Contribuciones a las Ciencias Sociales
Diciembre 2013

O RACIONALISMO DE DESCARTES: ÀS EVIDÊNCIAS DA VERDADE



Roberto Carlos Amanajas Pena (CV)
Maria do Livramento Amanajas Pena (CV)
robertoamanajas@yahoo.com.br
UNIP
SENAC

Resumo
Em linhas gerais, o artigo congrega o pensamento de Descartes frente a uma perspectiva racional de mundo, na medida em que o homem deixa o velho pensamento encarcerado pela idade medieval e passa a construir um novo modelo de mundo moderno, impulsionado pelos ofícios em edificar seu valor condicionado por meio da razão, a tese de Descartes é estimulada pelo critério adotado na idade antiga, desde o surgimento da filosofia racional de Sócrates, Platão até Kant, os racionalistas condizem que a consciência é anterior a matéria, com base nestas iniciais segue o modelo a priori de conhecimento, atribuindo a teoria da idéias inatas e o dualismo entre as questões de metafísica e distinção de conhecimento a priori e a posteriori. A partir da construção feita com o método cartesiano Descarte julga com critério positivista os enlaces da sociedade, não só de maneira a proporcionar uma fuga do labirinto doloso do caos, mas de prover uma situação real para abrolhar em despertar para sua existência. É notório pensar que a razão é a evidência das coisas, os fatos concretos perante uma sapiência de entendimento, porém, os critérios que levam a racionalidade passa por processos exaustivos para concretizar os laços racionais em questão. Entraremos com critério de juízo racional evidenciado como o pensamento abstrato concedendo a única forma do conhecimento chega à verdade plena. Segundo o racionalismo a dúvida é extraída como modelo das raízes de ordenamento de nossa mente, portanto, parte de uma regência lógica para alcançar resposta óbvia, esta é a função da razão humana inferir na medida por excelência por meio do entendimento humano. Frisa-se com isso, um desenho da passagem contida no Discurso do Método “Após dedicar-me, porém, por alguns anos, a estudar assim no livro do mundo e a procurar adquirir alguma experiência, um dia tomei a decisão de estudar também a mim mesmo e de empregar todas as forças de meu espírito na escolha dos caminhos que haveria de seguir” Descartes. Contudo, esclarecer essa postagem idearia condiz com a verdade que está se multiplicando pelo tempo, é claro que as verdades tendem a proporcionar diversos elementos para fragmentar seu composto original. E o método absoluto instituído pela razão é rever que esta vertente anda em diálogo com as verdades primeiras, ou seja, para provar que uma situação e inerente a ela mesma descartarem-se todos os equívocos em relação ao seu juízo, como critério para chegar a um entendimento lógico e racional. Como comenta o próprio Descartes em Regras para Direção do Espírito “Uma vez que a utilidade deste método é tão grande que o cultivo das letras parece, sem ele, destinado a ser mais prejudicial do que útil, facilmente me convenço de que os espíritos superiores, mesmo só sob a conduta da natureza, já antes o divisaram de alguma maneira. Com efeito, a mente humana tem não sei o quê de divino, em que as primeiras sementes dos pensamentos úteis foram lançadas de tal modo que, muitas vezes, ainda que descuradas e abafadas por estudo feitos indiretamente, produzem um fruto espontâneo”. O problema levantado pelo racionalista é de maneira a esclarecer que a verdade e proveniente unicamente do lado subjetivo do homem, e não está ligado a nenhuma outra condição de realidade objetiva. Como afirma Descartes “nunca devemos nos deixar persuadir senão pela evidencia de nossa própria razão”. 
 Palavras – Chave: Razão. Evidência. Clareza. Distinção. Deus.

Summary

In general, the article brings the thought of Descartes front of a rational view of the world, inasmuch as the man leaves the old thinking imprisoned by the medieval age and begins to build a new model of the modern world, driven by trades in building your conditioned value through reason, the argument of Descartes is stimulated by the criterion adopted in old age, since the emergence of rational philosophy of Socrates, Plato to Kant, rationalists meets that consciousness precedes matter, based on these initial tracking model a priori knowledge, attributing the theory of innate ideas and the dualism between the issues of metaphysics and distinction of a priori knowledge and a posteriori. From the construction done with the Cartesian method Disposal positivist criterion to judge the links of society, not only in order to provide an escape from the labyrinth of intentional chaos, but to provide a real situation in abrolhar to wake up to their existence. It is notorious think the reason is the evidence of things, the concrete facts before a wisdom of understanding, however, the criteria that lead to rationality goes through exhaustive processes to achieve the rational bonds in question. We will judiciously rational judgment as evidenced abstract thought giving the only form of knowledge reaches the full truth. According rationalism doubt is extracted as a model system of the roots of our mind, therefore, part of a logical regency to achieve obvious answer, it is the role of human reason to infer the extent of excellence through human understanding. It is emphasized with this, a drawing of the passage contained in the Discourse on Method "After devoting myself, but for a few years, so studying the book of the world and seek to acquire some experience one day I decided to also study me and even to employ all the forces of my mind in choosing the paths that would follow" Descartes. However, to clarify this posting idearia consistent with the truth that is multiplying by the time it is clear that the truths tend to provide many elements to break its parent compound. And the absolute method established by reviewing reason is that this part goes in dialogue with the primary truths, or to prove that a situation inherent to itself and to discard all the misconceptions in relation to their judgment as to reach criterion a logical and rational understanding. As Descartes himself says in Rules for the Direction Spirit" Since the usefulness of this method is so great that the cultivation of letters seems, without it, to be more harmful than helpful, easily convinced me that the masterminds, it only under the guidance of nature, even before the discerned somehow. Indeed, the human mind does not know what the divine, where the first seeds of useful thoughts were launched so that often even neglected and smothered by a study done indirectly produce a spontaneous fruit". The problem raised by way of a rationalist is to clarify the truth and coming solely from the subjective side of man, and not connected to any other condition of objective reality. As Descartes says "we should never let ourselves be persuaded otherwise by the evidence of our own reason."

