A CRISE MUNDIAL E OS IMPACTOS NA ECONOMIA FLORESTAL DO ESTADO DO PARÁ-AMAZONIA-BRASIL.

Regio Pantoja Da Silva
Heriberto Wagner Amanjás Pena

CAPÍTULO I – Considerações Históricas sobre o Comércio Exterior no Brasil e no Pará no setor florestal nas últimas décadas

1.1 Panorama do comércio exterior Brasileiro e do Estado do Pará

Nos últimos anos o mundo tem presenciado e sofrido profundas mudanças nas esferas políticas, econômicas e sociais, responsáveis em ditar padrões de consumo e estilo de vida. Dentro desta abordagem, um dos assuntos que vem sendo constantemente discutido é a questão do meio ambiente. Desde a revolução industrial originada na Inglaterra no século XIX, houve um intenso aumento no desenvolvimento econômico, sobretudo no século XX, a partir da década de 50. As melhorias em termos de qualidade, expectativa de vida, e taxas de mortalidade são notórias e indiscutíveis. A população passou a consumir mais e melhor, além de aumentar significativamente seu consumo médio. Entre 1800 e 2010 a PIB aumentou cerca de 50 vezes e a população mundial aumentou de 1 bilhão para aproximadamente sete vezes este valor(Global foot print network 2010).
Para este estudo será utilizado a nomenclatura comum do MERCOSUL - NCM, que foi adotado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai a partir de 1995, e tem como base o sistema harmonizado – SH. Trata-se de um sistema que utiliza a identificação numérica dos produtos, e é adotado por todos os países dos blocos econômicos com objetivo de tratar e classificar os produtos existentes utilizando meios informatizados e tornando mais ágil os procedimentos de exportação e importação.
Desta forma utilizaremos a classificação referente ao capítulo 44, posição 4409 – Madeira – (incluídos os tacos e frisos de parquê, não montados) perfilada (com espigas, ranhuras, filetes, entalhes, chanfrada, com juntas em V, com cercadura, boleada ou semelhantes) ao longo de uma ou mais bordas, faces ou extremidades, mesmo aplainada, polida ou unida pelas extremidades). Percebe-se então um estudo voltado para o comércio de bens.
De acordo com Lopez e Gama (2002) apud Cortiñas Lopes, exportar é uma alternativa estratégica de desenvolvimento empresarial, à medida que estimula a eficiência, estabelecendo uma relação intrínseca entre quem produz e quem consome, que resulta em constante aprimoramento por parte do produtor para conquistar o consumidor. De fato, exportar é um negócio que gera inúmeros benefícios: amplia o mercado e a carteira de clientes; aumenta e melhora a produtividade; prolonga o ciclo de vida do produto; utiliza melhor a capacidade instalada, tira melhor proveito em relação aos aspectos de sazonalidade; incorpora novas tecnologias, know how internacional, melhora imagem perante bancos, fornecedores e clientes; valoriza a marca etc. além do constante estímulo à eficiência da produção, que precisa estar sempre buscando a excelência e atento aos padrões internacionais de qualidade. Torna o país mais competitivo na medida em que atrai divisas de outros países e torna conhecido e valorizado o produto nacional na esfera internacional.
As políticas do governo de estímulo das exportações, iniciadas na década de noventa, entre outras, fez com que o Brasil por meio de suas características naturais possua condições vantajosas ao operar no comércio exterior, muito embora os entraves de infra-estrutura, alta carga tributária, altos encargos trabalhistas e a desvalorização do dólar frente ao real, o país ainda possui condições favoráveis para competir no mercado externo.
Dentro do contexto do comercio internacional, o Brasil subiu duas posições, de acordo com os dados consolidados da Balança Comercial Brasileira, de Janeiro a Junho de 2001, de 24º para 22º no ranking dos países exportadores no primeiro semestre de 2011, com aproximadamente US$118,3 Bilhões. Já em relação a importação, o desempenho foi ainda melhor, subindo de 25º para 20º na sua colocação, com US$105,3 Bilhões, gerando um saldo comercial de US$13 Bilhões.
Na comparação com 2010 o destaque foi para o grupo dos produtos industrializados que respondeu por mais da metade (50,4%) das exportações. Já em relação às importações, nota-se uma forte vinculação desta pauta com bens direcionados a atividade produtiva, para incremento dos produtos e melhoria dos processos de produção, sendo 17,3% de importação de bens, 15,6% de combustíveis lubrificantes. A variação deste grupo em relação ao mesmo período de 2010 ficou por conta do aumento na categoria dos lubrificantes (+40,4%), seguido pelo de bens de consumo (32,2%), bens de capital (29,5%), e matérias-primas e intermediários (25,8%).
Quadro 01: Balança Comercial Brasileira 2011/2010


