El cooperativismo una alternativa de desarrollo a la globalización neoliberal para América Latina
CARLOS GOMES
UTENSÍLIOS E INSTRUMENTOS DE TRABALHO
A evolução e o aparecimento de novos utensílios domésticos e instrumentos
de trabalho estão directamente relacionados com o desenvolvimento do modo
de produção fundamentado no cultivo das plantas e na criação de animais e
com a melhoria consequente das técnicas de produção de alimentos.
Para cavar a terra foi descoberto um
tipo de enxada larga e pesada com uma lâmina espessa em pedra lascada.
Mas, para o simples desbaste das plantas, aparece um outro tipo de enxada
menos larga e com lâmina curva. A terra era lavrada com enxadas e pás com
orifícios ligados a cabos de madeira. Na América Central foram produzidas
enxadas e machados com conchas marinhas. Embora construído de madeira,
galhos de árvore com pontas endurecidas, foi enorme o avanço provocado
pela introdução do arado simples. O chifre de veado teria sido usado como
picaretas e também como relhas de arado. O uso do machado de silex
permitiu o corte de árvores.
Com o desenvolvimento da técnica de
manufactura de lâminas minúsculas, denominadas micrólitos, foi possível
produzir lanças e lâminas de silex ou de quartzo cada vez de menor
dimensão, montadas em cabos de madeira ou de osso. Estes novos
instrumentos foram usados como facas de ceifar, lanças ou pontas de setas.
As foices eram constituídas por um punho de madeira no qual eram montadas
lamelas de silex denticuladas, lascadas bifacialmente.
A técnica de polimento contribuiu
para melhorar a qualidade dos utensílios usados na produção de alimentos,
cujos tipos mais comuns são as taças, os almofarizes para remover as
cascas, as pedras de trituração, mós e pilões para transformar os grãos em
farinhas, ou para moer legumes, cereais ou bolotas. Na América do Norte
iniciaram o polimento da ardósia para obtenção da lanças longas, adagas e
facas.
A manufactura de arcos e flechas com
micrólitos nas pontas permitiu o desenvolvimento da caça de pequenos
animais da floresta, de captura mais difícil. Os instrumentos usados na
pesca registaram um grande avanço. Aparecem pontas de osso ou chifres de
veado com farpas como partes de arpões ou garfos de pesca, anzóis, redes
de vime ou fibras de inhame e pirogas feitas de troncos de árvore
escavados pelo fogo.
A criação de gado impulsionou a
proliferação de raspadores utilizados no tratamento das peles. A
preparação dos bens alimentares foi facilitado pela produção de
recipientes de pedra, que se tornaram generalizados e mais sofisticados,
sob a forma de mós compostas por grandes pedras ovais com bacias fundas e
pilões redondos e ovais. Varas de madeira eram usadas para debulhar o grão.
A descoberta do endurecimento do
barro em contacto com o fogo facilitou o aparecimento da olaria e, com ela,
os primeiros vasos a usar como recipientes que permitiam o transporte,
guarda e cozimento de alimentos. Porém, o couro continuou a servir para
armazenar líquidos e os cestos para guardar cereais.
A argila foi utilizada na
manufactura de objectos cerâmicos, que adquiriram uma grande expansão em
consequência da difusão dum modo de vida mais sedentário. Mas, os povos
cujo estilo de vida envolve uma mobilidade quase constante, como os
pastores, não usam a cerâmica, preferindo recipientes mais leves e
facilmente transportáveis de madeira, pele ou cestaria.
A madeira continuou a ser um das
materiais mais usados. Além das aplicações já citadas, começou a ser
utilizada na construção de abrigos, de canoas e remos.
Os objectos decorativos mereceram
sempre uma atenção especial dos povos. Vários objectos eram manufacturados
com lascas de obsidiana, osso, âmbar ou conchas marinhas.