Key – Words: Evidence. Clarity. Distinction. God.


Para citar este artículo puede utilizar el siguiente formato:
Amanajas Pena, R. y Amanajas Pena, M.: "O racionalismo de Descartes: às evidências da verdade", en Contribuciones a las Ciencias Sociales, Diciembre 2013, www.eumed.net/rev/cccss/26/racionalismo-descartes.html
  1. INTRODUÇÃO

A verdade pode ser vista pelo idealista como mecanismo que a própria razão organiza como síntese de clareza e distinção, participando das idéias do mundo sensível, e de outras idéias que a própria mente determina de modo avulso para o homem. Tendo como diferencial as ações que a própria mente elabora como único critério para alcançar a verdade, mediante esta organização de concepções que estão a todo o momento se transformando e alterando o mundo é constante que haja, é claro, todo o aspecto racional proveniente de um conhecimento inato da verdade, ela não foi criada pelo homem, apenas aplicada como modelo superior a ser alcançado, sendo assim, a verdade pode ser alcançada no sistema prático e construída na esfera subjetiva. Para definirmos como verdade um fato é preciso à construção e aplicação mediante apresentação deste acontecimento, para excluir a dúvida do seio do saber cientifico, ou seja, a verdade pode ser tanto concreta quanto subjetiva, e a dúvida é o meio termo entre esses dois juízos.
Neste sentido, trataremos em linhas gerais da construção da idéia racional intitulada por Descartes como única forma de obter a verdade absoluta. Mas o que vem ser a verdade incondicional? Desse modo, será tratada como foco de autêncidade para provar a realidade ou evidenciar o fato. No segundo momento buscar-se-á relatar que o lado moral evidencia a razão e o conhecimento inato das coisas, o porquê desse dualismo categórico como resultado absoluto para as questões da mente. No terceiro momento inspira-se na resolução de intervalo entre a dúvida e o pensar que o ápice a ser alcançado e conseqüentemente as substancia sobre o eu pensante.
Se o homem é vivência pura na natureza, como encontrar uma adequação entre o real e o abstrato? Para isso, recorremos à regra como fundamento de apreciação da verdade, ou seja, comentaremos parte do nosso entendimento na obra de Descarte o “Discurso do método” e “Regras para direção do espírito humano” e alguns artigos relacionados com o racionalismo.
          Situações estas que Descartes tenta afastar a dúvida metódica, para alcançar a verdade desejada requer uma experiência próprio do sensível, porém, a verdade pode se multiplicar em fragmento evidências e, constituir ao alcance do sujeito pensante uma nova verdade incondicional para a mente. Os idealistas sugerem que, a fonte de toda a verdade é a mente é esta é um labirinto de entradas e saídas, mas que, só leva a um caminho que é a própria condição de verdade. Ao propor que esta condição realiza todos os impasses que o real tem regulado para vida, é claro que, a evidência da própria mente concretiza o que Platão idealizou séculos atrás “procurei recorrer ao meu raciocínio, pois, nele parece mais sólido”. Platão tenta evidenciar que o pensamento é fortalecido e alimentado pelo próprio conhecimento inato das coisas.

“Platão abre juízo para compreender a teoria inteligível, a categoria para as idéias inatas, reveste o seu saber para distinguir o lado abstrato do pensamento por meio da reminiscência, e o lado prático do sensível por meio do real. A partir da idéia de alma remanescente, cria sua tese embasada no conhecimento que acompanha a essência da razão, desde o nascimento, já que possuímos este conhecimento, então, o que construímos na realidade são apenas concretizações refeitas de uma possível cópia do então conhecimento inato. A partir desta analise, o conhecimento constrói base de memória em cima da doutrina pitagórica e órfica, para que tenha suficiência de argumentação perante o sensível, explicar o irreal sempre foi sacrificante, pois, envolve circunstancias que só condiz ao pensamento, à alma e ao espírito”.1

          Esta trajetória que, alimenta-se do nosso desejo e os transforma em superstição, credo, ou mesmo na confiança que a própria razão conduz, faz perder todo um compasso de sentido que vida leva consigo, a abertura das críticas não promovem uma real certeza da verdade, promove sim, a fragmentação das múltiplas verdades, encolhendo com isso o verdadeiro significado da verdade.  As ciências intitulam-se a persegui a verdade como solução de explicar o real das coisas. Contudo, o próprio racionalista recorre a aquilo que é desconhecido de todos (o enigma) e torna um vício repentino para este fim.  

