BIBLIOTECA VIRTUAL de Derecho, Economía y Ciencias Sociales


ANTECEDENTES DO CAPITALISMO

Carlos Gomes
 


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3.5 – MÁQUINAS E FERRAMENTAS

A bomba para aspirar líquidos conheceu numerosos aperfeiçoamentos a partir do século XVI. Eram indispensáveis para a secagem das minas e condução das águas. A repartição da água era um dos grandes problemas urbanos e as bombas vieram substituir o sistema de condução de água assente no sistema de diferentes níveis. A bomba a pistão foi utilizada mais tarde com sucesso para conduzir a água a algumas cidades.

Mesmo antes de 1300, o torno servia já para contornar materiais menos duros; era accionado à mão por meio duma corda ligada a um arco. O impulso por pedais foi depois inventado e permitia ao artesão manter as mãos livres. A necessidade lógica duma propulsão contínua numa mesma direcção só foi conseguida no século XV. No século seguinte foi inventado o torno de rosca que consistia em fazer avançar longitudinalmente a peça a trabalhar em direcção à ferramenta. Foi possível construir máquinas para tornear madeira, dando forma a balaustradas, rampas e outros ornamentos.

No século XVIII, a relojoaria e o fabrico de ferramentas fizeram grandes progressos que conduziram a uma maior precisão e resistência acrescida das máquinas. A indústria mecânica chegou a construir um torno inteiramente em metal, capaz de contornar peças metálicas com o auxílio de mecanismos automáticos muito precisos, ajustáveis segundo as necessidades. As rodas dentadas destinadas à relojoaria bem calibradas começaram a ser produzidas em série.

O aparecimento de peças intermutáveis surgiu numa época mais tardia. Nas tipografias, os caracteres movíveis constituíram uma primeira forma de peças intermutáveis. Quando os parafusos foram fabricados em série tornaram-se intermutáveis dentro duma mesma série. De qualquer forma, a noção de peças intermutáveis estava adquirida e eram já feitos esforços sérios com vista a desenvolver o fabrico de ferramentas em grande quantidade. Os parafusos teriam sido só usados com frequência na marcenaria e na relojoaria no séc. XVII, mas só no séc. XIX aparecem os parafusos pontiagudos.

Com o emprego corrente da fundição as máquinas tornaram-se mais resistentes. Uma mão-de-obra especializada construía as máquinas e outra assegurava o funcionamento e manutenção.


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