3.5 – MÁQUINAS E FERRAMENTAS
A bomba para aspirar líquidos conheceu numerosos aperfeiçoamentos a partir do
século XVI. Eram indispensáveis para a secagem das minas e condução das águas. A
repartição da água era um dos grandes problemas urbanos e as bombas vieram
substituir o sistema de condução de água assente no sistema de diferentes
níveis. A bomba a pistão foi utilizada mais tarde com sucesso para conduzir a
água a algumas cidades.
Mesmo antes de 1300, o torno servia já para contornar materiais menos duros; era
accionado à mão por meio duma corda ligada a um arco. O impulso por pedais foi
depois inventado e permitia ao artesão manter as mãos livres. A necessidade
lógica duma propulsão contínua numa mesma direcção só foi conseguida no século
XV. No século seguinte foi inventado o torno de rosca que consistia em fazer
avançar longitudinalmente a peça a trabalhar em direcção à ferramenta. Foi
possível construir máquinas para tornear madeira, dando forma a balaustradas,
rampas e outros ornamentos.
No século XVIII, a relojoaria e o fabrico de ferramentas fizeram grandes
progressos que conduziram a uma maior precisão e resistência acrescida das
máquinas. A indústria mecânica chegou a construir um torno inteiramente em
metal, capaz de contornar peças metálicas com o auxílio de mecanismos
automáticos muito precisos, ajustáveis segundo as necessidades. As rodas
dentadas destinadas à relojoaria bem calibradas começaram a ser produzidas em
série.
O aparecimento de peças intermutáveis surgiu numa época mais tardia. Nas
tipografias, os caracteres movíveis constituíram uma primeira forma de peças
intermutáveis. Quando os parafusos foram fabricados em série tornaram-se
intermutáveis dentro duma mesma série. De qualquer forma, a noção de peças
intermutáveis estava adquirida e eram já feitos esforços sérios com vista a
desenvolver o fabrico de ferramentas em grande quantidade. Os parafusos teriam
sido só usados com frequência na marcenaria e na relojoaria no séc. XVII, mas só
no séc. XIX aparecem os parafusos pontiagudos.
Com o emprego corrente da fundição as máquinas tornaram-se mais resistentes. Uma
mão-de-obra especializada construía as máquinas e outra assegurava o
funcionamento e manutenção.