AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS
BIBLIOTECA VIRTUAL de Derecho, Economía y Ciencias Sociales

 

ECONOMIA, POLÍTICA E SOCIEDADE

Luiz Gonzaga de Sousa

 

 

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AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS

 

            Aproximam-se as eleições para Prefeito e Vereadores de todas as prefeituras do país. O Prefeito significa o coordenador dos anseios dos comunitários e, como tal, deve ouvir a comunidade pela qual trabalha, quer dizer, todas as necessidades prementes no município devem ser discutidas e aprovadas pelas representações dos bairros do município. Nesta mesma ótica, estão os vereadores que são os legítimos representantes do povo do município na Câmara municipal, procurando sempre obedecer aos princípios do partido, ao qual estão filiados. O processo de conscientização dá-se todos os dias e em todos os recantos onde esteja uma comunidade que precise de informar-se, de conhecer seus próprios leaders e, sobretudo, dos deveres e direitos facultados a todos aqueles que participam da sociedade prestes a escolher seus representantes.

            As eleições de quinze de novembro são mais um momento para reflexão e atuação mais intensiva dos leaders de bairro, dos Sindicatos, dos Clubes de Mães, das Associações de qualquer espécie que visem ao bem-estar (well faire) de sua comunidade, pois é neste momento que surgem as pseudo-lideranças para tentar ludibriar a sociedade e conseguir faturar suas somas monetárias em cima de uma coisa tão séria, que é o voto popular e sagrado dos comunitários. Pense um pouco e veja que a sociedade está cheia destes vivaldinos forasteiros em busca de se locupletar com as consciências alheias, todavia, uma comunidade desinformada, deixa levar-se facilmente por pessoas deste quilate, sem as mínimas condições de realmente representarem os interesses comunais, pois é isto que se vê constantemente nos movimentos daquelas organizações que querem avançar no meio político.

            O ambiente político não significa dizer um trabalho com Prefeitos, Vereadores, Deputados, Senadores, Governadores, ou simplesmente falar em nomes deles, é muito mais do que se imagina, isto é, é um trabalho de condução da sociedade, é um trabalho de conscientização das massas e, sobretudo, é um trabalho onde a comunidade deve reivindicar seus interesses àqueles que são seus legítimos representantes. São estes representantes que devem ser bem escolhidos a ponto de não se venderem por quaisquer empreguinhos, ou quaisquer benesses que as autoridades municipais, estaduais e/ou federais possam oferecer de maneira pessoal, em detrimento de sua vocação maior que é a de servir à comunidade como um todo. É neste sentido que as comunidades devem se reunir para abraçar a política e não os políticos, porque estes passam e a política fica para sempre.

Observa-se, nos encontros de bairro ou de qualquer "meeting" que envolva faturamento político, que se encontra um Vereador na demanda de votos. Não se quer aqui negar que os Vereadores devam buscar votos. O que se quer esclarecer é que o trabalho de um político deva ser o de participar na sociedade e com ela, mas não um aparecimento em tempos de campanha política ou mesmo somente buscar um comprometimento desta comunidade com o candidato ou pretenso candidato a qualquer coisa. Não deve existir este compromisso formal entre o leader comunitário, que é, por conseqüência, um leader político, com qualquer Vereador ou Prefeito do município. O que deve ficar claro, é um compromisso do político partidário com a comunidade e as portas de quaisquer associações que devem estar sempre de braços abertos para qualquer político, quer seja do partido que está no poder ou quaisquer outros adversários.

            A comunidade tem que acabar com os leaders comunitários que tomam partido por A ou por B político. O leader comunitário deve ter uma política imparcial, mesmo sabendo das suas condições de vida. É claro que todo ser humano tem suas tendências em apoiar um determinado candidato, ou quem já exerce determinado mandato, todavia, sua posição dirigindo um órgão de classe é representar os anseios de todos os seus liderados, sem discriminação de raça, religião ou classe social. Mas, foi com o golpe de Estado dado em 1964 que a coisa tomou outro rumo, quer dizer, expandiu-se a corrupção, alastrou-se a pobreza, ampliaram-se os Odoricos Paraguaçu da Vida, iludindo comunidade, comprando eleitores e, sobretudo, corrompendo a justiça das cidades do interior brasileiro. Não é num instante que se vai demolir este estado de coisas, mas todo um processo de conscientização urgente urgentíssima.

            A abertura que se tem com a queda dos governos militares não acabou com os Odoricos da vida, e, hoje, quando não se vê na figura de Prefeitos, o Odorico, está claramente no coração de muitos Vereadores desinformados e inescrupulosos da era moderna. O fato, é que já estão nas ruas os Vereadores dos diversos partidos e nenhum passou por um processo de discussão nos bairros ou pelo menos no bairro onde reside. Passou na verdade, foi no afã de ter um emprego rentável por quatro anos ou mais, dependendo do nível de alienação que estes pretensos Vereadores desejam passar aos seus eleitores, oferecendo-lhes quaisquer bugigangas, e, além do mais, oferecendo aquilo que ele não tem condições de cumprir, se é que existe uma certa independência no pretenso representante do povo que o vai escolher para a Câmara Municipal.

