Contribuciones a las Ciencias Sociales
mayo 2011

SOCIOLOGIA DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS: POTENCIAIS DE UMA ABORDAGEM
 

Marcos Cáprio
Doutorando em Sociologia do Direito
capriofonseca@terra.com.br


 

 

RESUMO

O presente trabalho se propõe a analisar os potenciais analíticos da sociologia como instrumento para o estudo e a compreensão de fenômenos no âmbito das relações internacionais. Objetiva-se fundamentar sua importância, e ao mesmo tempo delinear as razões pelas quais a sociologia tenderá a se consolidar como uma das principais abordagens do fenômeno internacional contemporâneo.

Palavras-chave: sociologia, atores, globalização, governança, redes, poder.



Para citar este artículo puede utilizar el siguiente formato:
Cáprio, M.: Sociologia das Relações Internacionais: potenciais de uma abordagem, en Contribuciones a las Ciencias Sociales, mayo 2011, www.eumed.net/rev/cccss/12/

INTRODUÇÃO

No presente trabalho, desenvolverei a hipótese segundo a qual a sociologia se constitui numa das disciplinas das ciências sociais que mais potenciais apresenta para a análise e compreensão das relações internacionais. Para fundamentar esta hipótese, serão expostos alguns conceitos fundamentais que têm sido desenvolvidos por alguns dos principais autores que se têm ocupado da realidade internacional, demonstrando sua pertinência para pensar o mundo contemporâneo. Do mesmo modo, algumas características da cena internacional atual serão delimitadas, procurando-se conectar às mesmas, a hipótese supra mencionada. Como objetivos secundários, este estudo busca estimular o desenvolvimento deste ramo do conhecimento, indicando alguns autores como referência bibliográfica para futuras pesquisas. Entende-se que os cursos de graduação em Relações Internacionais ainda encontram-se demasiadamente carentes em termos de diálogo interdisciplinar com a sociologia, o que é fruto de uma realidade internacional que já não condiz com a que nos deparamos nos dias que correm. Assim, a institucionalização da disciplina de sociologia das relações internacionais parece se tornar imperativa, para uma adequada atualização curricular.

1. A cena internacional contemporânea

A abordagem tradicional das relações internacionais foi pautada por alguns antagonismos clássicos, como aquele entre realistas e idealistas, por exemplo. Os antagonismos teóricos não opunham, porém, os diferentes autores no que tange à concepção acerca da noção de ator, ou seja, do personagem que, ao fim e ao cabo, seria o responsável pelas ações políticas dotadas de repercussão internacional. A noção de ator, assim, era confundida com a de Estado soberano, ou seja, aquele detentor monopolista do exercício da violência legítima, num dado território1. Pode-se lembrar, inclusive, uma certa crítica dirigida aos autores marxistas que, no início da Guerra Fria, eram os únicos a se referirem àquilo que seria um outro tipo de ator internacional: as empresas multinacionais. Com isso, concebia-se a (des) ordem internacional como produto da intervenção voluntária dos entes estatais. O equilíbrio de forças (noção tradicional na disciplina) só poderia ser atingido pelos Estados, e a forma de conflito por excelência era a guerra.

Na verdade, os instrumentos de análise da teoria das relações internacionais (que se desenvolveu nos países ocidentais centrais) foram forjados, inicialmente, para responder às inquietudes e interrogações dos Estados Unidos, acerca de seu próprio futuro. Ainda nos dias de hoje, percebemos reflexos destas questões (ligadas aos países do Norte) no bojo dos conceitos e do instrumental de análise da disciplina: Guerra fria nos anos 50 e 60, interdependência econômica nos anos 70, mundialização das trocas e globalização financeira no período subseqüente. Se for lançado um olhar sobre a grade curricular dos cursos de Relações Internacionais, se constatará que esta realidade ali está refletida, pois há uma ênfase inegável no viés econômico e jurídico, em paralelo à larga formação política oferecida, mas ainda formatada a partir da ideia de Estado soberano como ator precípuo (razão pela qual a ciência política, e não a sociologia, centraliza a maior parte da carga horária das disciplinas de ciências sociais em tais cursos, ao menos no Brasil).