AS DÚVIDAS MIGRAM PARA A CERTEZA

          Com Descartes este sistema de análise é colocado em prática, sua responsabilidade de apresentar seu prólogo ao mundo sobre si mesmo e estimular o homem a esta interpretação é, analisar sobre um ponto que é exatamente a introspecção socrática. Analisar primeiro propósito racional do ser para depois migrar para as idéias mais complexas. Descartes apressa-se para manifestar que erro provém da experiência do mundo, e acelera contra esta doutrina e que o único lugar para encontrar o seu equilíbrio é a razão. Neste sentido, absorve-se todo impacto que o mundo transmite individual e coletivo, cabendo ao homem resumir de forma sistêmica as preocupações que ele próprio constrói. Uma reposta para o mundo é a  própria razão humana.
          Isso promove que, o lado racional estava a morrer senão não fosse pela evidência da construção humana, ou seja, o humanismo e renascimento provocaram este estimulo junto à era da luzes, a filosofia antiga renasce com o racionalismo de Descartes e com isso, passa adotar o método para guiar sua vida cotidiana, aplica novos conceitos referentes ao método socrático e, na dialética platônica concernem os entraves que mundo proporciona com uma visão moderna para tal fato: a dualidade inata. Descartes não descarta o dualismo e o conhecimento inato, muito menos a filosofia agostiniana e a real alternativa que ele encontra para explicar a evidencia de Deus, onde será aplicável sua teoria moderna do racionalismo. 
Descartes anota em seu verso temático abertura no seio da sua consciência o entrave da vida e que esta está cheia de dúvidas. Dúvidas que, permeia na dialética cotidiana do mundo, a experiência constrói por si só a dúvida que, é repassada aos homens prepotentes sem análise e interpretações de mundo, ou seja, que as ferramentas que o homem tem ao seu alcance para movimentar esta uniformidade global é a razão.
          A conotação que Descartes faz para o entendimento do homem, é por natureza que a ação humana realce um aperfeiçoamento crítico, ou seja, o entendimento do homem sobre o mundo é conseqüência dele próprio, esta dor pelo mundo está corrompida desde a manifestação de juízo racional, quando Descartes aciona Deus para conduzir pelas veredas sua vida cria uma dualidade de matéria e espírito, ou seja, evidencia isso, pela prova que Deus realmente está a frente de nossos pensamentos. Como afirma Descartes:

“Meu objetivo nunca foi alem do de procurar reformar meus próprios pensamentos e construir num terreno que é todo meu, de forma que, se minha obra tiver me agradado bastante, mostro aqui seu modelo, mas nem por isso desejo aconselhar alguém a imitá-lo. Aqueles a quem a Deus melhor distribuiu suas graças haverão de alimentar talvez propósitos mais elevados, mas receio bastante que esse já não seja por demais ousado para muitos”.2  
                        
          Descartes afirma com isso, que diante do próprio método é a ele que se deve recorrer e  transparece, condicionando sua petição ao pedido de sua própria memória, mostra que o homem tem que recorrer ao principio único que possibilita a crescente obra humana, saber racionalizar a vida, para chegar ao designo da verdade, quanto a isto, é preciso recorrer que nossa razão é pura a serviço do mundo, e não o mundo a serviço da razão.

Mas se o método nos dá uma explicação perfeita no uso da intuição intelectual para não cairmos no erro contrário à verdade, e do meio de encontrar deduções para chegar ao conhecimento de tudo, parece-me que nada mais se exige para ele ser completo, já que nenhuma ciência se pode adquirir a não ser pela intuição intelectual ou pela dedução, como antes ficou dito”.3   

Ao analisar estes princípios em linhas gerais, é a legitimidade  fundamental da corrente racionalista: as decorrentes margens que erro poderá ocasionar, excluindo definitivamente a dúvida ao seu alcance. Sendo assim, somos análises constantes de equívocos, trabalhando o contrário das evidências proponentes da vida, tenta-se corrigir os erros, os acidentes em conseqüência da falta de experiência ou pelo excesso da mesma. Descartes orienta pela correta margem de equilíbrio, crer veemente na razão e não vê outra saída para encontrar a verdade pura. Por isso, o resultado à procura de um método é ao exposto no seu conteúdo  a finalidade que razão sobressai sobre a dúvida. 

“Aqui, há duas observações a fazer: não tomar absolutamente nada de falso por verdadeiro, e chegar ao conhecimento de tudo. Com efeito, se ignorarmos algo de quanto podemos saber é apenas porque ou nunca divisámos uma via que nos conduzisse a tal conhecimento, ou porque caímos no erro oposto. Mas se o método nos dá uma explicação perfeita no uso da intuição intelectual para não cairmos no erro contrário à verdade.” e do meio de encontrar deduções para chegar ao conhecimento de tudo, parece-me que nada mais se exige para ele ser completo, já que nenhuma ciência se pode adquirir a não ser pela intuição intelectual ou pela dedução, como antes ficou dito.” 4

          Descartes propõem outro método de análise para as causas do mundo e, com isso, cria sua própria identidade do eu interior a partir do entendimento e relação da coisa-em-si, e que não manifeste na sua própria evidência, então, o que Descartes sugere é que nas maioria das coisas o ser humano tem que se organizar para definir sua constituição memorial, e isso, passa o controle da razão quando bem ordena a seguir as regras, é claro que, as regras não são as margens de equilíbrio do ser humano, mas em geral compromete o desenvolvimento sistêmico do próprio homem, desse modo, como observamos as conseqüências que o mundo nos traz e, realiza-se excluindo desse modo, a permanente dúvida do seio do homem e em conseqüência estabelece a verdade em-si aos olhos quem a procura. Afirma Descartes no seu método:

“O primeiro era de nunca aceitar alguma coisa como verdadeira que não conhecesse evidentemente como tal, ou seja, de evitar cuidadosamente a precipitação e a prevenção, e de nada mais incluir em meus juízos que não se apresentasse tão clara e distinta e meu espírito, que eu não tivesse motivo algum de duvidar dele.
O segundo, o de dividir cada uma das dificuldades  que eu analisasse em tantas parcelas quantas forem possíveis e necessárias, a fim de melhor resolve-las.
O terceiro, o de conduzir por ordem meus pensamentos, começando pelos objetos mais simples e mais fáceis de conhecer, para elevar-me, pouco a pouco, como que por degraus, até o conhecimento dos mais compostos e presumindo até mesmo uma ordem entre aqueles que não se precedem naturalmente uns aos outros.
E o último o de elaborar em toda a parte enumerações tão completas e revisões tão gerais, que eu tivesse a certeza de nada omitir”. 5