            Pensa-se que ser Vereador é somente uma maneira simpática de tratar as pessoas do bairro, onde reside, ou de fazer qualquer benefício a alguns que estão precisando de uma esmola para dar de comida a seus filhinhos que estão passando fome, ou de algum remédio a qualquer doente que não tem condições de comprá-lo. Ser Vereador é uma coisa séria. É não enganar o povo de sua cidade, com doações fúteis e desnecessárias. É reivindicar o bem-estar para o seu povo, não importando o Prefeito municipal ser partidário ou não. É, finalmente, lutar pelos princípios da moral que o capitalismo internacional intenciona acabar e o povo desinformado recebe aquela mensagem de degradação da família e proliferação  da prostituição como um momento de descontração, de lazer e de felicidade, cuja verdade é a escola para o filho e a filha adolescentes ou não, do trabalhador de baixa renda.

            Uma cadeira na Câmara Municipal hoje em dia, já se constitui num emprego para filhos de políticos que, em idade de trabalhar, não conseguiram a sua colocação no mercado de trabalho tradicional, ou então numa maneira de aumentar a sua renda familiar, pois com uma remuneração de mais de 300 mil cruzeiros ao mês, quem é que não quer ser Vereador? O emprego é tão bom que em qualquer mesa de bar surge ou surgia, até a convenção dos partidos, candidato a querer fazer parte de uma Assembléia Legislativa Mirim, quer dizer, municipal. Quase 400 candidatos estão, pelo menos inicialmente, concorrendo para a Câmara Municipal de Campina Grande e se pergunta, quantos participam de um trabalho de base nos bairros campinenses? Trabalho de base sério. Sem aliciamento de ninguém, sem maneiras corruptivas. Trabalho sério de organização, de mutirão, de conscientização e, acima de tudo, de irmandade mútua.

            O povo campinense tem bons candidatos no processo de competição, como também possui nos quadros de Vereadores já existentes, inegáveis nomes de fibra que sempre estiveram à frente de um processo democrático de atuação de Vereadores que representem realmente os anseios deste povo ordeiro e trabalhador por uma Campina melhor, para todos, indistintamente de cor partidária, pois o Vereador eleito deve obedecer aos princípios do partido, mas ser fiel ao povo de maneira geral. É uma batalha dura, mas não difícil de se conseguir avançar no processo de busca dos verdadeiros leaders comunitários municipais e cabe a todos que tem lideranças não se impressionar com palavras bonitas de candidatos a Vereadores e a Prefeito, pregando aos seus liderados o verdadeiro caminho do povo ser ouvido e participativo de uma prefeitura popular e democrática.

            E quanto aos prefeitáveis para o município de Campina Grande? Não se precisa discutir muito qual será o perfil do melhor candidato a Prefeito do município. É necessário somente averiguar o seu passado histórico. É imprescindível observar a sua participação nos movimentos comunitários da cidade. E, é indiscutível tudo aquilo que já foi feito por Campina Grande e que contou com a participação deste prefeitável de que a cidade necessita. Um bom Prefeito não é aquele que faz uma pracinha aqui e acolá, ou que faça todas aquelas de que a cidade precisa. Um bom Prefeito, não é aquele que calça as ruas da cidade, porque é sua obrigação fazer as benfeitorias de que se necessita. Um bom Prefeito não é aquele que bate nas suas costas, ou que o recebe bem em sua mansão. Mas, aquele que faz a cidade crescer, progredir em renda, emprego e bem-estar social.

            Inegavelmente, os nomes a Prefeito da cidade de Campina Grande não devem ser tomados de maneira pessoal e pejorativa, tendo em vista que são pessoas bem conceituadas e merecem o maior respeito da população, todavia, as questões pessoais à parte, o que interessa é a sua participação política em todo o processo de atividade econômico-social que a cidade tem passado ao longo de sua história. E Campina Grande precisa de austeridade, muito esforço e dedicação para serem supridos os grandes problemas que hoje em dia enfrenta em termos de educação, de saúde, de transportes, de emprego, de produção industrial e agrícola e, mais ainda, de se voltar ao desenvolvimento municipal que há muito tempo não se vê. Campina precisa de infra-estrutura. É claro que nestes últimos 6 anos se deu um avanço muito grande, mas se necessita de muito mais para o arranco econômico (take off).

            Este é o quadro que se depara no âmbito da política municipalista, onde se precisa de um foro de debate sério, para se ter os verdadeiros representantes nos legislativos mirins e nas prefeituras municipais. O momento é sério e precisa de que se deixem de lado as amizades pessoais, para se fazer uma análise calma e fria sobre a realidade dos candidatos que se têm na pauta da eleição de quinze de novembro, para depois a coisa não piorar, bem mais do que se espera. Colocou-se que se deve acabar com os Vereadores carreiristas e partir para uma representação que saia das bases reais, talvez numa eleição prévia partindo dos Sindicatos, das Associações, das Sociedades de Amigos de Bairro, para tais candidatos passarem pelo crivo de uma discussão mais ampla, quer dizer, no município como um todo, para se ter autênticas representações do povo do município.

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