Pode-se dizer que a disciplina de relações internacionais tem se deparado com a obrigação de repensar suas categorias e conceitos mais tradicionais, os quais estavam associados àquelas perspectivas paradigmáticas que giravam em torno de uma representação específica de ator social internacional: o Estado.

Assim, tomando-se um dos conceitos mais tradicionais na disciplina, o conceito de poder, pode-se ponderar que o mesmo já não coincide exclusivamente com a capacidade de obrigar outrem a fazer o que, de outro modo, não faria, mas é igualmente a capacidade de determinar a agenda. Definindo-se a agenda como o assunto à volta do qual se fará a negociação, mobilizar-se-ão as energias, etc. Assim, a ideia de poder mundial é hoje associada à noção de capacidade de controlar as regras do jogo em um ou em vários domínios chaves da competição internacional (BADIE, 1999, p. 203). Basta lançar-se um olhar sobre as guerras/conflitos contemporâneos, para se constatar que o fato de se ter uma vitória militar não significa que se tenha, necessariamente, uma vitória política.

Se acompanharmos Stanley Hoffmann, em sua definição de ator internacional, vamos nos referir àqueles cujas decisões afetam recursos e valores e cuja ação mútua se exerce independentemente das fronteiras (HOFFMANN, 1982, p. 145). A partir desta definição, Badie e Smouts mencionam a emergência de indivíduos, povos, grupos identitários, máfias, redes de empresas, consumidores, migrantes, líderes religiosos, etc. Se pensarmos no quanto a questão da agenda é pautada pela pressão provinda da articulação destes atores, é certo que os aportes teóricos da disciplina de relações internacionais necessitam de subsídios que dêem conta desta nova realidade. Este é o caso da sociologia das relações internacionais.

A emergência de novos atores, no sentido acima definido, na cena internacional, apresenta como correlata a necessidade de buscarmos os recursos da análise sociológica para uma adequada análise da constituição e reprodução disto que pode ser esboçado como uma sociedade internacional (se pensarmos a sociedade como espaço de interação, de projeção da ação social, do estabelecimento de relações, edificação de significados e representações sociais, etc.).

O contexto atual é o de favorecimento à emancipação do indivíduo na cena internacional. A uma diplomacia de Estados, opor-se-iam organizações de redes internacionais nas quais a ação individual suplanta a ordem institucional. Para Badie e Smouts, o Estado deixou de ter o monopólio da socialização internacional, mesmo que não tenha desistido dele (BADIE, 1999, p. 325).

Os indivíduos, percebendo-se como membros da sociedade civil (aquele espaço diferenciado em relação ao Estado e ao mercado), notam-se cada vês mais implicados no jogo internacional. Como cidadão na esfera pública (espaço no qual se travam debates públicos), porém, tende a perceber-se cada vez menos concernido na ação diplomático-militar de seu Estado. Neste contexto que o indivíduo ingressa na cena internacional: passando cada vez menos pelo Estado, em meio a internacionalização da sociedade civil. É nesta perspectiva que vamos encontrar os ativistas ecológicos, por exemplo, articulados em redes de movimentos sociais, organizações não-governamentais, etc. estabelecendo relações transfronteiras, as quais, de um modo ou outro, acabam repercutindo na conformação da agenda dos diferentes Estados e organismos internacionais. A globalização suscitou e dinamizou atividades em rede. Isto reavaliou o papel dos atores transnacionais, paralelamente aos Estados, e mesmo independentemente deles.

