2 – ACTIVIDADES EXTRACTIVAS E METALÚRGICAS
2.1 – EXTRACÇÃO DO SAL
O sal generalizou-se face à sua utilização para diversos fins. O seu consumo tem
sido empregue para condimentar alimentos e tornou-se uma necessidade vital para
as populações que se alimentavam sobretudo de cereais na dieta alimentar.
Tornou-se também indispensável na criação intensiva de certos tipos de animais,
nas técnicas de conservação de alimentos e na preparação da carne e do peixe.
Como aplicação industrial é de assinalar a sua utilização na preparação de
couros.
Para a sua obtenção têm sido usadas várias técnicas: por meio da evaporação da
água salgada, aproveitando as condições geográficas e climatéricas favoráveis, o
sal-marinho; extracção da água de poços e pântanos salgados do interior;
extracção nas minas de sal, o sal-gema; por meios mais complexos envolvendo a
concentração do sal que ocorre no solo ou em algumas plantas. A salicultura
desenvolvia-se em regiões apropriadas em instalações fixas situadas junto dos
locais de extracção. Esta actividade ocupava grande quantidade de pessoas que
executavam diferentes tarefas.
As explorações estavam sujeitas ao pagamento de rendas à aristocracia, que
arrecadavam rendimentos importantes relativos às riquezas do sal. A existência
de instalações fixas favorecia o domínio senhorial e facilitava o controlo da
sua produção com o fito de cobrar a máxima renda.
Para facilitar o seu transporte através de longas distâncias foi iniciada a sua
cristalização em receptáculos. Pela sua importância tornou-se um dos principais
artigos de exportação. Os preços oscilavam muito de região para região em
consequência das dificuldades dos transportes e dos encargos que oneravam o
trânsito das mercadorias. Os mercadores de sal possuíam grandes riquezas e o
imposto do sal proporcionava avultados rendimentos aos governantes.