          Observa-se que Descartes comenta “que eu tivesse certeza de nada omitir”6 , então seu pensamento se retrai a si próprio como causa inicial e finitude para sua conseqüência mundana, ou seja, Descartes dá importância a sua conquista real e equilibrada para que haja uma concretização evidencial por parte do individuo de quem recorre ao seu método. Com isso, parte de uma inicial incompleta que é a dúvida, para uma finalização completa que é a evidência, ou a certeza. Na maioria dos casos, o método cartesiano requer que nossa reminiscência haja em favor dos acontecimentos de mundo, uma vez que, a própria razão se envolve para elaborar tal feito, e por isso, recai em uma submissão, a reminiscência como fato evidenciado diante da razão. 
          Se as dúvidas migram para a certeza como fim último da realidade, então a elaboração da idéia concreta parte de uma base tanto censurável quanto certa para a idéia final, sendo isso, a idéia que tentamos atingir é uma idéia sem a intervenção da dúvida metódica, parte sempre do objeto de filtragem ao acerto, mas é certo que, as primeiras dúvidas utilizam-se sempre como forma apenas de corrigir o que as outras (idéias) realizam para chegar a um objetivo final, uma concretização última para recomposição dessa lembrança agregada a mente que até então, precisa de uma forte ocasião para retornar ao processo de causa inicial da própria razão do conhecimento. Comenta os autores Amanajas Pena, R. y Amanajas Pena, M.

“Platão alega que nossas lembranças atuam exatamente, de maneira a rememorar o que apreendemos na causa primeira, ou seja, que a vida através do conhecimento inteligível absorve uma tendência mais consistente que o próprio conhecimento empírico, desse modo, o que temos são alcances que a nossa mente proporcionou com alteração momentânea das coisas, ou seja, a mente humana trabalha por reflexão de pensamento. É notório pensar que este pensamento já existia na reminiscência das coisas, desse modo, a lembrança que um dia tivemos de conhecimento é evidenciado por fragmentos de vivência cotidiana, mas é claro o conhecimento opera no homem um parto definitivo para sua construção ético racional, atua diretamente no seu cognoscente, mas para que isso aconteça é preciso ter um ponto de origem, que seria a própria reminiscência.” 7

A MORAL EVIDÊNCIA A RAZÃO

          Mas, Descartes também fortalece esse método por meio de um composto de máxima decorrentes de um caminho que usa como medida e alternativa para o homem guie-se na retidão da moral, embora haja que a moral sendo uma conseqüência do homem sua atribuição e puramente racional, caracterizamos por ser um atributo  da doutrina racionalista, pois, em virtude do alto grau de investimento da consciência humana, esta deveria transfigurar-se para a prática moral e evidenciar sendo um fortalecimento para as questões que utilizam seu propósito final, aliás, se tratando de racionalismo essas vertentes estão alojadas nas regras tanto prática como no conhecimento a priori do saber. A questão das máximas intituladas por Descartes observa que a própria noção de dúvida realça uma esfera também na parte moral do ser humano, o propósito racional está também inserido para as normas e práticas morais dando inteira responsabilidade para apreciação da verdade. Afirma Descartes:

“A primeira era obedecer às leis e aos costumes de meus pais, conservando-me firme na religião em que Deus me concebeu a graça de ser instruído desde a infância e comportando-me, em todas as outras coisas, de acordo com as opiniões mais moderadas e mais distantes do excesso que fosse que fossem geralmente aceitas pelos mais sensatos daqueles com os quais teria de conviver.8        
         
Descartes aprova o manifesto da causa inicial, com a certeza de imprimir ao seu método e consigo mesmo o intuito de aprimorar os procedimentos que este método ocasiona primeiramente, para o interior do próprio juízo  Descartes supera suas dúvidas a ponto de substituí-las por novas e jamais torná-las mais graves. Comenta Descartes em sua primeira máxima. “Ao contrário, porque não via no mundo nada que permanecesse sempre no mesmo estado e porque, no meu caso particular, prometia a mim mesmo aperfeiçoar cada vez mais os meus juízos e, de forma alguma torná-los piores, pensaria cometer grande falta contra o bom senso se, pelo fato de ter aprovado então alguma coisa, me sentisse obrigado a tomá-la como boa ainda depois, quando deixasse ainda de sê-lo, ou quando eu deixasse de considerá-la como tal”. Descartes contorna para aplicabilidade em cima dos seus atos e, define como instância última a certeza por via que a norma da sua própria razão determina para sua vida.
Segunda máxima: Comenta Descartes.
“Consistia em ser o mais firme e decidido possível em minhas ações e em agir menos constantemente do que se fossem muito seguras as opiniões mais duvidosas, sempre que eu me tivesse decidido a tanto...assim côo as ações da vida não toleram as vezes atraso algum, é uma verdade muita certa que, quando não está em nosso poder o discernir as opiniões mais verdadeiras, devemos seguir as mais prováveis. Mesmo que não percebamos em umas mais probabilidades do que em outras, devemos, apesar disso, decidir-nos por algumas e considerá-las depois não mais como duvidosas, na medida em que se relacionam com a prática, mas como muitas verdadeiras e certas, uma vez que a razão que a isso nos induziu se apresente como tal”. 9                   

A terceira máxima:
“Minha terceira máxima era a de procurar sempre vencer antes a mim mesmo do que o destino e de modificar antes meus desejos do que a ordem do mundo; além disso, geralmente a de acostumar-se a acreditar que nada existe que esteja inteiramente em nosso poder senão nossos pensamentos, de modo que, depois de termos feito o melhor possível no que se refere às coisas que nos são exteriores, tudo aquilo que deixamos de conseguir em relação a nós é absolutamente impossível”. 10  