A identificação destes novos personagens na cena internacional pode nos conduzir à percepção de um outro elemento que, crescentemente, tem assumido posição diferenciada: a opinião pública. Sabe-se da dificuldade de se definir opinião pública, mas é razoável admitir que seu conceito nos remete a um conjunto heterogêneo de agentes, de grupos e de medidas. Guillaume Devin lembra que fora o presidente americano Woodrow Wilson que elevou a opinião pública à categoria de garantia central da nova ordem internacional. Devin qualifica a opinião pública como um novo ator, que deve selar o fim das intrigas e das alianças perigosas da velha diplomacia do equilíbrio de forças (DEVIN, 2009, p. 98). Com efeito, com a diplomacia wilsoniana a opinião pública adquiriu o status de uma força capaz de favorecer a cooperação, bem como instrumento de legitimação das políticas externas. Assim, a descoberta da opinião pública nas relações internacionais surge como uma nova contestação ao Realismo.

A globalização é dotada de um viés multidimensional, o qual, dentre outros fatores, põe em questão o significado do território, o qual pode ser pensado, antes de tudo como princípio estruturante de uma comunidade política e o meio discriminante de controlar uma população, de lhe impor uma autoridade, de afetar e influenciar seu comportamento. Desse modo, o princípio da territorialidade supõe que o poder político se exerce pela mediação do solo (e não pelo controle direto dos homens entre si). O princípio da territorialidade pertence a um universo de sentido e, portanto, a uma cultura. O território, enquanto categoria, se constituiu em pedra angular do direito internacional. A partir dele, seus conceitos chave como nação, soberania e segurança foram moldados. Assim, ele designa um modo de organização. É a partir deste enfoque que Bertrand BADIE entende que o território está em crise (BADIE, 2000, p. 13).

Segundo BADIE, a cena internacional acolhe todo um conjunto de estratégias políticas, econômicas ou sociais que contradizem o princípio da territorialidade. Na medida em que se mundializam, as relações internacionais parecem produzir uma nova gramática, que marginaliza e desmitifica o princípio da territorialidade, inventando, nomeadamente, novos conflitos que contrubuem para lhe destruir o sentido (Ibidem, p. 156). Não que a territorialidade tenha se dissolvido, mas ela foi atingida não apenas na sua pretensão de definir um quadro de soberania, como também na sua vocação de controlar de forma determinante as ações e relações sociais. Para Badie, por trás da difusão de valores transnacionais e cosmopolitas, por trás do desmantelamento dos territórios, existem três ordens de fatores concorrentes: mecanismos reguladores que efetivam a organização do espaço (novos modos de regionalização); a reinvenção do social (introdução de redes de relações não submetidas aos constrangimentos territoriais); bem como a reconstrução do político (redefinição do papel internacional do indivíduo e dos atores sociais extra-estatais) (Ibidem, p. 209).

Assim, diante desta nova esfera de significação que emerge na cena internacional, urge invocar os aportes sociológicos, com sua dimensão empírica que é própria às pesquisas que desenvolve. Daí a necessidade de uma recomposição do saber, posto que a ordem internacional contemporânea se afasta dos paradigmas clássicos: especialmente dos realistas, calcados na ideia de soberania exclusiva dos Estados.

2. Duas noções fundamentais

Algumas noções são particularmente reveladoras do argumento aqui desenvolvido. Veja-se o caso das redes transnacionais, por exemplo.

Tais redes têm aumentado cada vez mais na cena internacional contemporânea. Podem-se citar os circuitos financeiros, trocas comerciais, difusões de imagens, as migrações de pessoas, as solidariedades religiosas, culturais ou lingüísticas. A emergência de tais redes está sendo associada à sucumbência do princípio territorial, como mencionado acima.

A noção de rede tem ocupado lugar de destaque em vários estudos da sociologia contemporânea. Não por acaso, Manuel Castells entende que nossas sociedades estão cada vez mais estruturadas em uma oposição bipolar entre Rede e Ser (CASTELLS, 2009, p. 41).

Para Ariel Colonomos, a sociologia das redes transnacionais implica um olhar construtivista: recompor os “elos fracos” e avaliar, perseguindo a intuição de Granovetter, sua “força” (COLONOMOS, 2004, p. 201).

