BIBLIOTECA VIRTUAL de Derecho, Economía y Ciencias Sociales

ESTUDO SOBRE DETERMINAÇÃO DE PONTOS OTIMOS PARA LOCALIZAÇÃO E IMPLANTAÇÃO DE USINAS DE BIODIESEL NO ESTADO DO TOCANTINS

Karyn Siebert Pinedo



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3.5. Técnica de construção de cenários

Para Buarque (2003) a técnica de cenários começou a ser conhecida na década de 1960, principalmente nos anos 1970. Inicialmente de forma rudimentar e com processos tradicionais de projeção de tendências e de cálculo de probabilidades, os cenários foram ganhando espaço experimental ao mesmo tempo em que adquiriam novas concepções e recursos técnicos mais amplos e rigorosos.

Ainda segundo o mesmo autor a elaboração de cenários é uma atividade relativamente recente no Brasil. À exceção de algumas referências isoladas e acadêmicas, a técnica de cenários começa a ser efetivamente utilizada no Brasil na segunda metade da década de 1980, pelas empresas estatais que operam em segmentos de longo prazo de maturação, e, portanto, precisam tomar decisões de longo prazo. A Petrobras e a Eletrobrás são duas empresas que lideram as iniciativas de elaboração de cenários e antecipação de futuro sobre o comportamento de mercado e a demanda de energia e de combustíveis.

Os estudos de cenários têm sido crescentemente utilizados na área de planejamento estratégico, tanto de grandes empresas, quanto de governos, por oferecer um referencial de futuros alternativos em face dos quais decisões serão tomadas. À medida que para a construção de cenários se exige a ponderação de diversos fatores, para imaginar as tendências de evolução de um negocio. Os cenários são utilizados geralmente para elaborar estratégias de atuação de qualquer investimento, que envolve freqüentemente uma análise de pontos fortes, pontos fracos, oportunidades, ameaças. O objetivo é identificar estratégias para criar pontos fortes e reduzir pontos fracos da empresa, para maximizar as oportunidades e minimizar as ameaças ao empreendimento (BUARQUE, 2003).

A construção de cenários normalmente trabalha com sistemas altamente complexos, que são sistemas não-lineares que são totalmente dinâmicos, que convivem com contínuas mudanças estruturais e com elevado grau de incerteza. Os cenários mexem com realidade nas quais os resultados de uma mudança original não são proporcionais às causas, também múltiplas e diversificadas. Os sistemas complexos caracterizam-se por processos de retroalimentação que estabelecem condições de auto-organização e de mudança (CAPRA, 1996) .

Ainda segundo Capra (1996) em qualquer sistema complexo e não-linear existiria dois mecanismos de regulação diferenciados: a retroalimentação positiva, a qual cria uma dinâmica de auto-reforço dos processos de desorganização provocando reação em cadeia; e a retroalimentação negativa, que, por sua vez, se compõem de mecanismos de auto-regulação, os quais se contrapõem ao processo de desorganização e reequilibram o sistema.

Para Buarque (2003) a não-linearidade dos conjuntos de sistemas depende do objeto que se pretende descrever para auxiliar na tomada de decisão futura. Quando se trata de cenários estritamente econômicos de um país ou de uma região, a complexidade limita-se a uma dimensão (a econômica) mais ou menos condicionada por fatores políticos e sociais. No entanto, quando se busca elaborar cenários regionais abrangentes, os quais tratem de diversas dimensões determinantes do seu desempenho futuro, passa-se a analisar uma realidade com elevado nível de complexidade. O resultado dos cenários construídos costuma ter maior dinamismo, tendência à mudança e elevadas instabilidade e incerteza, o que amplia as dificuldades teóricas e técnicas de análise e de prospecção do futuro.

Os cenários tratam de uma descrição de um futuro, que pode ser: possível, imaginável ou desejável. Na caracterização dos cenários, é possível distinguir dois grandes conjuntos diferenciados segundo sua qualidade, particularmente quanto a isenção ou presença do desejo dos formuladores do futuro: cenários exploratórios e cenário desejado ou normativo (GODET,1985).

Ainda segundo Godet (1985) os cenários exploratórios têm um conteúdo essencialmente técnico, decorrem de um tratamento racional das probabilidades e procuram intencionalmente excluir as vontades e os desejos dos formuladores no desenho e na descrição dos futuros. Até mesmo quando procura analisar a postura e a estratégia dos atores sociais (com seus desejos), o trabalho tem uma conotação técnica de interpretação do processo político. Trata-se de apreender para onde, provavelmente, estará evoluindo a realidade estudada, para que as decisões possam escolher o que fazer e possam se posicionar positivamente naquela situação.


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