BIBLIOTECA VIRTUAL de Derecho, Economía y Ciencias Sociales


INFRA-ESTRUTURAS EM ENERGIA E TRANSPORTES E CRESCIMENTO ECONÔMICO NA CHINA

Elias Marco Khalil Jabbour



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II.3.5 – A criação de um sistema administrativo e de cidade comercial com a Rússia e o financiamento do empreendimento

Um empreendimento da desenvoltura do projeto de Três Gargantas deve levar no seu bojo um alto nível de especialização em todos os níveis. A experiência e o know-how adquirido com o projeto de construção da Usina Hidrelétrica de Ertan, a sexta maior do mundo, iniciada em 1991 e concluída em 2000, serviu de acúmulo para esse empreendimento maior. A Ertan, como já descrevemos anteriormente, foi pioneira no que concerne a uma viabilização de métodos licitatórios inéditos, à participação de parceiros estrangeiros e à dotação da China de capacidade de desenhar e construir usinas hidrelétricas de médio e grande porte.

A experiência da montagem de um sistema administrativo foi posta novamente em prática no projeto em tela, assim como o estreitamento de relações comerciais e políticas com vizinhos prontos e ávidos por negócios, como Rússia e países do Leste Europeu, detentores de tecnologia e material para a execução de grande parte desse projeto, abaixo segue um pouco de tal história.

O Sistema Administrativo do Projeto de Três Gargantas (SAPTG) foi posto em operação em 1998, sendo a primeira iniciativa com fundos estrangeiros. O desenvolvimento do SAPTG coube à empresa canadense Monenco AGRA, e se trata de um dos 10 grandes projetos da empresa canadense em território chinês. Estima-se haver mais de 6 mil especialistas estrangeiros de 60 países, inclusive do Brasil, nele trabalhando.

Por ocasião deste projeto, o distrito de Dongning, no nordeste chinês, se transformou em área de livre comércio entre China e Rússia, tendo como primeira finalidade a importação de máquinas para a exploração mineral, caminhões pesados, materiais de construção e metais não-ferrosos. No acordo para o estabelecimento da cidade comercial, deu-se prioridade para 18 empresas russas capazes de produzir e vender todo tipo de material para a execução do projeto.

A seleção direta das empresas de primeira linha da China e da Rússia teve como critério a manutenção dos padrões internacionais, a redução dos preços e a atuação de intermediários. Segundo economistas chineses, o estabelecimento de tal cidade comercial dá conveniente acesso às equipes russas (as maiores do projeto) e materiais necessários ao projeto, ao mesmo tempo em que serve como ponte de acesso aos produtos elétricos, hidráulicos e mecânicos tanto da Rússia, quanto do Leste europeu.

Com relação ao custo do empreendimento, está previsto um investimento total de US$ 22,5 bilhões, importando salientar que tal custo teve decréscimo de US$ 2,5 bilhões, pois, entre outros fatores, a mão-de-obra chinesa, relativamente barata, além da prática do método licitatório para todos os estágios da obra, fez o custo médio de construção cair para US$ 1,2 mil por kw – metade do gasto com projetos desenvolvidos em países do centro do sistema, como EUA e Canadá. Desde o início da construção até 2002, foram firmados 6.187 contratos, num valor total de US$ 6,3 bilhões, sendo aproximadamente US$ 4,1 bilhões sob métodos licitatórios 102.

À medida que o primeiro grupo de geradores foi posto em funcionamento, já em 2003 a construção da obra de Três Gargantas está sendo a melhor financiada com uma reunião de fundo de caráter plural. Abaixo segue mapa onde visualizamos não somente a usina em si, mas também um detalhado sítio da referida construção:

Para entendermos melhor essa questão do caráter plural de financiamento, o Projeto das Três Gargantas teve até agora grandes investimentos diretos por parte do Estado e de estrangeiros. Em 2002, a Corporação Para o Desenvolvimento das Três Gargantas do Rio Yang-tsé da China decidiu lançar mão em 2003 de ações em reinminbi (moeda chinesa) para o financiamento da obra, tendo Hong-Kong como a primeira região de financiamento internacional. Até o momento, já se tornaram acionárias do projeto a US Mirant Corporation e a Hong-Kong’s CLP China. Espera-se, com a venda das ações, o financiamento total do projeto. Como sabemos, há uma imensa reserva de mercado para a energia hidrelétrica chinesa.

Contudo, com a possível venda de mais de 20 bilhões de kw/h das Três Gargantas no presente ano, podemos auferir cerca de US$ 400 milhões como fundos adicionais para construção da obra.

Com a atual reforma do sistema de eletricidade, o mecanismo da tarifa energética se orientará para uma gradual mercantilização e as empresas de eletricidade poderão vender diretamente energia elétrica aos grandes consumidores. A aceleração do desenvolvimento de uma economia de mercado nas regiões sul, leste e sudeste da China promoverá o aumento da demanda da energia elétrica de Três Gargantas, tornando possível a transformação da eletricidade gerada pela usina em fundos para a construção. Vale ressaltarmos que a energia gerada por Três Gargantas terá o mesmo custo de outras centrais chinesas, ou seja, US$ 0,03 por kw/h.

Continuando com a questão do financiamento, além da Corporação Para o Desenvolvimento das Três Gargantas do Rio Yang-tsé da China, o estabelecimento da Companhia de Eletricidade Changjiang da China S.A., em setembro de 2002, foi um importante passo estratégico dado por aquela corporação, que se propõe a reunir fundos através da cotização em bolsas de valores para alcançar a meta de obter uma capacidade geradora atual de 200 bilhões de kw/h e um volume de venda da ordem de US$ 6,2 bilhões, proporcionando garantia de crédito para o financiamento final do projeto.

Para 2003, licitações públicas foram concluídas para 104 obras com valor global de US$ 1,25 bilhão, sendo 97% empregados em 40 obras, cujo centro será a construção de 14 unidades geradoras na orla direita do rio, fechamento das comportas da presa para armazenar águas, início da navegação de barcos e o funcionamento das primeiras unidades geradoras 103.


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