El cooperativismo una alternativa de desarrollo a la globalización neoliberal para América Latina

CARLOS GOMES

RELAÇÕES ECONÓMICAS

Por relações sociais entende-se as resultantes da cooperação entre indivíduos dentro da comunidade ou entre comunidades, em quaisquer circunstâncias, independentemente do modo como decorrem ou do fim a atingir.

As relações económicas são também relações sociais, mas que assumem forma por intermédio dos bens materiais e dos serviços. Reflectem a maneira como os homens produzem e distribuem os seus produtos num determinado modo de produção. Estabelecem-se entre os homens no processo directo de produção, mas abrangem também as restantes fases, inclusive, a de distribuição do produto criado, a da troca dos produtos e, finalmente, a do consumo. Todas estas fases diferenciam-se conforme estão ou não ligadas à apropriação dos meios de produção e dos produtos do trabalho.

Entre a evolução das relações económicas e sociais e a evolução das forças produtivas existe um relação dialéctica. As primeiras são influenciadas pelas segundas que, por sua vez, influenciam aquelas num sentido favorável ou desfavorável.

Estão compreendidas nas relações económicas:

1. As relações que surgem directamente no processo de produção;

2. As formas de distribuição dos produtos, ou seja, as relações de distribuição;

3. A forma, directa ou indirecta, como se processa a troca;

4. As formas de propriedade dos instrumentos de trabalho, de outros meios de produção e, ainda, dos próprios produtos do trabalho;

5. A posição de intervenção na produção dos grupos e classes sociais e as suas relações recíprocas e intercâmbio de actividades;

6. As formas de repartição dos rendimentos dos bens materiais e dos serviços;

7. As relações resultantes da aplicação de novas técnicas, dos excedentes de produção e da divisão social do trabalho;

8. As relações transmitidas de anteriores estruturas económicas mantidas pela tradição ou pela força da inércia.