          O compromisso com Deus mediante as máximas de moralidade seguida pelo homem é o determinante que Descartes adota no aspecto prático, a responsabilidade diante do seu exercício social é a função que o torna praticante primeiramente, do método cartesiano, porém, sua virtude ética moral provém da obediência religiosa e política dos seus afazeres como membro de uma civilização, essas normas devem ser seguidas não para que o homem se torne dogmático no seu posicionamento diante do caos, mas se torne racional nos seus atos, ou seja, atuante antes as opiniões do mundo sensível e agente do racionalismo lógico. Descartes promove o seu entendimento baseando-se no livro do mundo, ou seja, fortalecendo o espírito em função do racionalismo, a sua mente construindo relações as limitações humanas e gerando interpretações conclusivas de mundo, com isso, descartar-se a dúvida do seio de sua interpretação e coloca-se a evidência como atributo a seguir, desse modo, a análise frontal que as máximas morais propõem, é colocar  o homem mediante sua posição sobre a verdade e esta é inteiramente fortalecida pela sua razão.
O que Descartes conhece como verdade é o que sua mente comprova pelo fato evidenciado, logo, gera-se um entendimento sobre o que é verdade, assim a verdade torna-se clara e distinta como reflexo da evidência, ou seja, para chegar ao óbvio, mas contudo, as situações momentâneas leva a verdades múltiplas diferentes umas das outras, verdades alojadas no período de espaço e tempo. Se a verdade é a evidência em conclusão sem especulações que comprovam os objetivos no mundo, então o que se presencia e que as verdades segundo Descartes origina-se no que a nossa mente pode entender como organização para o juízo crítico que fazemos das medidas que compõem a verdade. Sendo assim, o racionalismo se enquadra nesse tipo de verdade objetiva, possuindo uma vertente lógica. Com isso, a moral que evidencia o correto como modo de aplicação da verdade torna-se racional quando ela é testada e comprovada com precisão, alocada ao fato, na dialética de Platão as idéias se comprometem até encontrar a verdadeira essência da verdade. Assim comenta os autores: Amanajas Pena, R. y Amanajas Pena, M.:

“Platão faz alusão ao saber construído por meio da dialética, fazendo emergir a desejada ciência separado assim da opinião, ou seja, para Platão atingir a verdadeira epísteme é preciso liberdade de consciência, deixar que a mente se aproprie do saber enquanto domínio de causa ultima e sólida para a razão que, absorve a realidade que lhe convém, ou melhor, é convencionada a partir da realidade que lhe é apresentada. O mundo da idéias para Platão e exatamente transpassar a idéia que está contida no âmago da consciência e adormecida no conhecimento inato, e alcançar o ser imutável e lógico da essência”11 .

          Diante de tal episódio na história temos a ética de um lado em transparecer a real situação que deve ser redigida a vida, e outra a moral que intenciona a mudança total ou parcial do ser em estado de potência, a ciência prática explica a existência da verdade no mundo sensível é claro que, o comprometimento da verdade é uma série de análises que interagem com outras no momento do fato, porquanto, o pensamento de Descartes é fluente quando se trata de verdade como prova do real é provável que Descartes não pode criar um método e deixar de segui-lo, desse modo, seria uma causa ilógica do filósofo que, além disso, precede a ordem dos critérios de juízos a fim de, provar que sua tese fundamenta-se no propósito de alcançar a verdade à superioridade da mente, mas tentar ao menos transmitir que esta vertente só pode ser alçada aos níveis da consciência racional e organizar seus pensamentos baseando-se no real.
  

A DÚVIDA É O INTERVALO ENTRE PENSAR E O FAZER

A dúvida para Descartes é o fato não comprovado, ou o fato que está em aberto para a possibilidade de ser provado, mas esta comprovação está em repouso à espera do concreto, está em descanso dos fatos que não aconteceram ou que virão a acontecer. Neste sentido é gerada uma alternativa para o fato em intervalo, que é o fato não comprovado, o intervalo entre o pensar e o observar gera a partir, da nossa não comprovação, ou seja, uma dúvida, uma suspeita da contradição. Esse intervalo incide no estado de permanecia da verdade, para que, ocorra o fato evidenciado é preciso que esta verdade se conclua, para isso, é preciso que o nosso pensamento haja em função das coisas materiais, desse modo, quando acontece o juízo é sempre em função da algo ou alguma coisa que está sempre em repouso, esperando a movimentação de uma força que venha atribuir ao intervalo esse ato concretizado ou fato provado.
          Contudo, em linhas gerais define-se que o problema está em diluir esse espaço que chamamos intervalo de pensamento, sendo que, este intervalo sofre variação de diversas concretizações para chegar a uma evidência única, ou seja, sofre uma composição de idéias a partir de sua origem que, no entanto, pode ou não suportar a questão da concretização ideária. Porém, este intervalo pode ser descrito sendo uma amálgama ou um liame de interseção ou ligação entre o pensar e o fazer. Mas que seria exatamente esta nomenclatura que designa este intervalo de pensamento? Ao analisar pelos fatos existenciais o homem é constante perturbador dos seus indícios de pensamentos, podemos destacar alguns intervalos de pensamentos como: vazio, nada, concentração, repouso, e a própria dúvida em-si. São as vias temporais que definem o propósito do pensamento humano, ao atribuir o nada como intervalo de tempo entre o pensar e o fazer, torna a própria evidência aceita como fato concretizado, a partir, da idéia do nada como intervalo de pensamento, é claro, que os conceitos não são finais e sim temporais, lidar com o pensar humano é extremamente complexo para definir algo exato.
“Para superar este vazio que o torna úmbria á sua realidade, tem que alcançar as esferas da evidência do convívio social, sair da caverna que o prendem a esses pensamentos sensíveis e achar a adequada maneira de poder contribuir para uma nova concepção de mundo, neste estado o homem tende a amadurecer diante do propósito que lhe são impostos, e vê sua mensurável realidade à beira do obscuro. Onde está, este homem? Dotado de uma sabedoria universal, aos anseios da humanidade que em desespero oscilava por determinações entre o belo e a perfeição em forma e movimento na acepção dos sentidos, flui veemente para absorver de uma realidade completa de seus juízos estéticos, onde ele traduz a sua interacidade. Ao tanto, onde esta este homem? Está perdido em seu juízo de angustia, atemorizado, e em duvida do seu próprio futuro. 
Entender o real sentido para vida é travar consigo mesmo uma luta entre o lado hermético do homem e a sua existência, perante esse dualismo é que vamos definir a sua apropriada substância, deve-se salientar que o homem está em fase de definição gradual, o homem é um ser secular que está evoluindo conforme atribuições que lhe são impostas, a jornada que travou durante a história não amadureceu o bastante, para enfrentar que sua condição humana está sendo moldada para as diversas adaptações de sociedades, então o homem se transforma, diante da sociedade que lhe é apresentada, que lhe é dado o direito de definir sua temporalidade, voltado para as pertinências do convívio do momento, onde aspira suas condições para então ingeri-las como propósitos de mundo”.

