El cooperativismo una alternativa de desarrollo a la globalización neoliberal para América Latina

CARLOS GOMES

PRODUÇÃO DE ALIMENTOS - CULTIVO DE PLANTAS

Por cultivo de plantas entende-se a plantação intencional de variadas espécies com a finalidade de aumentar a quantidade e melhorar a sua qualidade. Envolve o desbravar do terreno e um trabalho directo sobre o solo. Com a sua intervenção, o homem modifica o ambiente, a estrutura e a fertilidade do solo e a própria vegetação natural existente. Ao observar o efeito da domesticação das plantas, os homens tornaram-se botânicos praticantes que já muito sabiam dos ciclos de vida de numerosas plantas e como podiam cultivá-las a partir de estacas, tubérculos ou sementes. Assim começou a preparação dos campos para a horticultura, agricultura por plantação e sementeira.

O aparecimento de zonas de cultivo são influenciadas mais pelos condicionamentos ecológicos do que pelas limitações do conhecimento, da descoberta ou da sua difusão. Alguns cenários ecológicos são tão ricos em recursos naturais que se adaptam mais à domesticação das plantas do que ao seu cultivo. É, por exemplo, o caso de populações vivendo do peixe, raízes, bolotas, nozes e outros produtos naturais. A cultura de plantas surge, por vezes, mais tarde influenciada pelo exterior. Em ambientes florestais encontram-se vestígios de muitas plantas domesticadas, especialmente frutos e raízes. A agricultura era desnecessária junto de florestas temperadas e algumas savanas. Era igualmente dispensável a sua introdução em ambientes com demasiada mobilidade, como é o caso dos desertos, estepes e taigas, ou em terrenos difíceis de dominar, como as pradarias ervosas e florestas chuvosas. Por sua vez, orlas das florestas tropicais, como as africanas, beneficiam da existência duma diversidade excepcional de plantas comestíveis.

Numa primeira fase, as terras ainda não eram lavradas, mas eram praticadas algumas técnicas hortícolas, como a plantação de árvores frutíferas, do inhame, mandioca e outros tubérculos.

Os povos agrícolas ao desenterrarem inhames, recolocavam a parte superior do tubérculo para assegurarem a reprodução na estação seguinte. O inhame e a mandioca requerem uma agricultura de plantação, não existindo sementeira, mas uma reprodução vegetativa. A sua técnica de cultivo é diferente da utilizada para os cereais. Consiste no simples corte e plantação de modo a voltar a germinar no solo húmido, sistema ainda praticado nos nossos dias e que influenciou a evolução da actividade agrícola entre as populações que o praticavam.

O inhame serviu de sustento durante milénios e a sua cultura expandiu-se sobretudo nos continentes africano e americano. O seu cultivo desenvolveu-se ao ponto de sustentar, durante milénios, densidades populacionais extremamente elevadas. A sua propagação pode ser considerada como o primeiro estádio de desenvolvimento da produção alimentar, antecedendo o inicio do cultivo de cereais. A conversão da mandioca em farinha proporcionou o consumo dum alimento, sem ter de recorrer à recolha diária de plantas, e a acumulação de reservas e excedentes alimentares para consumo posterior ou troca com outras comunidades.

A observação da germinação natural e acidental levou o homem a ensaiar uma germinação provocada, lançando ele próprio a semente à terra. Numa primeira fase, as sementes eram colocadas em pequenas covas, abertas especialmente para esse efeito. Daí apreendeu a necessidade da rega, da verificação da qualidade do solo e a selecção da terra próxima de correntes de água. As comunidades dedicam-se a uma cultura temporária, deslocando-se à medida que as terras cultivadas se esgotam. Na prática, derrubam árvores, cortam arbustos, lançam fogo às ervas e aos troncos ramos abatidos e utilizam as clareiras, fertilizadas pela cinzas, para cultivar plantas, utilizando ainda, o pau de escavar ou apenas a enxada. Esta forma inicial persiste em várias regiões do globo. Alguns instrumentos destinados à colheita de cereais selvagens têm sido encontrados em África, como lâminas de ceifa ou foices de osso dentadas.