Há algumas dificuldades, naturalmente, na instrumentalização da análise de redes pelo internacionalista, como aquela que diz respeito à interrogação de se poder considerar que as redes compõem um conjunto relacional autônomo, ou se se trata de emanação individual do poder do Estado. Esta indagação diz respeito ao problema de onde situar o espaço das redes transnacionais no sistema internacional? A primeira hipótese, além de estimulante, tem inspirado alguns trabalhos, especialmente em relação aos atores internacionais como os movimentos humanitários, as organizações ecológicas, as religiões.

A problemática das redes implica um número variado de atores, pressupondo, assim, o entendimento de que a cena internacional não é protagonizada apenas pela ação estatal-soberana. Como pondera Jürgen Habermas, o mundo até então dominado pelos Estados nacionais encontra-se numa transição para aquilo que ele denomina “constelação pós-nacional” da sociedade mundial. Os estados perdem sua autonomia na medida em que se enredam nas redes horizontais do trânsito da sociedade global (HABERMAS, 2006, p. 117).

As instituições, em especial, são prioritariamente implicadas no fenômeno das redes. As redes de pessoas, a associação entre indivíduos até mesmo em escala internacional constituem uma dimensão tradicional da expressão do poder e da redistribuição dos recursos que a acompanham (COLONOMOS, 2004, p. 202). As redes de cooperação e de ajuda mútua fazem parte integrante de uma instituição. Por isso, como objeto sociológico, não podem ser banalizadas.

As redes transnacionais têm se convertido na forma paradigmática de pluralidade da sociedade civil (como modo de associação e solidariedade) nesta primeira parte do século XXI. Trata-se de uma nova forma de organização dos movimentos sociais, uma nova camada de ‘atividade associativa’, que está se somando às demais (COHEN, 2003, p. 434).

Outra noção fundamental para a compreensão da cena internacional contemporânea é a ideia de governança. Sem promover-se uma digressão pelas origens de referido conceito (o qual, por sinal, não repousa sobre uma base absolutamente consensual), o que fugiria aos propósitos do presente trabalho, cumpre pontuar que o discurso em torno da governança mundial democrática que se estabeleceu de uns tempos para cá, apresenta ao menos três grandes elementos como impulsionadores: mazelas da globalização econômica, indefinição e conflitos da ordem mundial, bem como o aparecimento de novos atores internacionais após a Guerra-Fria.

Ocorre que a globalização econômica e o surgimento de novos atores na cena internacional implicaram em ao menos três grandes questionamentos: prerrogativas dos Estados nacionais; qualidade da democracia no mundo ocidental; criação de um espaço público mundial e democrático que inclua atores não estatais.

Para Carlos Arturi, governança é um conjunto de processos, instituições e práticas, através das quais os cidadãos e os diferentes grupos sociais – locais, nacionais e internacionais – articulam seus interesses e posições, formando um complexo sistema de elaboração de políticas e de tomada de decisões mais vasto que a arena estatal (ARTURI, 2003, p. 80).

A ideia e uma governança democrática está assentada na premissa da distribuição de poder entre os que governam e os que são governados, bem como processos de negociação e descentralização, acompanhados de um fluxo de informações.

Deste conceito, então, se percebe a ideia de poder como sendo fundamental para pensa-lo. Mas o poder na cena internacional contemporânea deve ser visto a partir da imbricação estabelecida entre atores públicos e privados, pois é no bojo deste processo que se dá a construção de relações de poder. Não há mais dominações puramente militares e diplomáticas. Os fluxos transnacionais (que podem se dar por iniciativa de empresa ou por opções individuais) entram em imbricação, em alguns casos, com os Estados, e lhe favorecem o exercício do poder (BADIE, 1999, p. 111). Como mencionado no tópico anterior, a noção de poder está, ela própria, requerendo uma reconstrução conceitual, a partir da nova realidade internacional2.

