A visão estratégica do Terceiro Setor, sua formação e atuação na gestão de projetos sociais: Um estudo de caso na Fundação Arte de Educar Amazônia.

A visão estratégica do Terceiro Setor, sua formação e atuação na gestão de projetos sociais: Um estudo de caso na Fundação Arte de Educar Amazônia.

Vanessa Mesquita De Souza

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PRIMEIRO SETOR

O terceiro setor começou a expandir-se não somente pelo evento democrático, mas também pelo fato do primeiro setor não conseguir solucionar os problemas sociais que vem a bastante tempo afetando a população, porém este segmento surge não para preencher o papel do Estado, mas sim, para contribuir com as questões sociais das comunidades carentes, o proposito do terceiro setor é firmar parceria com essas entidades com a finalidade de fortalecer cada vez mais este segmento na contribuição para com a comunidade.

Para Tachizawa (2007), O primeiro setor no qual denominamos Estado é composto por órgãos da administração direta: federal, estadual e municipal; e da indireta onde evidenciamos as empresas publica, sociedade de economia mista, autarquias, fundações e estatais e afins.

É compreensível considerar que as estatais deveriam conceder subsídios para preencher as falhas, que pressupõe-se ser deixadas pelo primeiro setor (Estado), ou seja, onde ele não alcança, mas não seria somente no setor econômico social também.

Tachizawa (2007,pág.52):

“Na análise das estatais, assinaladas invariavelmente por se desviarem de seus propósitos iniciais, percebe-se que foram criadas para ocupar lacunas estratégicas no meio econômico, que o setor privado isoladamente não poderia ocupar, e também visando compensar as deficiências da administração direta, evidenciando seu fenomenal crescimento e diversificação”.

As estatais colocam-se em áreas especificas de atuação, de modo geral assumindo o comando do mercado, onde as organizações privadas na maior parte dos casos possuem dificuldades em manter-se neste mercado pelo fato de não conseguir dar continuidade na conservação dos preços, tarifas e suas dimensões econômicas lucrativas.

Com o demasiado crescimento do espaço governamental e dos serviços públicos, o Estado sofreu um impacto na pratica de suas atividades com este crescimento acelerado, na forma horizontal, pois aumentaram-se as áreas habitacionais, a população mais carente, com a necessidade de suprir pelo menos suas atividades básicas, passaram a invadir terrenos formando um aglomerado de casa sem saneamento básico, sem estrutura para um atendimento de saúde, sem escola, e isto tudo em zona de difícil acesso, que dificulta a ação do estado, que levaria muito tempo em projetos, aprovações de verbas em câmaras no âmbito municipal, estadual e federal.

Estes procedimentos imobilizam ações rápidas dos governos em determinadas ações que ajudariam as comunidades mais carentes, o que já não acontece com uma empresa do segundo setor.

SEGUNDO SETOR

É importante ressaltar que o segundo setor não pode de forma alguma assumir o papel do Estado, muito menos fugir dos seus objetivos principais que é a geração de dividendos para seus acionistas, ou seja, lucro, mas o crescimento do estado é visto de forma vertical no que se refere ao poder, e horizontal nos aumentos das suas responsabilidades. Neste sentido então podemos dizer que o segundo é formado pelas empresas privadas.

O Segundo Setor, pela sua natureza privada e produtiva de bens e serviços, com finalidade lucrativa, em que pese a modernização das suas estruturas de funcionamento e de gestão, necessita operar segundo uma lógica própria que viabilize a única forma de sua sobrevivência como setor constitutivo de uma sociedade capitalista, que vem a ser a obtenção do lucro. Voltolini (2004, pág. 26)

As empresas deste setor possuem mais facilidades para ajudar em projetos sociais, mas na observância que não deve envolver-se nas obrigações do Estado, ou seja, em área onde o governo, pelas suas deficiências, não consegue atuar com eficiência. Por isso organizações deste setor, procuram projetos coerentes e bem estruturados de Associações que são contabilmente transparentes, e que, possuem evidências da empregabilidade de suas verbas de forma séria, com responsabilidade, e sempre visando o crescimento da comunidade.

Como complementação das atividades inerentes ao Primeiro Setor (governo), além das ONGs, tem-se o Segundo Setor (organizações privadas), que também realiza ações sociais. Essas ações abrangem desde atividades eventuais e grandes projetos mais estruturados, excluíram-se as atividades executadas por obrigação legal [..], o foco, portanto está voltado para doações, atividades ou projetos, de caráter não obrigatório, executados pelas empresas. Tachizawa (2007, pág. 31).