Balança Comercial Brasileira
Balanza Comercial Brasileña / Brazilian Trade Balance
Janeiro – Junho / Enero–Junio / January-June – 2011/2010
U$$ Milhões / U$$ Millones / U$$ Millions

 

2011

2010

      %
2011/10

Exportação
Exportaciones / Exports

118.303

89.187

32,7

Importação
Importaciones / Imports

105.337

81.301

29,6

Saldo
Saldo / Surplus

12.966

7.886

64,4

Corrente de Comércio
Fiujo Comercial / Trade Flow

223.640

170.488

31,2

 Fonte: SECEX/MDIC
Em se tratando dos principais compradores no mesmo período (Janeiro a Junho de 2011), a China aparece em primeiro lugar US$20.044 Bilhões seguido por Estados Unidos, US$11.753 Bilhões e Argentina, principal parceiro comercial do Brasil no Mercosul, com US$10.438 Bilhões, seguido por Alemanha e Países Baixos representando a União Européia nos cinco primeiros colocados com US$6.639 Bilhões e US$4.437Bilhões, respectivamente.

Quadro 02: Principais Países Compradores de Janeiro a Junho – 2011


Principais Países Compradores
Principales Países Compradores – Major Countries for Brazilian Exports
Janeiro –Junho / Enero–Junio / January-June – 2011
U$$ Milhões / U$$ Millones / U$$ Millions

 

 

Valor
Value

      
     %
2011/10

Part  %
% Share

1 – China

20.044

48,8

16,9

2 – Estados Unidos /United States

11.753

30,4

9,9

3 – Argentina

10.438

33,6

8,8

4 – Países Baixos /Países Bajos/ Netherlands

6.639

38,7

5,6

5 – Alemanha /Alemania/Germany

4.437

23,1

3,8

6 – Japão / Japón / Japan

4.090

43,3

3,5

7 – Rússia / Russia

2.994

41,3

2,5

8 – Itália / Italia / Italy

2.747

45,5

2,3

9 – Chile / Chile

2.679

48,2

2,3

10 – Espanha / España/Spain

2.455

40,4

2,1

11 – Reino Unido / United Kingdom

2.283

16,1

1,9

12 – Cingapura / Singapur/Singapore

2.035

207,7

1,7

13 – França / France

1.998

18,5

1,7

14 – Coréia do Sul /Corea del Sur/South Korea

1.961

34,8

1,7

15 – Bélgica /Belgium

1.891

29,8

1,6

Fonte: SECEX/MDIC
Quando tratamos de atividades econômicas desenvolvidas por empresas na região norte do Brasil, salvo algumas particularidades, a região fornece ao restante do Brasil e do mundo basicamente o que se tem de melhor, recursos naturais de baixo custo e sem muita transformação, também conhecidas como commodities, entre as quais destaca-se a madeira, o rebanho bovino, atividades, extrativistas, além da soja e outros produtos oriundos do agrobussines, e produtos de origem mineral, onde o Pará se destaca como o detentor da maior reserva mineral em exploração do país, e também reconhecido como melhor fornecedor de produtos florestais de qualidade do país, o que gera uma demanda considerável no mercado internacional.

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