Com o uso do arado simples, o camponês passou de hortelão a agricultor de espaços mais amplos. Os sulcos eram pouco profundos, mas suficientes para servirem de pequenos canais que retinham a água e, ao mesmo tempo, ventilarem o solo. O arado não era ainda utilizável em terrenos rijos, mas o seu uso facilitou o cultivo de solos menos férteis ou mais difíceis de lavrar, daí resultando uma extensão da terra arável.

As extensões de terra cultivada tiveram de corresponder às necessidades de alimentação dos povos e também dos animais criados. Com excepção dos solos muito férteis, a procura de novas terras era inevitável. Em algumas regiões, a prática do pousio não era desconhecida, bem como, o enriquecimento da terra com estrume animal. Algumas tribos queimavam uma porção determinada de vegetação e aí lançavam as sementes desejadas. Já eram conhecidas as vantagens da irrigação para aumentar a produção.

As culturas com maior expansão eram as dos cereais, trigo e cevada. No continente asiático desenvolveu-se especialmente a cultura do arroz e no continente americano a cultura do milho e painço. Na África Ocidental eram cultivados cereais secos como o sorgo e uma espécie de painço. Alguns povos praticaram a cultura de forragens para alimentação dos animais.

A passagem da domesticação de plantas para o seu cultivo teve com consequências materiais, entre outras, o crescimento demográfico, o avanço da sedentarização e a propagação da cerâmica.

São assinaláveis as diferenças na evolução das populações que assentaram a sua alimentação na plantação de tubérculos ou na sementeira de cereais. Os efeitos nas relações de produção e na estrutura económica e social apresentam diferenças relevantes. Com a produção de cereais, é possível que se reduzisse o papel das mulheres na obtenção de alimentos e surgisse a possibilidade dum produtor individual gerir excedentes substanciais. É mais acentuada a tendência para uma evolução marcada pela apropriação da terra e doutros meios de produção, por uma divisão social de trabalho mais acentuada, assim como, da estratificação social.
 

Grupo EUMEDNET de la Universidad de Málaga
Enciclopedia Virtual
Grandes Economistas Diccionarios - DICES Presentaciones multimedia y vídeos Manual básico
Biblioteca
Biblioteca Virtual Biblioteca de Tesis Doctorales Textos de autores clásicos y grandes economistas
Revistas
Contribuciones a las Ciencias Sociales Contribuciones a las Ciencias Sociales
Contribuciones a la economia Contribuciones a la Economía
delos Desarrollo Local Sostenible
Entelequia Entelequia
observatorio japon Observatorio de la Economia - Patagonia
Economia latinoamericana Observatorio de la Economía - Latinoamérica
Observatorio de la economía canadiense Obs. Economia y Sociedad - Canadá
observatorio china Obs. Economia y Sociedad - China
observatorio japon Obs. Economia y Sociedad - Japón
OIDLES Obs. del Desarrollo Local y la Economía Social
Economia, paz y seguridad TEPYS - Economía, paz y seguridad
Ciencias sociales TECSISTECATL
Turismo y Desarrollo Turismo y Desarrollo

Servicios
Tienda virtual del grupo Eumednet Encuentros Académicos Internacionales - Inscripción - Solicitar Actas y certificados de participación NovedadesNovedades - Suscribirse al Boletín de Novedades
 
Universidad de Málaga > Eumed.net > Libros
Google

Congresos en Internet

Desarrollo Sostenible y Población
6 a 23 de junio de 2008
Turismo y Desarrollo
7 a 24 de julio de 2008
LA EMIGRACIÓN LATINOAMERICANA EN ESPAÑA (presencial)
14 a 16 de julio de 2008
Globalización financiera
7 a 24 de octubrede 2008
Migraciones, causas y consecuencias
6 a 24 de noviembre de 2008
Vea aquí mas informacion sobre estos Congresos Internacionales
Tienda eumed.net

eumednet Universidad de Málaga Fundacion Universitaria Andaluza Inca Garcilaso
Este sitio web está mantenido por el grupo de investigación eumednet (SEJ-309) de la Universidad de Málaga, con el apoyo de la Fundación Universitaria Andaluza Inca Garcilaso

Volver a la página principal de eumednet