A nova forma de poder (diferente da forma bilateral, que ainda subsiste) é aquela que dá a quem a possui a possibilidade de definir o quadro das trocas econômicas internacionais e, com isso, determinar o modo de vida de uma grande parte dos habitantes do planeta (BADIE, 1999, p. 201).

Assim, também a ideia de governança, essencialmente conectada à noção de poder e de novos atores na cena internacional, requer um instrumental analítico com as características do olhar sociológico.

CONCLUSÃO

Com efeito, a proliferação de atores não-estatais cria pelo menos a trama de uma sociedade mundial que tende a espicaçar os Estados, a orientar as suas opções, ao mesmo tempo em que os incita a ultrapassar o realismo (BADIE, 1999, p. 318). Este ponto, em especial, serviu de fio condutor, no decorrer deste trabalho, para ilustrarmos o sentido que têm adquirido noções-chave para a compreensão da cena internacional contemporânea, como os conceitos de redes transnacionais e governança. Quanto a este último, em particular, anotou-se sua conexão com a ideia de poder, e esta à toda uma reconstrução conceitual que se tem implementado, para dar conta das novas configurações que assume no contexto internacional contemporâneo. Mas em todo caso, o que se buscou frisar foi a necessidade de um diálogo da teoria das relações internacionais com a sociologia. Esta necessidade, como se tentou apontar, é produto de toda uma reconfiguração da cena internacional, que se desdobra em fenômenos que pressupõe um olhar sociológico, alguns dos quais brevemente trabalhados neste artigo.

Um dos objetivos da sociologia das relações internacionais é sublinhar as continuidades e as descontinuidades nas ações dos atores, os constrangimentos e as dinâmicas que os atores contribuem para criar, nos quais os mesmos também estão envolvidos. Aqui se incluem os próprios entes estatais. Mas o fato de contarmos com a participação de diferentes atores, independentes, mas principalmente associados entre si, é fato que releva ainda mais o papel a ser desempenhado por esta disciplina. Uma das vias a ser destacada, pela qual a sociologia das relações internacionais poderá prestar inestimável contribuição, é a implementação de pesquisas empríricas (recurso já muito desenvolvido pela sociologia, e que as demais disciplinas das ciências sociais devem aproveitar). Com tais pesquisas, o sociólogo internacionalista terá as condições de oferecer à comunidade acadêmica reflexões nas quais a atenção aos dados coletados ocupará destaque, quando cotejada à prática da pura e simples racionalização teórica.

BIBLIOGRAFIA

ARTURI, C. S. Os desafios para a instauração de uma Governança Mundial Democrática na atual conjuntura internacional: síntese de um debate. In: Revista indicadores FEE, Porto Alegre, 2003, vol. 31, nº 1, p. 75-94

BADIE, Bertrand; SMOUTS, Marie-Claude. O mundo em viragem: sociologia da cena internacional. Lisboa: Piaget, 1999.

BADIE, Bertrand. O fim dos territórios: ensaio sobre a desordem internacional e sobre a utilidade social do respeito. Lisboa: Piaget, 2000.

CASTELLS, Manuel. A Sociedade em rede. 6ed. A era da informação: economia, sociedade e cultura. Vol. 1; São Paulo: Paz e Terra, 2009.

COLONOMOS, Ariel. O ator em rede colocado à prova do internacional. In: SMOUTS, Marie-Claude (organizadora). As novas relações internacionais. Brasília: Editora da Universidade de Brasília, 2004, pp. 195-215.

DEVIN, Guillaume. Sociologia das Relações Internacionais. Salvador: EDUFBA, 2009.

HABERMAS, Jürgen. O Ocidente dividido. Rio de Janeiro, Tempo Brasileiro, 2006.

HOFFMANN, Stanley. Le dilemme américain: suprématie ou ordre mondial. Paris: Economica, 1982.

NOGUEIRA, João Pontes et al. Teoria das Relações Internacionais: correntes e debates. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005.

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