Contribuciones a las Ciencias Sociales
Marzo 2011

GRANDES PARADIGMAS DE FILOSOFÍA

 

Cláudio Neutzling
César Augusto Soares da Costa
csc193@hotmail.com 


 

Resumo: O texto aborda em linhas gerais os três grandes paradigmas filosóficos que marcam a reflexão filosófica contemporânea, bem como influenciaram desdobramentos na compreensão de homem, mundo e ciência.

Palavras-chave: Homem, mundo, paradigmas filosóficos.
 



Para citar este artículo puede utilizar el siguiente formato:
Neutzling y Soares da Costa: Grandes paradigmas de filosofia, en Contribuciones a las Ciencias Sociales, marzo 2011, www.eumed.net/rev/cccss/11/

O ser humano nasce filósofo. Ainda que de forma rudimentar, todos perguntam-se pelo sentido da vida e do mundo. Desde a Antiga Grécia há um pensamento sistematizado: a ciência da filosofia. A compreensão da História da Filosofia pode ser feita em 3 grandes paradigmas: A filosofia do ser, a filosofia da consciência e a filosofia da linguagem.

A filosofia grega clássica e os grandes pensadores medievais faziam fundamentalmente ontologia, isto é, eles perguntavam sobre o sentido do ser. Pretendiam desvelar o ser do homem, do mundo e de Deus. A Idade moderna, de Descartes a Husserl, está marcada pelo Cogito (“penso, logo existo”), pensamento centrado na subjetividade. É uma filosofia da consciência, tomando uma orientação gnosiológica. A questão do ser é reduzida à consciência. A maioria dos filósofos deste período possui sérios problemas para justificar a existência do mundo das coisas e até mesmo do próprio eu. Até o criticismo de Kant, tão genial em canalizar o debate entre o racionalismo e o empirismo, não escapa de um idealismo transcendental subjetivo, desenvolvido pelos discípulos da corrente do Idealismo Alemão. A modernidade, porém, entra em profunda crise, já detectada por Nietzsche e Husserl.

A descoberta da lógica matemática, na virada do século XIX para o XX, trouxe outros horizontes e inúmeros problemas para a filosofia. O século XX caracteriza-se pela filosofia da linguagem. Esta já fora preocupação dos antigos sofistas, como também de Aristóteles e de muitos medievais. Contudo, o século atual retoma a questão de modo mais preciso e decisivo. Esta afirmação não pretende negar a existência de outros pensadores contemporâneos de primeira grandeza, como Heidegger, que continuam debruçados sobre a questão do ser. Pode-se, porém, afirmar que, atualmente, a linguagem é o tema preponderante da filosofia.

A filosofia da linguagem está marcada pelo austríaco Ludwig Wittgenstein (1889-1951), com seu Tractatus Logico-Philosophicus, publicado em 1922. Esta obra constitui-se em marco fundamental da filosofia contemporânea da linguagem. Ela inspirou o Wiener Kreis, na década de 30, ajudando-o a desenvolver o empirismo lógico. Contudo, o neopositivismo foi uma das possíveis leituras da obra.

O Tractatus apresenta sete aforismos, divididos em muitos outros. Com estes aforismos, pelo emprego da lógica matemática, Wittgenstein faz uma delimitação precisa da linguagem: É como se delimitasse uma ilha. Guia pelo ideal de uma linguagem perfeita. Poder-se-ia dizer que fica, porém, o oceano, para outras especulações. No aforismo sete, o autor conclui: “Sobre aquilo de que não se pode falar, deve-se calar”. Calar em termos de linguagem de figuração lógica, isto é, em termos de uma linguagem precisa, aplicável ao mundo das ciências físico-matemáticas. Apesar disso, Wittgenstein apresenta alguns aforismos referentes a ética e até à mística. Poder-se-ia compreender que o oceano do inefável está para além do que é dito, ao menos do que é dito nas ciências naturais. O aforismo sete não estaria a abrir outras possibilidades de linguagem?

Na verdade, Wittgenstein possui uma segunda fase, em fundamental oposição à primeira, embora o problema central permaneça o mesmo. Assim, em 1953, postumamente foram publicadas as Investigações filosóficas. Obra que aponta para a pluralidade das linguagens. Nela Wittgenstein chamou a atenção para os “jogos de linguagens”. A segunda fase do autor inspirou a filosofia da linguagem ordinária.

Se no Tractatus a linguagem é reduzida à teoria das figurações lógicas, num reducionismo lingüístico-semântico, nas Investigações filosóficas Wittgenstein examina a pragmática da linguagem, evidenciando seu emprego em variados contextos sócio-históricos. Ele começa a explorar o oceano, para além da delimitação lógico científica da linguagem do Tractatus.

Entendemos que o adequado estudo da questão da linguagem permite a retomada e o aprofundamento de antigas e novas interrogações sobre o homem, o mundo e suas relações, até mesmo da questão radical, que sempre de novo desafia a todos e a cada ser humano: a existência de Deus.

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