          Como comentamos acima, Descartes recorre a razão para definir sua pretensão de juízo, já que, não encontra em nenhuma esfera do sensível resposta para sua pergunta final: o que é a verdade? Contudo acha-se um intervalo como saída para explicar o modo de neutralidade entre o pensar e o fazer. Descartes utiliza o próprio eu como objetivo interno para avaliações mundanas, caracteriza-se a estudar a substancia como elemento primordial, a própria reação humana como: informação, juízo, cultura, ética, enfim outros elementos que auxiliam a mente do homem. Ex: vamos estudar o nada como mecanismo de aceitação de algo ou alguma coisa, se o nada é exatamente o vazio indeterminado por algum espaço que não está preenchido, um espaço vazio, ou seja, sem nada, esse espaço está em estado de espera para ser alçado por alguma realidade tanto concreta ou quanto pelo pensar, é claro que, o nada por ser uma abstração idearia não entraria no consenso do mundo, que lida com o consumo e a produção. Este ponto estaria exatamente entre o pensar e o observar quando necessita de um intervalo para seu ato final.  O nada como intervalo de pensamento é o ponto de ligação entre a dúvida e a certeza para chegar à verdade, ou seja, a razão constitui uma das explicações que concerne à certeza das coisas como soberana ao plano real, atuar sobre atribuições paliativas a fim de concretizar a idéia de verdade, que é juízo humano e definição para as coisas. 
          Quando pensamos no nada como propósito de algum fato que não se concretizou, então este nada está à espera de algum ponto que, se concretizará por via da concentração que, está em repouso para receber algum ponto ou o óbvio como fundamento para explicar o nada, ou seja, o nada é a existência ou o intervalo entre alguma coisa que não se concretizou e alguma coisa que se concretizará.
          A dúvida por ser uma criação humana também pode gerar suas verdades provisórias, a partir da própria sensibilidade de caos, então é um ponto de negatividade que está sendo consumida pelo tempo. O nada é o intervalo entre a dúvida e a certeza, sendo assim, a dúvida cria hipóteses e especula as afinações do sensível, mas as verdades contidas na certeza concretizam o caminho que as várias especulações criadas pela dúvida anteriormente, e com isso, a fragmentação da própria verdade.
          O homem precisa extrair da própria consciência racional limitações que supere seus estágios probatórios de vida, exatamente atribuir uma razão comunicativa no seio da sociedade final. Para isso, precisa embutir na sua consciência a positividade de mundo no que concerne à aplicação dessa vertente. Neste sentido, o propósito usual em busca da certeza será concebido com a superação mediante a sonolência que é o agente manipulador da dúvida.
           

A SUBSTÂNCIA DO EU PENSANTE

O racionalismo cartesiano possibilita uma vida interior redigida unicamente, pelo direcionamento racional, mas para obter tal entendimento é preciso ter um caminho paralelo a do mundo sensível, isto é, um entendimento das coisas-em-si e mesmo, um entendimento gradual perante as demonstrações de juízo críticos ou por meio de apreciações formais. A corrente filosófica idealista conjuga por meios formais que o único alicerce para formar o conhecimento ou a verdade é a razão, sendo assim, a fonte mais antiga preeminente da verdade é a consciência humana, por isso, Descartes recorre ao seu entendimento para analisar com sapiência as ciência que compartilham tais sabedorias, explora a consciência humana com evidência no ponto racional, e é esta  a finalidade do racionalismo.     

 “Não é provável que todos se enganem a esse respeito. Ao contrário isso prova antes que o poder de julgar é distinguir bem o verdadeiro do falso, que é propriamente o que se denomina bom senso ou razão, é naturalmente igual a todos os homens. Desse modo, a diversidade de nossas opiniões não se origina do fato de que alguns são mais racionais que outros, mas somente pelo fato de dirigirmos nossos pensamentos por caminhos diferentes e não considerarmos as mesmas coisas”.12    

          No sentido mais amplo desse entendimento percebe-se que, descobrir um significado na vida para encontrar tal razão superior necessita sair do plano existencial e postar-se na esfera cognitiva do pensar, neste sentido, defende nossos ideais, como maneira em que pode integrar a realidade e a convivência racional para sobreviver ao consenso da vida. Possuir uma identidade existencial ou material que, liga por meio das evidências uma certeza de que o percurso que o próprio homem constrói para si é unicamente guiado por seu próprio hábito de pensar. Descartes constrói suas próprias certezas e seu julgar das coisas em-si, colocando o seu pensar subjugado ao existir, ou seja, o cogito em análise está definido se penso subjuga-se que logo existe algo existencial de maneira a subsistir perante o pensar. Assim comenta Descartes.

