El cooperativismo una alternativa de desarrollo a la globalización neoliberal para América Latina
CARLOS GOMES
ESTRUTURAS ECONÓMICAS
Os fenómenos sociais que nos rodeiam são constituídos por numerosos
elementos, cuja totalidade não se reduz à soma das partes e, pelo
contrário, existem entre eles relações ou ligações de interdependência e
solidariedade. Ao conjunto relativamente estável, interactivo e organizado
desses elementos dá-se o nome de estrutura. As estruturas podem variar
conforme dependam de causas exteriores ou da sua própria evolução interna.
O lado externo da estrutura chama-se a sua forma e o lado interno
denomina-se conteúdo.
A estrutura económica da sociedade é
constituída pelo conjunto das relações de produção, a sua forma, que
corresponde a uma determinada fase das forças produtivas, o seu conteúdo,
num período e num espaço determinado. Assenta na base económica de cada
modo de produção, ou seja, no conjunto das relações de produção
predominantes numa dada formação social, em função do nível das forças
produtivas.
A estrutura social é constituída
pelo conjunto dos grupos sociais e pelas suas relações. Entre os seus
elementos integram-se as camadas e grupos sociais, as classes, os estados,
os grupos profissionais, as comunidades étnicas, as tribos, as nações, os
grupos etários, etc. As diferentes estruturas sociais andam de mão dada
com a produção e os meios de produção. As mudanças económicas não podem
deixar de influir nas estruturas sociais. Por sua vez, a interferência
humana tem consequências na manipulação dos acontecimentos naturais e na
sua evolução, acarretando a transformação da base económica.
Chama-se superestrutura da sociedade
ao conjunto das estruturas no seio das quais se desenvolvem concepções
ideológicas, jurídicas, políticas, éticas, artísticas, científicas,
religiosas, assim como, organizações e instituições, que estão em
correspondência com as relações de produção existentes. O desenvolvimento
destas concepções assenta basicamente no desenvolvimento económico, mas
todas elas reagem umas sobre as outras e sobre a estrutura económica. A
superestrutura é uma força activa que estimula a actividade dos homens e,
como força ideológica e material, possui a capacidade de influir em todos
os aspectos da vida social.
Entre a estrutura económica e a
superestrutura existe uma relação dialéctica, em que a segunda é dominada
pela primeira que, por sua vez, influencia aquela duma forma activa. Em
termos práticos significa que uma não subsiste sem a outra. O mesmo
acontece entre as forças produtivas e as relações de produção, ou seja,
dentro dum mesmo modo de produção.