
Revista académica de economía
con
el Número Internacional Normalizado de
Publicaciones Seriadas ISSN
1696-8352
César Augusto Costa
Faculdades Anhanguera, Brasil
csc193@hotmail.com
Como o debate acerca da
bioética se desenvolveu no plano latino-americano? Que
perspectivas podemos traçar a partir de nosso continente? Procuraremos de modo
breve, traçar como a bioética latino-americana expandiu suas reflexões e
iniciativas, como também delinear institucionalmente seus focos de atuação neste
contexto. Pois sem sombra de dúvida, o interesse pela bioética na América Latina
e América Central apareceu como resultado da presença e do contato com
pesquisadores de países pioneiros e centros avançados de ensino às vezes ligados
a Universidades dos Estados Unidos e alguns países da Europa como França, Itália,
Bélgica, Espanha, Dinamarca e Portugal. Diante do fenômeno surgiram as primeiras
manifestações acadêmicas e editoriais na década de 80.
Para citar este artículo puede utilizar el siguiente formato:
Costa, C.A.: “O Paradigma bioético na América Latina" en Observatorio de la Economía Latinoamericana, Nº 115, 2009. Texto completo en http://www.eumed.net/cursecon/ecolat/la/09/cac.htm
Entre as iniciativas marcantes na América Latina do período, citamos a criação da Escola Latino-americana de Bioética pela Fundação J. M. Mainetti em 1987, na Argentina. Por outro lado, um grupo de especialistas resolveu fundar a Federação Latino-americana de Instituições de Bioética (FELAIBE) em 1991. Logo, a realização do II Congresso Mundial de Bioética em Buenos Aires em 1994, com a participação e adesão de especialistas reafirmando o interesse no caráter multidisciplinar da Bioética. Por fim, em novembro de 1994, a convocação de alguns estudiosos de cada um dos países latino-americanos pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), para a inauguração do Centro Regional de Bioética e elaboração do Programa Regional da Bioética para a América Latina e Caribe, em colaboração com a Universidade do Chile. Tal fato resultou num significado mais abrangente da Bioética. Assim, estas realizações apontadas, por mais relevantes que sejam, não devem ser entendidas como fatos isolados, mas sim, como conseqüência de iniciativas, atividades e projetos de porte menor nos diversos países.
Considerando dois princípios da bioética (autonomia e justiça), pode-se estabelecer uma consciência mais plena no exame de questões críticas no contexto do Terceiro Mundo. Pois em nome do princípio da justiça, podem e devem ser exigidas maiores atenções para a saúde dos que integram à margem da pobreza. Numa sociedade democrática os recursos para a saúde devem ser distribuídos equitativamente. Esta deveria ser a chamada “bioética da pobreza”. Não seria um questionamento vital da bioética para as nações menos favorecidas? Sendo que, em países em desenvolvimento os problemas de saúde são enormes e merecem devida atenção! Como imperativo ético e não como um modismo contemporâneo, a bioética deve abrir seu horizonte a estas questões. Fundada no princípio da justiça, a bioética, dedicada no estudo, na discussão ou na pesquisa, não poderá desconsiderar as questões próprias das condições sub-humanas do Terceiro Mundo.
Concluímos nossa posição, mencionando Albert Sabin, pesquisador em 1957 da vacina oral contra poliomelite. Para Sabin, a peste do século XX não era a Aids, mas a pobreza que atinge milhões de pessoas e as doenças que dela decorrem.
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