“Depois disso, considerei de modo geral o que é necessário a uma proposição para ser verdadeira e certa, pois, uma vez que acabava de encontrar uma que eu sabia ser exatamente assim, pensei que devia saber também em que consiste essa certeza. Tendo percebido que nada há no eu penso, logo existo que me dê a certeza de que eu digo a verdade, salvo que vejo muito claramente que, para pensar, é preciso existir, julguei que poderia tomar por regra geral que as coisas que concebemos muito clara e distintas são todas verdadeiras, subsistindo apenas alguma dificuldade em notar bem quais são aqueles que concebemos distintamente”. 13
  
          A ciência em si permite este avanço ortodoxo da maneira como analisar os fatos, contudo, o fato tem que ser evidenciado pela regra de tal observação e alimentado pela ciência, Descartes comenta “não vos deixe persuadir senão pela evidencia de sua própria razão”, o racionalista comenta que a existência é conseqüência da razão, logo, este pensar científico está baseado no racionalismo lógico do pensar para as coisas. Descartes comenta isso, quando reage as tais afirmações provenientes de outras correntes no que tange o conhecimento verdadeiro ou real. Descartes alimenta a razão sendo que, a única fonte capaz de relacionar os juízos que a vida propõe e que a ciência obriga  por meio dos fatos concretizações reais a encontrar a verdade das coisas.   

“Ora a intenção de empregar toda a minha vida na pesquisa de uma ciência tão necessária e tendo encontrado um caminho que me parece tal que, se o seguirmos, deve-se infalivelmente descobri-la, a não ser que sejamos impedidos pela brevidade da vida ou pela falta de experiências, julguei que não havia melhor remédio contra esses dois impedimentos do que comunicar com fidelidade ao público o pouco que já tivesse descoberto e convidar os bons espíritos a empregarem todas as forças para ir mais além, contribuindo cada um de acordo com sua inclinação e sua capacidade, para as experiências que seriam necessárias realizar e comunicando também ao público todas as coisas que aprendesse, a fim de que os últimos começassem onde os precedentes tivessem parado e assim, somando a vida e os trabalhos de muitos, fossemos todos juntos muito mais longe do que poderia ir cada um em particular”.14            
 
          O propósito de Descartes ao estimular a mente humana como convenção para as decisões tomadas e criadas por meio, do conhecimento a priori e a intuição, é recorrer à razão como último critério do homem em habilitar suas resoluções hábeis, para obter o total domínio do seu entendimento. Por outro lado, a ciência é capaz de fragmentar a própria verdade impondo suas ilusões persuasivas na vivência das pessoas, o que caracteriza uma dissociação prática do juízo do homem, entre o bem e o mal. Esses juízos que, são caracterizados pela observação do mundo, em razão da sua própria consciência de vida, imposta pelos atributos que a mente impõe ao lado da razão o semblante da evidência. Sendo estes comprometidos com a linha direta do pensamento, que alias, é a única fonte para obtenção da verdade segundo os laços racionais. 
Descartes utiliza as verdades racionais para provar sua tese por meio do método, este, porém, serve para reaver as condições cientificas por meio de pesquisas e esclarecer uma conexão distinta da experiência vivida por meio do fato, ou seja, o conhecimento a priori independe da experiência porque é construído antes da experiência vivida e a ciência caracteriza pelos fatos existenciais provados pela experiência evidenciais. Mas como acontece uma experiência sem comprovação racional? Como este sentido é possível sem a intervenção da razão? Através da intuição como mecanismo secundário da razão. Comenta Descartes:

“Por intuição entendo, não a convicção flutuante fornecida pelos sentidos ou juízo enganador de uma imaginação de composições inadequadas, mas o conceito da mente pura e atenta tão fácil e distinto que nenhuma dúvida nos fica acerca do que compreendermos; ou então, o que é a mesma coisa, o conceito da mente pura e atenta, sem dúvida possível, que nasce apenas da luz da razão e que, por ser mais simples, é ainda mais certo do que a dedução, se bem que esta ultima não pode ser mal feita pelo homem, como acima observamos. Assim, cada qual pode ver pela intuição intelectual que existe...Eis as duas vias mais seguras para se chegar a ciência; do lado do espírito não se deve admitir mais....que apesar de tudo, não nos impede de acreditar que aquilo que foi objeto de revelação divina é mais certo que qualquer outro conhecimento”. 15      
        
          Se as verdades são manifestações analíticas às estruturas evidenciais dos fatos, a observação e os prodígios da ciência, como entender esse processo de representação por parte do racionalismo? Em função da comprovação real das coisas-em-si, isto é, consomem certa racionalidade coletiva a ponto de esclarecer representações que são desígnios de alguma fonte de causa inicial que certamente, mudarão a história e consequentemente,  sua vertente relacionado com a dúvida para concretizar a evidência, ou seja, a racionalidade de um entendimento de causa para expor sua dimensão de clareza da realidade sobre a evidência provada nos laços sensoriais leva a possibilidade de dúvida ao entendimento racional, o que é extremamente dissociado com o entendimento lógico, para que o conhecimento construa sua dimensão pura as imagens representativas que obtemos na realidade é preciso que ele seja elaborado independente da realidade sensível, e a dúvida é criação do sensível, para que isso ocorra é preciso recorrer à reminiscência das coisas. A razão não tem ofícios para criar imagens, mas tem essências de criar através do raciocínio lógico alternativa dos juízos críticos que alternamos na vida. Então as verdades racionais estão voltadas tanto para teoria quanto para prática. Comenta Kant:
 
“O que nestas há de razão é algo que é conhecido a priori e esse conhecimento de razão pode referir-se ao seu objeto de duas maneiras: ou pela simples I determinação deste e do seu conceito (que deverá ser dado noutra parte) ou então realizando-o. O primeiro é o conhecimento teórico, o segundo o conhecimento prático da razão. Em ambos, a parte pura, isto é, aquela em que a razão determina totalmente a priori o seu objeto, por muito ou pouco que contenha, deve ser exposta isoladamente, sem mistura com o que de outras fontes provém, pois é mau governo despender proventos levianamente, sem que posteriormente se possa distinguir, quando eles acabam, a parte da receita que pode suportar as despesas e a parte destas a reduzir. BX
A matemática e a física são os dois conhecimentos teóricos da razão que devem determinar a priori o seu objeto, a primeira de uma maneira totalmente pura e a segunda, pelo menos, parcialmente pura, mas também por imperativo de outras formas de conhecimento que não as da razão”.16

