BIBLIOTECA VIRTUAL de Derecho, Economía y Ciencias Sociales


INFRA-ESTRUTURAS EM ENERGIA E TRANSPORTES E CRESCIMENTO ECONÔMICO NA CHINA

Elias Marco Khalil Jabbour



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II.5.6 – Petróleo e estreitamento de relações com a periferia

Até aqui procuramos deixar claro que existe uma política dirigida pelo governo chinês no sentido de baixar a crescente dependência das importações de petróleo, além de promover políticas que buscam maior abertura do setor ao exterior, ao mesmo tempo reestrutura a indústria petrolífera com a estratégia de num primeiro plano romper entraves burocráticos e assim viabilizar toda a cadeia produtiva para a otimização de pesquisa, desenvolvimento, extração, agregação de valor e distribuição. Num segundo plano, prepara as estatais para a saída ao exterior em busca de parcerias que tragam petróleo de além-fronteiras.

A China, em 2002, tinha 126 contratos e acordos com empresas de 18 países que implicavam no uso direto por parte da China de US$ 8 bilhões.

No campo do mercado de importações e participação na exploração petrolífera com o exterior, ela tem aplicado medidas com a intenção de reduzir perdas ao máximo possível, a partir da diversificação das importações na base de parcerias estratégicas com países do Oriente Médio, Rússia, Cazaquistão, Turcomenistão, Venezuela, Peru, Tailândia, Sudão, entre outros.

Alguns exemplos de parcerias:

O primeiro é o estreitamento de relações com países, como o Iraque, com intercâmbios comerciais que partem da contrapartida para os chineses de preços vantajosos no barril de petróleo, que chegam em alguns casos a 20% de desconto. Por outro lado, a China tem participação intensa na modernização ferroviária do Iraque: exportando locomotivas e peças e mantendo técnicos chineses na construção de estradas.

Mais um exemplo é a crescente relação da China com a Venezuela: esta, grande produtora e exportadora de petróleo; aquela, grande dependente de importações do produto e grande consumidora de fertilizantes químicos. Os dois países dispõem de total capacidade de se complementarem comercialmente.

O primeiro acordo foi fechado em 1996 para a compra, por parte da China, de 300 mil ton de olemulsão, produto derivado do petróleo utilizado para geração de energia elétrica.

Este começo de um trajeto comum tem andamento em 1999 com o início de estudos para a viabilização do uso de petróleo nas termelétricas chinesas. Num outro plano, os dois países, desde 2000, estão construindo uma usina mista em território venezuelano para a produção de fertilizantes e, desde 2002, técnicos venezuelanos atuam na China, enquanto chineses recebem treinamento intensivo na Venezuela.

Durante a greve do setor petrolífero contra o governo de Chávez presenciou-se a atuação de chineses, “cobrindo” a vaga dos grevistas antigovernamentais.

A China marca sua participação também em solo africano, através de grande número de seus técnicos em países como Sudão, que, graças à ajuda chinesa, tem percebido crescentes aumentos em sua produção petrolífera. Acordos sem maiores detalhes disponíveis estão em fase de finalização de projeto com a Líbia, onde quotas de petróleo para a China são garantidas em troca da participação chinesa em projetos infra-estruturais de instalação de estradas e ferrovias no deserto.

Por fim, vale registrarmos que a Corporação Nacional de Petróleo e Gás Natural, a partir de parcerias firmadas no exterior, obteve, em 2002, lucro líquido no valor de US$ 1,7 bilhão, com aumento verificado de 40% em relação ao ano anterior. Atualmente, 170 equipes da Corporação trabalham no exterior 126.

*** Para encerrar o presente capítulo, gostaríamos – achamos oportuno – de demonstrar a partir do mapa (na página seguinte) a relação entre bacias petrolíferas e refinarias de petróleo.

Fica claro que as maiores reservas existentes na China se encontram a oeste; porém, a partir da disposição da maior parte das refinarias no centro-leste (devido à proximidade do mercado consumidor e das melhores vias de transporte). Por fim, fica latente que a China tem grandioso potencial de desenvolvimento do oeste e o petróleo pode ser um alentador desse desenvolvimento.


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