÁLVAREZ, Javier Chinchón. Democracia y autoritarismo en América Latina: en busca de la década perdida (1995-2005). América Latina Hoy. Agosto, vol. 46. pp. 173-199. Salamanca: Universidad de Salamanca, 2007. Disponível em:http://redalyc.uaemex.mx/src/inicio/ArtPdfRed.jsp?iCve=30804608

AYERBE, L. F. Novos atores políticos e alternativas de governo: os casos de Argentina, Bolívia, Brasil e Venezuela. In: ____________ (org.) Novas lideranças políticas e alternativa de governo na América do Sul. São Paulo: Ed. UNESP, 2008. P.265-301.

BANDEIRA, M. Estado nacional e política internacional na América Latina: o continente nas relações Argentina-Brasil (1930-1992). São Paulo: Ensaio, 1993.

BATISTA JUNIOR, Paulo Nogueira. A América do Sul em movimento. Revista de Economia Política, vol. 28, nº 2 (110), pp. 226-238 abril-junho/2008. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/rep/v28n2/03.pdf
BORÓN, A. A. El Estado y las “reformas” del Estado orientadas al mercado. Los “desempeños” de la democracia en América Latina. In: KRAWCZYK, N. R. e WANDERLEY, L. E. América Latina: Estado e Reforma numa perspectiva comparada. São Paulo: Cortez, 2003.p.19-69.

BOTELHO, J. C. A. La creación y la evolución de la UNASUR. Revista DEBATES, Porto Alegre, v. 2, n. 2, p. 299-324, jul.-dez. 2008. Disponível em http://seer.ufrgs.br/debates/article/view/5850/4565

BOUZAS, R. Veiga P. M; RIOS, S. Crisis y perspectivas de La integración em América Del Sur. LAGOS, R (comp.) América Latina: integración o fragmentación? Buenos Aires : Edhasa, 2008.

CAMACHO, Gabriel Herbas y MOLINA, Silvia. IIRSA y la integración regional. OSAL, Ano VI, n. 17, maio-agosto 2005. Disponível em http://bibliotecavirtual.clacso.org.ar/ar/libros/osal/osal17/camacho.pdf

CASTRO, Iná Elias de. O espaço político: limites e possibilidades do conceito. In: CASTRO, Iná Elias de; GOMES, Paulo César de Costa; CORRÊA, Roberto Lobato (org.). Olhares geográficos: modo de ver e viver o espaço. Rio de Janeiro: Bertrand, 2012.

DUPAS, G.; OLIVEIRA, M. F. A União Sul-Americana de Nações: oportunidades econômicas e entraves políticos. In: ____________ (org.) Novas lideranças políticas e alternativa de governo na América do Sul. São Paulo: Ed. UNESP, 2008. P.235-263.

FERNANDES, F. Padrões de dominação externa na América Latina. In: BARSOTTI, P.; PERICÁS, L. B. América Latina – histórias, idéias e revolução. São Paulo: Xamã, 1998.

LAGOS, R. Integración o fragmentacion? Buenos Aires : Perspectivas. LAGOS. R. (comp.) América Latina: integración o fragmentación? Buenos Aires : Edhasa, 2008. P. 591-694.
PIRES DO RIO, Gisela A. Pires. A espacialidade da economia: superfícies, fluxos e redes. In: CASTRO, Iná Elias de; GOMES, Paulo César de Costa; CORRÊA, Roberto Lobato (org.). Olhares geográficos: modo de ver e viver o espaço. Rio de Janeiro: Bertrand, 2012.
MAMIGONIAN, Armen. Qual o futuro da América Latina? In: LEMOS, Amália et a. (orgs.) Questões territoriais na América Latina. São Paulo/Buenos Aires : USP/CLACSO, 2006. p.117-136.
MARIANO, Karina lIlia Pasquariello; MARIANO, Marcelo Passini. A formulação da política externa brasileira e as novas lideranças políticas regionais. Revista Perspectivas, n.33, 2008.

MARTINS, Carlos Eduardo. O Pensamento Latino-Americano e o Sistema Mundial. In: BIEGEL, Fernanda. Crítica y Teoría en el Pensamiento Social Latinoamericano. Buenos Aires: CLACSO, 2006. Disponível em: http://biblioteca.clacso.edu.ar/ar/libros/becas/critica/C03CMartins.pdf? Acesso em 10/10/2012.

OLIVEIRA, F. Fronteiras invisíveis. In: NOVAES, A. (org) Visões sobre a América Latina. São Paulo : Senac, 2006.

OLIVEIRA, M. F. Mercosul: atores políticos e grupos de interesses brasileiros. São Paulo: Unesp, 2003.

SICSÚ, J.; PAULA, L.F.;MICHEL, R,.Porque novo desenvolvimentismo? Revista de Economia Política, vol. 27, nº 4 (108), p.507-523. Outubro-dezembro, 2007. Disponível em < http://www.scielo.br/pdf/rep/v27n4/a01v27n4.pdf > Acesso: 15/10/2012.

SERAFINOFF, V. El estado democrático em América Latina – Estado del arte sobre el tema. Documentos. Nueva Sociedad, noviembre – diciembre de 2006. Disponível em: http://www.nuso.org/upload/estado/estado%20_del%20_arte.pdf

VAZ, Alcides Costa. "Mercosul aos dez anos? Crise de crescimento ou perda de identidade?". Revista Brasileira de Política Internacional, 44(1), 2001, pp. 43-54. Disponível em  http://www.scielo.br/pdf/rbpi/v44n1/a04v44n1.pdf

ZIBECHI, R. IIRSA: la integración a la medida de los mercados. Programa de las Américas. Informe especial. Disponível em: www.ircamericas.org/esp/3314.

Nota Importante a Leer:

Los comentarios al artículo son responsabilidad exclusiva del remitente.

Si necesita algún tipo de información referente al artículo póngase en contacto con el email suministrado por el autor del artículo al principio del mismo.

Un comentario no es más que un simple medio para comunicar su opinión a futuros lectores.

El autor del artículo no está obligado a responder o leer comentarios referentes al artículo.

Al escribir un comentario, debe tener en cuenta que recibirá notificaciones cada vez que alguien escriba un nuevo comentario en este artículo.

Eumed.net se reserva el derecho de eliminar aquellos comentarios que tengan lenguaje inadecuado o agresivo.

Si usted considera que algún comentario de esta página es inadecuado o agresivo, por favor, pulse aquí.

Comentarios sobre este artículo:

No hay ningún comentario para este artículo.

Si lo desea, puede completar este formulario y dejarnos su opinion sobre el artículo. No olvide introducir un email valido para activar su comentario.
(*) Ingresar el texto mostrado en la imagen



(*) Datos obligatorios

 


Editor:
Juan Carlos M. Coll (CV)
ISSN: 1988-7833
EUMEDNET

Inicio
Acerca de ...
Números anteriores
Anuncios y Convocatorias
Otras Revistas de EUMEDNET
Universidad de Málaga > Eumed.net > Revistas > CCCSS
Congresos Internacionales


¿Qué son?
 ¿Cómo funcionan?

 

15 al 29 de
julio
X Congreso EUMEDNET sobre
Turismo y Desarrollo




Aún está a tiempo de inscribirse en el congreso como participante-espectador.


Próximos congresos

 

06 al 20 de
octubre
I Congreso EUMEDNET sobre
Políticas públicas ante la crisis de las commodities

10 al 25 de
noviembre
I Congreso EUMEDNET sobre
Migración y Desarrollo

12 al 30 de
diciembre
I Congreso EUMEDNET sobre
Economía y Cambio Climático