          Contudo, não se pode concretizar algo sem que seja evidenciado no real. Mas o modo de apreciação racionalista no que tange para tal linha, é absolutamente definido que essa construção seja a inicial na moldura da consciência racional, porém, este fato construído a partir de uma base sensível nos faz acreditar que não é capaz de influenciar a razão a consolidar pelo mecanismo de sua representação. Observa-se com isso, uma enorme tendência a explicar como o racionalismo independe do sensível para provar sua tese inata, constrói-se a base deste inatismo consciência típicas de conhecimento racionais. Conhecimento este que, ao realçarem representações da mente com o propósito material, confirmam que a trajetória do homem foi à consciência que vive até os dias atuais, ou seja, e consciência de necessidade de sobrevivência, isto, coloca a razão em termos singelos como a anteceder na representação das coisas-em-si. Contudo, assenta a razão como a atributo final para limitar nossa representação, ou seja, a razão humana é a única fonte que determina a real existência da verdade.       
                   
CONSIDERAÇOES FINAIS

          Em destarte, observa-se uma tendência prática naquilo que Descartes almeja para o seu próprio percurso como humano e filósofo, alcança a verdade por meio racional das coisas que são evidenciadas através do fato concreto, porém a coisa colocada em dúvida, Descartes as utiliza como mecanismo para chegar a uma conclusão óbvia, a aplicação do método cartesiano é fruto para que o homem siga o caminho racional do seu próprio percurso que lhe foi atribuído como ser pensante, como foi dito por Descartes “Percebi que o todo o saber que eu procurava podia ser encontrado em mim mesmo”. Em linhas gerais com estas iniciais, Descartes procura estudar seu próprio entendimento e seu limite racional, para encontrar em cima de sua observação a certeza das coisas.
          Contudo, essas regras básicas que modificam a estrutura do homem por meio do seu cogito expressão latina cogito ergo sum (penso logo existo), ao passo que as ideias partem de um principio contido na esfera do sujeito, e este sujeito adota as ideias que serão compartilhadas pela sociedade, ou seja, a ideia é um sinal de verdade no mundo, a luz que precede a ignorância de seus notórios e mórbidas opiniões vazias.
Descartes visualizou não apenas um método, mas incentivou que as opiniões fossem deixadas de lado e cedessem espaço para o racionalismo com o propósito voltado para o pensar humano, é o que estava no inicio com Sócrates através da: maiêutica e a ironia; se aprofundou com Descartes no seu Discurso do Método, não se trata de um singelo gesto de humanidade trata-se de uma contribuição permanente para  o entendimento e para juízo do ser. 
È notório pensar que, a iniciação científica abre um estímulo para o acadêmico e suas concepções prematuras de juízo, o que ocorre para a mudança da consciência do individuo, mas também acelera o processo de amadurecimento comprometendo a real circunstância para definir o bem e o mal no homem, ou seja, o estado de sonolência primitiva do homem acabou, e ocorre com isso, uma superação pelo seu entendimento das coisas-em-si, é claro que, a definição da razão leva ao entendimento para o bem, entretanto, seu aspecto natural move-se para um relacionamento e concretização com precedentes para o mal. Não é digno concretizar que a razão é a única fonte para obtenção da verdade, porém deve-se notar que a única forma de construção da mesma é analisar pelo método, por meio, da experiência e observação através dos fatos, e analisar o que recebe do sensível a informação coerente do mundo cabe a razão não só a forma de organização, mas também a de interpretação.      
Com acepções sobre a verdade, a história no revela um conteúdo muito extenso referente ao assunto que até o momento são reflexos das diversas verdades contidas na trajetória que estão interligadas uma com sentido oposto da outra. São verdades lógicas e verdades de linguagem, verdades existências e transcendentais e outras verdades inseridas no tempo e no espaço, por ser verdade constrói-se uma realidade passageira ou eterna

REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO
AMANAJAS PENA, R. y AMANAJAS PENA, M.: "O saber socrático e platônico", en Contribuciones a las Ciencias Sociales (ISSN: 1988-7833), Noviembre 2013, www.eumed.net/rev/cccss/26/socrates-platon.html 
AMANAJÁS PENA, R.C., AMANAJÁS PENA, M.L., AMANAJÁS PENA, H.W.: A angústia do homem: uma abordagem filosófica, en Contribuciones a las Ciencias Sociales (ISSN:1988-7833), Octubre 2011, www.eumed.net/rev/cccss/14/
DESCARTES, René. Discurso do Método. Tradução Ciro Mioranza Editora Escala 2006.
DESCARTES, René. Regras para direção do espírito. Tradução João Gama Editora Edições 70.

KANT, Immanuel. CRÍTICA DA RAZÃO PURA, Tradução de MANUELA PINTO DOS SANTOS e ALEXANDRE FRADIQUE MORUJÃO.  5ª E D I ÇÃO, Edição da Fundação Calouste Gulbenkian Av. de Berna I Lisboa 2001.

1 "O saber socrático e platônico", en Contribuciones a las Ciencias Sociales.

2 René Descartes. Discurso do método pg 18/19.

3 Regras para direção do espírito Pag. 24

4 ibdem

5 Ibdem Pag. 21

6 Ibdem Pag. 21

7  "O saber socrático e platônico"

8 Pag. 24

9 Pag. 25/26

10 Ibdem 26

11 "O saber socrático e platônico", en Contribuciones a las Ciencias Sociales.

12 Discurso do método primeira parte pg. 10.

13 Discurso do método quarta parte pg. 31.

14 Discurso do método sexta parte pag. 51

15 Regras para direção do espírito pg. 20 a 22.

16 Crítica da razão pura.

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