3.6 – PAPEL E IMPRESSÃO
Antes do aparecimento do papel, foi utilizado no Egipto o papiro como suporte da
escrita egípcia, para fins religiosos ou administrativos. Era um material
resistente, maleável, fácil de escrever, de transportar e armazenar. Tinha,
porém, o inconveniente de ser muito caro. Outros materiais foram ainda
utilizados na escrita como tabuinhas de madeira ou de cera ou pergaminhos de
couro.
Várias foram as matérias-primas utilizadas no fabrico de papel, tais como: casca
de árvores, cânhamo, bambu, caules de arroz e de trigo. Ao longo do tempo muitas
inovações técnicas foram introduzidas no fabrico do papel. As suas numerosas
aplicações encorajaram a crescente procura e o melhoramento da qualidade.
O papel contribuiu para a disseminação e conservação de obras literárias,
científicas e religiosas. Foi também utilizado para fins artísticos,
especialmente para a pintura e caligrafia. Usado como material de escrita veio a
corresponder às exigências dos procedimentos administrativos, ao registo das
transacções comerciais ou à emissão de notas. Ao tornar-se mais barato, juntou a
estas aplicações o seu uso como material de embalagem. O aparecimento do papel
deu origem ao um novo ramo de artesanato.
O papel surgiu na China no século II, tendo os árabes aprendido o seu fabrico em
meados do século VII, mas só veio a ser comercializado na Europa no século XIII,
onde substituiu o pergaminho.
O progresso da impressão caminhou a par com a metalurgia e a indústria têxtil. A
tipografia exigia metal para a confecção das suas matrizes e dos seus
caracteres, assim como para certas partes da prensa; por outro lado, a produção
de papel requeria algodão e linho. Durante o século XV, a indústria tipográfica
alcançou um excepcional desenvolvimento. A imprensa e a técnica de produção de
livros com tipos móveis de impressão provocaram a ampla difusão de novas ideias
e conhecimentos.