El cooperativismo una alternativa de desarrollo a la globalización neoliberal para América Latina

CARLOS GOMES

GRUPOS SOCIAIS

Por grupo social entende-se uma comunidade humana colectiva, real e concreta, mas parcial, que começa geralmente pelo estabelecimento de relações ocasionais, de forma empírica, que se vão estruturando pouco a pouco. A sua existência manifesta-se por um determinado número de factores que caracterizam a sua dinâmica. Entre esses factores podem destacar-se:

- existência entre os seus elementos de um ou mais objectivos e motivações, que assumem a forma de conteúdo socialmente valioso para o exercício duma actividade contínua e conjunta, localizada num determinado tempo e espaço;

- padrões próprios de conduta e uma coesão que assegure a formação de relações interpessoais e a integração do seus membros no grupo;

- responsabilidades comuns pelos resultados de acções conjuntas;

- formas de circulação da comunicação, embora dependentes da natureza e do nível dos meios existentes;

- estrutura identificada com o conjunto de funções assumidas pelo grupo;

- organização que implica a definição dum aparelho de orientação e controlo.

É frequente a existência dum comando formado por indivíduos escolhidos segundo determinados critérios que variam com o tempo, a dimensão e o objectivo do grupo. A responsabilidade de velar pelo cumprimento das funções de comando é atribuída, por vezes, à figura dum chefe ou líder, que assume o topo da hierarquia, e a quem os demais membros reconhecem ou aceitam o direito de tomar as decisões que afectam os interesses do grupo, determinam a orientação e a sua actividade. Em muitos casos a figura do líder limita-se a representar o grupo.

A posição e a actividade destes grupos não decorre de relações de propriedade dos meios de produção, pois de contrário assumiam a característica de classes sociais com posições antagónicas. Podem dedicar-se a uma actividade económica ou a funções e objectivos doutra natureza. Porém, mesmo neste casos, as relações de produção exercem uma importante influência.

No decorrer da sua existência, os homens formaram comunidades baseadas num interesse comum: rebanho primitivo, clã, tribo, família, parentesco, aldeia, oficina artesanal, etnia, colectividade, igreja, etc. Esse interesse pode ser apenas social, económico ou sócio-económico. Este último é em geral predominante.

A comunidade é a célula básica da sociedade humana, pequeno organismo mas com fortes laços no seu funcionamento interno, que se manifestam sob a forma de conteúdo social e individual. Os seus componentes identificam-se pelas mesmas motivações e responsabilidades na actividade conjunta. Ao conceito isolado do “eu” ou do “nós” contrapõe-se o conceito colectivo de “nós”. Este é um aspecto fundamental para entender o sistema comunitário.

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